sexta-feira, 2 de julho de 2010

PAP - Candeeiro para quarto de criança


Quando eu decorei o quarto do Duarte procurei por um candeeiro que tinha visto numa revista de decoração espanhola. Não foi fácil encontrá-lo, mas depressa a alegria de o ter descoberto desapareceu, quando virei a etiqueta e vi o preço! Achei uma exorbitância, até porque um candeeiro daqueles teria uma vida de curta duração.
Além disso, observando o candeeiro, achei que eu própria poderia fazer um semelhante, sem dificuldade maior. Para completar, eu tinha todos os materiais em casa, poderia portanto reutilizar!

Material:
Um abat-jour de papel de arroz (cor e tamanho que desejar)
Um cesto em vime (utilizei um cache-pot que estava guardado)
Cordão
Fita de seda
Tecido (utilizei um resto que sobrara das cortinas)
Um ursinho de peluche

Cálculo de custo:
Abat-jour papel de arroz: 2,5€
Fita de seda e cordão: 2 €
Cesta: 3,50 €
Peluche: stock próprio
Tecido: restos
Total: 8 €

Como fazer:
Dobre o tecido e corte quatro rectângulos. Cosa-os ( eu cosi à mão), fazendo saquinhos, que preencherá com algodão e atará com a fita de seda, dando um pequeno laço.
Coloque o abat-jour por cima da cestinha e meça a distância que pretende entre um e outro; corte o cordão à medida, em quatro.
É só montar! Ate os cordões em volta do abat-jour e prenda na cesta; coloque dentro o peluche.

Et voilá! Convenhamos que esse passo-a-passo é simplicíssimo, não é?!Prender no tecto, colocando a lâmpada (economizadora!) dentro do balão, sim, porque nesta altura já temos um balão de ar quente, com uma figura amistosa a vigiar o sono da nossa criança!
Nenhuma satisfação é maior do que aquela que sentimos quando fazemos nós mesmos determinadas coisas.

Eu não disse que a vida deste candeeiro seria demasiado efémera?! Retirei-o estes dias, do quarto do meu filho, para substituir por outro, mais adequado a um menino de 9 anos.

Bom fim de semana!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Adoro quando a selecção joga!

Não sei como é onde você vive, mas aqui, ouve-se o zumbido de uma mosca. Se houvesse, claro, mas creio que também elas devem estar coladas nos ecrãs. Ah....silêncio glorioso!

É uma alegria se tiver que sair nessa altura; as estradas estão completamente desertas. Faço 7 kms, na estrada nacional em 5 minutos. Sério, fiz mesmo! E posso até conduzir em contra-mão ( isso não fiz !) , mas posso, a estrada é só minha, e posso conduzir em zigue-zague, como as crianças fazem.

Fazer compras então, ai...até me emociono! Os shoppings desertos, os supermercados idem. Aquele que só tem parque exterior, onde os carros torram porque as sombras são raras, até nesse, há lugar à sombra!

É uma altura fantástica para percorrer os corredores, ver preços, comparar, encher o carrinho, porque na caixa, também não está ninguém! Excepto se você necessitar de ajuda, de  informação sobre algum produto, como um electrodoméstico. O vendedor torna-se uma espécie de zombie, o cérebro dele está sintonizado na voz do relator ( a radio está sintonizada no Jogo) e tudo o que ele possa dizer-lhe não é confiável. Não é boa ideia comprar. Ou então procure uma vendedora.

Só lamento uma coisa, que o Campeonato do Mundo não seja em Dezembro; já imaginou, fazer as compras nessa altura?! Definitivamente, acho que deviam mudar para essa época.

O tempo dos fins dos jogos é para evitar; voltar para casa ASAP! No caso de vitória as ruas e estradas enchem-se e o trânsito bloqueia. Se perdemos, enfim...volta tudo ao mesmo! O mundo torna-se ruidoso e populoso.

É assim que eu adoro, quando a selecção joga! Você não adora, quando a selecção joga?!
Lamentavelmente acabou... acabou a tranquilidade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Advogado do diabo. Eu sou!


Houve uma época em que eu pensava que esta expressão designava o defensor de algum acto criminoso ou ilegal, que é basicamente a mesma coisa. Aquele que tornava partido. Que defendia.
Porém, a experiencia de vida ensinou-me que era algo bastante mais comum; imagine que você conversa com alguém que lhe conta um determinado problema, que teve com outra pessoa. Pode ser algo muito insignificante, tipo: “- Fulana passou por mim na rua e virou a cara, para não me cumprimentar”.

Você ouve apenas um lado na questão, mas como é aquela pessoa que lhe confidência, e como ela atribui a responsabilidade à outra pessoa, você faz o quê?
a)    Você acredita no que ouve, e perante isso emite uma opinião, confirmando ao seu interlocutor que ele tem razão em se indignar.
b)    Você fica na dúvida, porque ignora a questão no seu todo, e tenta ver do prisma da pessoa acusada e ausente. Fornece argumentos que possam trazer dúvida à pessoa com quem fala, tipo: “ -Talvez fulano tenha olhado, mas não te tenha visto” (Dou este exemplo porque aconteceu comigo).

Sem dúvida que se você optar pela primeira opção, o seu interlocutor vai ficar muito agradado consigo. A conversa acaba rapidamente. Ou prolonga-se, na crítica ao faltoso.

Se, porém, você optar pela segunda alternativa, então você está a ser “defensor do diabo”; esta não é uma posição simpática. Quem conta espera compreensão, que lhe digam que tem razão, que se indignem com ele. Se não agir desse modo, vai arranjar sarilhos!

Eu tenho arranjado sarilhos; não é propositado, aliás descobri recentemente, graças à Numerologia, que a responsabilidade é do meu dia de nascimento, 14 - Dia da Compreensão. E é assim, basta alguém começar a contar-me algo sobre outrem, e a minha mente já está a contra-argumentar, em defesa do suposto “réu”. Claro que assim o penso, assim o digo. E quem ouve não gosta.

Não é essa a minha intenção; eu tento compreender os diversos pontos de vista e não julgar sobretudo quando só se ouve uma parte da história. E também, ao expor uma outra perspectiva, desarmar de certa forma quem se sente indignado, para que abra a sua mente à possibilidade do engano, do mal-entendido.

Eu sei como é agradável darem-nos razão! Aqui mesmo na blogosfera, dificilmente nos comentários de um post, se lê uma opinião dissonante; invariavelmente todos concordam com quem publica. Há blogueiros que levam mesmo a mal que alguém pense e diga o contrário.

Eu acho uma lástima; a riqueza da inter-acção humana reside na diversidade de pensamentos e sensibilidades. Se não abrimos a porta à proficuidade do diálogo estamos a perder tempo num monólogo entediante e sem sentido.

E quem quer perder tempo?!Eu não.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dica de leitura: "Leite derramado"

Por vezes os títulos dos livros são como janelas entreabertas, mesmo antes de lermos já conseguimos imaginar a trama. Ainda que posteriormente imaginação e escrita não confiram. Há outros que são como portas de madeira, não deixando entrever absolutamente nada. Para mim, “Leite derramado” foi assim; no entanto, é somente uma ilusão óptica. Foi como se olhasse somente a parte da porta, ao nível dos meus olhos, e esquecesse a parte superior, onde há uma pequena janela. Se eu tivesse olhado e considerado a pequena janela, teria lido “Chorar sobre leite derramado”. E então a minha imaginação teria fluído. Mas foi melhor assim.
Nunca um título foi tão ajustado.

Este livro deixou-me imensamente triste. Ainda bem que o li! Não, não sou masoquista nem nada que o valha, acontece que é um daqueles casos em que a leitura nos perturba, emociona, entristece, aviva memórias, enfim, nos humaniza.

A história de sete gerações, para trás e para a frente, pela voz do centenário Eulálio Assumpção; até ao último minuto, apaixonado pela mulher.

Li há dias uma teoria sobre doenças; tem Alzheimer quem quer esquecer. Assim, Eulálio nunca poderia ter essa doença, e não teve, ele alimentava-se das suas memórias, uma mente frequentemente lúcida, num corpo em permanente falência.

Como escreveu Pilar del Rio, jornalista e viúva de José Saramago: “ A grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia”.

Recomendo esta leitura vivamente.

“Leite derramado”, Chico Buarque
Editora D.Quixote
223 páginas

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Receita de fim de semana: Comer com pauzinhos chineses

Se por casualidade me viu, há dias, a entrar numa loja Chinesa, daquelas cujo cheiro eu maldigo, quando passo em frente da porta, onde afirmo não entrar de jeito algum, saiba que foi uma operação "imposta".

Uma missão excepcional, de movimentos cirúrgicos: ida directa à prateleira dos pauzinhos e tigelas de porcelana.

Há dias eu questionava se a Letícia não se tornaria numa fashionista, mas descobri que é muito mais do que isso; ela é precursora de Modas!
A Letícia quer aprender a comer de pauzinhos chineses. E uma coisa leva à outra: não há pauzinhos sem tigelas chinesas, não há tigelas sem comida chinesa.

Sai um Noodles com frango, em 30 minutos, para família de quatro!

Ingredientes:
250 gr de noodles
200 gr de brócolos
1 Cenoura
3 Laminas de gengibre
1 Cebola
100 gr de cogumelos
2 Peitos de frango (cozidos e desfiados)
1 Raminho de salsa
Sal, óleo e molho de soja q.b.

Como fazer:
1. Coza os noodles, em água temperada com sal, cerca de 2 minutos, Escorra, passe por água fria e reserve.

2. Arranje os brócolos e ferva-os em água, 2-3- minutos.
Corte a cenouras e o gengibre em tiras finas, e a cebola em gomos.

3.Aqueça 5 colheres (sopa) de óleo numa wok ou frigideira larga, e junte-lhe a cenoura e o gengibre. Adicione-lhe a cebola, os cogumelos, e o frango e salteie mais um pouco.

4. Envolva os brócolos, os noodles e o molho de soja a gosto. Polvilhe com salsa picada e sirva quente.
(Receita: China, sabores do Mundo, Edições Impala)

Quando eu digo que é uma delícia, confiem; eu tenho o exigente palato  de uma imperatriz chinesa!

好 胃口!  

Bom fim de semana!

P.S. se por acaso, me voltarem a ver, entrar na tal loja, é para perguntar ao simpático chinês onde posso comprar alga wakame. Certo?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Filhos em casa a tempo inteiro


A mãe do Piki anda preocupada; é mãe a tempo inteiro e inquieta-se com a socialização do rebento.

Todas as mulheres que são mães sabem ( porque sentiram na pele) que se sofrem pressões relativamente a tudo no que diz respeito aos filhos, a partir do dia em que o primeiro filho nasce. Todas as outras mulheres, mais velhas e da nossa idade, ou mais novas, mas já mães, sabem mais do que nós e sentem-se no direito, ou dever, de nos instruírem. Os conselhos, avisos, palpites, etc são abundantes e frequentemente contraditórios.

A esse respeito só posso dizer: ouça, mas rastreie. Informe-se, lendo revistas especializadas, como a Pais & Filhos e livros de puericultura. E depois aja, conforme o que o seu bom-senso lhe dita, pois você conhece o seu filho melhor do que ninguém, e a si mesma também.

Porém, prepare-se, pois as pressões nunca mais cessarão. Ainda que não lhe digam directamente, vão falar de casos, citar pessoas, dar exemplos que ilustrem e comprovem as teorias que lhe apresentam. A ida para a creche, ou Infantário, é uma dessas “batalhas”.

Já nem me recordo de todas as vantagens que me apresentaram para me convencer, de que os meus filhos ficariam melhor sem mim. Isto é, na Creche; que se tornariam mais sociáveis. Que sairiam de casa. Que ficariam imunes a doenças mais cedo. Sei lá que mais!

Os meus filhos ficaram melhor em casa, porque me tinham a mim exclusivamente a dedicar-me a eles. A casa nunca foi a minha prioridade, eles sim.
Num Infantário, há 2 funcionárias para 10-15 crianças.

Os meus filhos saíam de casa diariamente, inclusivamente no Inverno, desde que não chovesse, para passear no Parque, brincar no Parque Infantil e ir à Biblioteca.
Na creche as crianças saem muito raramente.

Os meus filhos estiveram doentes pouquíssimas vezes; e quando foram para a escola, mais crescidos e robustos, já não me preocupei tanto, como me preocuparia se fossem bebés, expostos a viroses e etc.

Os meus pequenos estiveram sempre em contacto com outras crianças, familiares, filhos de amigos, crianças que encontrávamos nas nossas saídas. Não eram bichinhos do mato. Quando foram para a escola, fizeram amigos com facilidade, constituíram grupos de amizade, coesos e verdadeiros.
Conheço crianças que foram para amas e creches desde bebés, e são crianças com grandes problemas de socialização.

Os meus filhos frequentaram um ano de Infantário, antes de entrarem para o 1º ano da Escola. Fizeram-no em part-time: o Duarte só ia de manhã e ficava as tardes em casa. A Letícia, no ano seguinte, só ia as tardes, ficando as manhãs em casa, comigo. Novamente, sofri pressões; as educadoras insistiam para que as crianças frequentassem a tempo inteiro. Diziam que eles não aproveitavam tanto como os outros. Eu respondia que esse ano não era obrigatório, e que os meus filhos eram inteligentes o suficiente para recuperarem no 1º ano da Escola.

Realmente, só nos interessava que as crianças entrassem em contacto com a instituição – Escola; que conhecessem a autoridade – a professora; que começassem a integrar regras; que aprendessem a estar numa sala de aulas. A ter a disciplina diária de sair de casa, para ir à Escola.

Como prevíramos, o 1º ano de Escola do Duarte, e um ano depois, da Letícia correu lindamente. A nível da aquisição de conhecimentos e da socialização, estão óptimos. Portanto, posso convictamente afirmar: somos um caso de sucesso!

Mais uma vez, só posso aconselhar: pense por si. Actue conforme o que acredita ser melhor, e não ceda a pressões exteriores.

Toda a vez que cede a uma opinião por insistência, e não por convicção, está a enfraquecer-se e a permitir um poder excessivo sobre si. Pense nisso.
Va bene?!