segunda-feira, 5 de abril de 2010

Benefícios da Música na formação de crianças

Mesmo antes de ter filhos eu já acreditava que o estudo de Inglês e de Música eram importantíssimos  na formação das crianças.
Relativamente ao Inglês, os primeiros passos foram dados comigo, e depois na escola, onde têm essa disciplina desde o 1º ano. Para Música teria que ser numa Escola da área. Porém, eu sou uma mãe do tipo conciliadora, para mim só se obtém sucesso quando as crianças sentem empatia pelo objecto de estudo. Por conseguinte, como nenhum dos meus dois pequenos parecia interessar-se por aprender um instrumento musical eu respeitei. E esperei. Até Janeiro.

Realmente tudo aconteceu em Dezembro. Na celebração do Natal tivemos algumas actividades em família. Cada um contribuiu com uma prestação alusiva ao Natal; peça de teatro, retrospectiva histórica da celebração do Natal, leitura de poemas e textos. E…duas actuações de violino e guitarra, dos nossos sobrinhos. Essa foi a pedra de toque; em Janeiro inscrevi a Letícia na escola de Música, onde desde então tem formação Musical e aulas de piano.

Ela está a gostar imenso e já diz que no próximo Natal não vai ler poesia, mas tocar uma peça.
Contudo, tenho observado como as crianças mais pequenas, levadas para as aulas por imposição parental, se comportam; choram, agarram-se às pernas dos pais e avós e recusam entrar sem eles, na sala de aulas.
Eu estava certa; é bom ajudar os nossos filhos a encontrar actividades que os enriqueçam, sem contudo força-los ao ponto de entenderem essa imposição como uma violência.

Há sempre um tempo certo. E uma actividade adequada a cada um; pessoalmente fico muito contente que para os meus não seja futebol!

As minhas razões, por esta preferência para além das belas e harmoniosas sonoridades?!
O estudo da música promove a auto disciplina, paciência, sensibilidade, coordenação, e a capacidade de memorização e de concentração. Ajuda a melhorar a capacidade de aprendizagem em matemática. O estudo da música também valoriza o trabalho em equipa e proporciona um importante modo de expressão pessoal. Ensina aos alunos a ultrapassar o medo e a assumir riscos. Ensina as crianças a adquirir uma nova disciplina mental e uma competência física.

Impressionado? Também eu!

Tenha uma óptima semana!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Amêndoas caseiras caramelizadas


Os meus votos de feliz Páscoa transcrevem-se nesta receita de amêndoas caseiras, testadas e aprovadas (provadíssimas!), por todos cá em casa.

Amêndoas caseiras:
300 gr de açúcar
1,5 dl de água
300 gr de amêndoas com pele
Junte o açúcar com a água e leve ao lume, deixando ferver por 3 minutos. Lave as amêndoas, seque-as bem num pano e junte-as à calda de açúcar. Envolva e leve a lume médio até formar um doce areado. Aumente a intensidade do lume e deixe que as amêndoas ganhem cor “caramelizada”.

Retire, espalhe sobre uma superfície de trabalho untada com óleo e, com o auxílio de uma espátula, vá separando as amêndoas.

Quando estiverem mornas, solte-as da mesa e distribua-as por taças.

Garanto:  Rápido, fácil difícil é parar de come-las e deliciosas!

Feliz Páscoa!

(Receita retirada d’ A Revista, Doces momentos nr34)

segunda-feira, 29 de março de 2010

"Mãe... e muito mais" na Televisão

É certo que não uso pseudónimo na blogosfera, tenho porém desde o início sido bastante reservada em relação a mim e à minha família. Portanto, pode até parecer incoerente que pretendendo manter sigilosa as minhas informações pessoais venha agora quebrar esse código de conduta e expor-me num programa televisivo, de um canal nacional.

Efectivamente, de inicio a minha resposta ao convite da jornalista foi negativa. Sou uma pessoa reservada e não me imaginava na televisão, a expor-me e à minha família.
Contudo, fui persuadida pelo meu marido, com os meus próprios argumentos; eu tinha criado este blogue, para de certa forma assumir que “mãe-a-tempo-inteiro” pode proporcionar felicidade e partilhar a minha forma de estar e ver o mundo, que vai muito para além da ideia comum sobre a dona-de-casa convencional.

Na minha ida à tv, poderia alargar esta minha mensagem a pessoas que não têm acesso à blogosfera, e a outras que têm, com certeza. Poderia, talvez, dar uma “injecção” de esperança e confiança a mulheres na minha situação. Pode parecer presunção, mas cansei-me de ouvir testemunhos de mães-a-tempo-inteiro, ou donas-de-casa, amargas, arrependidas e tristes. Eu pretendia “sacudir” essa ideia estereotipada.

Por conseguinte, aceitei o desafio, e confesso-vos, foi necessária muita coragem… ia-me dizendo (até segundos antes de entrar no ar) que a vida passa muito depressa e que devemos aproveitar todos os desafios interessantes que nos fazem crescer.

Entretanto, assisti Às Tardes da Júlia numa gravação,glup, glup, revi-me nas palavras, mas não na imagem; decididamente a minha maquilhagem diária dá-me a naturalidade que me pertence, ao contrário daqueles cílios de travesti!
Portanto, por uma única vez, esta sou eu, realmente…
- Fernanda. Muito prazer!

Aos meus novos leitores (que comentaram no post anterior), aviso que costumo retribuir visitas, porém o meu sistema de comentários não permite entrada directa nos blogues dos comentadores. No caso de desejarem, deixem p.f. os vossos links nos próprios comentários ;)

Agradecimentos:
À jornalista Carla Ferreira, à repórter Rita Fão e ao camera Bruno, por terem compreendido a mensagem que eu pretendia transmitir.
À psicóloga Cláudia Morais, por ter resumido e enfatizado (em  sublime sintonia), com um excelente discurso, o que eu não tive oportunidade de dizer, por falta de tempo.
À Júlia Pinheiro, por ter conduzido a entrevista de forma a que eu pudesse veicular as ideias fundamentais que motivaram a minha presença.
A todos que assistiram ao programa e gentilmente se manifestaram, por diversos meios.

Tenha uma boa semana…e lembre-se: não deixe escapar desafios ;)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Jardim portátil

No aniversário das professoras os meus filhotes fazem sempre questão de lhes oferecer  alguma coisa, nem que seja uma simples flor, como já aconteceu. Desta vez foi a professora do Duarte, que segundo ele, lhes disse: - Não quero presentes comprados!

Foi o mote para que eu e o Duarte nos dedicássemos à jardinagem. Micro-jardinagem, para ser mais exacta.
Há montes de tempo, vi no That artist woman, um blogue fantástico, jardins em miniatura e desde logo o anotei mentalmente, para fazê-lo algum dia com as crianças.

Que melhor ocasião do que o primeiro dia de primavera?
Mãos à obra para um "presente-não-comprado".

Material:
- 1vaso de barro, baixo e largo.
- Terra (100 % ecológica).
- Uma casinha (artesanato de Barcelos).
- Plantas muito pequeninas ( uma suculenta e outra?, que estavam no jardim).
- Gravilha.
- Um palito.
- Um pequeno rectângulo de cartolina.
- Ferramentas de jardinagem e luvas ( de adulto e criança, senão não tem graça!).

Encher o vaso de terra, colocar a casa ao fundo e transplantar as plantas, uma de cada lado da casa. Fazer um caminho, da borda do vaso até à entrada da casa, com a gravilha. Escrever na cartolina "Bem-vindo" ( porque a professora do Duarte tem um sorriso estampado no rosto que diz isso mesmo) e colar no palito, que se coloca à entrada do caminho.
Et voilá! Uma criança feliz, um jardim portátil para comemorar a Primavera, e festejar um aniversário.

Tenha uma óptima semana!
Posted by Picasa

segunda-feira, 15 de março de 2010

Como reduzir o consumo da carne

Aconteceu quando o Duarte tinha uns 3-4 anos; por ele adorar animais eu tinha o cuidado de colocar nas travessas a carne já partida, porém um dia pus na mesa um frango inteiro. Então, o meu filho, fez-me aquela pergunta fatídica e irritante que faz até hoje: -Mãe, o que vai ser o almoço? Ao que eu respondi inevitavelmente: “frango assado, com batatinhas, arroz a salada”, mas claro que ele  só ouviu “frango”, já estava paralisado a olhar para a ave.
-Nem penses que eu vou comer esse frango, que me faz lembrar os que andam a pé! Foi a resposta do Duarte.

Bom, até hoje sempre que as crianças reclamam da refeição vegetariana, eu arrumo o assunto dizendo:
-Para fazermos esta refeição não foi necessário matar nenhum animal! (Silencio: Nem mais uma queixa)

Há uns tempos, num almoço em que a minha mãe estava presente, eu servi-me de arroz, legumes salteados e um pequeníssimo panado de peru. Evidente que a minha mãe notou imediatamente no tamanho diminuto do meu panado e fez reparos, ao que eu lhe retorqui que estava a reduzir o consumo da carne. Claro que ela não compreendeu, nem eu estava à espera de tal, porém, espero sim que as minhas crianças compreendam e com o tempo aprendam.

Já escrevi antes que cá em casa introduzi uma refeição semanal vegetariana; estas mudanças nos hábitos alimentares fazem-se gradualmente, sobretudo quando as pessoas não estão nada muito interessadas nestas alterações. A chave está no reduzir até suprimir, aprendendo novos sabores em detrimento de outros adquiridos. E explicando que o planeta agradece um menor consumo de carne, além dos benefícios para a saúde.

Tenha uma boa semana!
(Este texto é a minha contribuição para a campanha do "Dia sem carne", 20 de Março, a convite da Luciana, do Germinando)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Gavetinha no Contador indo-português


Abria-a no Dia internacional da mulher - Bem sei que o tema é demasiado batido, no entanto é um tema tão tentador! Demais para deixar escapá-lo, pelo menos todos os anos. É que realmente há tanto para falar sobre o assunto, é assim uma espécie de contador indo-português, cheio de gavetinhas e compartimentos.

E desta feita abri a gaveta dos nomes. Sim… porque é que as mulheres ficam com os sobrenomes dos maridos, quando casam?!

Sei que é cultural, na Alemanha por exemplo é aceite pela pragmaticidade ; a família Schutz, a família Baumann… aliás, é assim que atendem o telefone, identificando rápida e sumariamente quem está no lado de lá da linha.
Uma amiga minha finlandesa optou pelo sobrenome do marido, e manteve-o mesmo divorciada, por ele ser croata e ela se tornar assim a única Anita B. de toda a Finlândia.

Em determinados países é opcional e não causa polémica, como por exemplo em Portugal. No entanto, noutros países supostamente modernos é tema de celeuma. Um caso específico, nos E.U. as mulheres podem optar, porém normalmente adoptam o sobrenome do marido. Aquelas que mantém o sobrenome de solteira não são compreendidas; acusam-nas de não amarem os maridos realmente, de não apostarem no casamento, etc.

O que eu sei é que no meu ADN está inscrito o meu sobrenome, aquilo que eu fui, sou e serei, de certeza absoluta.
No meu sobrenome está escrita a história da minha família e é essa que eu carrego.

No sobrenome do meu marido está a história dele e as nossas histórias vão encontrar-se nos nossos filhos. Somente a partir dai.

Pode não parecer, mas tenho para mim que a adopção do sobrenome do marido é uma espécie de apropriação da identidade da mulher. Um cortar com o passado, que efectivamente acarreta uma ideia primitiva e ancestral da passagem de propriedade de pai para marido. Não é isso que simboliza?!

Tenha uma óptima semana!