segunda-feira, 18 de maio de 2009

Promover a inspiração e incrementar os comentários

(Imagem daqui)
Tenho notado que alguns blogues demoram cada vez mais tempo a actualizar, e frequentemente leio que os próprios blogueiros se queixam de falta de inspiração; não sabem sobre o que escrever, enfim, o mais terrível dos pesadelos! Bem, encontrei a solução e vou partilhá-la agora mesmo!

Nada como a experiência de vida; há uns tempos atrás tive uma amigdalite aguda que mal me deixava pronunciar umas palavras soltas (o que mais fazia era sorrir!). Ora acontece que comecei a sentir uma crescente actividade mental e sub consequentemente uma necessidade imperiosa de me expressar; peguei no portátil e mesmo na cama escrevi vários textos num só fôlego, que guardei na pen. Até publiquei um post extra (já repararam que só posto semanalmente?).

Concluindo: faça voto de silêncio durante um dia ou dois e verá que assunto não lhe vai faltar!

Já que estou numa de partilha e muito bem-humorada, vou dar-lhe outra dica, se for o caso de querer aumentar o número de comentários. Basta publicar um post a dizer que vai apagar o blogue; para um efeito mais convincente diga que se sente magoada, incompreendida por algum comentário maldoso. A sério, dá certo! Quer a prova? Aqui vai; certa ocasião, encontrei um blogue cujo último post falava exactamente isso. Havia uma quantidade impressionante de comentários, que eu fui ler (sou leitora de comentários, já disse) e montes deles diziam assim: “ Não faça isso! Adoro vir aqui, já te acompanho há x anos, nunca comentei antes, mas tenho-te acompanhado sempre, blá, blá”. Muito tempo depois encontrei, por coincidência, esse mesmo blogue e verifiquei que se encontrava de boa saúde, bem gordinho de comentários inclusive!

É, eu tinha razão desde o início: blogueiro é exibicionista e quem lê é voyeur!
Por mim, não tenciono apagar o meu blogue, portanto, querido leitor silencioso, continue aí, tranquilamente!

Tenha uma semana feliz, com gargalhadas e muito blá blá!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Twiteira, eu?!

(Imagem aqui)
Eu sei que não devia, afinal tenho reduzido drasticamente o meu tempo na net, portanto não faz sentido nenhum, mas o problema é que não consigo resistir a novidades. (Tal como não consegui resistir àquele site “ Descobre quem te bloqueia no MSN”, quando eu nem sequer sabia que se podia bloquear alguém, mas enfim, isso já é outra história). Nem tão pouco gosto de me sentir desactualizada. E ele parecia estar por todo o lado! Por conseguinte, quando o próprio Johnny Árias (seja lá quem for!) me enviou o convite…lá fui inscrever-me no omnipresente Twitter!

Agora a sério, quem poderá estar interessado em ler coisas destas:
- B. está a fazer sandes de manteiga de amendoim para as crianças, e eu também deveria comer, mas estou tão cansada que não consigo!
Ou:
- Os meus sogros já foram embora! Não gosto deles; eles adoram a 1ª mulher do meu marido!

Não, sem brincadeira: isto dito por mim é absolutamente desinteressante, mas mesmo que seja a Angelina Jolie a dizê-lo, tem realmente algum interesse para alguém?!
Que coisa mais ridícula! Eu sempre soube que os “famous and rich” também comem porcarias! E que têm os seus desamores! Será realmente necessário andar a ler as coisas que eles escrevem? Talvez nem sejam eles… já pensaram nisso? Talvez tenham guionistas que o façam!

Eu achei ridículo, contudo, se você for twiteiro e pensar alguma coisa positiva deste microblogue, “tweet me, please”! Aí mesmo, na caixa de comentários…

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A verdade da mentira

(Imagem daqui)
Há dias tive um confronto com uma pessoa; ela andava a comentar uma determinada história, contando uma versão muito adulterada (isto dito de forma algo...suave). Sabia que ela já tinha comentado antes esta “versão particular” com a minha irmã, que para evitar o confronto resolveu ignorar mas eu não podia fazer o mesmo. Então discutimos, porque essa pessoa, creio, já começava a assimilar a “sua versão” como verdade e debatia-se para negar o que realmente tinha acontecido.

Se nos calamos perante a mentira estamos a permitir que a mentira se instale e depois disso ela tornar-se-á verdade. Mas calma, não me aplaudam já; eu tive que falar, esclarecer aquela história porque era EU a visada dessa “versão particular”. Senti-me lesada e defendi-me.
Se nós fossemos tão sedentos de justiça para com os outros, como somos para nós, a justiça funcionaria muito melhor. Se fossemos tão atentos ao que se passa ao nosso lado como somos em que se encontra no centro da nossa vida, seríamos com certeza muito mais solidários!

Não pensem que fiquei zangada com a minha irmã; sei que ela não gosta de confrontos e que frequentemente se cala em sua própria defesa, portanto porque não o faria desta vez? Eu é que não sou tão boa…

Concluindo: o exercício de nos colocarmos no lugar do outro é fundamental para exercermos o altruísmo e, claro, para sermos mais justos!

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Eu sou a minha igreja


(Michelangelo, Capela Sistina)

Há dias a “beata-mor” cá da terra perguntou-me porque não iam os meus filhos à Catequese. Habitualmente só discuto religião com amigos ou pessoas muito próximas, porém a questão era directa que não vi forma de me esquivar. Tentei responder com a verdade, mas ainda assim de forma evasiva:
- Porque não acredito na Igreja como organização religiosa.
Ela argumentou, e eu contra-argumentei, fazendo o maior esforço para não expor pensamentos que considero íntimos e que só a mim dizem respeito. Depois de me tentar “converter” ela concluiu que eu tinha tido uma formação religiosa precária. Senti-me questionada, julgada e sentenciada em escassos 4 minutos. Pensei com a mesma arrogância como poderia isso ser possível, tendo sido educada na fé Católica, tendo feito a catequese e tendo inclusive estudado na Universidade Católica. Abstive-me de revelar o meu pensamento e respondi-lhe que gostava de pensar por mim própria; estudar e tirar as minhas próprias conclusões.

Não reconheço nas senhoras catequistas capacidade, superior á minha e do meu marido, para ensinar os meus filhos. Pelo menos, a ensiná-los a serem o tipo de pessoas que eu pretendo que sejam, e em cujo processo estou envolvida desde que nasceram. O meu projecto não é criar “super-criaturas”, somente seres pensantes, responsáveis pelos seus actos e abertos à realidade que os rodeia. Curiosos o suficiente para procurarem o conhecimento e a experiência e tolerantes quando encontrarem a diferença.

Talvez seja um projecto “revolucionário”, numa época onde abundam papagaios e carneiros, que um ou dois pensem e actuem conforme a consciência é uma missão arriscada. Remar contra a maré provoca fricção, incómodos e questionamentos. Não é, portanto, uma posição fácil e muito menos popular. Porém, aquilo que eu desejo é que os meus filhos “acreditem” e se daqui a alguns anos o meu filho me disser que não pode comer vaca, porque ela é divina eu vou respeitar. Eu quero que eles “acreditem”, acreditar em nada produz o quê? Nada. É improdutivo. Por isso espero que os meus filhos acreditem, sem ficarem fossilizados em dogmas. Sem tentarem converter, nem convencer. Apenas “ser”; acreditar num templo interior onde Deus está a todo o momento e viver a fé sem precisarem de bengalas. Porque acredito que a nossa ligação a Deus não necessita intermediários e que a igreja somos nós.

Tenha uma semana abençoada!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A beleza é natural, a perfeição cirurgical *


(Rapariga no toucador, Giovanni Bellini)

Quando eu e as minhas irmãs éramos adolescentes morríamos de rir quando a mãe dizia que fulano(a) ou sicrano(a) era muito bonito(a). De facto, o conceito de beleza da minha mãe era bastante lato e generoso e confesso que não o compreendi durante longos anos. Com a maturidade fui descobrindo que o conceito de beleza é muito relativo; no julgamento de outrem vai além da aparência e no do próprio tem muito a ver com a auto-estima. Mulheres belíssimas (como por exemplo Marylin Monroe) não se conseguem assumir como belas, porque simplesmente não vêm beleza nelas próprias. Além disso, o conceito de beleza é diferente de cultura para cultura e mutável ao longo da história; as mulheres de tez leitosa, rechonchudas, seios pequenos, e barriguinha proeminente da renascença deram lugar a um estereótipo completamente diferente: mulheres magras, com curvas bem definidas e tom de pele já não tão moreno, como há alguns anos atrás.

Acontece que chegamos a um ponto da nossa história em que ser bela já não é suficiente; extrapolamos os limites da naturalidade na procura da uma perfeição obtida graças à cirurgia e ao Photoshop. Em qualquer revista ou outdoor o tipo de mulher que nos dão a visualizar é humanamente impossível; jovem, bela e perfeita. Não ostenta sequer uma ruga de expressão. Ainda que seja uma mulher de 50 ou 60 anos.

Com certeza vivemos numa época de “imagem”, porém pior do que isso é viver numa enorme mentira, num fingimento constante de que todos somos jovens e belos ou que nem sequer existimos porque não somos jovens nem belos! E para que não restem provas do contrário escondem-se os nossos anciãos nos lares, residências ou “hotéis” e a enorme mentira sofre um lifting e torna-se verdade.

Agora, expliquem-me lá se isto é viver em democracia, se isto é ser livre!

Tenha uma excelente semana!

* tradução livre do francês “chirurgicale”

terça-feira, 14 de abril de 2009

Hortas urbanas

(Imagem e info aqui)

Já vivi em apartamentos e confesso que na altura até gostei; achava mais seguro, mais prático. No entanto, eu nasci e cresci em casa com quintal, brinquei com as outras crianças nos nossos quintais, na rua e nas matas que rodeavam a minha casa. Actualmente moro numa casa com jardim e não me imagino a viver sem terra para pisar. É algo que eu considero um verdadeiro luxo; sair directamente de casa para calcar a gramínea, frequentemente de pés descalços no verão, e mexer na terra quando faço jardinagem.
Creio que é esse desejo primitivo de mexer na terra, de ficar em contacto directo com a natureza que faz com que muitas pessoas, vivendo em cidades, procurem pequenos pedaços de terra para cultivar. No ano passado fiquei perplexa com a quantidade de pequenas hortas nas bermas das auto-estradas, em Lisboa; eram pedaços de terra de ninguém, inférteis e muitas vezes íngremes, que tinham sido semeados com hortaliças e até árvores de frutos. Os autores dessas mantas de retalhos agrícolas vivem, certamente, confinados em apartamentos, caminham em pisos encimentados e trabalham dentro de quatro paredes. Mas eles precisam da natureza e satisfazem esse desejo ao lado de carros que passam a alta velocidade; alguns, até correndo risco de vida ao atravessar a própria auto-estrada para chegar à sua horta. Loucura?
Loucura é viver rodeado de cimento!

Felizmente, E finalmente, os municípios começam a proporcionar esses espaços a quem os deseja. Eu penso que isso é fantástico; creio que essa actividade contém uma terapia natural, para além de vários benefícios. Imagino colher os legumes da sua própria horta, que cultivou e regou sem pesticidas. Imagino que pode levar as crianças e ensiná-las como se cava, semeia, planta, rega, aduba e colhe. Imagino que até vai gastar menos dinheiro no supermercado. Imagino que pode ser ecológico. Imagino que os arredores das cidades podem ficar mais bonitos. Acredito que as hortas urbanas podem proporcionar muitos momentos felizes.

Tenha uma óptima semana, a minha vai ser a mexer na terra!