quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mesa posta para seis

Ao almoço, num dia da semana?! Mas esta família é constituída por quatro…Bem, frequentemente a mesa é posta para cinco ou seis.
- Ah, reparem, quatro pequenos pratos e quatro copos coloridos!

Tudo começou logo após o início do ano escolar; a Letícia começou por dizer que gostava de convidar a A., para almoçar, porque esta lhe tinha dito que gostaria muito e que “estava farta da cantina” (os meus pequenos vêm almoçar a casa todos os dias, apesar da escola ter cantina).
Ok, foi só falar com a mãe da menina em questão, informar na cantina que ela não almoçaria nesse dia e avisar no portão que a menina sairia comigo, à hora de almoço.

E tudo isto se repetiu para a B., para a M., para D., E., L., Z., L., P. e J. . E se voltou a repetir. Outra vez e outra.

E porque faço eu isto?! Porque se aquele intervalo de hora e meia  fora da escola, faz um bem enorme aos meus filhos, também faz às outras crianças. Porque os meus filhos pedem. Porque os amiguinhos também querem. Porque o tempo de brincar, de socialização, dentro da escola acaba por ser curto, e neste intervalo eles estreitam ainda mais os laços de amizade. Porque posso. Porque quero. E porque gosto de ver uma mesa cheia.

Por diversas vezes algumas mães confessaram-me o constrangimento de não retribuírem a gentileza, porque trabalham fora, porque não podem, mas eu assegurei-lhes sempre que faço por gosto e não entro nessas matemáticas (a sério!).

Não há muito, uma amigdalite arrumou comigo, fiquei demolho alguns dias. Nem os meus pequenos poderia ir buscar à escola, para almoçarem em casa. E sem que eu pedisse o que fosse, duas mães mobilizaram-se para ficarem com os meus pequenos; à hora de almoço.

E eu pude ver como tudo se encaixa na perfeição. Alguém duvida?! Um luxo!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Brincadeira de Carnaval: A sua cara na Idade da Pedra!

Claro que como eu não festejo o Carnaval, não me disfarço, nem sequer assisto na tv aos desfiles de Carnaval, estou totalmente fora dessa brincadeira. Por conseguinte, a foto que escolhi para o up-load desse "divertimento" nem sequer foi a minha!

O feliz contemplado foi esta beldade:
 
Achei que o efeito seria surpreendente, infelizmente não deu para descarregar o "depois", queria mostrar-vos como o Brad era uma brasa na Idade da Pedra! Portanto, se tiverem curiosidade, é só copiar a foto e perguntar a  Charles Darwin! Ou então, utilizem a vossa. Brincadeira de crianças...

Divirtam-se ;)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"A priceless granny square little blanket"


Não tem preço mesmo, não existe dinheiro que pague o tempo que gastei a fazer e desfazer esta mantinha, para a minha filhota. É daquelas coisas que só se faz por amor!

É que eu, há muito, muito tempo, aprendi crochêt, tricot, a bordar e essas cositas más, que nos fazem prendadas, mas depressa enfiei o conhecimento na gaveta, por achar tudo isso muito chato. E piroso.
Mas o tempo faz mudar as modas e agora já não acho nada disso e felizmente que a gaveta é o meu cérebro, porque foi só abrir e tirar de lá de dentro todo aquele conhecimento e pôr-me a crochetar (essa palavra não existe, pois não?! Não interessa, porque devia…) e tadaaaaammm….

Eis que a obra nasce (embora o parto tenha sido longo, houve até quem me comparasse a Penélope, não foi D.Hazel?) e agora enfeita a cama da Letícia. É só puxá-la, quando está deitada na cama a ler um livro, para ficar quentinha, envolvida num arco-íris fofo. 

Óh, que coisa mais linda! Nada me enternece mais do que entrar no quarto da minha filhinha, e descobri-la , a ler um livro de quadradinhos. Enrolada na mantinha “Made by Mãe…e muito mais”.

E a minha pequena também contribuiu, orgulhosamente, para o término na manta; arrematou com a tesoura as pontas de lã. Não pude negar-lhe esse prazer, ainda que isso me tenha custado mais uns tantos quadrados, porque na euforia, ela acabou por, digamos, provocar alguns danos na obra. (Conselho: se aceitar ajuda dos seus pequenos prepare-se para essas eventualidades. Se não for capaz de ver a sua obra  danificada, mais vale não aceitar ajuda!).

Já me disseram que num hipermercado essas mantinhas estavam à venda, em saldo, por 5€.
Feitas à máquina, pois.
Na China, claro.
Em acrílico, óbvio!
Montes delas iguaizinhas.

Pois bem, esta é feita à mão, em Portugal, com lã e é única. Enfim, pequenos prazeres sem preço.

Tenha uma óptima semana!

P.S. Porque está o título do texto em inglês? Ignoro como se traduz (não literalmente!) o nome deste tipo de mantinha…any sugestion?!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

-Mãe, porque é que dar arrotos é feio?




Foi esta a pergunta súbita e inesperada que o meu filho me fez recentemente; bem, nem tanto inesperada, pois o assunto está na ordem dos dias. Ele anda com a mania irritante e constrangedora de dar arrotos, consegue “fabricá-los” com uma sonoridade nojenta que me tira do sério! As vezes que já lhe dissemos que dar arrotos é feio e mesmo a fingir: É FEIO, não se contam. Nada adianta… até passam alguns dias e eu penso que a fase acabou, mas qual quê!

Então a questão despoletou uma necessidade de reflectir sobre as sonoridades produzidas pelo nosso corpo, que são obrigatoriamente silenciadas. Não vale a pena referenciá-los, pois não?!
O certo é que esses “ruídos”  são censurados, desde a nossa infância:
-Não dês arrotos que é feio!
-Mastiga em silêncio!
-Não dês puns! (Pronto: disse!)

Como eu expliquei ao meu filho:
-Se os barulhos incomodam muita gente, os odores incomodam muito mais!

Mas...e agora, aqueles tais ruídos, inodoros e incolores, como um simples burburinho na barriga, provocado por fome (ou outra coisa que também não vale a pena referir, pois não?), causa-nos constrangimento sem fim, se estivermos, por exemplo, num local público silencioso. E porquê? Pergunto eu, se é um ruído natural e involuntário? Quem teria sido a personalidade que ditou a sentença de intolerabilidade contra tais ruídos? Uma mulher certamente, quase que aposto, pois vejo através do meu filho e amigos, como para eles a produção artificial desses ruídos é fascinante e fascinadora. Já percebi que competem entre eles quem consegue alcançar a perfeição. E também já percebi que para as meninas isso é nojento, no máximo, algumas -as mais atrevidas, que não resistem aos out-laws - (tão tipicamente feminino!), soltam uns risinhos. Mas não imitam!

Canudo…como temos evoluído, desde as cavernas! Mas os homens restam basicamente os mesmos.

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Roupa nas cordas

Há algum tempo atrás recebi uma newsletter da Care2 , convidando-me à luta, no movimento da legalização(again!) das cordas de roupa. Parece que apesar de ser legal, centenas de comunidades norte-americanas estão a proibir os moradores de secarem as suas roupas em cordas.

Razões invocadas: é ofensivo à vista e os pingos podem causar estragos.
  
Recentemente, num post da Elis, que chegou ao Porto há cerca de um mês, notei a estranheza dela perante a roupa que secava nas janelas e varandas da Ribeira.
Confesso que também eu já disse “Que mau aspecto!”, referindo-me a prédios onde a roupa seca nas varandas. Porém, no caso da Ribeira, um bairro popular típico, roupas a secar no exterior faz parte do postal, tal como eu comentei lá.

Nem todos têm a sorte de possuírem um terraço, ou jardim, como eu, onde secar a roupa. E admito que até essa facilidade já prevejo que um dia acabe: Imagine que os passageiros dos aviões que sobrevoam o meu espaço, achem feio?!

Uma amiga minha vive num andar, onde uma das varandas foi transformada em lavandaria; a persiana tem um sistema de ventilação que só por si já seca a roupa, mesmo não permitindo que se veja o interior, da rua. Os arquitectos podem muito bem oferecer alternativas ecológicas com estética. Em último recurso, resta-nos reflectir a quem devemos fazer concessões: ao ambiente, ou à estética?

Eu prefiro a secagem ao sol, e Invernos houve em que liguei a máquina 2 ou 3 vezes (não neste, infelizmente, que tem sido chuvoso), além de que uma eco-guerreira ( cof,cof...) como eu pretendo ser, só poderia defender a secagem natural, não esquecer a emissão do carbono e poupança de energia.

Além disso, roupa a secar dá umas belas fotos e caracteriza muitos bairros e cidades, não acha?

Uma óptima semana!




Actualização:
O Eduardo prestigiou-me  com a publicação deste post, na integra, no seu Varal de Ideias. Convido-o a conhecer o espaço, que vale muito a pena!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Festa de aniversário não é para todos!


(Sábado, três festas de aniversário)

Quem faz a lista de convidados para as festas de aniversário dos meus filhos são eles próprios. Critérios: os meninos com quem brincam mais e aqueles que os convidam para as suas festas. Se ainda tiverem “vagas” dentro da quota (porque eu dou um máximo de convidados), podem convidar quem desejarem.

Sabem que isto me trouxe dissabores no ano passado? Duas mães de crianças que não foram convidadas para a festa, pura e simplesmente, deixaram de me cumprimentar.
Recentemente, a mãe de um amigo do Duarte, queixou-se de que o filho chegou a casa a chorar, porque uma das meninas tinha levado convites para a festa dela, porém não o tinha convidado. A mãe também estava aborrecida, e dizia-me que os pais deveriam dar os convites sem que os meninos "não-convidados" se apercebessem.

Então eu disse-lhe o que penso sobre o assunto, que aliás,  gostaria muito de poder compartilhar com quem possa passar pela mesma situação. É um momento óptimo para ensinarmos os nossos filhos a gerir a frustração e rejeição. Quando a situação se colocou, há muito tempo atrás, conversamos sobre o assunto e eu disse aos meus filhos, o seguinte:

Temos que respeitar a escolha dos aniversariantes, este é o princípio.
1º Porque todos temos os nossos amigos preferidos, e isso não significa que não gostemos de quem não convidamos.
2ºPorque desconhecemos as razões que os levam a optar por uns, deixando de fora outros ; os pais podem só deixar convidar 3 ou 4 amiguinhos, por questões de espaço, de dinheiro, etc. E temos que aceitar isso.
3º Também eles deixam de fora 50% da turma, não podem ficar magoados por os outros fazerem o mesmo.
4º Porque ficaria demasiado caro, ser convidado para todas as festas ( com a agravante de cá em casa serem dois!).

Os meus pequenos entenderam perfeitamente o meu ponto de vista e nunca fizeram cenas por não serem convidados para festas.

Se pelo contrário, a mãe empatiza com a dor do filho e lhe dá razão, guardando rancor a quem não o convida está sobretudo a potenciar o sentimento de rejeição. Isso não ajuda, pelo contrário. Repare, os nossos pequenos vão passar por muitos momentos de frustração na vida e nem sempre estaremos lá para os ajudar.

Os meus filhos convidam alguns meninos que nunca os convidaram para as suas festas; não fazemos represálias, pelo contrário, mas de facto não convidam quem não gostam. Quer as mães me cumprimentem ao não. 

Tenha uma óptima semana!