segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Presente de Natal – Faça você mesmo

(Da série: "presentes de Natal manuais I " Hidratante natural)

Cedo? Isso pensei eu em Setembro, quando li pela primeira vez a referência ao próximo Natal, num blogue, mas não é. Sobretudo, se você como eu, estiver cansada de correr lojas a fazer compras de Natal e pretender antes fazer os presentes. Mãos à obra, comigo?

Vamos começar com um hidratante natural, para adeptos dos produtos naturais e para aqueles que ainda não conhecem, mas estão receptivos a experimentar coisas novas.

Confesso que quando me falaram nisto senti alguma incredulidade, achei que a pele ficaria demasiado oleosa, no entanto disseram–me que o azeite, sendo natural,  era imediatamente absorvido, testei e assim foi. Ficou um ligeiríssimo odor a azeite, que será suprimido com o auxílio das ervas aromáticas.

Tudo o que vai precisar:
1.    Um frasco de vidro, do tamanho que desejar, com rolha (comprei de vidro reciclado)
2.    Azeite natural, q.b. .
3.    Ervas aromatizantes; no meu caso, alfazema do meu jardim.

Como fazer:
Introduza a alfazema no frasco, encha com azeite e feche bem. Deixe repousar até ao Natal, para que o aroma da erva se solte e neutralize o cheiro do azeite.
Cole uma etiqueta personalizada e decore com uma fita de seda ou ráfia.
Presente pronto!

Acredite, a energia e amor que dedicou a este presente, vai torná-lo muito apreciado.

Tenha uma óptima semana!
Actualização: destaque do post no Casa claridade

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu não quero comer transgénicos!



Quando eu tinha 10 anos as quintas que nos rodeavam eram inúmeras e trabalhavam a 100%. As vacas comiam erva, os campos eram fertilizados com estrume (que empestava o ar), e os agricultores produziam tudo o que necessitávamos para a nossa alimentação. Os agricultores não compravam sementes, conservavam-nas do ano anterior.

Quando eu tinha 20 anos, muitos agricultores já se tinham reformado, os filhos encontrado empregos noutras áreas, numa recusa à dureza da vida agrícola. Muitos campos tinham sido transformados em prédios.

Quando eu tinha trinta anos, os agricultores foram multados por produzirem demais; leite, por exemplo. Indemnizados, como incentivo para arrancarem as suas vinhas e oliveiras.

Recentemente a Comissão Europeia, numa concessão aos lobbies, aprovou a criação de plantações geneticamente modificadas na União Europeia! E com isso, a agricultura deixa definitivamente de pertencer aos agricultores, passando para os governos e indústria.

Com a criação artificial de sementes a indústria detém o poder. Os agricultores têm que comprar as sementes e não as podem guardar.

Há 10 anos que os transgénicos são produzidos no mundo e milhões de pessoas e animais comeram transgénicos. Os estudos sobre as consequências têm sido feitos pela própria indústria, todavia há vozes de cientistas independentes, como Manuela Malatesta, que têm vindo alertar sobre os perigos, para a nossa saúde.

Desconhecemos quase tudo sobre os transgénicos; não sabemos qual a quantidade de toxinas fica no solo, em milhões de hectares onde os transgénicos são cultivados. Ignoramos  as consequências para a diversidade de insectos, como por exemplo, as abelhas. Não sabemos as verdadeiras consequências para nós.

Assusta-me pensar que as sementes que nos foram oferecidas pela natureza desapareçam, porque se não forem utilizadas vão deixar de ter utilidade. E pode até ser que os transgénicos alterem as sementes naturais. Há bancos de sementes na Noruega, uma medida de precaução, para situações extremas. Contudo, parece que a situação irá acontecer sem que nada de extraordinário, uma catástrofe, por exemplo,  suceda no Mundo. Somente uma lei que aprova a criação de vida, porque é isso de que se trata, na criação artificial de sementes.

Acho tudo isto uma loucura! No entanto, até parece normal que leis sejam aprovadas, na Comunidade Europeia, mesmo sem consenso. E ninguém acha estranho. 
A AVAAZ estima que 60% dos europeus são contra esta permissão da C.E. , porém, eu creio que 99 % dos europeus são contra: 60% afirmam-no categoricamente e os restantes 39% só não estão informados. O restante 1% ? Esses são a favor, porque vão ganhar com isso!

Mais uma vez, outro atentado se vai fazer contra a natureza e humanidade. E os agricultores não têm culpa nenhuma.

Eu não quero comer transgénicos, e embora pareça que serei obrigada a isso, vou dar luta; assinei a petição da AVAAZ e continuarei a falar alto contra esta imprudência.
 
E você? Está indeciso? Leia mais aqui. 
Mas não fique indiferente ao mundo que está a ser des construído  para os nossos filhos; esta será a nossa herança. 

Bom fim de semana!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Apanhador de sonhos: acabe com os pesadelos infantis!




Quando a Letícia tinha uns 4 anos começou a queixar-se, mais do que seria aceitável, de pesadelos. Conversando com ela, constatava que os sonhos eram assustadores para uma criança pequena, mas não propriamente para mim. Ou seja, não eram sinais de alarme, eram expressões de medos, que fazem parte do crescimento, e da aprendizagem da criança, o que pode, isso sim, ser terrivelmente assustador.

Nós esquecemos esse processo, a infância ficou lá para trás, porém, são medos para levar a sério. E devemos fazer tudo, para ajudarmos os nossos pequenos a ultrapassa-los. Nem que seja com a ajuda do "apanhador de sonhos".

Não acredita no poder milagroso do apanhador de sonhos? Pois eles são tradicionais na tribo norte-americana Ojibway, eram usados para proteger as crianças dos pesadelos. Diz-se que devem ser feitos com energias amorosas, entoando cânticos e rezas, para os tornar eficazes.

Está certo, continua a não acreditar em nada disto? Mas o que interessa isso? Se o apanhador de sonhos, vai ajudar o seu filho a sentir-se protegido de pesadelos, e vai tornar a hora de dormir mais descontraída...sinceramente, o que interessa que você acredite ou não?
Funcionou com a Letícia!

E para ser realmente eficaz, tal como diz a lenda, quem mais amorosamente será capaz de fazer um apanhador de sonhos? A mãe, claro. Ou a tia, ou a prima. Alguém que de facto ame a criança.

Tudo o que precisa encontra na drogaria e retrosaria:
Um aro de metal, com 12 centímetros de diâmetro.
Fio nylon nas cores que desejar -  1m + 2m.
Fita de seda - 1,5 m.
Missangas de cores variadas.
Penas- 4- e outros penduricalhos do seu agrado. Eu usei sininhos- 2- e um pequeno buda.

Como fazer:
Feche o aro de metal, cobrindo-o com a fita de seda. Deixe uma ponta solta, para pendurar. Comece por dar um nó, com o fio de nylon,  num sítio do aro, estique, introduza uma missanga, dê outro nó, num espaço adiante. Vá repetindo o gesto, em volta de todo o aro. Passe para baixo, até preencher todo o espaço.
Corte as fitas de seda e os fios nylon, em tamanhos diferentes, e prenda as penas e penduricalhos, terminando com as missangas. Ate ao aro.
 Está pronto!

Na verdade, há mais formas de "tecer" o apanhador de sonhos, pode até inventar. De certeza que no final, vai agradar muito ao seu pequeno. E não se esqueça de lhe contar, como os pequenos índios dormiam tranquilamente protegidos nas suas tipis, pois os apanhadores de sonhos agarravam na sua teia os sonhos maus!

Até breve!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O valor do dinheiro

Tenho notado que é assunto tabu entre pais e filhos; como se de alguma forma os pais tivessem somente que ganhar o dinheiro e o esforço para isso fosse de somenos importância. E parece-me errado, pois com isso os pais estão a descurar a educação financeira dos seus educandos.

Conheço casos de pais que ganham o ordenado mínimo, ou pouco mais, e ainda assim compram PSP’s, sapatilhas de marcas e telemóveis de última geração aos filhos, gastando quantias, que comportam um esforço financeiro para a família, muito pouco razoável.

Muitas vezes, estes pais trabalham horas extras, acumulam um segundo emprego, para poderem proporcionar aos filhos estes aparelhos e roupas de marca, abstendo-se de despenderem qualquer quantia com eles próprios.

Os filhos querem e pedem, e os pais concedem porque…por variadíssimas razões; querem proporcionar tudo o que não tiveram aos filhos. Desejam agradar-lhes. Não querem que os filhos se sintam inferiorizados, perante os amigos. E querem mostrar que podem.

Acontece que muitas vezes não podem. E outros pais podem. No entanto, uns e outros têm em comum uma queixa; reclamam que os filhos têm tudo, sem esforço, porém não valorizam nada, e nada agradecem.

E isto acontece porquê? Devido ao tabu do tema “dinheiro”. Tanto aqueles pais que fazem sacrifícios enormes, para poderem proporcionar aos filhos o que eles precisam, e desejam, como aqueles pais que auferem rendimentos mais elevados e o fazem sem sacrifícios, devem enfatizar o valor do dinheiro, sempre que algo é comprado.

Seja porque o pai trabalhou na fábrica durante 15 dias, para poder pagar o telemóvel, seja porque o pai é advogado e fez serões no escritório, abdicando de tempo em família e repouso, há um esforço de trabalho que deve ser valorizado e expresso verbalmente, aos filhos.

Quando o meu filho se põe a dar pontapés em pedras, eu chamo-lhe a atenção, dizendo para não estragar as sapatilhas, que foram caras por serem de boa qualidade, e que só deixará de as calçar quando já não lhe servirem. Não por as ter estragado propositadamente. Relembro-lhe que o pai se levanta cedo e trabalha até tarde, para ele poder ter calçado confortável, entre outras coisas. E que deve respeitar esse esforço do pai.

Há dias, passando em frente a um café com uma publicidade a uma bebida de sumo gasosa, a Letícia pediu-me que lha comprasse. Eu respondi que em vez disso, quando chegássemos a casa lhe faria um sumo de laranja natural; que o preço da gasosa no Café daria para fazer vários sumos naturais, muito mais saudáveis. Ela aceitou de boa-vontade e deliciou-se com um sumo e duas torradas, ao lanche.

Contrariamente ao que possa imaginar, toda esta conversa não é vã; algo fica a ecoar, nem que seja no inconsciente dos nossos filhos. E aos poucos eles vão interiorizando, que tudo aquilo que se “compra”, implica uma troca: dinheiro por um bem, dinheiro esse, também ele uma troca, no qual os pais entregaram trabalho, tempo das suas vidas e por vezes muito esforço.

Isto também é amar; ensinar os filhos a valorizar o dinheiro e a mostrarem-se gratos aos pais, por lhes proporcionarem o que precisam e desejam.

Até breve!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Que canal escolhemos?!


Neste verão a notícia televisiva bombástica foi a mudança da apresentadora Fátima Lopes* da Sic, para a TVI, o canal rival. A perplexidade foi geral, mas os números envolvidos neste negócio era demasiado altos, a ponto da própria apresentadora ter dito que “ a oferta era irrecusável”.

Foi portanto, com alguma curiosidade que assisti estes dias a uns minutos do novo programa desta apresentadora. Porém, desta vez, eu é que fiquei perplexa!

É que apesar dela ser uma apresentadora um bocado chorona para o meu gosto (ó lágrima fácil!), na SIC ela apresentava um programa que tinha um certo nível. Este novo programa da Fátima Lopes é a versão feminina do Fernando Mendes, "O preço certo" , ou lá o que é, da RTP1.  Não me interessa o tema, o público aos berros e gritos torna aquele cenário numa autêntica feira, uma peixeirada insuportável, para quem só um cheque chorudo serve de incentivo, no final do mês.

Estou convencida, que este plano da TVI, para acabar com a apresentadora rival da SIC, é bastante perverso; em lugar de a integrarem e lhe darem um programa de qualidade, como seria de esperar, arrumam com ela, dando-lhe um programa de nível infra-cerebral!

Há uns 2 ou 3 anos, a apresentadora Fernanda Freitas, fez exactamente o inverso; rescindiu com a SIC, deixando um programa fácil e popular, para dar a cara (e cérebro), a um programa novo, num canal pouco visto, que por acaso é o canal que eu mais vejo, a RTP2. Na altura, ela mesma disse que a mudança se deveu à qualidade do trabalho.

Conseguem ver a diferença entre uma e outra? E depois ainda me dizem, que abdicar do trabalho, para ficar com os filhos em casa é abdicar da independência; eu digo que há muitos tipos de dependência e que se podem servir muitos senhores. O do dinheiro, por acaso, não é o meu favorito.

E depois disto, está como certo que nunca mais voltarei a ser convidada para entrevistas na TVI! Vou ter que me contentar com o blogue; aqui vou continuar a falar o que penso, porque essa liberdade, ainda ninguém ma comprou!

Bom fim de semana!

* Leitores brasileiros: Fátima Lopes é a equivalente da Oprah portuguesa. Na versão branca.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Educação de filhos. Rapazes e maridos.

Quando engravidei do meu primogénito e conversava com uma colega minha, a respeito da preferência dos sexos dos bebés (ela que tinha uma menina, e não tencionava ter mais), disse-me: - Estou muito contente por não ter um rapaz, porque esses casam e afastam-se dos pais.

Na altura concordei, até porque conheço muitos casos assim, mas confesso que rapidamente esqueci o assunto. Entretanto, este é um tema que me tem de certa forma fascinado e sobre o qual tenho reflectido. Há dias, ouvi na num programa, uma mãe idosa chorar, enquanto contava que o filho não a visitava há 3 anos. Como se justifica uma coisa destas, quando a relação entre ambos foi sempre boa - dita normal- não havendo uma razão clara que levasse a um afastamento ?

É apenas um caso? Não, é muito mais comum do que se imagina. Talvez o espaço de tempo seja menor, mas é a realidade, que um filho casando se afasta progressivamente da sua família natural, na proporção em que se aproxima da família da mulher.

Começa da forma mais simples; o filho quer visitar os pais, mas a nora não. A principio vai contrariada, depois começa a inventar desculpas para não ir, ele vai sozinho, porém quando regressa a casa encontra uma mulher amuada, que lhe faz sentir claramente que não aprova estas visitas. Ele insiste ainda algumas vezes, mas sendo o resultado sempre o mesmo, acaba por não querer chatear-se, e vai espaçando as visitas aos pais. Cada vez mais. Harmonia no lar!

Eu até posso compreender estas mulheres; não simpatizo com elas, mas compreendo-as. São mulheres possessivas, egoístas e com baixa auto-estima.

Uma mulher segura de si própria, sabendo distinguir entre os tipos de amor que o marido sente, por ela e pelos pais dele, não se sentirá ameaçada com os sogros.

Uma mulher generosa, compreenderá que assim como ela aprecia os momentos passados com a sua família natural, o marido também sentirá o mesmo.

Uma mulher justa, não quererá tirar ao marido, aquilo de que ela própria não quer abdicar, nem deixaria que lhe tirassem.

Quem eu não tenho a certeza de compreender são estes maridos, que acabam por se dobrarem às vontades das mulheres, e se afastarem das suas famílias naturais. Será fraqueza de carácter? Ou o amor que sentem pelas suas famílias é dispensável e passageiro?

Não querendo dar uma de psicóloga, analiso a situação assim; em última instância, os filhos são criados e educados, sobretudo, pelas mães e se o amor deles se esgota desta forma tão fácil, algo de errado haverá na relação mãe-filho. Algo de errado na educação.

Serão as mães figuras dominadoras, cujo testemunho é passado para as mulheres, com o casamento?

Serão os conflitos entre a geração mãe-filho, resolvidos com o afastamento deste?

Ou será o exemplo visto da mãe (arrastando a família nuclear para a sua natural), imitado desta vez na figura da mulher com quem casou?

Quando o meu filho tinha 3-4 anos costumava dizer-me que quando crescesse se casaria comigo; era a forma dele expressar o enorme amor que sentia por mim. Por volta dos 5 anos, expliquei-lhe que mães e filhos não podem casar, e que aliás eu já era casada com o pai. Ficou decepcionado, e depois disso ainda me fez alguns pedidos de casamento, mas acabou por compreender.

Eu gostaria muito de conseguir educar o meu filho de forma a transformar-se num adulto seguro e justo; alguém que não se deixasse manipular por caras amuadas, e que não esquecesse nunca o amor e o convívio que teve na sua família natural. Que nos continuasse a ver como os mesmos pais, e a considerar a nossa casa como sua. A voltar sempre; com a mulher, e com os filhos.

Não entendo como se poderá considerar uma nora alguém de estranho; e admiro imenso os casos dos sogros que abraçam as noras como filhas. Sei que há muitos casos assim.

Também gostaria de ser bem sucedida na formação da minha filha; que ela fosse segura o suficiente, para não competir com o amor que o marido sente pela família dele. Que seja justa o suficiente para compreender que o marido também tem o direito de visitar os pais, de passar lá o Natal, e que como ela o ama, também vai!

De uma coisa tenho a certeza, os nossos filhos do futuro dependem da educação que lhes dermos no presente. A certeza da educação perfeita? Não sei, hei-de debater-me com esse tema ad eternum.

Até breve!