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segunda-feira, 2 de março de 2015

Ditado do Mês

"Março marçagão, de manhã cara de riso à noite cara de cão."

Com a instabilidade das previsões metereológicas, resta-nos ter alguma fé nos provérbios populares. E que estes dois dias não façam o mês!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Yeah, sou rica!

(Imagem daqui)
Numa época de tantas interrogações, incertezas, tanta análise e xaropada de psicólogo para descobrir coisas tipo: “Como dizer não ao meu filho”, não admira que as pessoas já nem saibam a que classe pertencem! Por isso, elaborei este teste, muito simples (testes são científicos e matemáticos, por isso fidedignos). Leia e coloque à frente de cada questão: Sim- Não- Não sei.

Mora em apartamento?
É a favor da pena de morte?
Toma remédio para a depressão?
Lê livros “Best seller”?
Faz yoga ou corre?
Lê as colunas sociais?
Consome pirataria?

Resultados:
Se você respondeu “Não sei” a todas as perguntas: É pobre.
Se respondeu “Não” a todas as perguntas”: É rico.
Se respondeu “sim” a uma ou mais questões: Lamento imenso, é definitivamente...(glup, engoli em seco), coragem... classe média!

MAS, calma, nem tudo está perdido e nem sequer precisa ganhar o EuroMilhões, nem tão pouco gastar um cêntimo! Basta mudar de opinião sobre uma questão; pode ser contra a pena de morte? Óptimo, porque isso realmente é indigno do homem. No entanto, se de facto é muito fiel aos seus princípios…não faça nada e nada mude! Espere. Tenha paciência, porque mais dia menos dia a classe média vai acabar por desaparecer. Os economistas que o digam e a culpa é da crise. Ponto!

Se é pobre e quer mudar de classe, pense nisto: não vai dar para ser rico, pois não? Então classe média para quê? Perder os seus direitos e ganhar somente deveres?! Perder o rendimento mínimo, escalão A dos filhos na escola, direito a casa, ter que levantar cedo para trabalhar, pagar transportes... Não, pois não? Mau negócio.

Bom, se é rico…Palavras para quê? Por exemplo eu fiquei muda (felizmente o teclado funciona mesmo assim) com a revelação. Sou rica e nem sabia! E esta hein?

Nota: Neste texto foi usada e abusada a figura de estilo “ironia”; a ideia é parodiar um certo blogue que por sua vez “parodia” a classe média way of life. “Ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão”. Certo? Certo.

Uma boa semana!

domingo, 1 de novembro de 2009

Educação financeira infantil

Quem tem crianças sabe como a noção de “dinheiro”, para elas, é abstracta. Recordo divertida como os meus filhos recusavam trocar um punhado de moedas de cêntimos por uma moeda de 2 euros! Certa vez levei as moedas da Letícia para trocar na mercearia por uma nota, pensando que ela ficasse contente e só a deixei tristíssima!

Bom, a partir de determinada altura compreenderam que as moedas escuras pouco valiam, e que as notas eram as mais valiosas. O tempo encarregou-se de os fazer entender. No entanto, aprender a lidar com o dinheiro já depende dos pais. A noção de “caro” e “barato” é relativa; o que para mim pode ser caro, para outra mãe poderá ser barato ou vice-versa.

As crianças sabem que têm contas no Banco, constituídas pelo dinheiro que receberam à nascença, que será utilizado quando forem maiores de idade. Porém, desde muito pequeninos que têm mealheiros, onde guardam a mesada da avó e dinheiro que os familiares lhes vão oferecendo pelo aniversário e Natal e fazem a gestão desse dinheiro, com a nossa orientação. Quando vamos de férias eles levam sempre uma quantia para gastarem naquilo que lhes interessar. E quando querem comprar algo que nós, pais, não concordamos por qualquer razão, também podem, eventualmente, utilizar o dinheiro do mealheiro. Nessa gestão eles vão compreendendo o dinheiro que sai, o que entra, o que fica e fazem comentários preocupados ou alegres sobre o assunto. A Letícia já disse: “Eu tenho mais dinheiro do que o Duarte porque não o gasto e ele gasta”. Noção de economia adquirida com sucesso!

Há cerca de 2 semanas a Letícia quis comprar a merenda na escola; comecei por lhe dar o dinheiro certo e depois um pouco a mais. As contas que ela me apresentava ao fim do dia, de quanto tinha custado e do troco que tinha recebido, bateram sempre certo. Foi com muita satisfação que constatei a responsabilidade dela e noção adquirida de custo e troco, às custas da matemática. Novamente vi que o tempo ajuda nestas aquisições de conhecimentos.

Os nossos pequenos têm um projecto em comum; querem comprar uma PlayStation e como nós, pais, fomos muito relutantes (ok, ainda somos, mas estamos a condescender) eles tomaram a iniciativa de economizar o dinheiro necessário para a compra. De uma só assentada eles vão aprender 3 lições:

Paciência; estão a economizar há mais de um ano e certamente quando o momento chegar vão saber valorizar muito mais do que se o desejo tivesse sido satisfeito sem espera.

Economia; para comprar tiveram que economizar o dinheiro deles.

Valor do dinheiro: a Playstation custa o equivalente a um ordenado mínimo, portanto equivale a um mês de trabalho da maior parte dos trabalhadores. Isto, eles já sabem. E vão saber também que não foi fácil amealhar essa quantia!

O ditado popular diz:” De pequenino se torce o pepino”, portanto na educação da criança também faz parte a questão do dinheiro.

Texto integrante da blogagem colectiva, promovida por Cybele Meyer. Clique aqui e leia mais artigos sobre o assunto.

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

“Patada de burro


(Imagem daqui)

Não chega ao céu”, já diz o ditado popular; isto significa que é algo tão desprovido de inteligência, interesse ou pertinência que deve ser ignorado.

Contudo, frequente e involuntariamente, damos uma ajudinha para que assim não seja. Acontece quando ficamos muito chocados com um comportamento que consideramos anti-ético ou incorrecto e na nossa estupefacção queremos denunciar, rejeitar aquilo que gostaríamos não tivesse sido feito, ou dito.
Lamentavelmente nessa nossa chamada de atenção estamos a publicitar aquilo que achamos que deveria ser suprimido. Um contra-senso, afinal. Estamos a potenciar o pontapé do burro!

Aconteceu comigo; quis denunciar algo que me afectou pessoalmente e dei publicidade à pessoa. E voltou a acontecer recentemente na blogosfera; verifiquei que “uma patada” alcançou dimensões exacerbadas porque muitas pessoas a publicitaram. Quem não sabia (muita gente!) ficou a saber; quem sabia pegou em paus e pedras (virtualmente, claro!), tudo porque “uma patada de burro” foi denunciada, quando mais deveria ter sido ignorada. Não se teria sequer aproximado do céu!

Obs: Os burros (animais!) que me perdoem, pelo uso abusivo do nome, mas a culpa é dos ditados populares porque, eu pessoalmente, acho-os uns animais fofíssimos de olhos meigos!

E a você, amigo leitor, desejo uma excelente semana!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

“Quem o feio ama, bonito lhe parece”

(Imagem aqui)
Os meus filhos já tiveram a fase das adivinhas, das anedotas e actualmente estão na fase dos provérbios populares. A cada frase feita pronunciada por alguém, ao vivo ou na televisão, eles imediatamente a retém. Depois, utilizam-na por tudo e por nada, debatem entre eles os diversos significados, por vezes pedem-me esclarecimentos, e adaptam-na a diversas situações, mudando uma palavra ou outra. O último provérbio era-me desconhecido: “Leva o que há e não faças cara má”. Também este foi reajustado a novas situações: “Veste o que há e não faças cara má”, “Come o que há e não faças cara má!”, etc.
Há nos provérbios populares uma sabedoria espantosa, gerada pela experiência dos nossos antepassados, ao longo dos tempos. Este legado, nem sempre apreciado ou compreendido, tem como intuito ajudar-nos em situações do nosso dia-a-dia. No entanto, acaba por ser mecanicamente recitado sem que nos aprofundemos no seu significado.
No início das férias de Verão, de 2008, o provérbio que serve de título a este post revelou-se-me inesperadamente. Enquanto eu aguardava a minha filha, na recepção do Infantário dela, assisti à despedida de um menino, que eu achava o menos bonito da escolinha. A educadora debruçou-se sobre ele para o beijar e lhe desejar boas férias, quando ele pronunciou com uma imensa ternura:
-Sabes, professora, eu gosto muito de ti e vou ter muitas saudades tuas.

Ela abraçou-o imediatamente, porque como eu, intuiu verdade e amor naquela frase tão simples. Subitamente, olhando aquele menino, eu vi que ele irradiava beleza!
Sabe que essa metamorfose dura até hoje?! Sempre que eu entro na escola (uma vez por semana, para ir buscar o meu sobrinho) procuro com os olhos o menino mais bonito. E ele está lá…perfeitamente belo!

Tenha uma óptima semana!