quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Da série: Presentes de Natal faça você mesmo

(Da série: "presentes de Natal manuais I I ")

Quem não gosta de doces caseiros? Toda a gente. No entanto, na maior parte dos casos compram-nos. Porque não têm tempo livre para os fazer, porque não sabem, porque têm preguiça. Que interessa o motivo?

O que interessa é que nos abre uma porta para mais um presente de Natal, de qualidade, feito por nós mesmas. E convenhamos: doce de abóbora é do mais fácil que há!

Receita:
-1kg de abóbora, limpa, cortada aos cubos
-750 gr de açúcar
-6 paus de canela
- casca de laranja e alguma raspa a gosto

Colocar todos os ingredientes numa panela, em fogo médio. Ir mexendo, e deixar ferver, até a abóbora cozer e começar a desfazer-se. Ponha um pouco de doce num prato e se fizer estrada ao passar com uma colher, está pronto.

Lave os frascos em água a ferver, escorra e encha até cima com o doce. Coloque a tampa e feche, hermeticamente. Cole uma etiqueta com o nome do doce. Recorte em papel castanho uma rodela, coloque na tampa, fechando com uma fita de ráfia. Pronto!

Dica extra:
Eu fiz 1,500 gr de abóbora, com 1 kg de açúcar; rendeu-me 4 frascos de doce.
Dá uma óptima sobremesa: em pratos individuais coloque queijo branco pasteurizado às fatias, doce de abóbora por cima, enfeitado com nozes picadas grosseiramente. Adoro!

Até breve!
Actualização: destaque do post no Casa claridade

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Compras de domingo


Entrou, ontem, em vigor a lei que permite aos hipermercados ficarem abertos, aos domingos até à meia-noite.

Os empregadores afirmam que numa altura de crise estas medidas são necessárias, que irão criar mais postos de trabalho, e que o horário alargado, vai permitir a mais  pessoas irem às compras.

Qualquer pessoa ligada ao comércio sabe que o domingo não é o dia em que mais se vende; poderá até ser o dia em que há mais pessoas, ou pelo menos muitas pessoas, a frequentar os espaços comerciais, mas não necessariamente a comprar.

Os portugueses adoram passear-se pelos hipermercados e shoppings, aliás, não conheço país como este, onde shoppings proliferam como cogumelos (venenosos, claro), sendo um dos destinos mais populares de fim-de-semana. São, porém, áreas de passeio.

Quanto aos postos de trabalho, só os ingénuos acreditarão que serão criados, pois os empregadores irão utilizar os funcionários que já têm, redistribuindo novos horários, e utilizando os do tempo parcial, que costumam ter.

Na verdade, esta é mais uma medida tomada em tempos de crise, que somente visa aumentar os lucros dos empregadores, diminuindo os direitos dos trabalhadores.

Ninguém deixa de fazer compras pela inconveniência de horários; aliás, na era da internet, as compras podem ser feitas online e entregues em casa.

É para mim, dos direitos mais básicos do ser humano, ter tempo para estar com a família.
Compreendo que há áreas onde é necessário trabalhar ao domingo – profissionais da Saúde, da Polícia, etc. – mas não do comércio! Já trabalhei em hotelaria e sei como se tornou incomportável para mim, quando quis ter uma vida familiar. Sei como era complicada a vida pessoal e familiar dos meus colegas. Por isso saí.

Com esta lei, a vida social e familiar de quem trabalha nesta área ficou muito fragilizada; pais que não estarão com os filhos, no único dia possível para ambos, já pensou?! É mais uma machadada nos valores familiares, de uma sociedade que trocou a família pelo dinheiro, esquecendo que as sociedades sobrevivem sem dinheiro, mas não sem pessoas. Não sem pessoas bem-formadas.

Alguém nos perguntou alguma coisa a este respeito? Não, o governo cedeu a lobbies, ponto. Contudo, somos nós os compradores, e podemos responder com  uma atitude:  
- Não fazer compras ao domingo!

Tenha uma óptima semana !

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A evolução dos nomes próprios em Portugal


Há uma canção dos “Humanos”, muito engraçada, que diz no refrão: “ Maria Albertina, como foste nessa de chamar Vanessa à tua menina?”.
Muita gente trauteia, o meu filho é um deles, acha-lhe piada. No entanto, a letra é uma critica certeira aos nomes que os portugueses escolhem para os seus filhos.

Já disse aqui antes que não gosto de nomes de moda (aparte: se me disser que os dos meus filhos estão nessa classe, vou responder que quando nasceram não estavam!), porque se tornam muito vulgares; há uma data de Marias e Gonçalos na mesma sala, obrigando à distinção pelo sobrenome. E isso desagrada-me.
Mas, parece que a maioria dos portugueses gosta. Então a selecção vai ficando reduzida; há nomes que entraram totalmente em desuso. Se me recordar dos nomes das minhas colegas, na primária, só havia dois repetidos (Fernanda!), e uma lista variável de nomes que actualmente ninguém utiliza. Estou a lembrar-me, por exemplo, de Luzia, Elvira, Antónia, Natália, Conceição, Alzira…

E que nomes escolheram estas minhas colegas, para os filhos? Muito provavelmente, Diogo, Gonçalo, Tomás, Leonor, Beatriz, Maria, Catarina… E têm todo o direito. Mas… os “ Humanos” também têm razão! Como diz a canção “ esse teu nome não é um espanto, mas é cá da terra, e tem muito encanto”.
Convenhamos que é um pouco estranho…Maria Albertina, tem uma filha chamada Vanessa?! Mas é assim, é a evolução, é a moda, é a globalização.

E sempre foi assim, cada povo que invadiu a península e aqui se instalou trouxe consigo nomes que ficaram e se propagaram. E vinha outro que trazia novos nomes, e os anteriores eram esquecidos. Alguns ficaram até hoje, porém, se assim não fosse muitos de nós ainda nos chamaríamos : Valida, Vivilde, Trutesendes, Brízida, Múnio...Por mim, acho muita graça a Trutesendes! Fica para minha próxima filha. Noutra vida. E noutro planeta!

Também acho muito bem apanhado, como a canção termina: “ É bem cheeinha e muito moreninha”, repetido várias vezes. O nome muda, mas o biótipo da criança mantém-se. Continua a ser tipicamente portuguesa! E isso não há moda que apague.

Bom fim de semana!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

“Comer orar amar”, não é para todos!

Não li o livro, mas tinha referências dessa leitura e por conseguinte fiquei atenta, à saída do filme. Queria mesmo vê-lo. Além disso, é protagonizado pela Júlia Roberts, uma das minhas actrizes preferidas, da actualidade.

Há muitos anos, li algures sobre uma pessoa que se tinha procurado pelo Mundo todo e veio a encontrar-se no seu quintal. Obviamente, isto é uma metáfora; a descoberta sobre “ quem sou eu” é feita a partir do nosso interior, e para isso não necessitamos sequer de sair de casa.

Contudo, suponho que esta vontade de deixar tudo para trás e ir em busca de algo, seja muito vulgar e comum a muitas pessoas. Como eu adoro viajar, passar um ano inteiro a “viver” pelo Mundo, parece-me fantástico; no entanto, só o faria levando a família atrás. Quem não quereria?

É preciso coragem e consciência, para abandonar uma vida. A maior parte das pessoas não devem faze-lo, ainda que o desejem e tenham até coragem, porque não podem, porque tem consciência. Mas esta tal Elizabeth pôde, teve coragem e fez!

Foi arrumar as prateleiras, passeando por Itália, Índia e  Bali. E funcionou. Com ela funcionou.

Para aqueles espectadores que esperam um filme típico da Júlia Roberts, o filme poderá ser algo decepcionante. Este vai um pouco mais além; temos uma personagem que quer encontrar o amor ( quem não quer?!), mas antes disso deseja encontrar-se com  ela própria. O que se vê frequentemente nas histórias de amor, são pessoas à procura de outrem, para escaparem a elas próprias. Por isso gostei do filme e aconselho.
A pessoas que simpatizem com a ideia do auto-conhecimento.

Até breve!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Presente de Natal – Faça você mesmo

(Da série: "presentes de Natal manuais I " Hidratante natural)

Cedo? Isso pensei eu em Setembro, quando li pela primeira vez a referência ao próximo Natal, num blogue, mas não é. Sobretudo, se você como eu, estiver cansada de correr lojas a fazer compras de Natal e pretender antes fazer os presentes. Mãos à obra, comigo?

Vamos começar com um hidratante natural, para adeptos dos produtos naturais e para aqueles que ainda não conhecem, mas estão receptivos a experimentar coisas novas.

Confesso que quando me falaram nisto senti alguma incredulidade, achei que a pele ficaria demasiado oleosa, no entanto disseram–me que o azeite, sendo natural,  era imediatamente absorvido, testei e assim foi. Ficou um ligeiríssimo odor a azeite, que será suprimido com o auxílio das ervas aromáticas.

Tudo o que vai precisar:
1.    Um frasco de vidro, do tamanho que desejar, com rolha (comprei de vidro reciclado)
2.    Azeite natural, q.b. .
3.    Ervas aromatizantes; no meu caso, alfazema do meu jardim.

Como fazer:
Introduza a alfazema no frasco, encha com azeite e feche bem. Deixe repousar até ao Natal, para que o aroma da erva se solte e neutralize o cheiro do azeite.
Cole uma etiqueta personalizada e decore com uma fita de seda ou ráfia.
Presente pronto!

Acredite, a energia e amor que dedicou a este presente, vai torná-lo muito apreciado.

Tenha uma óptima semana!
Actualização: destaque do post no Casa claridade

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu não quero comer transgénicos!



Quando eu tinha 10 anos as quintas que nos rodeavam eram inúmeras e trabalhavam a 100%. As vacas comiam erva, os campos eram fertilizados com estrume (que empestava o ar), e os agricultores produziam tudo o que necessitávamos para a nossa alimentação. Os agricultores não compravam sementes, conservavam-nas do ano anterior.

Quando eu tinha 20 anos, muitos agricultores já se tinham reformado, os filhos encontrado empregos noutras áreas, numa recusa à dureza da vida agrícola. Muitos campos tinham sido transformados em prédios.

Quando eu tinha trinta anos, os agricultores foram multados por produzirem demais; leite, por exemplo. Indemnizados, como incentivo para arrancarem as suas vinhas e oliveiras.

Recentemente a Comissão Europeia, numa concessão aos lobbies, aprovou a criação de plantações geneticamente modificadas na União Europeia! E com isso, a agricultura deixa definitivamente de pertencer aos agricultores, passando para os governos e indústria.

Com a criação artificial de sementes a indústria detém o poder. Os agricultores têm que comprar as sementes e não as podem guardar.

Há 10 anos que os transgénicos são produzidos no mundo e milhões de pessoas e animais comeram transgénicos. Os estudos sobre as consequências têm sido feitos pela própria indústria, todavia há vozes de cientistas independentes, como Manuela Malatesta, que têm vindo alertar sobre os perigos, para a nossa saúde.

Desconhecemos quase tudo sobre os transgénicos; não sabemos qual a quantidade de toxinas fica no solo, em milhões de hectares onde os transgénicos são cultivados. Ignoramos  as consequências para a diversidade de insectos, como por exemplo, as abelhas. Não sabemos as verdadeiras consequências para nós.

Assusta-me pensar que as sementes que nos foram oferecidas pela natureza desapareçam, porque se não forem utilizadas vão deixar de ter utilidade. E pode até ser que os transgénicos alterem as sementes naturais. Há bancos de sementes na Noruega, uma medida de precaução, para situações extremas. Contudo, parece que a situação irá acontecer sem que nada de extraordinário, uma catástrofe, por exemplo,  suceda no Mundo. Somente uma lei que aprova a criação de vida, porque é isso de que se trata, na criação artificial de sementes.

Acho tudo isto uma loucura! No entanto, até parece normal que leis sejam aprovadas, na Comunidade Europeia, mesmo sem consenso. E ninguém acha estranho. 
A AVAAZ estima que 60% dos europeus são contra esta permissão da C.E. , porém, eu creio que 99 % dos europeus são contra: 60% afirmam-no categoricamente e os restantes 39% só não estão informados. O restante 1% ? Esses são a favor, porque vão ganhar com isso!

Mais uma vez, outro atentado se vai fazer contra a natureza e humanidade. E os agricultores não têm culpa nenhuma.

Eu não quero comer transgénicos, e embora pareça que serei obrigada a isso, vou dar luta; assinei a petição da AVAAZ e continuarei a falar alto contra esta imprudência.
 
E você? Está indeciso? Leia mais aqui. 
Mas não fique indiferente ao mundo que está a ser des construído  para os nossos filhos; esta será a nossa herança. 

Bom fim de semana!