sexta-feira, 23 de julho de 2010

Viajar com crianças, nas férias

Quando uns amigos de um primo nos contaram que tinham ido para a Tailândia, durante 15 dias, com as filhas, uma bebé de meses e a outra de 3 anos, eu disse-lhes que eles eram loucos. Ainda mais loucos do que nós.
Fazer voos de tantas horas, estava fora de questão; ir para um pais exótico também, tudo por causa das crianças. Contudo, quando contávamos que íamos de férias, de carro, pela Europa, também via no rosto das pessoas a mesma incredulidade: são loucos!

É uma questão de organização e simplificação.
Na mala: Roupa prática, para dias quentes, um casaco e parka, para eventuais dias frescos ou de chuva. Ou seja, preparados para chuva e sol, sem levar os roupeiros às costas!
Bonés e chapéus.
Sapatilhas e sandálias.
Artigos de higiene pessoal, toalhitas ( que são necessárias constantemente) e protector solar.
Pequeno estojo S.O.S., com pomada para mosquitos.
Documentos de identidade e cartão de saúde europeu.
Brinquedos, livros e jogos (isto as crianças reúnem de boa vontade).

Na viagem: Longe vão os tempos em que o homem viajava de fato e gravata e a senhora com jóias. Vestimos roupas práticas e confortáveis. Óculos de sol e “persianas” nas janelas de trás, porque atravessar Espanha é sempre muito quente.

No carro: levamos dvd’s e c.d’s , papéis e lápis de cores, almofadas para as crianças dormirem confortavelmente. Mala térmica com água fresca, sumos, iogurtes, bolachas, sandes e fruta.

Paragens: Paramos de 3 em 3 horas, para mexer as pernas e deixar as crianças correrem e brincarem um pouco. Tentamos encontrar estações de serviço que têm parque infantis. E gelados :)

No GPS: moradas dos contactos, amigos, familiares, hotéis e apartamentos onde ficaremos hospedados.

GuiaMichelin, o melhor dos guias, no porta-luvas, à mão de ser consultado, porque fazemos paragens sempre que o Guia diz que vale a visita.

Agenda: com moradas de amigos e familiares, para enviar postais.

Hoje as malas ficam feitas! Espero...
Até à amanhã.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Apicultora, eu? Apicultora ilegal?

Recordam-se quando falei de abelhas aqui? Em resposta a um comentário eu cheguei mesmo a dizer que se tivesse um grande quintal ainda me aventuraria no mundo da apicultura (daquelas coisas que se dizem, porque se sabe que não é possível).

Mas eu já deveria saber que devemos ter muito cuidado com o que pensamos, desejamos e dizemos, porque o Universo nos pode conceder o desejo! Aquela história: pede e receberás, sabe?
E eu fui criando as condições, comprei um vaso de brincos de princesa, só para que as abelhas visitassem o nosso jardim.

E quando me apercebo, aí estão elas. Duas ou três. E quando vejo melhor, elas estão atarefadíssimas a recortar bocadinhos (superior ao tamanho delas próprias) das folhas da glicínia e a transportá-las com uma eficiência militar para…a floreira suspensa da varanda!

Ajoelho-me e espero, e o que vejo deixa-me absolutamente intrigada; elas entram e saem pelos orifícios onde o excesso de água da rega, deveria sair. Olho para o chão e vejo alguma terra caída. Durante dias, semanas a mesma rotina. Todos os dias apanho a terra, que elas vão expulsando para ganhar espaço. Sem dúvida instalaram-se na floreira, e estão a construir no seu interior uma casa adequada às suas necessidades e gostos. A tal colmeia!
Por cima estão as petúnias, que eu já pouco rego, com receio de desequilibrar aquele frágil eco-sistema. No entanto, mal vejo as abelhas pousadas nas flores. Tudo o que elas fazem é trabalhar! Para além do trabalho de construção, ignoro se produzem mel. Ou se procriam, porque para isso é necessário uma rainha. Sabiam que 3 meses, no verão, é o tempo de vida da abelha?! Uma vida tão curta e atarefada. Da próxima vez que uma abelha desorientada, entrar em sua casa, não a mate, ajude-a antes a encontrar a saída, está bem? É fácil, com uma folha de papel.

Nunca o meu desejo de visão raio-X foi tão grande! Ou então, que a floreira de terracota fosse de acrílico e a terra,  transparente, tipo gel, entende?! Como eu gostaria de saber o que lá se passa!
Nessa impossibilidade, fui informar-me nos sites especializados; descobri que as colmeias não devem ser colocadas debaixo de árvores, por causa das gotas da chuva, porque a humidade é péssima para as abelhas. Então porque foram elas, voluntariamente, para a floreira?!

Adiante…os apicultores também devem colocar as colmeias 300 metros afastadas da vida pública.
- Óh, óh!  Que eu seja uma apicultora involuntária, faz de mim apicultora ilegal?
-Tsssssst! Não digam a ninguém!

Agora… o que vou eu desejar?! Que as abelhas sejam felizes no novo lar? É isso, acho que sim.
E você, tenha cuidado com o que deseja!

Até breve!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Meio sol amarelo – dica de leitura


Passa-se na Nigéria, ou no Biafra, dependendo dos capítulos e tempo. Cinco personagens muito diferentes entre eles, no entanto ligados uns aos outros, do princípio ao fim. Começa tranquilamente com histórias de amor, esperança e sonhos que vão sendo substituídos abruptamente com a guerra, por desespero e medo.

Para aqueles que se perguntam como os alemães conseguiram ser coniventes com os nazis, esta é a resposta: em tempo de guerra a sobrevivência transforma as pessoas. Eles tornam-se naquilo que nunca teriam sido, em tempo de paz. Porque nessa altura tudo o que importa é sobreviver.

Não pense que é triste, nem deprimente. É antes uma história de amor e perdão, de provas e superação, de limites que são ultrapassados todos os dias, por muitas pessoas que não escrevem livros. Aqui contado pela voz de uma mulher.

Poderia fazer um resumo, que lhe desse uma ideia da trama, porém, está muito bem feito no Portalivros; eu só lhe digo, que logo nas primeiras páginas, um rapaz chamado Ugwu, caminha longamente, acompanhado pela tia, que lhe vai dando indicações sobre o seu futuro patrão, um professor universitário. Mas  Ugwu só consegue pensar numa coisa, que a tia lhe disse: naquela casa todos os dias se come carne. Ele não acredita que alguém no mundo, coma carne todos os dias.

Excelente literatura!

“Meio sol amarelo"
Autora: Chimamanda Adichie
Vencedor do Orange Prize 2007
Editora: Asa
Páginas: 544

Fique bem e faça boas leituras!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Xixi no banho?! Ora essa…


O comum é ensinar a fazer xixi, antes de entrar no banho.  No entanto, neste site: XIXI NO BANHO, dizem que fazer xixi no banho é mais ecológico, e apelam para que as pessoas o passem a fazer.
Dizem eles que isso pouparia 12 litros por duche, que se traduz em centenas de milhares de litros de água, por dia, no mundo inteiro.

Nojice?! Entre no site, e ficará perplexo com as estatísticas. Eu fiquei…
Para mim estas práticas já vêm tarde; de qualquer modo, cá em casa economizamos sempre a água fria do banho.

- E você? (Não, juro que não ia perguntar se faz xixi no banho!)
- Economiza a água do banho? Como?

Até breve!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A blogueira versátil - Claro que sim!

Esse é o nome do selo que recebi da Bianca, e agora que os selos saíram de moda na blogosfera (e o dos Correios também, não é?), eu aceito (espírito de contradição, eu?! Não…!), agradeço e repasso.
E as regras são:

1 - Divulgar quem te deu o selo.
2 - Dizer 9 coisas a teu respeito.
3 - Indicar mais 9 blogueiras para ganhar este selo.

Respondendo:
1. Já disse, não já? Foi a Bianca, uma querida com muito sentido de humor, de quem gosto muito!

2. Nove coisas…ai! Isso é desvendar demasiado. Bom, aqui vai:

1. Estou viciada nas minhas chinelas “Ipanema”, acho-as super confortáveis e lindas!

2. Apesar disso sinto-me "deslocada" ao calçá-las na rua; como se não fosse adequado. Tipo...correr o risco de receber uma multa por isso. Sei lá, da Brigada do estilo!

3. Gosto de pechinchas e as Ipanema foram! Comprei no ClubeFashion, e deixo aqui a dica, como um bombom, para vocês, leitoras queridas, que merecem coisas boas e bonitas!

4. Demorei quase um ano a ler um livro, que recebi no meu aniversário; só porque quem me ofereceu me poderia perguntar se gostei e eu queria ter uma opinião. Pelo tempo que demorei (porque ia lendo outros em paralelo), nem preciso de dizer mais nada, não é?

5. Prefiro viajar de carro pela Europa  (avião é a derradeira opção). Uma verdadeira aventura!

6. Gosto de falar outras línguas, nas férias. Por isso, quando passamos as férias em Portugal nem me parece que estou em férias.

7. Gosto muito de artesanato. Desde pequena que vou todos os anos à Feira do artesanato de Vila do Conde. Também gosto dos doces conventuais que têm lá.

8. Nunca experimentei sushi, porque me faz imensa impressão o peixe cru, mas adoro carpaccio (carne crua)! Incongruências…

9. Só faço as malas para férias, na véspera da partida o que me causa muito stress. E todas as vezes, digo que da próxima farei com mais tempo. Nunca consigo! (Vai ser este ano)

(Dá para perceber que já me sinto imbuída pelo "espírito de férias" ?! Está quase.)

3. Nove blogueiras a quem passo o selo:
Não costumo indicar ninguém, quem quiser faça o favor, porém, desta vez, vou privilegiar as quatro mais recentes blogueiras, para as ficar a conhecer um pouco melhor ( eu tinha que alterar as regras, senão não seria eu!) .
And the nominees are:
Rose
Cora
Sofia
Filipa
Aqui estão elas...tão lindas!
(Gostou do selinho “Fãs das Ipanema” ?  Se é fã, pode levar!  Brincadeirinha...)

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bolo chiffon de limão recheado - Para o fim-de-semana



Tirei a receita da Festa de Babette. Confesso que fiz alguma batota; por falta de ingredientes fiz somente metade da receita, porém  foi o suficiente, deu um bolo bem grande. Também me abstive de adicionar cremor tártaro, por não ter, embora saiba que é na farmácia que se compra.
Ah…e substituí uma embalagem de queijo creme, por um pacote de natas, no creme para a cobertura, para que não ficasse tão “estranho” ao paladar das crianças. Muita batota, afinal…
O bolo  é delicioso e a aparência magnífica, aconselho muito. Atenção: esta é a minha adaptação, a original está no blogue que citei.

Ingredientes:
4 ovos
30 ml de óleo vegetal
1 c. de sopa de sumo de limão
1 c. de s. de raspa de limão
40ml de água
½ colher de chá de cremor tártaro ( não pus!)
150 g de açúcar
125 g de farinha com fermento
½ c. de chá de bicarbonato de sódio
½ c. de chá de sal

Recheio e cobertura:
1 embalagens de queijo philadelphia light ( no meu caso pus uma embalagem de queijo e  um pacote de natas)
2 c. de s. de leite
100 gr de açúcar confeiteiro
1/2 colher de café de essência de baunilha
morangos

Como fazer:
Pré-aquecer o forno a 180º.  Untar e enfarinhar a forma. Misturar as gemas, o óleo, o sumo, as raspas de limão e a água. Noutro recipiente, bater as claras com o cremor tártaro em velocidade média até ficar em castelo. Aos poucos, juntar metade do açúcar e continuar a bater até formar picos moles. Noutro recipiente, peneirar a farinha, juntar o restante açúcar, o bicarbonato e o sal. Misturar. Fazer um buraco no centro e despejar a mistura de gemas. Mexer, formando uma pasta. Juntar ¼ das claras batidas e misturar de baixo para cima, energicamente, para dar leveza à massa. Adicionar as claras restantes e misturar delicadamente, sem as quebrar. Colocar a massa na forma e levar ao forno para cozer durante aproximadamente 20-25, ou até o palito sair seco. Arrefecer antes de desenformar.

Cobertura:
Bater na batedeira  as natas até engrossarem. Juntar o queijo-creme delicadamente e o açúcar . Envolver bem.
Abrir o bolo, depois de frio, e rechear com metade deste creme, com os morangos, cortados a gosto.  Com a outra metade cobrir o bolo e decorar com os restantes morangos. Vai ao frigorífico.

Enjoy!
Bom fim de semana!