Mostrar mensagens com a etiqueta eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eu. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dizer ou não dizer ?

Via André Letria

Eu a conversar com uma amiga:
- Sou sincera e directa, costumo dizer o que penso.
- Ah, eu tenho muito cuidado com o que digo, tenho medo de ferir a sensiblidade das pessoas.
- Ainda bem para ti, deve ser melhor ser assim; porque há quem não goste de sinceridade, e acham-me fria e insensível.
- Mas a mim também me chamam fria e insensível!
-Ah?! De qualquer forma nunca conseguiremos agradar a todos.

Não adianta...!

Tenha uma óptima semana!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Chuva, vai embora!

Via
Nunca a expressão aplicada a Portugal, "jardim à beira-mar plantado", me fez tanto sentido! E o jardineiro infatigável é S.Pedro, com um  regador sem fundo na mão.

Eu gosto de chuva. A sério que gosto.
Gosto do som da chuva a cair, das gotas que batem contra as vidraças. À noite gosto mais ainda, é tão reconfortante ficar a ouvir a chuva cair lá fora.

Desperta-me sempre sentimentos de bem-estar e gratidão.

Mas santa paciência, isto é demais! Não pára de chover há semanas; há dias, não vivessemos nós, por casualidade, no lado direito da Alameda, e teríamos tido o Rio à porta!
Galgou as margens, invadiu o Parque e os campos, alagando caminhos, courts de ténis e parque de campismo.

O barulho da chuva a cair deixou de ser agradável, e passou a ensurdecedor. Já não é relaxante, mas enervante.

Estou farta de sentir que a Terra é o penico do céu. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Eu... na corrida do


Recebi um email a informar-me que estava inscrita num concurso de blogues; que surpresa. Sobretudo porque não me candidatei; a iniciativa partiu de uma leitora querida. Apesar de me sentir deveras prestigiada, pelo reconhecimento que me traz, confesso que hesitei.

Não tenho jeito para campanhas deste tipo. Nem sequer acredito muito nestas coisas, de receber prémios e títulos para melhor, maior ou mais espetacular. Não tenho uma legião de seguidores a quem pedir para votar em mim. Sei que são poucos e bons, e como em todas as outras coisas da minha vida, acho que prefiro assim.

Há algum tempo atrás, a propósito de um concurso deste genero, vi como este tipo de coisas muda as pessoas, e as faz mostrar uma faceta menos simpática, que normalmente está oculta. Não gostei do que vi, por conseguinte mantive-me alheada destes eventos.

Porém... a iniciativa da minha participação, partiu de outrém, e a minha resposta a este gesto que me fala ao coração, só pode ser uma. Participar e fazer o meu melhor. 

O concurso é promovido pelo Aventar, e tem 4 fases, estando neste momento na primeira. Do da 7 a 18 de Janeiro as votações estão abertas. É permitido um clique por dia. Sim, leu bem.

Estou inscrita nas categorias: Educação ( aqui ) e Pais/Filhos ( aqui ).
Agora, Poucos e Bons, é só clicar no Mãe.... e muito mais. Uma vez por dia.

E podem  clicar em mais blogues, que a oferta é extensa e diversificada.

Até breve!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

" As séries debilitam os casamentos"

Via
Um estudo feito pelo Albion College, do Michigan, e publicado na revista Mass Communication and Society, conclui que os espectadores assíduos de séries televisivas, põem em risco os seus casamentos.

Segundo os investigadores americanos, quanto mais os espectadores acreditam nos retratos dos casais ficcionais, veiculados pelas séries, menos investem nos seus próprios casamentos e relações.

Normalmente sou muito céptica relativamente a estes estudos, mas confesso que este não me espanta mesmo nada. Aliás, ainda há cerca de alguns dias, a propósito da série Medium, que passa na Fox Life, eu comentava que era a série mais fantástica e ficcional que tinha visto. E não, não é por a personagem principal conseguir ver e falar com mortos, é pelo marido dela!

Eu explico, para quem não costuma ver a série. O santo do marido da protagonista, tem uma paciência e nível de tolerância sobre-humanas. É que normalmente, a mulher costuma sonhar com os crimes e pessoas envolvidas neles, acordando sobressaltada diversas vezes por noite. E claro, naquela agitação em que fica, acorda automaticamente o marido, para lhe contar, desabafar e ser acalmada por ele. O santo, digo, o marido, não dorme uma noite seguida, mas acorda sempre com uma paciência e bom-humor extraordinários!

Para além disso, é giro que se farta!

Portanto, eu, mesmo sem precisar de ler nenhum estudo, já tinha concluído que ver aquela série não fazia bem aos casamentos.

No entanto, junto o meu propósito ao dos americanos, que com este estudo pretendem levar os casais a reavaliar os seus parceiros e casamentos, com expectativas realistas, e não ficcionais.

Até porque, em 2012 os portugueses aumentaram o número de horas que passam em frente à televisão. E a continuar assim ( vocês sabem, sem vontad€ de sair de casa para fazer outros programas! ) o número de horas dedicadas à tv, tende a aumentar.

Em suma, séries sim, mas nunca esquecer: aquilo é ficção.

Tenham uma óptima semana!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Optimismo extremo

Escolhi ser feliz porque é bom para a minha saúde. Voltaire

Para o número de Janeiro, da Bigger Magazine, escrevi sobre optimismo extremo; já ouviu falar ? Com certeza que, se não conhece a desginação sabe o que significa; é a atitude positiva que se adquire voluntariamente, contra todas as expectativas.

Porque 2013 não será um ano fácil, os problemas de diversas ordens estão praticamente garantidos, e a vida dificultada, não quer dizer que devamos parar de sorrir. De acreditar num futuro melhor, de ter esperança na mudança.

Podemos não fazer muito, porque muito do que nos acontece foge ao nosso controle e vontade, porém, a atitude a termos perante a vida, é sim, opção nossa. E isso pode fazer toda a diferença!

O importante não é o destino, mas a viagem*. Vamos aproveitá-la desde já!

Para os meus leitores do Norte, a Bigger Magazine já está à venda em Guimarães, Vizela, Braga, Fafe, Famalicão, Sto Tirso e Felgueiras.

Até breve!


* Autor desconhecido

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Uma memória de Natal


Receita aqui
A tarde da Véspera de Natal era passada na cozinha, a preparar os doces tradicionais. A mãe dirigia a cozinha com a firmeza dos muitos Natais passados a exercitar esses rituais. As filhas seguiam as instruções, sem grande vontade, porém animadas com a perspectiva de comerem a primeira rabanada, ainda quente.

Ao fim da tarde, o pai chegava da rua, e lançando um olhar apreciativo às rabanadas, pedia uma para lanche,  que a mãe retirava da travessa, já com dois ou três andares, a contra-gosto. Não gostava de ver diminuir o fruto do seu trabalho, antes das travessas irem para a mesa. Porém, escolhia a melhor das rabanadas, a mais bonita, perfeitamente dourada e ainda quente, colocando-a num prato de sobremesa, em frente ao marido.

- Está muito boa! Comentava ele por fim, afastando de si o prato, e bebericando um cálice de Vinho do Porto. Parco em palavras, e mais ainda em elogios, pronunciava o único cumprimento dirigido às rabanadas, durante todo o Natal.

E naquele momento, a filha mais velha tinha a sensação, de que a mãe daria a travessa das rabanadas, com os seus dois ou três andares, de bom grado, ao marido.

Há-de ser sempre assim que  hei-de recordar das tardes de Véspera de Natal; do meu pai e das primeiras rabanadas.

Tenha um Feliz Natal!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Das coisas que eu gosto no verão

via
Gosto das férias de verão! Dos sítios que visitamos, dos familiares e amigos que encontramos.

via
Gosto da roupa, mais leve, mais colorida, mais bonita.

Via
Gosto das sandálias, mais femininas, mais reveladoras.

Via
Gosto das saladas; da diversão que é cozinhar sem seguir receitas, simplesmente "atirando" para lá este e aquele ingrediente. Ou de testar novas receitas.
via
 Gosto dos gelados. Dos bolos gelados. Dos cremes frescos. Mas tudo caseiro!

via
Gosto dos refrescos. E vai ser este verão que faço uma sangria de frutos vermelhos. Oh yah!

Gosto dos dias looooongoooos! Tornam-se mais rentáveis.

Gosto das noites; de nos sentarmos no terraço, a ver quem encontra mais estrelas-cadentes. De sentir a fresca.

Gosto de ter as crianças em casa mais tempo. De as vestir com roupas finas e alegres, de lhes fazer gelados e refrescos. De fazer programas com elas.

Haverá motivos para não gostar do verão?

Até breve!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As Minhas Pérolas

Cada vez tenho mais cuidado com elas, porque tenho receio das consequências. Quando alguém se lembra das minhas pérolas e mas citas, fica sempre com o coração aos pulos.
Tenho medo do que possam causar às pessoas, no entanto é mais forte do que eu, e não posso deixar de exibi-las.

Quando há uns três anos, um amigo me disse, a rir: - E quando tu me disseste que eu não te tinha desiludido, porque nunca te tinha iludido?! Eu fiquei um pouco constrangida, pensei que ele já tivesse esquecido aquela história. Na época ele fez algo que eu não gostei (já nem me lembro o quê, vejam que importante!) e quando me pediu desculpa, eu saí-me com uma das minhas pérolas.

E quando um amigo, que vive no estrangeiro (as minhas pérolas viajaram até lá!), me citou, a propósito da resposta que eu dera, por não estar bronzeada depois das férias de Verão, (a alguém evidentemente bronzeada!)? – Uns ficam morenos por fora, eu prefiro ficar por dentro, aludindo às férias culturais.

Ainda recentemente alguém se lembrou do espanto que sentira por eu cozinhar para mim, quando vivia sozinha (parece que foi há uma vida atrás), e da resposta que eu dei – Claro que cozinho para mim. Sou a pessoa que melhor merece ser tratada, por mim própria! – Utilizando-me como exemplo, à filha recém saída de casa.

Hoje vou partilhar a minha mais nova pérola. Não adianta você mudar, e tentar moldar-se a outra pessoa; ainda que seja um clone, a satisfação nunca será total, porque mesmo virando-se do avesso, essa não é a sua natureza. Não pague esse preço!

Eu fico constrangida com as minhas pérolas, porque sei que a palavra é de prata e o silêncio de ouro. E embora a minha intenção seja boa, sou só humana – portanto, pegue nas minhas pérolas e utilize, se desejar, mas saiba que não me responsabilizo ;)

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Orgulho dos quatros canais

 (Imagem)
Ouvir alguém dizer que vê pouca televisão, não provoca um grande impacto. Ouvir alguém dizer que não tem televisão em casa, sim, provoca impacto! E ouvir alguém dizer que tem apenas os quatro canais públicos? Muito impactante, sem dúvida.

Eu sei, porque durante muito tempo, era eu quem pronunciava essa frase, que retinha imediatamente a atenção do meu incrédulo interlocutor.
- Os quatro?! Insistiam. - Sim, repetia eu, com o orgulho.
O orgulho de não conhecer mais ninguém na nossa situação, de nos saber assim uma espécie de dinossauros. Bem, sei... nada bonito o orgulho,  mas é da minha natureza, e isso é mau, devemos ser humildes, todavia tenho a capacidade de me orgulhar de pequenos nadas, e isso é bom, causa-me alegria frequentemente. Mas enfim, tendo  consciência disso,  tento vigiar-me para controlar o orgulho e pelo menos, por este motivo, o orgulho foi exonerado!

Finalmente adquirimos um pacote que incluí telefone, internet e quarenta e tal canais. Tudo pela busca de uma melhor e mais rápida net, porque um serviço combinado é o mais económico. Diz a  Deco, e nós confirmamos.

Agora vejo sem dúvida, mais televisão; ainda nem descobri os canais todos, mas consegui recuperar algumas séries que tinha perdido, como Donas de Casa Desesperadas, que a SIC me fez o favor de estragar, ao pô-la no ar às duas da manhã! E tenho visto também bocadinhos de  programas absurdos, tem que ser aos poucos, tenho receio que grandes doses me possam intoxicar, mas quero saber o que se passa no Mundo, por muito absurdo que seja.
Nem que seja para me considerar um dinossauro dos bons costumes. E ter orgulho disso. Ouupsss...

Tenha uma óptima semana!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Mãe… e muito mais" na Revista "Pais & Filhos"

Ouvi falar na revista Pais & Filhos através da minha tia, que grávida da minha prima (entrou este ano na Universidade!) devorava a revista de uma ponta a outra, e a referenciava por tudo e por nada.

Por conseguinte, quando engravidei herdei o hábito de ler sobre o assunto, e ainda uma resma destas revistas, que fui lendo por secções.  Estava grávida, só lia artigos relacionados. Próximo do parto, só lia artigos sobre o assunto. Depois do parto, lia sobre amamentação, primeiros dias com o bebé, truques para superar as primeiras dificuldades, etc. Cada um com a sua técnica!



Várias revistas estavam espalhadas estrategicamente pela casa, onde eu pudesse ler um pouco, eu lia! A Pais & Filhos tornou-se uma referência para mim, e ajudou-me imenso. Emprestei muitas, aconselhei a amigas (até para a Alemanha, foram!), e mesmo aqui, no blogue já a referi várias vezes.

É uma leitura preciosa, tem-me prestado um auxílio enorme, ensinando-me, desfazendo dúvidas, esclarecendo-me. Por isso mesmo, da última vez que o meu marido quis pôr as revistas para reciclar, numa daquelas famosas “limpezas” dele, eu objectei: - Nem pensar! Ainda preciso muito delas! (Ah pois, vem aí a puberdade, adolescência e toda a ajuda é pouca. Segundo me dizem). As revistas ficam! E ficaram.

E eis senão quando, sou abordada pela jornalista Ana Sofia Rodrigues, da Revista Pais & Filhos, para prestar testemunho, relativamente ao assunto “educação financeira infantil”, sobre o qual havia escrito aqui e aqui. Obviamente, senti-me muito lisonjeada, a minha revista de referência  interessava-se pela nossa vivência familiar, e poderia desse modo compartilhar com um universo mais alargado!

Por isso, mais uma vez, indico e recomendo: Não deixe de comprar a revista! Mês de Novembro, com um pequeníssimo contributo de Fernanda Sampaio, no artigo “Finanças rima com crianças”, pág.82, que aliás está realmente muito bom.
Já nas bancas!

Ou você é daquelas mães (e pais) que acreditam que actuamos por instinto?
Eu acredito sobretudo na informação, na partilha e reflexão !
Revista de 2001 ( ano de nascimento do Duarte) e outra de 2002 ( ano do nascimento da Letícia)

Boa semana!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O que tem o Verão de bom...

 ( Ilustração de Marie Desbons, Mon grain d' sel")

Eu gosto do verão porque acho as roupas mais bonitas.
E pelas sandálias, que mostram as unhas dos pés pintadas.

E dias longos.
E noites estreladas.

Pelas saladas.
E  pêssegos, ameixas, melancia e uvas.

Pelos churrascos e jantares no jardim.
E piqueniques.

E pelos banhos na piscina.
Pelas férias.

Pelo tempo que passo com as crianças.
Pelas visitas, mais disponíveis, que temos e fazemos.

Pelas flores e árvores de fruto carregadas.
E relva verde. Por andar descalça na relva verde.

Pela alegria das aves, grilos, borboletas e abelhas.
Pelo céu azul.

Pela chuva que provoca o odor da terra.
Pelas tempestades de verão, que refrescam os dias.

Há tantas razões para gostar do verão, não há?

Até breve.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A profissão não nos define!


Ainda na sequência da minha entrevista, algumas mães têm falado comigo a respeito de se intitularem “mãe a tempo inteiro” e de como isso é socialmente mal visto. Algumas, felizes e realizadas, com a situação delas, sofrem ainda assim por não serem compreendidas e pelo contrário, serem mal cotadas.

Existe a ideia estereotipada destas mulheres (nós), como sendo um grupo sem instrução, desinformado, sem capacidade para exercer uma profissão mais interessante e por isso mesmo confinado a esta actividade. Ou seja: falta de alternativa.

Eu faço a diferenciação entre doméstica, ou dona-de-casa, com “mãe a tempo inteiro”; esta última, tomou a decisão de ficar em casa para cuidar e educar os filhos. Para se dedicar integralmente à família. Se os filhos não existissem, ela (eu) estaria lá fora, no mercado de trabalho. Aliás, os franceses fazem a distinção entre femme au foyer (mulher no lar) e mère au foyer (mãe no lar), que me parece muito mais exacta.

Contudo, não pretendo diminuir o valor das donas de casa, que para mim são (somos) sem dúvida uma espécie de gestoras; responsáveis pelo economato (despensa), fazem as compras, elaboram menus e executam-nos, tratam da manutenção e reparação de tudo no lar, fazem a contabilidade e certificam-se que o orçamento familiar cobre todas as despesas mensais. Enfim, gerem uma microempresa, geralmente com muito sucesso, considerando a actual crise, e eventual redução dos vencimentos, com o desemprego. As donas de casa não permitem idas à falência, porque os envolvidos não são meros funcionários, mas aqueles que mais amam. Por conseguinte, não me venham dizer, que esta, é uma função sem desafios!

Parece-me que há uma sobrevalorização do “emprego” pelos motivos errados; claro que eu também penso que o trabalho dignifica e necessitamos dele para subsistir. Não pretendo desvaloriza-lo, falo de uma sobrevalorização a outro nível. É como se as pessoas necessitassem do “emprego” para as definir. Ora, na minha concepção o trabalho não define ninguém!

Conheço pessoas com trabalhos fascinantes, bem sucedidas financeiramente, socialmente bem vistas e no entanto, quando se mantém uma conversa com elas, constatamos quão vazias são, desprovidas de interesse. Um curso superior não fornece “cultura geral” nem “saber estar”; unicamente nos prepara e especializa para trabalharmos numa determinada área.
Quando temos uma vida interior rica e plena, não há uma tão grande necessidade dessa "muleta" exterior que é o trabalho, para nos definirmos.

Na realidade, as pessoas são como caixinhas de surpresas; e a melhor surpresa pode vir da caixinha menos promissora. Para não perdermos estas “caixinhas” só temos que ficar atentos e pormos de lado ideias preconcebidas.

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Projecto 2009



Caminhar diariamente estava nos meus projectos do ano passado. Por uma questão de bem-estar, dado que não pratico desporto e não pretendo ficar enfiada num Ginásio.

  1. No Inverno estava muito frio. Ou chovia.
  2. Na Primavera o tempo estava incerto.
  3. No Verão estava demasiado calor.
  4. No Outono…bem, então estava demasiado ocupada com o início do ano escolar. Com as obras de marcenaria cá em casa. Com a preparação do Natal.

E o ano findou-se.

Estes dias uma amiga perguntou-me se eu queria caminhar à noite. (Hummm?...)
Estes dias estão muito frios. Todas as noites são anunciadas como as mais frias do ano.(Acho que não!)
Estes dias nevou! O chão não ficou com um manto branco, mas estava frio, muuuuito frio!(Noutra altura!)

O meu marido, horrorizado, disse:
-Estás a brincar não estás?!
Mas eu aceitei e fui caminhar! Fizemos 5 kms, de cachecóis e luvas.
E cheguei a casa afogueada. E satisfeita.

Aproveitar as oportunidades é um projecto para 2010!
Não deixe escapar as suas também!

Boa semana.

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma neurose!

(Imagem daqui)
Tudo porque há cerca de 3 semanas estou a viver na Escandinávia! E eu sempre disse que preferia mil vezes viver num país tropical, onde o sol brilhasse sempre e o dia começasse às 6h e terminasse às 21h. Eu sabia da minha necessidade absoluta de luz natural!

Estou cansada de responder “Sinto-me exausta” a quem me pergunta como estou e nem sequer entro em detalhes para não aborrecer ninguém, mas aqui, onde quem quiser pode virar a página, vou desopilar:
- Estou cansada de ter as persianas da casa corridas dia após dia, desde há 3 semanas! Estou cansada da escuridão! Estou cansada do vento que entra sem as janelas. Estou cansada do pó de madeira.
E eu própria já me começo a sentir-me como a minha casa: sombria, fria e desconfortável!

E nem sequer posso queixar-me ao meu marido, porque já sei o que ele me responderá: - Estamos a gastar uma pipa de massa, porque tu quiseste a ainda te queixas?! (Ele tinha preferido substituir toda a caixilharia original, em madeira tropical, da casa por pvc! Eu: nunca, jamais, never! E só por isso nem me posso queixar?).

Sabe aquele tipo de pessoa muito calma, que raramente se zanga, mas que num dado momento “explode” ? Eu sou do tipo bem-disposto, sempre bem disposta, mas quando não estou, fico com uma neura gigantesca tipo cateto elevado ao quadrado da hipotenusa (claro que não faz sentido, nem vá por aí! Coisa de gente temporiamente ensandecida )!

Então é isso: estou uma neurose e só me apetece lamentar-me, queixar-me e choramingar. Ou então, fazer a mala e mudar-me para um hotel! No Hawaii!

Bom fim de semana! (Ah, viu como mesmo mal disposta consigo ser bem educada?!)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O sonho


(o Sonho, Henri Rousseau)

Eu sempre sonhei imenso. Lembro-me de alguns sonhos que tive em criança, um em particular, por ser recorrente e me deixar extremamente assustada; até hoje não consigo explicar porque um grão de areia a crescer me deixava em pânico. Recordo outros, também assustadores, que me marcaram. Na adolescência comecei a ter sonhos que primavam pela originalidade, então comecei a registá-los num caderno, não porque acreditasse que tivessem algum significado, mas apenas por serem divertidos.

Na idade adulta os meus sonhos tornaram-se mais complexos, muitas vezes repetição do meu dia, das minhas preocupações e problemas. Então, aquele que se repetia mais era a queda. A sensação de cair, de sítios extremamente altos, para os quais eu nunca subiria acordada (porque sofro de vertigens) era terrível e o choque acordava-me automaticamente. Numa determinada noite, estando em queda livre, lembrei-me subitamente:” - Isto é um sonho! Posso fazer o que quiser.” E comecei a flutuar. Ao fim de algum tempo acordei. Mas foi muito excitante aquela sensação de controlo!


Naturalmente, desde que me tornei mãe tenho alguns sonhos com os meus filhos. Por vezes são pesadelos, e nesses, quando a situação começa a ficar demasiado insuportável eu acordo automaticamente. Assim, com um clic! Um automatismo que eu criei, certamente, para me salvaguardar. Muitos dizem que o sono é um desperdício da vida, porém se conseguíssemos controlar o sonho, esse período de descanso físico poderia ser bem mais produtivo.

Então, eu começo a especular; já imaginou se você conseguisse controlar os seus sonhos? O que é que você faria? Aonde iria? Com quem estaria?

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

FORWARD = Para a frente

(Imagem aqui)

Quem pensa que email é um meio muito rápido de comunicação não me conhece; na última vez que entrei na minha caixa de correio tinha 142 mensagens por abrir! Claro que o facto de eu reduzir o meu tempo na blogosfera implica reduzi-lo também no pc e consequentemente o meu correio electrónico fica muito atrasado. É também um facto que GRANDE parte destas mensagens são forwards, que eu vou, mais tarde ou mais cedo, abrir.

Forwards são mensagens que circulam na net, frequentemente em pps ou ppt que recebemos e enviamos. Conheço muita gente que não gosta de os receber; por exemplo o meu marido avisa sempre que não quer e quando recebe apaga-os. Excepto os meus; porque ele sabe que eu só lhe envio aqueles Fw’s que lhe interessam.

Frequentemente, amigos e familiares agradecem-me, e dizem-me que gostam imenso dos Fw’s que eu envio e pedem-me para continuar a enviar. Porquê? Porque eu faço um criterioso rastreio a todos os FW’s que recebo. Como?

Mensagens xenófobas e misóginas, como anedotas: Delete!

Mensagens que eu já li há n tempo atrás: Delete, outra vez!

Mensagens lamechas: Delete again!

Mensagens de cadeias (se não enviar algo de terrível vai-lhe acontecer nas próximas horas): Delete, delete, delete!

O que fica? Humor sadio, textos espirituais, casos de vida inspiradores, informações de saúde ou temas da actualidade que considere inteligentes e fidedignos.

Envio para todos os meus contactos? Não; conhecendo as pessoas, envio os Fw’s que sei serem do interesse de cada um. Dá um pouquinho de trabalho mas considero-o uma atenção que tenho para quem envio. É muito aborrecido enviar FW’s e decorridas algumas horas ou dias, voltar a recebê-los de alguém a quem os enviamos. Há dias aconteceu-me isto. Novamente. Só que desta vez, vinha inclusive uma pequena mensagem pessoal, assinada por mim, que pelos vistos anda por aí a circular. Chato!

Outra coisa que tenho em atenção: os contactos nunca são visíveis. Para quê exibi-los?! Devemos proteger os nossos contactos e fazê-lo não custa rigorosamente nada.
Porque insisto em ler Forward’s ? Porque ás vezes surgem autenticas pérolas, que fazem com que valha a pena!

That’s it! Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Entrevistas no PALIMPNÓIA


Eu gosto de ler entrevistas; mesmo de pessoas de quem nunca ouvi falar, eu leio. Há frequentemente uma verdade nas entrevistas, algo de tão pessoal e único que faz com que a leitura valha a pena. Enquanto leitora não me tinha imaginado do lado de lá, na pele de entrevistada. Fico um pouco constrangida ao expor-me de forma tão directa como numa entrevista acontece. Eu sou, e sempre fui, do tipo difícil; não entrego a informação toda de uma só vez, vou-me desvendando para quem tiver o interesse e paciência em me conhecer.

Agora imaginem a minha surpresa com o convite do pessoal do Palimpnóia, para ser a primeira leitora entrevistada, de uma série que o blogue hoje inaugura!

Embora ambiguamente lisonjeada e reticente, a minha resposta só poderia ser afirmativa, porque o convite veio de pessoas muito queridas, cuja escrita eu aprecio imenso. E mesmo arredia a postar imagens minhas desta vez abri uma excepção; tive inclusive direito a retrato, feito pela artista Beti Timm! A todos eu expresso o meu agradecimento e deixo um abraço.

E mais não digo, porque continua lá, no PALIMPNÓIA!

Tenha um óptimo fim-de-semana!

sábado, 29 de novembro de 2008

Fernanda vai às compras


À mercearia. Aposto que já nem se lembra como é, se é que alguma vez soube. Quando eu era criança havia uma mesmo pertinho da minha casa. Os meus pais tinham lá conta aberta e pagavam no final do mês. Havia de tudo e muitos artigos eram vendidos avulso, o que facilitava a quem pretendia pequenas quantidades, por não precisar de mais, ou para pagar menos. Levávamos saco para trazer as compras. Ali todos os clientes eram tratados pelo nome e os nossos gostos eram conhecidos. Os clientes estavam de um lado do balcão e o Sr. G. do outro. Ele fazia a conta num canto de papel grosseiro, a lápis, que trazia sempre preso na orelha. Naquela época eu achava os supermercados o máximo, quando íamos à cidade. Com mais variedade, mais sofisticados com os seus carrinhos e máquinas registadoras.

Actualmente voltei a fazer compras numa das raras mercearias que sobrevivem a muito custo. Levo o meu saco de pano e várias sacas plásticas para a fruta e vegetais, que reutilizo. Ali o tempo parou; a balança funciona a pesos, a conta é feita manualmente, num papel pardo. Os clientes ainda são tratados pelo nome e as suas preferências conhecidas. As crianças recebem um rebuçado de presente e perguntam-lhes como vai a escola. Ainda encontro ali produtos caseiros, como enchidos, broa de milho e ovos. E por vezes, há fruta e legumes biológicos – vou sussurrar: não calibrados! Imperfeitos; tal como a natureza os fez e sobretudo sabem ao que são. Verdadeiras delícias de sabor autêntico, que me fazem recordar a infância. Por isso vou lá. Apesar de não fazerem promoções, nem darem talões e muito menos aceitarem cartões de crédito. Dá para entender, que ir à mercearia também é bom para o ambiente? Um pouquinho, espero.

Tenha um bom fim de semana!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Acróstico

(Imagem aqui)
Quisera eu ter o talento do Paulo e este desafio não teria chegado a tanto. Mas ai de mim, que mesmo sem talento não consegui resistir ao desafio lançado pela querida Hazel. Passei vários dias (como se não tivesse mais que fazer!) a pensar num acróstico para o meu nome. O resultado deu neste…primor! Apreciem, oh gentes!

Feliz, sou sim, acredite!
Eu celebro a vida a cada dia,
Reinando na família com alegria,
Namorando o marido eternamente,
Amando muito o Duarte e Letícia,
Naturalmente. E mais digo,
Deus é meu eterno guia,
Andarei com Ele noite e dia!

É suposto nomear alguém para dar continuidade a esta tarefa, porém não vou fazê-lo. Inscrições de voluntários aceitam-se aqui! Confesso que estou muito curiosa em ver como se sairiam alguns dos meus amigos da blogosfera, tal como a Dora, o Jens, a Joice, a Evellyn e a Lara. Não é malvadez pura, juro, (eles são profissionais da palavra), é só curiosidade.
Não, não estou a nomear, são apenas uns nomes que me ocorreram, hehehehh...
Mas se fizerem os acrósticos, avisem-me;) !

Boa semana!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Pssss...

(Getty Images)

Gosto da solidão. Gosto do silêncio, nunca absoluto, que me proporciona a solidão. Em silêncio ouvimos ruídos que normalmente não são perceptíveis; um relógio a trabalhar, o motor de uma máquina, o chilreio de pássaros. Mesmo no meio da natureza o silêncio nunca é absoluto; o murmurar das folhas ao sabor do vento, o piar de alguma ave, um fio de água que corre...Se mais não for, o zumbido nos ouvidos que o silêncio provoca, para lembrar que nunca é absoluto.

Depois das crianças nascerem o silêncio rareou e senti falta. Quando foram para a escola senti os primeiros momentos de silêncio como uma capa de ferro. Observava o baloiço desabitado no jardim e achava o silêncio inquietante. Gradualmente recomecei a desfrutar do silêncio.

O silêncio deixa-me leve, solta-me os pensamentos, mergulha-me noutras esferas. Tudo porque na solidão da casa vazia, sei que as ausências são momentâneas. O silêncio será quebrado. Por isso gosto tanto do silêncio!

Experimente; desligue a música, desligue a televisão. Fique 5 minutos em silêncio.
E então?

Uma óptima semana para si!