segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Guerra ao piolho: O bê à bá!

Bem sei que a semana do Natal não combina mesmo nada com um tema destes, mas se o faço é por ser extremamente necessário, e parecendo um contra senso: o tempo mais adequado!

Durante muito tempo os meus filhos escaparam incólumes a estes parasitas; de todas as vezes que vinham do Infantário, e depois da escola, os avisos para examinar as suas cabeças, eles passavam no teste orgulhosamente. Também porque não seria assim? Eles tomam banho todos os dias, pensava eu. Portanto, da primeira vez que encontrei um piolho na cabeça do Duarte, no segundo ano, entrei em choque. Fiquei enojada, e nem sequer sabia como lidar com a situação. Imediatamente comuniquei à professora e ela mesma me deu as orientações de como proceder.

Neste ano lectivo, num só período, já tive que utilizar o champô anti-parasitas quatro vezes, na cabeça da minha filha. De todas as vezes fiz saber a professora que ela tinha piolhos, para que  tomasse as medidas apropriadas. Indigna-me que sendo a Letícia uma criança com tantos cuidados de higiene pessoal, seja contaminada com piolhos, com esta frequência.

Entretanto, um jornal nacional dedicou recentemente um artigo aos piolhos, dando-lhes a importância -crescente- com que devem ser tratados. Dizia o artigo, que actualmente é muito mais difícil de controlar as pragas de piolhos, do que antigamente, por duas razões:
1º - Os pais não têm tempo para examinar as cabeças dos filhos regularmente, e tratar do assunto, se caso fôr.
2º- Os pais têm vergonha de comunicar nas escolas, que os filhos têm piolhos, promovendo deste modo a propagação desenfreada do parasita. 

Eu tenho tempo para examinar as cabeças das crianças, mas eles já lá estão, não há aviso prévio! E não tenho vergonha alguma de comunicar na escola, porque evidentemente não tenho peso na consciência.

Algumas coisas que devemos saber sobre os piolhos:

Como são: Pequenos insecto de aspecto oval, medem entre 2 a 4 mm. As fêmeas põem diariamente 10 ovos - as lêndeas-  de aspecto transparente, que ficam agarrados ao cabelo. Após 8 dias, os ovos eclodem e tornam-se adultos. Passados 10 dias já põem os seus ovos.
Onde se alojam: O piolho necessita de uma superfície com cabelo para sobreviver;  fora do hospedeiro  apenas durante 48 horas, e a lêndea durante 10 dias. Apesar de o cabelo curto ser menos convidativo para estes parasitas, não é  por si só, uma protecção segura. 
O piolho alimenta-se de sangue e por isso começa por morder a pele da cabeça. Esta mordedura não causa dor por si só, mas quando está a sugar o sangue, o piolho expele saliva alergizante. 
O contágio:  É feito  frequentemente por contacto interpessoal próximo (cabeça-a-cabeça), mas também  através da partilha de chapéus, escovas e outros objectos pessoais de pessoas contaminadas. Roupa pendurada  (infectada) junto de outra no bengaleiro da escola é o suficiente para fazer proliferar esta "praga".
Sintomas: Comichão intensa e a irritação da pele da cabeça. É mais evidente na região da nuca e atrás das orelhas. Infelizmente, quando a infestação é detectada, geralmente já dura há várias semanas.
Tratamento Insecticidas na forma de champôs de lavagem que são bastante eficazes na eliminação de piolhos e lêndeas. Dado que o período de incubação dos ovos do piolho varia de 6 a 10 dias, após a primeira aplicação, esses medicamentos devem ser aplicados novamente dentro de uma ou duas semanas para atingir os parasitas que tenham aparecido entretanto.
Como medida adjuvante, é importante usar uma solução de mistura de vinagre e água (deixar actuar durante meia hora) ao pentear os cabelos com um pente de dentes apertados. As lêndeas são muito difíceis de remover e o vinagre é usado para amolecer a substância que fixa firmemente as lêndeas aos fios de cabelos. Este procedimento deve ser repetido diariamente durante vários dias.
Mesmo quando já não parecer existirem mais piolhos, é prudente examinar o cabelo uma vez por semana.
Os pais devem saber que a comichão pode durar semanas após um tratamento bem sucedido.

Porque é este o tempo adequado para falar de piolhos? Porque as crianças estão de férias escolares, portanto mais disponíveis. O meu alerta vai para os pais: examinem a cabeça dos vossos filhos e tratem do assunto. Numa altura destas já nem peço que informem as professoras. 

A informação recolhida, para este artigo de utilidade pública, digo eu, provém do educare.pt , cuja leitura total do artigo recomendo vivamente, e daqui. 

Até breve!  

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dar a consoada


- Alguém sabe o que significa?
Pois eu, ainda sou do tempo em que se dava a consoada, no Natal; quer dizer, quando era criança, lembro-me de darem a consoada aos meus pais. Na mercearia onde fazíamos compras, o senhor oferecia uma garrafa de vinho do Porto.
A padeira ( sim, tínhamos uma senhora que entregava o pão em casa, todos os dias do ano, muito cedo, ainda de noite!), dava um cacete para as Rabanadas, ou a broa de pão para os Mexidos.
A leiteira ( sim, também tínhamos quem viesse todas as manhãs bem cedo, com o leite acabado de mugir, ainda morno), essa, ofertava um litro de leite, muito necessário, para os doces natalícios.
Os clientes do meu pai enviavam-lhe cabazes, com vinhos e frutos secos. Por vezes frutas tropicais da Madeira.

Foi mais um costume que acabou, juntamente com essas profissões...e esse tempo traz-me memórias que me provocam saudades. Dos costumes que se foram, e sobretudo das pessoas. Porém, não é sobre isso que quero escrever. Quero escrever sobre as consoadas.

Embora os presentes, para os adultos, tenham sido abolidos na família, gosto de presentear ou - dar a consoada- a algumas pessoas. Àquelas que nos prestam serviços durante o ano; como por exemplo aos funcionários da escola dos pequenos, ao funcionário que vem cá a casa fazer entregas dos CTT regularmente, àqueles que vêm fazer a contagem dos consumos da electricidade, e água, aos lixeiros.

Nenhum deles está à espera,  porque simplesmente já ninguém dá a consoada, ou muito pouca gente ainda o faz. E sinto que todos experimentam uma alegria genuína, causada talvez pela surpresa, ou pelo prazer de verem os seus trabalhos reconhecidos.

Sinto-me grata pelo trabalho destas pessoas e quero expressar a minha gratidão deste modo, dando a consoada.
E você? Também dá a consoada a alguém?

Tenham um óptimo fim de semana!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A boa educação está fora de moda?

Hercule Poirot: A personificação da boa educação nos tempos áureos
Penso que está, e acredito mesmo que é daquelas coisas que contrariamente à moda, que é cíclica, não voltará a estar na moda. A boa educação morreu e foi cremada. O que resta dela são cinzas, espalhadas ao vento, que nós vamos sentindo um pouquinho, aqui e alí, cada vez mais espaçadamente.

O meu pai usava chapéu e boné, conforme as ocasiões, mas logo que entrava fosse onde fosse, tirava-o da cabeça. Sempre o ouvi dizer que era falta de educação manter a cabeça coberta, quando se entrava nalgum sítio. Hoje, o que vejo eu? Rapazes que parece que já nasceram com bonés, ou então que lhes foram colados à cabeça, com super-cola3, tanto que lhes custa levantar o boné da cabeça, seja em casa, seja na sala de aulas. Acontece que a causa do problema é unicamente uma: falta de educação. Os pais não os ensinaram.

Há dias ouvi uma breve conversa entre uma rapariga, que aparentava uns 20-25 anos, com um senhor idoso; ele dirigiu-lhe a palavra, e como ela não o ouviu, obrigou-o a repetir com um simples e mal-educado - Ahhh?
Até me pareceu uma rapariga simpática. Mas sem maneiras. Porquê? Porque os pais não lhe ensinaram que quando não se ouve alguém, diz-se um simples  " - Desculpe?".

Também já vi adolescentes com head-phones nas orelhas, enquanto são atendidos por caixas, nos locais de pagamento de supermercados e lojas. Pessoas a falar ao telemóvel, em caixas, com conversas que duram mais do que o registo das compras e pagamentos, sem dirigirem uma única palavra ao funcionário? Puff...já se tornou corriqueiro!

Isto é o básico, e até já considero menos escandaloso, quando me lembro de "cabra", o insulto mais popular  nas séries americanas, que se banalizou a ponto de ser  utilizado por pais e filhos, entre marido e mulher, entre irmãos, entre amigos. E deixou de ter género, ninguém está a salvo com ele!
E este preocupa-me, porque se o insulto passou das canções rap, para as séries, vai certamente passar para a linguagem verbal dos jovens portugueses. Sabem aquela coisa: o que é repetido até à exaustão, banaliza-se? Os publicitários dominam bem a técnica, o que não faz dela segredo, e ainda assim funciona perfeitamente

Por onde anda o "Bom-dia", "Se faz favor", "obrigada" ? Banidos da língua portuguesa! Não me admirava nada que nas próximas edições dos dicionários da Língua Portuguesa, tais expressões já lá não viessem. Talvez no próximo acordo ortográfico!
 
Eu gostava muito de poder dizer que a boa educação é intemporal. Todavia a evidência não está do meu lado e a minha vontade, per se, não é suficiente. No entanto, uma coisa é certa, a minha vontade será eficiente, na educação dos meus filhos, que serão bem-educados, num mundo de mal-educados. Vou fazer o quê? Ainda assim acredito que o Mundo será melhor para eles, e com eles!

Até breve.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Silhueta natalícia no espelho

A lista do que se pode fazer em termos de decoração natalícia, de forma simples e económica, é praticamente inesgotável; e sabe, quem sabe minimamente de decoração, ora quem não sabe?! que a pedra de toque são os detalhes.
Um espelho decorado é um desses detalhes. E mais um da série "faça você mesmo"!

Devo dizer que não há quem se encante com estas silhuetas, porém são as crianças quem mais debate a história; porque não está lá o Pai-Natal? Onde estão os presentes? A quem pertence aquela casa? E, evidentemente, encontram respostas para tudo!

Material:
Cartolina dourada, branca e vermelha
Moldes de bolachas, com motivos natalícios
Lápis
Xis-acto
Cola e fita-cola

Como fazer:
Fazer os desenhos, utilizando os moldes para bolachas. Relativamente à casinha, não tinha, portanto desenhei eu mesma, não tem que saber; recortar com auxílio da tesoura, e xis-acto,quando der mais jeito, por exemplo, nas janelas da casa. Colar as partes que são para justa-pôr, como a neve e o vaso da entrada.
Colar no espelho, utilizando fita-cola dupla, ou simples dobrada.
Não tem ciência alguma, pois não?

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Árvore de Natal fofa!

A Letícia queria uma árvore de Natal no quarto; pareceu-me um desejo tão simples e fácil de realizar, depois de ter visto esta ideia algures, num blogue de crafts. Quem me dera lembrar-me onde, para partilhar convosco...Entretanto, aqui fica a nossa. A outra era toda branquinha, linda! Esta é mais adequada  à decoração do quarto.


Material:
- Uma caixa de cereais  vazia, pois
- Uma embalagem de algodão em bolas
- Cola
- Botões coloridos
- Purpurina
- Tesoura

Como fazer:
Enrolar o cartão da caixa, fazendo um cone; aparar as pontas, de forma a fazer um circulo, que sirva de base e assente perfeitamente. Colar o cone longitudinalmente. Colar as bolas de algodão, usei a pistola de cola quente, agora não quero outra, e distribuir as cores aleatóriamente. Colar os botões e salpicar com purpurina.

E saí uma árvore de Natal, fofa, para um quarto cor de rosa!

Bom fim de semana!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A escrava de Córdova


Este é o meu livro de reconciliação com os autores contemporâneos; o título agradou-me desde a 1ª vez que me deparei com ele, mas não me atrevia a lê-lo, por achar que a decepção seria inevitável. Eu explico, e é assim simples: não gosto dos autores contemporâneos portugueses. Não vou nomeá-los mas posso afirmar que foram muitos os que tentei ler e não consegui. Até que definitivamente desisti.

Porém, "A escrava de Córdova" era um daqueles livros que me estava na retina da memória e quando uma amiga, que o tinha lido e me disse que gostou muito, se ofereceu para  mo emprestar, aceitei. Tinha chegado o momento!
Bem sei que os gostos literários são pessoais, mas afinal eu não tinha nada a perder.

E não tinha mesmo, porque no fim de contas gostei imenso do livro; é um romance-histórico, o meu género preferido, passa-se no séc.X, na península Ibérica, quando esta se dividia em reinos cristãos e muçulmanos e estes últimos eram preponderantes. A parte da história que eu achava ser a menos interessante – a muçulmana - acabou por se revelar fascinante.
É tão emocionalmente turbulento verificar que muitas  das nossas ideias são preconceitos, que nada têm de real ou verídico.
É tão surpreendente, quando nos encontramos na parte da cultura mais pobre, mais simples, mais rude, mais ignorante!
Eu tinha estudado sobre todo o conhecimento árabe que nos ficou devido à permanência deste povo na Península, mas entretanto esqueci-me. E foi muito oportuno, e justo,  relembrar essa lição!

É um bom presente de Natal; compre-o para oferecer, ou compre-o como presente para si mesmo, mas leia-o.

 Até breve!