sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sobremesa de fim de semana:Torta Tres leches


Há bolos que apetecem particularmente com tempo quente, portanto quando li pela primeira vez, no The Pioneer Woman, sobre esta torta achei que seria ideal para esta época e esperei. Não conhecia o Tres leches, mas as opiniões eram unânimes: deliciosamente irresistível.
A origem é latino-americana, feita em vários países, ignorando-se a origem exacta. Por isso, deixei a receita da PW e procurei uma, que me parecesse mais original. Encontrei em Dulces da Queca.

Ingredientes:
2 Chávenas de chá de farinha
2  Chávenas de chá de açúcar ( eu pus uma)
6 ovos
1 c. Café de fermento
1 pitada de sal
½ chávena de água (substitui por leite)
1 c. Café de essência de baunilha
1 lata de leite evaporado
1 lata de leite condensado
1 chávena de natas (aproximadamente ¼ de litro)
Creme chantilly para a decoração.

Como fazer:
Bater os ovos inteiros com o açúcar até aumentar o volume; juntar o sal, a baunilha e o leite, misturando cuidadosamente. Acrescentar a farinha peneirada e o fermento. Envolver delicadamente. Levar ao forno a cozer, em forma rectangular, untada e enfarinhada, a 180º. Coze rapidamente.
Entretanto misture numa taça o leite condensado, o leite evaporado e as natas. Reserve.
Desenformar o bolo, picar com um palito e regar o bolo ainda quente com os 3 leites. Corte aos quadrados. Deixe arrefecer e decore com chantilly, raspas de chocolate, ou a gosto. Vai ao frigorífico, algumas horas. Melhor ainda de véspera.
Um manjar dos deuses!

Um bom fim de semana :)

terça-feira, 15 de junho de 2010

As orquídeas são muito curiosas

Problemas com as suas orquídeas? Janela com elas!

Eu explico: A long, long time ago, quando eu nem aprendiz de jardineira era, fomos de férias à Holanda e notei que muitas casas tinham nas janelas uma espécie de flores, que eu achei lindas, elegantes! Um dia, não aguentei a curiosidade e perguntei a um senhor, que saía de uma dessas casas. Com um certo ar de perplexidade, tipo: “De que planeta vem ela?!”, respondeu-me que era uma orquídea!

Infelizmente eu não tinha uma janela de sala em casa, que desse para a rua, enfim, tenho uma no rés-do-chão, com vidro fosco, o que pelo menos a inutiliza para esse efeito, por isso desisti de reproduzir a ideia. Porém, entretanto, o meu marido ia-me oferecendo vasos de orquídeas, abre parênteses - porque eu prefiro vasos de flores a ramos, muito mais efémeros - fecha parênteses, e eu ia colocando os vasos na sala. Na procura do sítio perfeito, mudava:  no louceiro, no carrinho do chá, no outro móvel, no armário da tv, ia mudando, e as orquídeas iam, invariavelmente morrendo. Não adiantava seguir os conselhos da plaquinha que traziam: regava cuidadosamente, adubava, limpava as folhas, falava com elas, mas nada resultava!

Um belo dia, num impulso inspirador, coloquei uma orquídea rosa na janela da cozinha. Ela floriu em abundância, as folhas cresceram e nasceram novas, numa exibição de beleza e saúde, que causou espanto a mim sobretudo quem a contemplava. E depois de ter dado provas que já não era uma assassina de orquídeas, recebi de presente outra, desta vez branca, que se portou da mesma forma. Já vai na segunda floração.

Há pouco tive uma recaída; a burguesa que me habita ainda não se conformara com a predilecção da aristocrata flor pela cozinha e levou a orquídea rosa, em plena floração, para o hall de entrada; em poucos dias, os promissores pequenos botões murcharam e caíram, indiferentes aos olhares de quem entrava. Foi levada de urgência para a janela da cozinha; está a banhos de luz e vapores da água da torneira, em franca recuperação.

Pronto, agora estou convencida, a janela da cozinha cria um micro-clima muito favorável às orquídeas e além disso, elas são curiosas, gostam de ver a paisagem. Que o digam os holandeses!

Até breve!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tico, o gato-esquilo ?

O Tobias foi-se, veio o Tico; um gatinho negociado pela Letícia com uma amiguinha da escola, a quem nós pais, tivemos unicamente o direito de… aceitá-lo cá em casa.

Se aquela teoria que defende a influência dos nomes, na personalidade das pessoas está certa, sem dúvida que também se aplica aos animais. O que esperar de um gato com nome de esquilo? No mínimo que trepe bem. E dê saltos olímpicos entre os galhos, na falta destes, entre móveis. E todas as tentativas para o levar a compreender que não se salta para cima das mesas são infrutíferas, além disso, é aí que ficam as nozes e avelãs, certo?! Não que o gato-esquilo se preocupe em colectá-las,  patés variados surgem-lhe no prato, sem qualquer esforço, mesmo para quem tem o apetite voraz de um adolescente. Em vez disso, dedica-se à caça de coisas mais extravagantes e divertidas, como Bakugans distraídos, bonecas esquecidas e comida de plástico das crianças, que arrasta escada abaixo e corredor fora.

Tem um fraquinho por fios, cordas e atacadores, não hesitando em desapertá-los de pés incautos. Ou a retirá-los das pantufas do Duarte, guardadas no roupeiro e lutar com elas até que elas se rendam e se mostrem inanimadas. Intrigado deve andar, como depois disto, os atacadores ainda têm energia para se esgueiraram para dentro do roupeiro todas as noites. De manhã já lá estão!

Mas não pensem que é um gato selvagem; o seu interesse na cultura é visível nas capas dos livros desprevenidos. Está firmemente implicado na aquisição de conhecimento, nem que seja através de métodos menos ortodoxos, como por exemplo, através das papilas gustativas.

No entanto, quando depois do jantar nos sentamos no sofá para ler, ou ver um pouco de tv, os planos são-nos boicotados, pelo gato-esquilo, que se transforma no gato-lobisomen e nos salta em cima, por todos os lados. Quando finalmente se senta em frente a nós, a mirar-nos intensamente, não está convencido de que a brincadeira (dele) acabou. Está somente a recuperar fôlego. Tem a energia de uma criança-hiperactiva e os planos de um noctívago inveterado.

Mal entrou nesta casa impôs-nos regras inegociáveis; para quê acordar com o som artificial do despertador, se como todos sabem os sons da natureza são mais saudáveis? Na falta de galinhas, esse papel é feito pelo gato-galo. Mal o sol nasce, começa a miar, do rés-do-chão. Primeiro pacientemente: miau, miau... que é como quem diz: acordem meus queridos! Depois o tom vai subindo, à medida que o tempo passa e ninguém lhe surge à frente: Miau, miau... que é a linguagem para dizer: acordem seus grandíssimos preguiçosos, que estou a perder a paciência!

Não sei, mas seis da manhã, parece-me um bocado cedo, uma vez que não vivemos numa Quinta. E que não podemos fazer uma sesta das 9:30 às 11h. Não é gatinho-galo???!

Fora isto, é um gato amoroso. Dá beijinhos com a língua áspera,  trincas delicadas nas nossas mãos e enrosca-se nas nossas pernas com o corpo esguio da serpente. Mas sem dúvida que sofre de alguma desordem de personalidade. Não sei se personalidade dupla, ou tripla. Ou quadrupla.

Tenha um bom fim de semana!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Se não fossem os gostos o que seria do amarelo?!

( A minha escolha: sapatos em pele, robustos e confortáveis, em castanho. Básicos.)

Essa frase até parece já nem fazer sentido, uma vez que o amarelo está na moda, mas o que ela significa realmente continua válido. Na verdade, este é um questionamento sobre o bom-gosto. O conceito não é consensual, pelo contrário, é muitas vezes controverso e polémico. E mutante. Ainda há pouco não se misturavam flores e riscas, nem vermelho e rosa. Actualmente todas as combinações parecem permitidas.
Porém, algumas regras básicas da moda mantêm-se. Não vou falar disso, não sou personnal stylist, vou apenas dizer que cada local e situação exigem determinado tipo de roupa. E isto, pelo menos, devemos ensinar aos nossos filhos.

Lembro-me do caso daquela menina de 4 anos que cismando ir ao hipermercado de pijama, pantufas e tiara, ia mesmo! Segundo a mãe, não havia quem a convencesse do contrário.

Conheço mães que me dizem já, há muito, não conseguirem vestir determinadas roupas aos filhos; porque eles escolhem as suas roupas e fazem as combinações.

Cá em casa isso não acontece; eu escolho as roupas e faço as combinações. Roupa de escola é diferente da de festa, e das saídas descontraídas, como praia e piscina. Para o meu filho é quase indiferente, para a minha filha menos. Ela gosta de moda, e na última vez que fomos ao shopping quis entrar numa loja e escolheu uma écharpe. Desde a pré-escola que ela me vai fazendo pedidos muito raros, mas muito precisos: um casaco de pelinho, umas jardineiras em ganga, uns sapatos de brilhantes e lantejoulas e agora, um colete em ganga! Uma verdadeira fashionista?! Veremos.
Por vezes, ela faz combinações, mas a decisão final é minha. Por vezes essas combinações surpreendem-me; eu não as faria, mas vejo que resultam, por isso tento não censurar, mas guiar e respeitar a criatividade dela.
A escolha de Letícia: sapatos em tecido e lantejoulas, delicados-MAS-confortáveis. Chique ou kitsch?! Se não fossem os gostos, o que seria do amarelo, não é?!

Tenha uma óptima semana!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Preparar uma festa de aniversário infantil


Perdoem-me a falta de modéstia mas as festas infantis cá em casa são um sucesso! É um facto. E quando o afirmo pauto-me pelas impressões recolhidas aos próprios pequenos. Expressões como: Gosto muito desta casa, é uma casa alegre, vocês são muito divertidos, adoro as vossas festas, as festas aqui são diferentes, etc, saem-lhes espontaneamente.

Já me têm dito que termos terraço e jardim é muito importante nestas ocasiões; as crianças espalham-se pelo espaço, correm, saltam com a liberdade que as quatros paredes não permitem. Eu concordo, no entanto, esse é apenas um detalhe; nós não deixamos as crianças por conta própria, uns a brincarem, outros a aborrecerem-se, outros a disparatarem. A festa é organizada a pensar neles e começa semanas antes do dia em questão.

O tema da festa é decidido pelo aniversariante; nem sempre encontro por aqui as decorações necessárias, porém, graças ao eBay, sou abastecida com aquilo que preciso. Isto é feito com umas 3 semanas de antecedência, para não haver falhas.

Os convites são feitos por mim, com opinião, aval e contributo (recorte e colagem) do aniversariante.

O menu pensado e executado por mim, novamente, aquelas coisas básicas: bolo de aniversário ( chocolate), queques, cocos, natinhas, gelatina, batatas fritas, mini-sandes variadas, fruta e por fim piza e gelado.

As actividades são organizadas e dirigidas, por nós, os pais do aniversariante; uma tarde de jogos tradicionais, que facilmente se põem em prática. Dias antes selecciono os jogos e providencio o material necessário.
- Balões e risos: dê a cada criança um balão, para encher, que será atado por um fio ao tornozelo. Estando todos prontos dá-se partida e os participantes tentam pisar e rebentar os balões dos outros. Ganha o último a ficar com balão. Este jogo é hilariante, até eu jogo!

- Corrida de ovos: cada pequeno leva um ovo cozido (embora no início eu diga que não está, eles ficam mais excitados, depois conto!) numa colher e faz um percurso. Ganha quem chegar primeiro à meta, sem deixar cair o ovo.

- Cabra-cega: uma criança fica de olhos vendados, tentando identificar a criança que conseguir apanhar. Será esse o próximo a ficar de olhos vendados. O pai das crianças é particularmente engraçado neste jogo, uma risota para a pequenada.

- Desembrulha o presente: Uma caixa grande, embrulhada com papel de presente (reciclado!) é passada de mão em mão, pelas crianças que estão sentadas no chão em círculo. Sempre que a música pára de tocar a criança que tiver o presente na mão começa a desembrulhar o mais rápido possível, até que a música volte a tocar, pois aí tem que passar para criança seguinte. Dentro da caixa grande existem várias caixas, que eles vão desembrulhando e abrindo até chegar a uma muito pequenina. Desta vez era uma caixa de fósforos, tinha um brinde, para o pequeno vitorioso.

Enquanto decorriam os jogos, era pintada uma tela, pelas crianças. A criatividade deles é enorme e nenhum se coíbe de participar, ficando a obra final como recordação dos amigos, para o aniversariante.

Finalmente a piñata, que eu não entrego de mão-beijada. Faço uma caça ao tesouro da própria piñata; dou-lhes uma primeira quadra enigmática, que eles vão decifrando e encontrando mais quadras escondidas até chegarem ao esconderijo da supra citada. As crianças fazem uma fila, dos mais pequenos aos maiores, vendam os olhos e tentam acertar na piñata com um pau. Este momento também é muito aguardado, pois é divertido e no final ainda têm muitas guloseimas e brindes, para apanhar.

Os jogos vão mudando de festa para festa, estes citados foram jogados na festa do Duarte. Vou tirando as ideias dos livros “Jogos para crianças” de J.M. Allué, nada de rebuscado e muito divertido.
Assim se passa uma tarde de festa, numa casa alegre!

Tenha um feliz dia :)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

S.O.S. para a Família Santa Clara


(Imagem)
Ensinaram-me que a “Justiça é cega” para provar que ela é imparcial. Que a justiça é feita doa a quem doer. Porém, já há muito que deixei de acreditar nesta historinha mitológica; a justiça é cega porque é insensata.
Para se fazer Justiça é necessário ter os olhos e ouvidos bem abertos; a justiça é feita quando o mal é reparado, através de compensação ou castigo.

Há dias, ouvi o próprio bastonário da Ordem dos Advogados, Dr.Marinho Pinto, numa entrevista a propósito de um caso, declarar que a "Justiça não fazia justiça".  Falou de forma geral, não somente a respeito daquele caso. Que eu o diga, é uma coisa, que seja o bastonário e que não caia o Carmo e a Trindade, é outra. É triste, pois significa que ele sabe, todos sabem e é caso aceite.

Quando li no blogue da Bianca sobre a família Santa Clara, imediatamente me lembrei da declaração do bastonário; acontece no Brasil, onde a Justiça também não é feita.

O Mundo divide-se entre aqueles que querem que o Mundo mude e aqueles que fazem o Mundo mudar; a família Santa Clara pertence ao último grupo. Quer fazer parte dos últimos?
Então leia...

Aos leitores do Eneaotil, nunca pedi nada por aqui. Mas gostaria de fazer um barulho em relação a essa história. Peço que leiam até o final e que divulguem. Que contem a seus amigos jornalistas, que enviem esta história para os jornais, que relatem tudo o que eu contei aqui hoje, na mesa do jantar. Que compartilhem este escândalo no Google Reader, no Twitter, em listas de discussões. Que ajudem. Porque todo mundo aqui teve a oportunidade de ter uma família e sabe o quanto isto foi importante.”

Continue a ler aqui: Eneaotil. 
( A blogueira que divulga, e dá o testemunho, conhece a família Santa Clara)
Testemunhos de quem pertenceu - pertence?- à Família Santa Clara, aqui

Uma boa semana!