segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Decorando a casa ( Passo II )


Decore a casa a custo 0! Substitua a velha decoração utilizando recursos da natureza, dê um passeio pela floresta ou parque e apanhe muitas, mesmo muitas folhas envelhecidas de várias cores, pinhas, galho seco e musgo.
Com as folhas vai fazer uma coroa, tudo o que precisará é de um arame grosso (opte por alumínio, mais fácil de manusear, à venda em drogarias), decida o diâmetro, e enfie as folhas. Feche com um grande laço vermelho.

Pegue no galho e dê uma pintadela com tinta branca, de madeira; deixe secar e coloque algumas bolas vistosas nos diversos ramos. Coloque o galho dentro de uma garrafa, pousado na parede ou em cima de um espelho.

Com o musgo vai fazer porta-velas; precisa de vasos em terracota, que vai pintar de branco. Enche o interior do vaso com papel para segurar a vela branca e tapa com musgo. Recorte etiquetas com palavras votativas, como Amor, Paz, Saúde, e ate à vela, com uma fita dourada.

Com as pinhas vai fazer o centro de mesa;procure um prato fundo ou cesto aí por casa. Traga 2 raminhos de pinheiro manso da florista e coloque no prato, fazendo uma borda. No interior coloque as pinhas, duas velas grossas, da cor que desejar, vermelho talvez. Junte duas laranjas onde espetou dezenas de cravinho da índia, fazendo desenhos. Acrescente um raminho de paus de canela, atados com fita de seda.Tente colocar de tudo aos pares, para favorecer o diálogo, em redor da mesa (Feng shui manda!).
Et voilá, tem um arranjo de Natal único, natural e perfumado, que lhe granjeará rasgados elogios. Acredite, eu sei!

Natal é luz! Ilumine toda a sua casa, utilizando potinhos de vidro de compota ou iogurte. Decore com uma fita de seda, vermelha ou verde, dê um laço e coloque uma vela aromática no interior. Não seja parcimonioso, distribua estes porta-velas por toda a casa, e na noite de 24 acenda-as todas!

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Recriar o Natal ( Passo I )


Ultimamente tenho ouvido e lido algumas lamentações sobre o Natal. Basicamente as pessoas reclamam da forma como o Natal é celebrado, que é sobretudo uma época de consumo, de muitos gastos e extremamente materialista. Concordo totalmente! E já falei disso antes, porém acontece que eu consegui reverter a situação; não está feliz com a forma como celebra o Natal? Faça alterações, recrie o seu Natal!
Esta é a altura ideal, em época de crise, todos compreenderão (e talvez com alívio) se quiser reduzir o seu orçamento e deixar os outros à vontade, para que façam o mesmo.

Pode começar a viver a época natalícia preparando o Natal antecipadamente. Tem filhos?! Ainda melhor, eles serão os duendes, ajudantes de pai Natal. Não encontrará melhores colaboradores, dispostos à arte, imaginativos e pouco exigentes. Natal é tempo de família.

Vou começar a postar algumas dicas, testadas e aprovadas com sucesso, na minha família. Vou partilhar convosco, gradualmente, para dar tempo a execução e fazer com que pareça possível! Porque é.

1º Passo: Faça os seus próprios postais de Natal. Nem sequer precisa ser dotado nas artes manuais, tudo o que necessita são: 2 folhas de cartolina de cores contrastantes( p.ex. verde-vermelho/ branco-dourado), uma tesoura e cola. Utilize um postal antigo como modelo, para o tamanho; numa cartolina recorte o postal, na outra a imagem de uma árvore, luva, estrela, boneco de neve, etc, e cole no cartão.
Sem tempo?! Opte pelos postais de Natal de Instituições de solidariedade; os seus votos de boas festas patrocinam as boas causas.

Se contudo, não tiver tempo para enviar postais de Natal ( se o fizer esta semana ainda vai muito a tempo de receber retribuição ), envie postais virtuais ou deseje Feliz Natal por telefone, telemóvel ou sms, mas não deixe de o fazer. Desejar Feliz Natal a familiares, amigos e colegas é dizer-lhes que pensa neles.

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Yeah, sou rica!

(Imagem daqui)
Numa época de tantas interrogações, incertezas, tanta análise e xaropada de psicólogo para descobrir coisas tipo: “Como dizer não ao meu filho”, não admira que as pessoas já nem saibam a que classe pertencem! Por isso, elaborei este teste, muito simples (testes são científicos e matemáticos, por isso fidedignos). Leia e coloque à frente de cada questão: Sim- Não- Não sei.

Mora em apartamento?
É a favor da pena de morte?
Toma remédio para a depressão?
Lê livros “Best seller”?
Faz yoga ou corre?
Lê as colunas sociais?
Consome pirataria?

Resultados:
Se você respondeu “Não sei” a todas as perguntas: É pobre.
Se respondeu “Não” a todas as perguntas”: É rico.
Se respondeu “sim” a uma ou mais questões: Lamento imenso, é definitivamente...(glup, engoli em seco), coragem... classe média!

MAS, calma, nem tudo está perdido e nem sequer precisa ganhar o EuroMilhões, nem tão pouco gastar um cêntimo! Basta mudar de opinião sobre uma questão; pode ser contra a pena de morte? Óptimo, porque isso realmente é indigno do homem. No entanto, se de facto é muito fiel aos seus princípios…não faça nada e nada mude! Espere. Tenha paciência, porque mais dia menos dia a classe média vai acabar por desaparecer. Os economistas que o digam e a culpa é da crise. Ponto!

Se é pobre e quer mudar de classe, pense nisto: não vai dar para ser rico, pois não? Então classe média para quê? Perder os seus direitos e ganhar somente deveres?! Perder o rendimento mínimo, escalão A dos filhos na escola, direito a casa, ter que levantar cedo para trabalhar, pagar transportes... Não, pois não? Mau negócio.

Bom, se é rico…Palavras para quê? Por exemplo eu fiquei muda (felizmente o teclado funciona mesmo assim) com a revelação. Sou rica e nem sabia! E esta hein?

Nota: Neste texto foi usada e abusada a figura de estilo “ironia”; a ideia é parodiar um certo blogue que por sua vez “parodia” a classe média way of life. “Ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão”. Certo? Certo.

Uma boa semana!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Os parvinhos da selecção

(Imagem daqui)
Há dias recebi um FW em que dizia: todos temos amigos altos, magros, gordos, divertidos, mal-humorados, nervosos, tranquilos, famosos… Alto lá!

Eu não tenho amigos famosos; no máximo, tive a certa altura uma colega que era familiar de uma pessoa conhecida e só por isso ela já tinha a mania que todos se aproximavam dela interessadamente. Na realidade eu só soube desse parentesco porque ela própria me contou, pedindo sigilo. E eu guardei segredo, talvez para decepção dela.

Realmente não tenho pachorra para famosos, para as manias de estrela, de VIP, esquisitices e má-educação. Raras são as celebridades que conseguem ter o pé no chão e levar uma vida “normal”. Tão poucos que se podem nomear: Cameron Diaz, Meryl Streep, Robbie Williams e Etc.

Recentemente vi, na televisão, os jogadores de futebol da selecção a saírem do autocarro, quando chegavam a um hotel, onde uma multidão os aguardava. Nada estranho até aqui. Os fãs aplaudiam-nos e gritava os nomes deles. Normal. Os jogadores desfilaram impassíveis, por detrás dos óculos de sol, alheados nos head-phones. Não esboçaram um sorriso, não levantaram um braço em saudação, não deram um autógrafo. Eram os próprios deuses a caminharem entre mortais! Chocante!

Sim, chocou-me que os jogadores não demonstrassem qualquer apreço e consideração por aqueles que fazem do futebol o que é! Por pessoas que ganham uma ninharia e ainda assim despendem tempo e dinheiro para verem os jogos, comprarem jornais desportivos e se deslocarem entusiasticamente, para verem a selecção chegar. Não merecem um sorriso? Uns apertos de mãos? Autógrafos?!

Esse é só mais um dos motivos pelos quais eu não gosto de futebol; não conheço desportistas tão arrogantes como estes! Ingratos. E parvinhos.

Tenha uma óptima semana, esbanjando sorrisos!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Dar é melhor


Há dias, a propósito do Natal, a Letícia dizia “dar é melhor do que receber”; imediatamente eu peguei na deixa e perguntei-lhe porquê, ao que ela me respondeu: - Porque quem dá também recebe.
Assim de repente quem ouvir pode pensar que é uma forma muito interesseira de estar. Mas não é!

Pessoas há, que se queixam continuamente de que ninguém lhes dá nada, que pelo contrário só lhes acontecem situações em que são obrigadas a "dar", a pagar, a ressarcir, etc. E isto custa-lhes imenso! Se está nesta circunstância e quer mudar, dou-lhe um conselho: - Comece a dar de forma consciente e feliz! Garanto-lhe que obterá imediatamente resultados espantosos.

Na semana passada vi o passo a passo da receita de cupcakes no Doces Abobrinhas da Roberta e não resisti. Fiz os cupcakes a pensar numa amiga que anda muito triste e porque eu não posso resolver o problema dela, pude pelo menos proporcionar-lhe momentos doces.

A receita da Roberta dá para 24 cupcakes, mas para mim, de forma mágica (magia ou as minhas formas eram mais pequenas, mas eu prefiro pensar que foi pura magia!) rendeu 32! Então lembrei-me de distribuir também por outra amiga, que está apaixonada mas tem o amor dela noutro país e morre de saudades (doce também é um bom antídoto para saudade!) e pela minha vizinha florista, que um destes dias me ofereceu um ramo de verdes, para um arranjo que eu quis fazer.

Então é assim, quem nada dá, nada recebe! Eu recebi sorrisos e a sensação de ter feito gentilezas que aqueceram um pouquinho o coração de quem estava a precisar. Também é verdade que recebi um ramo de flores e uma saca da maracujás!

Ah...só mais uma coisinha, os cupcakes da Roberta são lindos e inspiradores ( os meus são de amadora!), só vendo, mesmo!

E só mais isto: já tenho janelas e o sol brilha lá fora! Mas brilha mesmo ;)

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma neurose!

(Imagem daqui)
Tudo porque há cerca de 3 semanas estou a viver na Escandinávia! E eu sempre disse que preferia mil vezes viver num país tropical, onde o sol brilhasse sempre e o dia começasse às 6h e terminasse às 21h. Eu sabia da minha necessidade absoluta de luz natural!

Estou cansada de responder “Sinto-me exausta” a quem me pergunta como estou e nem sequer entro em detalhes para não aborrecer ninguém, mas aqui, onde quem quiser pode virar a página, vou desopilar:
- Estou cansada de ter as persianas da casa corridas dia após dia, desde há 3 semanas! Estou cansada da escuridão! Estou cansada do vento que entra sem as janelas. Estou cansada do pó de madeira.
E eu própria já me começo a sentir-me como a minha casa: sombria, fria e desconfortável!

E nem sequer posso queixar-me ao meu marido, porque já sei o que ele me responderá: - Estamos a gastar uma pipa de massa, porque tu quiseste a ainda te queixas?! (Ele tinha preferido substituir toda a caixilharia original, em madeira tropical, da casa por pvc! Eu: nunca, jamais, never! E só por isso nem me posso queixar?).

Sabe aquele tipo de pessoa muito calma, que raramente se zanga, mas que num dado momento “explode” ? Eu sou do tipo bem-disposto, sempre bem disposta, mas quando não estou, fico com uma neura gigantesca tipo cateto elevado ao quadrado da hipotenusa (claro que não faz sentido, nem vá por aí! Coisa de gente temporiamente ensandecida )!

Então é isso: estou uma neurose e só me apetece lamentar-me, queixar-me e choramingar. Ou então, fazer a mala e mudar-me para um hotel! No Hawaii!

Bom fim de semana! (Ah, viu como mesmo mal disposta consigo ser bem educada?!)