quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A troca

A Troca
Atenção: Isto não é uma crítica de cinema; é antes uma recomendação amigável, que visa poupar-vos um bilhete.

“Friends” é minha referência para a actriz Jennifer Aniston ; depois disso tenho-a visto, por minutos, num ou outro filme, na televisão, sempre comédias românticas, que nunca tive a curiosidade de ver. Inconscientemente elaborei sobre ela uma ideia estereotipada: actriz de filmes levezinhos, pãozinho sem sal, e por aí.

Estes dias, eu e uma amiga  fomos ao cinema;  infelizmente a silly season ainda não terminou e de tudo em cartaz "A Troca” parecia o único less silly.

Ledo engano! De tal forma que no intervalo dos poucos espectadores que a sala tinha, havia vários a tentar mudar de filme, entrando noutras salas! Não valia a pena, era tudo igualmente intragável. Voltamos à sala e entre cochichos e risadas caímos em cima da Aniston.

"A troca" bem poderia ser o nome do filme, da vida dela; como é que alguém mentalmente são, poderia ter deixado de ter filhos com aquele espécime do género masculino, chamado Brad Pitt?! Quem, perfeitamente saudável, poderia ter deixado escapar aquele homenzarrão, por não querer constituir família?!

Por uma carreira no cinema desta porcaria categoria?! Ela só poderia estar louca; aliás, ficou até hoje, porque aceitar fazer um filme tão burro, tão desenxabido, tão… tudo de mau, só poderia ser insana.

Ainda por cima não nos fez rir (- Quando é que começa a comédia?! Perguntávamos uma à outra o tempo todo), nós é que resolvemos essa parte.

Aviso-vos: não vão ver este filme, sob que pretexto for! Se tiverem uma vontade aguda de ir ao cinema, entrem antes no clube de vídeo e vejam um dvd. Incomparavelmente melhor! E mais económico.

Até breve!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Crescemos e … ficamos medrosos?!

Há uns tempos os meus filhos foram a uma festa de aniversário de uma amiguinha, e quando voltaram, contaram-me, muito entusiasmados, que tinham andado pela rua, e entrado numa casa em construção. Fiquei petrificada e muda. Era uma urbanização nova, e a casa da aniversariante ficava ao fundo da rua, que não tinha saída. Segundo entendi, as crianças andaram por ali a brincar, e curiosas entraram numa casa em obras.

Mentalmente visualizei escadas sem corrimão, varandas sem protecções…alerta, alerta:
Uma série de situações extremamente perigosas, que fez acender a luz vermelha! Da memória; quando eu era criança, adorava brincar com os meus amigos e irmãs, nas casas em construção da vizinhança. Havia areia para escavar, escadas para saltar para cima da areia, divisões para brincar às escondidas. Era muito divertido ir para lá ao fim do dia e fins-de-semana, quando os trabalhadores não estavam. E os nossos pais não se importavam nada. Será que sabiam disso, sequer?!

Também brincávamos muito num monte, onde existia uma mina, cuja água formava uma espécie de lago, e cujas margens eram ligadas ao meio, por um fio de terra. Para atravessar por essa “ponte”, tínhamos que descer a correr, pois a subida era extremamente íngreme. Não sei como nunca nenhum de nós (que me recorde), caiu à água! Passávamos lá tardes inteiras, sem nenhum adulto a vigiar-nos, ou a inquietar-se connosco.

Só de imaginar os meus filhos num sítio desses dá-me um calafrio.

Em criança fazíamos praia em Vila do Conde; passávamos mais horas na água do que na areia. Não me lembro de sair do mar roxa de frio, nem de ser vigiada (excepto com bandeiras amarelas, e com vermelhas nem sequer íamos à beira-mar). Quando entrei na idade adulta descobri que a água do Atlântico é incompatível comigo, e por unicamente molhar os pés no mar, sinto-me enregelar.
Contudo, constato espantada que para os meus pequenos a água está sempre boa! Mas nunca os deixo sozinhos à beira-mar.

O que aconteceu?! Terá o mundo mudado assim tanto, desde então? Terá o nosso nível de tolerância ( térmica, inclusive), decrescido, à medida que nós próprios crescemos ?
Ou então, simplesmente, temos mais medo sendo pais, do que sendo filhos.  Não lhe acontece isto?!

Boa semana!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A moda das casas pretas

Em Portugal, já tivemos a fase das casas construídas em granito. Já tivemos a fase das casas forradas a azulejos, muitas vezes autênticas mantas de patchwork. Já as tivemos  pintadas de branco. Depois a fase das casas amarelas e finalmente pintadas em vermelho carregado.

Agora, tal qual psicólogos do tijolo, os engenheiros civis e arquitectos, passaram à fase da cinza e preto. Moradias e prédios em construção são exclusivamente nestas cores. E eu tenho-me perguntado: porquê?

Serão estas soturnas cores, reflexo do momento social que vivemos? Sim, porque se tivéssemos, mesmo agora, que atribuir uma cor ao espírito das pessoas seria cinza e preto.

Sinceramente, quem deseja viver numa casa preta, com persianas cinzentas e granito preto polido? Alguém feliz?!

E depois há ainda a questão do calor; aquelas fachadas absorvem o calor do sol e tornam os interiores inabitáveis, se não tiveram ar-condicionado.
E dizia eu, ainda há pouco, que não sabia que tipo de homem vive numa casa cor-de-rosa! E vocês vão dizer-me: - A Fernanda está a ser sexista!
Não, não! Eu própria não gostaria de viver numa casa dessa cor. No entanto, digo-vos, entre cinza e rosa, que venha o rosa! Pela alegria e energia que transmite. Que volte até o patchwork colorido dos azulejos!

Na Republica checa, deslumbrávamo-nos com a beleza das casas; muito ao estilo alemão e austríaco, fazem autênticos cartões postais!
Não compreendo porque em Portugal impera esta falta de gosto. Talvez os profissionais da construção devessem viajar, aculturarem-se, adquirir mais e variadas noções de estética, antes de começarem a desenhar caixotes cinza e pretos.

A sério que não compreendo, e o Feng shui também não!

O mundo não é muito mais bonito e alegre, quando é colorido?! Eu acho…

Bom fim de semana!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Definição de arte...?

Na Faculdade, um dos melhores professores que tive ( numa mão nomearia os que mais me marcaram, e entre eles estaria o professor Silva Pereira), deu-nos várias definições de arte, das quais eu retive esta : "A expressão do belo" .

Acho linda, este definição. No entanto, convenhamos, está totalmente ultrapassada.
No Museu das Belas Artes de Lyon, discutia com o meu primo, a respeito da arte plástica. Eu argumentava:
- Não gosto deste quadro, porque acho feio e não me diz nada!
Ao que ele contra-argumentava:
- Sim, esse não, mas aquele, por exemplo, também não me diz nada e não me importava de o ter em casa!
Acho-o bonito.

Lembro-me de uma história de quadradinhos, em que Mónica e Cebolinha, estando numa galeria de arte,  em frente a um quadro às riscas, discutiam teorias. Até que tiveram um acesso de espirros; afinal, o quadro  era o ar-condicionado!

A expressão da arte tem mesmo que me dizer alguma coisa; se não me fala ao coração, para mim não tem valor. Este desenho foi a Letícia que o fez, por isso só, já me diz muito, no entanto vejo nele valor suficiente para o expor numa parede. Com moldura e tudo! Não me canso de o admirar, de imaginar para onde estarão os olhos "dele" a olhar. Quem será? Em que pensa? Acho-o misterioso. E bonito. Faz-me pensar.

Isto, creio eu, é arte! E você, como a definiria?

Até breve!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Como tornar o dia mais produtivo

 
Com o início do ano lectivo, as rotinas voltam-se a instalar, com horários para cumprir e montes de coisas habituais e inesperadas na lista do “ a-fazer”. O dia passa depressa demais e ficamos stressados e frustrados por não conseguirmos fazer tudo. Para evitar essas sensações tão negativas que nos desgastam demais, elaborei este esquema:

Acordar cedo. Já reparou que naqueles dias que dorme até mais tarde o dia rende ainda menos?! Cada um tem a sua necessidade de sono, eu preciso de 8 horas (como eu gostaria que fosse menos!), mas muitas vezes passamos do nosso limite. Por preguiça. Porque está a chover lá fora. E por outras razões, porém, com ajuda do despertador poderemos acordar na hora certa.

Fazer listas.  Diárias. Estas permitem-nos recordar tudo o que precisamos fazer e ordenar de forma rentável essas tarefas; se vai ao supermercado, aproveite para ir ao sapateiro, que fica ao lado. Tenha a lista do dia sempre à mão e vá riscando o que fica feito na lista, serve como incentivo e mantém o foco.

Marcar tempo: Há actividades que não podem (espera por consulta médica tem mesmo de ser), porém outras, tipo sair para fazer compras, tomar um café com alguém, fazer um telefonema, podem antecipadamente ser controlados.

Priorizar: Tarefas que estão em stand-by há demasiado tempo, tarefas que têm tempo limite para ser executadas (pagar contas, ir a reuniões, retribuir um telefonema…), devem ser colocadas no topo da lista. Fazer primeiro o que tem que ser e somente depois, o que dá prazer.

Se estas dicas não o ajudam muito, afinal cada caso é um caso, pense no que será mais eficiente para si, tendo em consideração que a chave está em ser “metódico e organizado”. Eu começo hoje, este programa.

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O que se diz e o que se pensa

Haverá alguém que ainda ache o estilo de vida dos ciganos idílico? Vida nómada, em carruagens coloridas, puxadas por cavalos; lindas ciganas morenas, de xailes bordados e creolas nas orelhas, a lerem sinas? Só nos romances. De cordel. A realidade foi sempre outra; hoje é exactamente aquela que todos nós conhecemos.

Estávamos na França quando o governo de Sarkozy anunciou a expulsão dos ciganos romenos que vivem ilegalmente no país. Na altura, isso provocou imediatamente uma reacção contra, da oposição, e desde aí temos assistido a um crescendo de manifestações, que repudiam estas medidas. Primeiro dentro da própria França, depois um pouco por toda a Europa, inclusivamente o nosso ex-presidente Jorge Sampaio, a C.E. e agora a ONU.

Todos se acham no direito de opinarem, apontando o dedo ao governo francês, acusando-o de políticas discriminatórias, de racismo e outros nomes nessa linha.

Pois muito bem, eu também vou opinar; e embora a minha opinião não faça cabeçalhos nos jornais, aviso desde já que serei politicamente-incorrecta.

O governo francês tem todo o direito de expulsar ilegais do seu país. Sigam o meu raciocínio; a França também está a tentar sobreviver à crise mundial, com uma taxa de desemprego muito alta, e se não há empregos para os franceses, sejamos directos, menos ainda para estrangeiros, sejam ciganos ou não. É assim em todo o lado. Portanto, estrangeiros desempregados ficam dependentes de subsídios estatais  ( que a França tem estado a cortar, mesmo para os naturais ), ou então entregam-se à mendicidade e criminalidade.

Acho uma tremenda hipocrisia que a ONU e outras instituições para refugiados, venham agora dizer que estão preocupados com a situação dos ciganos romenos e búlgaros. Porque não se começaram a preocupar com eles, quando ainda estavam nos seus países?! Era lá que o problema deveria ser resolvido.
E quem se acha no direito de condenar a França, que faça antes o gesto: que os convide para os seus países! Falar é fácil.

É que todos os políticos que vejo e ouço, a defenderem a causa dos ciganos, vivem em prédios bem localizados, rodeados de seguranças, e nem lhes ocorre ter como vizinha uma família daquela etnia. Hipócritas.

Se milhares se manifestaram em Paris contra a extradição, milhões de franceses apoiam as políticas de Sarkozy.  Shiuuuu…. Isto não é para dizer, é politicamente incorrecto.

Talvez esteja a pensar: - Ah…a Fernanda é preconceituosa! Se for esse o caso, faço-lhe uma pergunta:
- Para si é indiferente ter vizinhos ciganos?

Basta de demagogia e sejamos sinceros.

Bom fim de semana!