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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Creme Natural Hidratante



A minha filha tem tido alguns problemas com o acne, sobretudo na testa, o que obviamente era um problema enorme para ela. A adolescência é aquela idade em que uma só borbulha parece ocupar o rosto por completo, e em consequência, só a ideia de sair à rua assim é todo um drama. No caso da Letícia compreendo que fosse muito desagradável, pois era bravo, realmente!
Portanto, como muitas mães, empenhei-me em encontrar uma solução, o mais natural possível para resolver este problema, e assim tentamos diversos cremes, pomadas e mezinhas, que ajudaram até um certo ponto, mas nunca resolveram totalmente o problema. Até encontrar este creme Hidratante Natural, que não sendo propriamente direccionado para tratamento de acne e borbulhas, se revelou uma miraculosa panaceia! 
As abelhas são mesmo umas criaturinhas maravilhosas. Feito por uma engenheira agrónoma que se tornou apicultora, tem como constituintes: óleo de coco, azeite, cera de abelha, propólis, mel, manteiga de cacau, óleo de rosa mosqueta e vitamina E. O aroma é ténue e muito agradável, diria até, tranquilizante.

( Em caso de interesse envie-me mensagem que eu passo-lhe o telemóvel da apicultora) 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Dicas de documentários

 
Via

Ultimamente tenho visto sobretudo documentários, tenho alguns gravados há semanas, meses, que aguardo ansiosa para ver. Entretanto, vou deixar algumas dicas para que possam ir ainda buscá-los, se por acaso algum vos despertar interesse. São exibidos pela RTP2 e TVcine2.

Bright Lights
Este documenta a vida de Carrie Fisher e Debbie Reynolds, que foram notícia no principio do ano, por terem falecido uma a seguir à outra, no espaço de uma semana, sendo filha e mãe. Ficamos a conhecer as vidas destas célebres actrizes, e a compreender a forte dinâmica entre ambas, e a entender a morte da segunda.

Nada por dizer
Apresenta a vida interessante de Gloria Vanderbilt, de rica herdeira a actriz, estilista, empresária e artista. E também mãe do apresentador de t.v. Anderson Cooper, que dirige o documentário. 

Sicko
O polémico produtor norte-americano Michael Moore debruça a sua atenção sobre a saúde nos E.U.A. , conduzindo-nos pelos meandros da sociedade e política. Revela-nos uma situação no quadro da saúde absolutamente inacreditável, de tão má que é. Custa a crer que naquele país, tido como indubitavelmente rico e evoluído, exemplo de modernidade e terra de oportunidades, a saúde seja pior do que a de muitos países do 3º mundo. Um pesadelo.

E agora invadimos o quê?
Novamente Michael Moore, questiona o modus operandi do governo norte-americano, encontrando em vários países europeus, que visita, formas de fazer e estar, em diversas áreas da vida, bem sucedidas, que poderiam ser implementadas no seu país.

Os segredos da Colmeia
O meu interesse pelas abelhas é conhecido, adoro este insecto. Tudo o que lhes diz respeito me fascina. Portanto, há 20.000 espécies de abelhas no mundo, e muitos segredos a desvendar. Estas grandes polinizadoras merecem ser mais conhecidas, para serem mais respeitadas. As colmeias em colapso, milhões de abelhas dizimadas, sem sabermos porquê deveria alarmar-nos, elas são-nos vitais.

Mulheres do mundo
Neste  documentário que  possui 10 episódios, ficamos a conhecer a vida de 10 mulheres, espalhadas por regiões remotas do nosso planeta. Vivem ainda de acordo com as tradições seculares das suas culturas, o que torna estes documentários realmente fascinantes. Sociedades matriarcais e casamentos poliândricos são comuns por estas paragens, longínquas entre si.

Amanhã
Ganhou como melhor documentário dos prémios César, e percebe-se porquê. Os produtores  procuraram pelo mundo, pessoas, ideias, novas formas de fazer nas áreas do ambiente, ecologia, educação, agricultura e indústria, que revertam a tendência destrutiva do nosso modus vivendi. E as ideias boas são muitas, e a prova de que resultam é que já estão a ser implementadas com sucesso. É apenas necessário que se expandam massivamente, para que um Amanhã com esperança seja possível.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

As Abelhas Solitárias

O meu gosto por abelhas tornou-se fascínio quando há alguns anos comecei a notar uma grande afluência deste insecto maravilhoso, no nosso jardim. O comportamento delas era muito misterioso, dedicavam-se a recortar pequenos pedaços de folha da glicínia ( pequenos mas maiores do que elas!), que transportavam, sabe Deus para onde, repetidamente. E esta actividade durava todo o dia, começando na Primavera e terminando no final do Verão.




De um ano para o outro, comecei a notar que as abelhas já não voavam para longe, mas continuando na intensa azáfama do corte de folhas, as carregavam através de pequenos buracos na terra, para dentro das diversas floreiras que temos no terraço.



Curiosa, tentei informar-me junto de apicultores, contactei inclusivamente uma associação, mas sempre sem sucesso; incrédulos, respondiam-me que eu estaria certamente a confundir abelhas com vespas. Ignoravam que cresci na aldeia e sei perfeitamente distinguir entre umas e outras.

Finalmente, encontrei a resposta através do Pinterest, onde umas casinhas muito simpáticas eram anunciadas. 
Pois então, estas abelhas que não vivem em colmeia, mas sozinhas debaixo da terra, são as Abelhas Solitárias. Não produzem mel, porém são grandes polinizadoras; elas despendem mais tempo de flor em flor, acumulando mais pólen nos seus corpos. Elas também contactam duas vezes mais do que as abelhas melífluas, com o estigma.
Como é conhecido, o número de abelhas tem vindo a decrescer nos últimos anos, de forma dramática, então o papel das abelhas solitárias adquire ainda maior importância. 

Recebe-las nos nossos jardins, proporcionando-lhes guarida segura é o mínimo que podemos fazer. De forma que este ano, resolvi incrementar a oferta de alojamento, e adquiri o chamado "Bee hotel". Ignoro se já estará a ser frequentado, talvez seja organizado demais... aguardemos.


E quem mais compartilha desta minha paixão? 


O Nico, outro grande observador das abelhas solitárias, que ao contrário da KitKat, ainda não percebeu que mais vale deixá-las sossegadas! 
Para mim, o zumbido das abelhas é um som magnífico, de forma que tê-las como habitantes regulares do nosso jardim é uma alegria que aguardo ansiosa, todas as Primaveras. E novamente elas chegaram!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Actividades para as crianças fazerem nas férias

-Finalmente chegaram as férias de Verão! Tem sido um comentário que ouço muito, mas sei que se não houver o que fazer, a excitação das férias rapidamente passa ao repetitivo bocejo do - Que chatice, não tenho nada para fazer!

Já há alguns anos que registamos numa lista actividades para fazer nas férias, para a qual todos contribuem. Afixamo-la no frigorífico, e vamos riscando o que está feito. No final do Verão é bastante compensador ver a quantidade e diversidade dos nossos programas. Temos tendência a esquecer, e a lista reaviva-nos a memória. E causa admiração!  

Aqui está uma lista de propostas para sair de casa:

1. Visitar um museu.
2. Fazer uma caminhada.
3. Apanhar pedras interessantes, pinhas e outras coisas da natureza, para decorar.
4  Ir ao cinema.
5. Ir à Geladaria comer um gelado gigante ( partilhado).
 

6. Visitar uma biblioteca e requisitar livros.  
7. Lançar um papagaio e fazê-lo voar. 
8. Fazer um piquenique. 
9. Ir ao parque.
1o. Desenhar num caderno o que vemos na natureza (paisagem, rio, pássaros, borboletas, abelhas...).
11. Ir à piscina.
12. Dar de comer aos patos do lago, ou rio. 

Desfrutem!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

10 Coisas que todas as crianças deveriam fazer

Quando li o artigo aqui*, não pude deixar de sorrir. Enquanto criança, eu fi-las todas, e enquanto mãe, também já as proporcionei aos meus filhos. No entanto, sei que para muitas mães estas coisas são interdições; porque elas próprias não as fizeram, ou porque não as acham importantes. Mas são, acreditem. E já agora, sugiro que as façam com os vossos filhos, é um regresso à infância garantido! Sinónimo de felicidade.

Sujar-se 
Sempre ouvi dizer quando uma criança aparece suja, que é uma criança feliz. Realmente, acho muito estranho crianças que mantêm as roupas imaculadas no final do dia. Eu também gosto que os meus pequenos estejam limpos, mas quando se sujam, mudam de roupa!
Brincar com terra, juntar-lhe água e fazer papas, brincar com barro, ervas e pedras. Brincar em charcos da chuva, fazer bolachas, etc., proporciona grande prazer às crianças, e contacto com materiais menos usuais.  

Comer alimentos colhidos na natureza com as suas próprias mãos
Como vivi numa zona rural, as frutas estavam em todo o lado, mesmo à nossa mão. Então, praticamente íamos comendo sempre que tínhamos vontade e fome.  
Uma coisa que os meus filhos adoram é apanhar amoras e come-las directamente. Estão cobertas com uma fina camada de pó, mas sopra-se. E o que não mata, engorda! No fim, eles adoram comparar quem tem a língua mais negra. Claro que seria maravilhoso que os meus filhos pudessem tirar o leite a uma vaca e o bebessem de seguida, ou fizessem um queijo, mas não havendo essa hipótese, ficamos pelas amoras. 

Construir um abrigo
Eu passava a vida a construir casinhas! Debaixo da mesa da sala, com as costas das cadeiras e uma manta. Mas aquela que foi memorável, era feita de silvas; cortamos-lhe as silvas por baixo, deixando um espaço vazio, como se fosse um ovo. Passamos aí semanas, até lhe demos um nome - o cubículo. Só lá entrava quem era membro.
Com os meus filhos fiz igual. Ensinei-os a usar as costas das cadeiras, e as mesas, com ajuda de mantas e eles ficaram mestres. Mesmo depois de terem recebido cada um a sua tenda de brincar, ainda construíam refúgios, que enchiam com almofadas, mantas, lanternas e comida. Da verdadeira.

Sentir os elementos
Em criança eu adorava andar à chuva! E dias ventosos com chuva? Maravilha! Muitas vezes cheguei a casa encharcada da escola. E claro que a minha mãe me ralhava, mas o prazer desses momentos já ninguém me tirava. Por isso me lembro tão vivamente do prazer que os elementos me proporcionavam e sou condescendente com os meus filhos. No entanto, com regras; saltar para uma poça de água sim, mas com galochas! Sentir a chuva no rosto, sim, mas durante alguns minutos apenas. Caminhar pela berma de um riacho, chapinhado com os pés descalços. Aquecer ao sol, desfrutando do calor no rosto. Ouvir os barulhos do vento nas árvores. Respirar mais profundamente no alto de uma montanha, ou nalgum local mais isolado, onde o ar tem outro odor!
Tudo isto pode ser muito educativo, é o contacto com a natureza, mas é sobretudo divertido.

Descobrir animais em liberdade
Isto é algo que ainda faço espontaneamente; procurar alfaiates, rãs e peixes num lago. Borboletas, joaninhas e abelhas nos jardins. Pássaros diferentes num bosque, só pelo chilreio. Tocas de coelhos bravos e outros sinais deles, menos românticos, mas mais engraçados!
Estando em família, revela-se uma autêntica caçada ambiental, porque tudo o que queremos é observar, ouvir e respeitar estas pequenas vidas. Ensinamos às crianças o respeito pela natureza e amor à vida em liberdade.

Fazer os seus próprios brinquedos
Em tempos idos os brinquedos eram feitos artesanalmente, e quem não podia adquiri-los, fazia em casa. Eu tive muitas bonecas, mas lembro-me em particular de uma boneca de pano que alguém me fez; muito tosca na verdade, mas maravilhou-me que daqueles tecidos sem forma tivesse surgido uma boneca!
Eu e as crianças já fizemos alguns brinquedos, realço as maracas feitas de massinhas e uma garrafa pet, e o intercomunicador feito de copos de iogurte e linha, que usamos para nos comunicarmos do rés-do-chão, para o 1º andar. Acredito que eles  esquecerão o inter-comunicador electrónico, mas não este!

Trepar
Apesar de não ter sido propriamente uma Maria-rapaz, subi muitas vezes a árvores, sempre fruteiras. Gostava de apanhar os frutos e come-los ali mesmo, uns atrás dos outros. Estas histórias maravilhavam os meus filhos, e causava-lhes pena por não termos árvores no jardim para fazerem o mesmo. No entanto, há árvores nos parques, nas montanhas  florestas, e quintais de amigos.
Vencer o medo das alturas, olhar para baixo, procurar o equilíbrio, deixar-se balançar num galho, encontrar um ramo para se sentar, apanhar um fruto e come-lo. Mas também sobem pedras altas, ou rochas na praia.

Acender uma fogueira
Porque todas as crianças sentem um fascínio pelo fogo. Lembro-me de as fazer com os meus amigos, para assarmos espigas de milho, em criança, sem sequer termos supervisão de algum adulto! Só de pensar nisso com os meus filhos...! Mas ajudá-los, ensiná-los a apanhar os ramos secos, juntar o papel, acender o fósforo, usar o abanador, e depois apagar as brasas.

Comer com as mãos
É assim que as crianças começam a comer, para sentir o prazer da comida, primeiro pelo tacto, depois pelo odor e paladar. Mas nós, pais, seguindo as normas da sociedade, depressa os fazemos esquecer este acto instintivo, e lhes ensinamos a utilizar os talheres. Porém, eles continuam a gostar de comer com as mãos! E podem por vezes; há comida que se proporciona, como um peixe grelhado em cima do pão, ou uma espetada, ou dips, ou fruta. É divertido, e a comida até parece que sabe melhor!

Andar descalço 
Aqui está outra coisa que as crianças adoram fazer! Mas há pais que têm horror a andar descalços. Eu adoro, sobretudo no verão, caminho pela casa e jardim frequentemente descalça e por isso, naturalmente, e desde sempre, os meus filhos também têm permissão para o fazer. Sentir a relva fresca ou molhada nos pés, a areia na praia, as agulhas no pinhal, é uma experiência sensorial importante.

Todas estas propostas são proibições, mas deveriam ser lições, pois ensinam às crianças uma série de coisas, proporcionam-lhes prazer e momentos de alegria preciosos. O desafio está lançado!

Tenham uma óptima semana!

*Os tópicos são a linha condutora, o desenvolvimento do texto é meu. De qualquer forma, muchas gracias!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A glicínia está assim

Noticias do nosso jardim:
A  glicínia está assim, florida, verde, exuberante!


Engraçado que um ano após, este post, ainda continue a receber visitantes, comentários e emails com uma frequência que me espanta.
Nunca pensei que esse texto servisse de ponte para que tantas pessoas entrassem em contacto comigo, me contassem coisas sobre elas, me enviassem fotos, e de alguma forma construíssem comigo uma relação.
Engraçado, e gratificante!


E tudo porque temos em comum, o amor ao jardim, em particular esta admiração pela glicínia, uma trepadeira que se tornou famosa com as Donas de Casa Desesperadas.

Como varias pessoas me tinham pedido fotos da nossa glicínia em floração, aqui está!


Linda! E a vida que ela tem atraído ao nosso jardim? O zumbido das abelhas é uma constante, o que muito me alegra, porque essas criaturas maravilhosas, são o meu insecto preferido.



Eu considero esta trepadeira como terapia floral; faz-me tão bem admirá-la!

Em abril é altura para semear:
na horta - abóboras, batatas, beterrabas, bróculos, cenouras, couves, favas, feijão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes e salsa.
no jardim - semeie estrelas-do Egito, girassóis e malmequeres. 

Tenha uma óptima semana!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ode ao meu maracujazeiro, pelas palavras da poetisa


Quando li o poema que a Maria Guida fez à beringela, gostei tanto, que imediatamente me lembrei de a desafiar a escrever um, aos meus pés de maracujá. Para minha alegria ela aceitou, por isso, a autora do Claridade é hoje minha convidada. 
Agradeço-lhe imenso, ficamos deliciados com uma história tão poeticamente bem captada.

 Sou pé de maracujá, maracujazeiro
Sou Planta empolgada neste poleiro!
Sou invasora, arbustiva e vigorosa
Para o povo, e com razão
Minha flor é a da paixão…
Supera a vermelha rosa…
Curiosos?
Ansiosas por novidades?
Muito bem, cuscas comadres
Minha sebe vos tem seduzido
 Bem oiço…
Mas, faço-me despercebido!

Por que, não me vedes as flores?
A primavera foi-se, meus Amores!
Foram de beleza exótica, perfumadas
Quiçá, vos deixassem inebriadas! 

Pareço um arbusto só?
Enganam-se, tenham lá dó
Estou agarradinho à minha companheira
Uma maracujá, casca fina, tipa porreira
Somos amigos, mas de sangues diferentes
Beijocamos e florescemos contentes 

Para nosso fruto poderdes ver
Polinização é imperativo fazer!

Quando nos juntaram, éramos putos!
Conseguimos dar apenas, dois frutos.
…Ui…
Resmas de curiosos espreitavam, cuscavam
A rede e o muro também nos ralhavam
E os donos!? Mesmo muito desiludidos!
                           Tivemos que lhes dar ouvidos…                              

Virámos projetos astutos
Parecíamos dois malucos…
Pedimos aos donos meninos
Que a brincar nos abanassem
A polinizar ajudassem
E os ventos,
E as abelhas
Se quisessem
…Também chamassem

  Este ano? Admiram-se pela abundância
A dona já nos olha de plena elegância
Espreita da cozinha e sorri-nos de contente
E, no seu olhar, é só mimos minha gente

Só cá pra nós…
Ela di-lo de viva voz:

- Viva a privacidade do lado
  Viva este alegre combinado
  O verde e a frescura, neste verão
  E os frutos que eles nos dão!?


Estes elogios fortificam a nossa união…!!!

Hum…resta-nos ainda dizer…

Nossa mãe é tropical é americana
Imigrámos, porque temos muita fama
Somos um calmante puro, natural
Por aqui, não há fruto igual
Temos cálcio, fósforo e vitamina
Que o diga, a nossa dona menina!
Não façamos disto querela!
Mas outras frutas, não são com ela…
Nosso suco, nossa mucilagem
Mostra-lhe bem a nossa imagem
                                     Aprecia o sabor, perfumado e agridoce                                     
Quem diria que assim não fosse!?

 Nosso pé !...tem o prazer, tem a delícia
O manifesto, da entendedora Letícia!

Se quiserdes acalmar, fortificar e ter uma vista bela
Plantai, filhos nossos, ao alcance da vossa janela…

 Maria Guida Rodrigues

Até breve!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A vida no meu jardim

 Há uns dias comentava eu com o meu marido:
-Adoro a vida que há no nosso jardim! ( referindo-me à fauna e flora )

Apenas de há alguns anos para cá o nosso jardim se tornou  numa espécie de pouso temporário, para alguns animais; começou com um jovem sapo, na primavera, depois a toupeira, que este inverno abusou! E com o pequeno lago vieram os pássaros. 
Este aqui, cujo nome desconheço, e adoraria sabe-lo, instalou-se à sombra e ficou ali parado uma meia hora. Indiferente a nós, embora estivesse sempre atento. E nós tivéssemos mantido uma distância respeitosa. 
Mas também vêm rolas, pardais e melros. As andorinhas todas as primaveras sobrevoam o nosso espaço aéreo, contudo a movimentação das crianças não lhes inspira confiança necessária, para se instalarem nos nossos beirais. E nós lamentamos. Assim como lamentamos quem lhes destrói os ninhos, só porque fazem sujidade. Muita mais fazemos nós no planeta! Porém, ainda não perdi a esperança, um dia...

Acontece como com as abelhas; começam a aparecer a fazem do jardim sua casa. Quando detecto alguma nas flores fico delirante. - A câmara? Onde está? Grito eu.
A glícinia é sem dúvida uma grande atracção para estes insectos maravilhosos. E também para as joaninhas.
Eis que um belo dia, os meus olhos se deparam com uma lagartixa!

Isto não! Esta vida não! Não no meu jardim! ( -Tenho horror a répteis! )
É tal e qual como diz a Rhonda não-sei-quê. A d'O Segredo; temos que ser muito precisos naquilo que pedimos ao Universo! E eu só pedi "vida no meu jardim"! Mas estava muito claro, que me referia aos pássaros, ao sapo, às joaninhas e abelhas, e até à toupeira. Mas não a lagartixas, Universo! Isso não!

Tenham uma ótima semana!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Anúncio: "Sementes de Glicínia procuram lar"


O meu sonho era ter uma buganvília; que ela crescesse encostada às paredes brancas do anexo do jardim, exibindo o contraste rosa fucsia das flores, numa reminiscência das casas algarvias.
Durante vários anos tentei reproduzir o meu sonho, sem sucesso.  Invariavelmente a geada do Inverno queimava as buganvílias, mesmo debaixo de protecções plásticas.

Até que um dia, há cerca de 4 anos atrás, comprei no Horto um pé de glicínia roxa, para as crianças oferecerem ao pai, a 19 de Março. Fizemos um caramanchão de madeira no jardim, e a glicínia imediatamente sentiu que tinha encontrado a sua casa, crescendo em direcção ao topo, agarrando-se às vigas de madeira com os seus frageis braços, exibindo  verdes folhas, perfeitamente recortadas.


Colocamos a mesa do café por baixo do caramanchão e esperamos. Na primavera passada (ao 3º ano), a glicínia ofereceu-nos as suas primeiras flores, e o nosso café passou a ser ainda mais aromático.
Não consigo descrever toda a alegria, sombra e beleza que esta  glicínia nos tem proporcionado; há dois anos atrás, ficou coberta de pulgões e eu inquietei-me por não saber como a limpar sem utilizar químicos. Para nosso grande espanto, de um dia para o outro a trepadeira ficou coberta de joaninhas ( eu adoro este insecto da minha infância, que se tem tornado raro), que durante semanas limparam afincadamente a glicinia destes parasitas. Pela primeira vez, vimos três tipos de joaninhas: pretas com bolinhas vermelhas, vermelhas com bolinhas pretas e  amarelas com bolinhas pretas.
No ano passado foram as abelhas; vindas não se sabe de onde, fizeram da nossa trepadeira armazém de material de construção, durante todo o verão. Foi emocionante, vê-las a recortarem pedaços de folha, maiores do que elas próprias e transportá-los via aérea, para as suas colmeias.


À medida que as flores caiam, foram surgindo algumas favas, que permaneceram estoicamente agarradas aos ramos, durante todo o Inverno, enfrentando chuvas torrenciais, ventos agrestes, geada e temperaturas baixas.
Até esta semana. Subitamente, seguindo provavelmente algum calendário natural , sem aviso prévio nem sinal de mudança, as favas começaram a cair, abrindo-se ao meio, e soltando as sementes.


Sinal mais explícito do que este não poderia a glicínia falar; as sementes procuram a terra, para se enterrarem, dormirem durante algum tempo, e um belo dia brotar em direcção à luz do sol, crescer, dar folhas e flores. Enfim, cumprir a sua missão.
Estas sementes procuram um lar. Tudo o que elas pedem:
1º Espaço para crescer,  um vaso numa varanda não será suficiente.
2º Um jardineiro paciente, porque o processo demorará algum tempo.
3º Alguém que adore o jardim, que não se esqueça de regar!

E como só tenho quatro "conjuntos" de sementes, terei muito gosto em enviá-los aos primeiros quatro candidatos a comentar.

Tenha uma óptima semana!
Adenda:  Para além das joaninhas, há outra forma natural de acabar com as colónias de pulgões; veja aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu não quero comer transgénicos!



Quando eu tinha 10 anos as quintas que nos rodeavam eram inúmeras e trabalhavam a 100%. As vacas comiam erva, os campos eram fertilizados com estrume (que empestava o ar), e os agricultores produziam tudo o que necessitávamos para a nossa alimentação. Os agricultores não compravam sementes, conservavam-nas do ano anterior.

Quando eu tinha 20 anos, muitos agricultores já se tinham reformado, os filhos encontrado empregos noutras áreas, numa recusa à dureza da vida agrícola. Muitos campos tinham sido transformados em prédios.

Quando eu tinha trinta anos, os agricultores foram multados por produzirem demais; leite, por exemplo. Indemnizados, como incentivo para arrancarem as suas vinhas e oliveiras.

Recentemente a Comissão Europeia, numa concessão aos lobbies, aprovou a criação de plantações geneticamente modificadas na União Europeia! E com isso, a agricultura deixa definitivamente de pertencer aos agricultores, passando para os governos e indústria.

Com a criação artificial de sementes a indústria detém o poder. Os agricultores têm que comprar as sementes e não as podem guardar.

Há 10 anos que os transgénicos são produzidos no mundo e milhões de pessoas e animais comeram transgénicos. Os estudos sobre as consequências têm sido feitos pela própria indústria, todavia há vozes de cientistas independentes, como Manuela Malatesta, que têm vindo alertar sobre os perigos, para a nossa saúde.

Desconhecemos quase tudo sobre os transgénicos; não sabemos qual a quantidade de toxinas fica no solo, em milhões de hectares onde os transgénicos são cultivados. Ignoramos  as consequências para a diversidade de insectos, como por exemplo, as abelhas. Não sabemos as verdadeiras consequências para nós.

Assusta-me pensar que as sementes que nos foram oferecidas pela natureza desapareçam, porque se não forem utilizadas vão deixar de ter utilidade. E pode até ser que os transgénicos alterem as sementes naturais. Há bancos de sementes na Noruega, uma medida de precaução, para situações extremas. Contudo, parece que a situação irá acontecer sem que nada de extraordinário, uma catástrofe, por exemplo,  suceda no Mundo. Somente uma lei que aprova a criação de vida, porque é isso de que se trata, na criação artificial de sementes.

Acho tudo isto uma loucura! No entanto, até parece normal que leis sejam aprovadas, na Comunidade Europeia, mesmo sem consenso. E ninguém acha estranho. 
A AVAAZ estima que 60% dos europeus são contra esta permissão da C.E. , porém, eu creio que 99 % dos europeus são contra: 60% afirmam-no categoricamente e os restantes 39% só não estão informados. O restante 1% ? Esses são a favor, porque vão ganhar com isso!

Mais uma vez, outro atentado se vai fazer contra a natureza e humanidade. E os agricultores não têm culpa nenhuma.

Eu não quero comer transgénicos, e embora pareça que serei obrigada a isso, vou dar luta; assinei a petição da AVAAZ e continuarei a falar alto contra esta imprudência.
 
E você? Está indeciso? Leia mais aqui. 
Mas não fique indiferente ao mundo que está a ser des construído  para os nossos filhos; esta será a nossa herança. 

Bom fim de semana!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O que tem o Verão de bom...

 ( Ilustração de Marie Desbons, Mon grain d' sel")

Eu gosto do verão porque acho as roupas mais bonitas.
E pelas sandálias, que mostram as unhas dos pés pintadas.

E dias longos.
E noites estreladas.

Pelas saladas.
E  pêssegos, ameixas, melancia e uvas.

Pelos churrascos e jantares no jardim.
E piqueniques.

E pelos banhos na piscina.
Pelas férias.

Pelo tempo que passo com as crianças.
Pelas visitas, mais disponíveis, que temos e fazemos.

Pelas flores e árvores de fruto carregadas.
E relva verde. Por andar descalça na relva verde.

Pela alegria das aves, grilos, borboletas e abelhas.
Pelo céu azul.

Pela chuva que provoca o odor da terra.
Pelas tempestades de verão, que refrescam os dias.

Há tantas razões para gostar do verão, não há?

Até breve.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Apicultora, eu? Apicultora ilegal?

Recordam-se quando falei de abelhas aqui? Em resposta a um comentário eu cheguei mesmo a dizer que se tivesse um grande quintal ainda me aventuraria no mundo da apicultura (daquelas coisas que se dizem, porque se sabe que não é possível).

Mas eu já deveria saber que devemos ter muito cuidado com o que pensamos, desejamos e dizemos, porque o Universo nos pode conceder o desejo! Aquela história: pede e receberás, sabe?
E eu fui criando as condições, comprei um vaso de brincos de princesa, só para que as abelhas visitassem o nosso jardim.

E quando me apercebo, aí estão elas. Duas ou três. E quando vejo melhor, elas estão atarefadíssimas a recortar bocadinhos (superior ao tamanho delas próprias) das folhas da glicínia e a transportá-las com uma eficiência militar para…a floreira suspensa da varanda!

Ajoelho-me e espero, e o que vejo deixa-me absolutamente intrigada; elas entram e saem pelos orifícios onde o excesso de água da rega, deveria sair. Olho para o chão e vejo alguma terra caída. Durante dias, semanas a mesma rotina. Todos os dias apanho a terra, que elas vão expulsando para ganhar espaço. Sem dúvida instalaram-se na floreira, e estão a construir no seu interior uma casa adequada às suas necessidades e gostos. A tal colmeia!
Por cima estão as petúnias, que eu já pouco rego, com receio de desequilibrar aquele frágil eco-sistema. No entanto, mal vejo as abelhas pousadas nas flores. Tudo o que elas fazem é trabalhar! Para além do trabalho de construção, ignoro se produzem mel. Ou se procriam, porque para isso é necessário uma rainha. Sabiam que 3 meses, no verão, é o tempo de vida da abelha?! Uma vida tão curta e atarefada. Da próxima vez que uma abelha desorientada, entrar em sua casa, não a mate, ajude-a antes a encontrar a saída, está bem? É fácil, com uma folha de papel.

Nunca o meu desejo de visão raio-X foi tão grande! Ou então, que a floreira de terracota fosse de acrílico e a terra,  transparente, tipo gel, entende?! Como eu gostaria de saber o que lá se passa!
Nessa impossibilidade, fui informar-me nos sites especializados; descobri que as colmeias não devem ser colocadas debaixo de árvores, por causa das gotas da chuva, porque a humidade é péssima para as abelhas. Então porque foram elas, voluntariamente, para a floreira?!

Adiante…os apicultores também devem colocar as colmeias 300 metros afastadas da vida pública.
- Óh, óh!  Que eu seja uma apicultora involuntária, faz de mim apicultora ilegal?
-Tsssssst! Não digam a ninguém!

Agora… o que vou eu desejar?! Que as abelhas sejam felizes no novo lar? É isso, acho que sim.
E você, tenha cuidado com o que deseja!

Até breve!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para onde vão as abelhas?!


Sempre achei fascinante e misteriosa a história das abelhas; em criança costumava imaginar como seria a vida dentro da colmeia, pois sabia que era uma sociedade inusitadamente organizada. E como eu, suponho que muitas mais pessoas e crianças se apaixonaram por elas, tendo em conta o sucesso que a série animada “Abelha Maia” teve e tem até hoje. De certa forma, através desses desenhos animados ficamos a saber um pouco mais sobre a vida destes insectos maravilhosos.

Em 2009 fui ao cinema, com as crianças, ver “História de uma abelha”; sinceramente, na altura achei o filme muito decepcionante, MAS….ele abordava  algo muito importante, que hoje relembrando acho de facto perturbador: As abelhas desaparecem e o Mundo muda, torna-se cinzento, triste, agonizante.

Porque é preocupante? Porque actualmente está a acontecer o despovoamento total das colmeias domésticas, não se encontrando os cadáveres das abelhas nas proximidades, nem existência de predadores.

Os investigadores e apicultores não sabem exactamente a que se deve esta vaga de extinções; aventuram-se em diversas teorias, como a poluição (uso de pesticidas), radiação transmitida pelas antenas dos telemóveis, que interferem com as antenas das abelhas fazendo-as perder a orientação da colmeia, aos produtos transgénicos através do consumo de pólen de milho, um micróbio novo. Ao certo ignora-se.

Ao certo sabemos somente que é grave, elas são polinizadoras naturais, induzem a formação de frutos e sementes. São produtoras de mel. O próprio Einstein deixou-nos a seguinte frase:
"Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao homem apenas restam quatro anos de vida. Não há abelhas, não há polinização, não há plantas, não há animais, não há homem".
Tão simples quanto isso, o impacto do desaparecimento das abelhas no ecossistema será fatal.

Eu adoro quando encontro abelhas e borboletas no nosso jardim, mas esta Primavera tenho constatado uma ausência preocupante. O que podemos fazer para reverter a situação?
Aventurar-nos na criação de abelhas? Eles fizeram-no, e contam aqui como foi.
Ou então, plantar as flores preferidas das abelhas, como: Hibisco-Hibiscus rosa sinensis, Brinco-de-princesa – Fuchsia, Camarão vermelho – Justicia brandejeana,  Candelabro-de-ouro – Pachystachis lutea, Alegria-de-jardim – Salvia splendens, Tajetes – Tajetes patula.

É pouco, não é? O ideal seria voltarmos a ter uma vida mais simples e natural. Nada de melhor me ocorre. E rezar, para que os cientistas solucionem rapidamente este mistério.

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Era uma vez uma sementinha...


Falo sempre a verdade aos meus filhos; respondo com sinceridade numa linguagem ao nível deles. Eu sabia que o tempo das questões verdadeiramente difíceis se aproximava, contudo não deixei de engolir em seco, quando o Duarte me perguntou há pouco tempo como se faziam os bebés.

Tinha-me saído tão bem com a história do parto! Graças às cesarianas que fiz, a explicação foi sucinta e sem rodeios: o médico deu um medicamento à mãe, chamado anestesia, que tira as dores e depois fez-lhe um corte na barriga, por onde tirou os bebés! Lindo, maravilhoso, indolor e verdadeiro.

Fico sempre com aquela dúvida, qual o limite do aceitável e compreensível para as minhas crianças, porque eu quero ser uma mãe aberta e verdadeira sem lhes dar nós nas cabecinhas! Há muito tempo, li algures que se a criança tem maturidade para fazer uma determinada pergunta, também tem maturidade para ouvir a resposta. Então tento pautar-me por aí.

Por conseguinte, respondi que o pai colocava umas sementinhas na mãe, que cresciam e se transformavam em bebés. A explicação não suscitou mais dúvidas, embora eu as esperasse.(E receasse!)

Sinceramente, achei a minha própria explicação demasiado simplista mas por outro lado lembrei-me que se o Duarte não tinha aprofundado mais o assunto é porque ainda não tem maturidade para ouvir respostas mais assertivas. Entretanto, ao folhear uma Marie Claire(Nov.2008), deparei-me com um artigo, intitulado: “Diz, os teus pais fizeram-te como?”, em que diversas crianças respondiam a algumas perguntas. Fiquei alegremente perplexa com a ingenuidade de crianças, algumas mais velhas do que as minhas. Eis algumas pérolas:

Marie Claire: Sabes como os teus pais te fizeram?

Lisa (10 anos): Deram beijinhos.

Nina (8): Deram beijinhos na boca e depois alguns bichinhos vão pelo corpo da mãe.

Martin (6): Não sei.

Clemence (9): Penso que eles se beijaram, mas foi o médico e não o papá que fixou a data do nascimento.

Romaine(7): Não, a mamã está demasiado ocupada para me explicar!

Wanda(8): Eles fizeram amor e 9 meses depois eu nasci. Fui eu que quis saber. É importante compreender como nascemos.

Marie(7): Eles fizeram festinhas, depois uma sementinha vai para a barriga da mãe.

Ronan (9): Ninguém me disse, mas eu vi um filme sobre cavalos...para os papás e mamãs não é exactamente igual, mas há algumas coisas semelhantes.

Afinal a história das abelhas ainda continua válida, porque no séc.XXI as crianças ainda continuam crianças!

Boa semana!