segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E seu signo, continua o mesmo, ou não?!

(Imagem daqui)

A notícia da RTP ( com vídeo)  relembrou-me que o furo jornalístico é meu! A  26 de Abril de 2010 publiquei um artigo sobre o 13º signo do Zodíaco, que causou bastante polémica, e rendeu muita conversa.  Esse tal  serpentário vinha abalar as estruturas mais privadas do ser humano, que é tirar-lhe algo a que se tinha habituado, praticamente desde que nasceu - o signo!

Naturalmente todos nós, excepto eu que nunca me identifiquei,  nos afeiçoamos aos nossos signos, e será certamente com muita relutância que abdicaremos deles, eu não, agora sou Leoa, daí essa reacção de negação, mesmo estando  perante um facto! O ser humano é tão reaccionário à mudança.

Incongruentemente as pessoas acreditam nos signos ( mas não nas previsões!)  que vêm nas revistas, feitos por astrólogos, mas estes, meus caros leitores não estudam nem examinam os céus; foi a conclusão a que cheguei, na altura. Os estudiosos dos céus são os astrónomos e esses lidam com factos, e desde 1930 que reconhecem a 13ª constelação: Ophiucus! Não há charlatanice, na Astronomia!  
Por seu lado, os astrólogos deixaram de se actualizar desde o século XI, preferindo ignorar a 13ª constelação por comodidade. (Vide Diário online)

Porém, a  verdade é como o azeite vem sempre ao de cima, e que os novos signos fossem divulgados e aceites, era uma questão de tempo, pois não há como negá-lo. É uma realidade, assim como o Português, do acordo ortográfico, não gostamos dele, mas acabaremos por aceitá-lo.
Sempre gostaria de saber se entretanto houve mudança de opinião sobre o assunto. Como é? O seu signo continua o mesmo?
(Leia aqui sobre o seu verdadeiro signo!)

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

E casa lá tem moda?!


Da última vez que mandei fazer umas cortinas, o senhor da loja chamou-me à atenção dizendo que o modelo que eu estava a escolher já não se usava, que agora estava a “sair este” (e mostrou-mo). Tive que lhe dar a mesma resposta que dera há uns 5 anos, a uma outra pessoa, que me dissera exactamente a mesma coisa: - Dentro da minha casa, usa-se o que eu quero!

Uma casa verdadeira tem que reflectir a personalidade dos seus habitantes; por isso sou tão avessa a casas decoradas por decoradores; por muito bom que seja o resultado final, nota-se sempre “aquela falha”, ou seja, falta o cunho pessoal dos seus  habitantes.

Actualmente, uma coisa que está muito na moda da decoração interiores, são os pratos de parede; no entanto, ainda há relativamente pouco tempo, era considerado piroso. Eu nem sequer conhecia pessoas que os estivessem! Excepto, cá em casa.

Não faço colecção de pratos; o coleccionador é alguém que gosta de coleccionar pelo prazer de possuir. Por isso há por aí tantas colecções insignificantes e feias, não importa o quê! A minha colecção de pratos de parede começou por ser A recordação que trazíamos de algum país que visitávamos, porque não gosto de trazer muita tralha, e porque uma memória bonita, desse país ficaria à vista, enfeitando uma parede. E de uma forma bastante intencional a parede da sala de jantar vai ficando repleta de pratos, memórias de viagens e lugares, servindo, não raro, de tema de conversas e histórias de países.

Contudo, como poderei aceitar que os pratos de parede estão actualmente na moda, se para mim, essa é uma moda intemporal?  A minha avó paterna tinha pratos na parede em sua casa, assim como a minha mãe. Portanto, vamos pelo menos na terceira geração a pôr pratos na parede. Claro que sempre esteve na moda! O que só prova a minha teoria: tudo o que gostamos, o que expressa a nossa personalidade, são características que transformam as casas em lares. Por isso, não nos devemos incomodar tanto com tendências na decoração da casa.
Eu não me incomodo mesmo. E você?

Tenha um bom fim de semana!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Massa com salsichas - Deliciosa!

O Duarte precipitou-se para a mesa...!
Confesso que sempre tive ideia de que comidas como "Massa com atum" e "Massa com salsichas" eram demasiado....como dizê-lo sem parecer pedante?... pobres. Talvez porque quem me falou nelas, pela primeira vez, me tenha dado receitas demasiado básicas. Portanto, para mim, que esses pratos possam ser deliciosos é uma descoberta recente.

O Duarte tem estado adoentado, com uma virose, e tem-se alimentado muito mal. Por isso, quando me sugeriu que fizesse "Massa com salsichas"  despachei-me presto para a cozinha,  não fosse entretanto o pedido cancelado!

Fiz assim:
Pus água a aquecer e cozi massa esparguete; entretanto fiz um refogado com azeite, cebola picadinha e alho esmagado. Quando ficou transparente, juntei polpa de tomate, cogumelos laminados, milho e as salsichas cortadas às rodelas. Deixei cozer uns 10 minutos, em lume baixo. Juntei as natas ( leite creme, no Brasil), deixei aquecer acrescentei o esparguete. Envolvi delicadamente e servi.

Uma refeição simples, rápida, mesmo o que me convinha, depois da aula de piano da Letícia, e económica. E deliciosa, já disse, não já?, mas para os meus pequenos, que são uns Piscos à mesa, gostarem, estão a ver! Com certeza já conheciam, mas talvez não nesta variante. Experimentem!

Até breve!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quando as crianças sabem o que querem

Sei bem que é nossa tendência, enquanto pais, criar e educar os filhos à nossa semelhança. No entanto, se nalguns aspectos isso é positivo, como por exemplo, na transmissão de valores, noutros é um verdadeiro abuso de poder. A fronteira entre um e outro é tão ténue, que frequentemente a ultrapassamos, mesmo sem intenção.

Casos há, em que os pais se impõem de tal forma na vida dos filhos, que as crianças mais parecem estar a viver a vida dos progenitores. Há situações tão óbvias que até ofuscam  pela clareza; quer dizer, a menina quase obesa que pratica ballet ?! E aquela menina que reclama aos pais, sem sucesso, que entre escola, Música, Natação, Inglês e Catequese, não tem tempo para brincar?! Tudo devido à pesada agenda profissional, dos pais. E tantos outros exemplos.

Foi meu objectivo desde sempre, respeitar a individualidade de cada um dos meus filhos, permitindo-lhes escolhas  sempre que possível, e aqui entramos no domínio do sensato; caso contrário, colocamo-nos na situação ridícula dos pais HolCru*, com uma menina de 4 anos a calçar saltos, e a vestir manga curta em pleno Inverno.
Não,  refiro-me a um compromisso entre o possível e o aceitável. E isso é algo que é constantemente negociado, não sendo por isso que a decisão dos pais tem de ser perene. As circunstâncias mudam e com elas, as opiniões.

Na altura em que era suposto inscrevermos os nossos filhos na catequese, não o fizemos. Por uma questão de coerência com os nossos valores e consciência; a formação moral, ética e até religiosa deve ser dada pelos pais, achamos nós. Parece-nos um contra-senso enviar os nossos filhos para uma escola onde ainda ensinam a teoria criacionista, com Adão e Eva, quando de seguida vão aprender na escola a teoria evolucionista. Isto entre outras coisas.
Contudo, os nossos filhos tiveram, e têm formação religiosa.

Eis que subitamente a Letícia recebe o convite de uma catequista, para assistir a uma aula; após uma semana de reflexão, disse que queria ir, e foi. E no final, decidiu que queria continuar, e continuou, com a nossa anuência.

Certamente, há pessoas que se indagam, que tipo de pais somos nós; permitindo que os nossos filhos decidam  se querem ir à Catequese ou não. Tendo uma que vai, e outro não!
Nós somos do tipo de pais que respeita a individualidade dos filhos; orientamos e ensinamos, sem impor actividades só porque nos dá jeito, ou esperam isso de nós. Acreditamos que eles encontrarão o caminho deles.

Não estou a dizer que sou a melhor das mães, muito menos uma mãe perfeita; apenas vejo claramente que vivemos num sociedade que não dá prioridade às crianças. Ou porque é que acham vocês que a ex-ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, "inventou" as A.E.C's**? Para resolver um problema aos pais, enquanto  os interesses das crianças nem são tidos em conta.

Só estou a dizer que devíamos ouvir, realmente, as crianças.

Tenha uma óptima semana!

* Tom Cruise e Katie Holmes
** Actividades de Enriquecimento curricular ( Inglês, Ciência, Desporto, Expressão Dramática...que retêm as crianças na escola das 9:00 às 17:30)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O meu voto, explicado às crianças

Aposto que vocês já estão a dizer: - Ó não, lá vai ela outra vez falar de política!
Ao que eu respondo: - O homem é um animal político! Esperem...já alguém disse isto antes? Ah pois,  foi Aristóteles. Alguém duvida da genialidade do filósofo?! Adiante. Isto vem a propósito com uma conversa que tive com a Letícia.
 - Mãe, porque vais votar no Fernando Nobre? Perguntou-me ela, estes dias. Quem é que vocês pensam que estou a educar? Cabecinhas pensadoras, e não faço por menos.

- Sabes, um político é uma pessoa que se dedica a governar o país, ou a ajudar a governar o país. Dedica-se a essa causa por acreditar que está a prestar um bom serviço a todos os portugueses. Acontece que os políticos que temos tido, estão a fazer um péssimo trabalho e só pensam neles, e nos benefícios que tiram por serem políticos. Compreendes?

A Letícia acenou a cabeça em sinal afirmativo, e eu continuei.
- O Fernando Nobre é um médico que poderia ter tido uma vida muito privilegiada, tranquila e com todos os confortos. Em vez disso, trabalhou desde há 30 anos, por diversos países no mundo; onde houvesse uma catástrofe e os médicos fossem necessários. Criou uma instituição muito importante, e começou a levar mais médicos e enfermeiros com ele. Mais tarde, abriu em Portugal diversos centros de apoio a sem-abrigos e pessoas necessitadas, onde comem e recebem roupas.  É uma pessoa, que não sendo político tem uma noção muito verdadeira da realidade, é inteligente e sensata.
- E se ele é médico, porque quer ser presidente? Pergunta a Letícia.
- Porque a ambição dele tem sido sempre a mesma: ajudar pessoas. E como o Doutor.Fernando Nobre viu o nosso país em tão mau estado, quer ajudar os portugueses, prestando-lhes este serviço.
- Então acho que fazes bem, em votar nele, mãe.
- Fim - 

As coisas não têm funcionado nada bem com  os profissionais da política; tivemos um presidente omisso, que não esboçou um gesto que contribuísse positivamente para o país. Se ainda fosse  poeta, tinha uma desculpa, mas não, é um economista conceituado. Levou-me um voto, ao engano!

Estão fartos de políticos, não estão? Também eu. Aqui têm um candidato que não o é! 
Pensem nisso.

Um bom fim de semana!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Feira de vaidades, à portuguesa

Aviso: A vanity Fair nada tem a ver com o artigo.
- Tem aqui umas revistas. Diz-me a cabeleireira, enquanto pousa no meu colo as chamadas revistas cor-de-rosa.
Começo a folhear, e a ler os títulos, pois apesar de só me deparar com este tipo de revistas em salas de espera, ou na cabeleireira, a minha impaciência para estes artigos é a mesma.
-Quem é esta gente ? Pergunto eu incrédula.
A cabeleireira espreita por cima do meu ombro:
- Ah, essa é uma decoradora de interiores!
- E esta? Insisto.
- É casada com um médico. Revela a minha informante.
- E isso também dá direito a aparecer em revistas do coração?! Espanto-me eu.
- É um cirurgião plástico! Acrescenta.
- Aaaaahhh... Murmuro. 

Conhece aquele ditado: " A necessidade aguça o engenho"? Pois é o que se passa com estas revistas, na falta de matéria-prima, resolveram o problema produzindo-a eles próprios. Estão a criar uma série de personagens, a partir de pessoas banais, com profissões vulgares, vivendo em casas comuns, porém dispostas a sair do anonimato das suas vidas, através de reportagens fotográficas ( nem vou mencionar as entrevistas!), igualmente banais.

Sinceramente, o que nos interessa a nós ver a mulher do cirurgião plástico numa loja a experimentar modelitos?! Ou então as fotos do casamento do cantor, e de seguida as da lua-de-mel, quando a vida privada destes já foi exposta até ao mais ínfimo pormenor?!
E as revistas estão repletas destes artigos; os nomes das publicações mudam, todavia os rostos e notícias que veiculam são as mesmas; as mesmas fotos, mesmas roupas, mesmos locais, com as mesmas pessoas a informar o mesmo acontecimento: nascimento, casamento, divórcio.

Vamos encarar a realidade de frente: nós não temos, em Portugal, jet-set! Nem temos VIP's.
Temos um primeiro grupo de pessoas, constituído pelos rostos da tv (actores, cantores, apresentadores, etc).
Temos um segundo grupo, de pessoas conhecidas, por fazerem nada, que são vestidas pelas boutiques e vão a eventos quando recebem cachet ( mesmo os de solidariedade, segundo consta).
Depois temos um terceiro grupo, o daqueles que vestem, decoram as casas, fazem liftings e põem botox, nas pessoas dos grupos anteriores. 
E isto, querem fazer-nos crer, são os Vip's portugueses.

Mas...como este elenco é insuficiente para tantas revistas e publicações semanais, têm-se criado este derradeiro e instantâneo grupo- o usa e deita fora, o das tais pessoas absolutamente desconhecidas e prosaicas.

Não é de rir? Eu acho, e depois de ter percebido o esquema até que foi divertido, folhear aqueles disparates!E sabem qual o maior disparate de todos? Pagar para ler estes disparates. Perdoem-me a redundância.

Até breve!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

É ano novo! E depois?!

 (Imagem)
- Não percebo porquê tanta coisa, por ser ano novo! Dizia o meu filho na última noite do ano. - É só mais um ano que começa! Não é o fim do mundo...

Fiquei a pensar neste desabafo do Duarte; de facto, como justificar fogos de artifício, roupas novas, jantares e entradas em discotecas inusitadamente caros, e uma série de rituais como o das doze passas, ficar em cima de uma cadeira, etc, e a necessidade extrema de uma alegria, frequentemente forçada?

Recebemos o Ano Novo, como a um hóspede importante, a quem não podemos negar guarida, de forma alguma, e que permanecerá connosco doze meses, tendo por isso o poder de nos facilitar a vida, ou não. E recebemo-lo com festa e alegria, de modo a que se sinta bem-vindo e acarinhado, e fique agradado com isso. Porquê? Porque da sua boa-disposição dependerá a sua generosidade; o hóspede mimado terá tendência ou vontade a retribuir amabilidades. É essa a nossa esperança em cada Ano Novo: sermos agraciados com a realização de uma série de desejos, secretos ou públicos.

Como não podemos correr o risco de começar uma relação com o pé esquerdo, entramos com o pé direito e rimos e saudamos-nos, sempre com a esperança no coração. Porque é só disso  que se trata: cada ano trás consigo esperança.

Eu tenho esperança numa série de coisas. E você?

Tenha uma óptima semana!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo!


Carpe diem

colha os dias
(todos eles)

este de agora
o do ano velho
e o que ainda não chegou

Colha seus funchos e seus corais
e preocupe-se menos
com os presságios 
do ano que ainda lateja

ele nascerá

nascer é a sina de cada ano
e será exactamente
como você o construir

também não fique a temer
a fuga do tempo

antes, compartilhe-o
e seja mesa farta
onde só existe o sonhar

e não se esqueça:

é dentro de você 
que a vida germina

e o ano de todos os dias
poderá vir a ser
campos dos girassóis

 Autoria de Euza Noronha, Café com verso, prosa e bobagens

Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sinto-me grata!

 
(Imagem)
- Sente-se aqui, puxe a cadeira e tome um café comigo; vamos falar de gratidão, quer?

Depois do Natal, vem o fim de ano! E embora seja uma festa virada para o exterior, gosto de "usar" a última semana do ano para reflectir, sobre o ano que termina, e ao virar a festa do avesso estou a celebrar o ano intimamente. Também faz isso?

Gosto de fazer um balanço do ano que termina e uma lista de projectos, para o ano que começa.

Ao recordar 2010 vou constatando quantas coisas boas tenho para agradecer; água canalizada e electricidade - parece ridículo, não é? Mas há milhões de pessoas no Mundo para quem isto, tão básico para nós, é um autêntico luxo. Então como não me sentir grata?!
E depois aquelas coisas que não dependem de mim, nem da minha vontade, nem de dinheiro algum, como a saúde dos familiares. Sinto-me muito agradecida, e com esperança, porque estamos cá todos.
Sinto-me grata pelos leitores que lêem e comentam o Mãe...e muito mais; porque são pessoas que não passam somente para deixar um beijinho e desejar boa semana; são pessoas que deixam bocadinhos seus.

2010 brindou-me ainda com alguns presentes, que não estavam na minha lista, que eu nem sequer tinha sonhado pedi-los, o que me faz pensar que talvez deva ser mais ambiciosa para a lista de 2011. Talvez os sonhos se realizem mais depressa de nos atrevermos a sonhá-los.

- O seu balanço de 2010 foi positivo? Qual é o sentimento que lhe causa esse balanço?
Sirva-se de outro café, enquanto me conta essas suas coisas; sou toda ouvidos. 

Entretanto, desejo a todos um Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Em seu nome...

Enerva-me um bocado quando ouço, ou leio, alguém dizer que gosta do Natal, não pela festa religiosa, mas por ser a festa da família.
Vamos lá ver, o Natal é uma festa religiosa! Por conseguinte, não faz sentido celebrá-lo se as pessoas não forem religiosas, ou pertencerem a religiões não cristãs. Querem que seja a festa da família? Marquem outra data, porque esta já está ocupada e catalogada.

No entanto, eu compreendo estas pessoas; também eu já celebrei o Natal, por longos anos, acreditando que era a festa da família. Para além da missa de Natal, os festejos em casa nada tinham de espiritual e religioso. Porém, ao longo do tempo esse tipo de celebração revelou-se paupérrimo e vazio, provocando em mim uma insatisfação e frustração que me levou a procurar outras vias. Felizmente encontrei o caminho para a celebração espiritual,  da data do nascimento de Jesus. E tudo mudou!
A família tem-me acompanhado nessa viragem, e apesar da novidade, as mudanças introduzidas têm sido bem aceites; acredito realmente que no fundo todos nós procuramos um significado mais profundo para o Natal, para além dos presentes, decoração e mesa farta.

O momento espiritual foi introduzido por mim, com este simples texto, que partilho convosco:
 " Natal significa nascimento; e é por esse motivo que hoje estamos aqui reunidos, para celebrar o nascimento de Jesus. De facto, estamos numa festa de aniversário, a mais longa da história, pois celebra-se há cerca de 2010 anos.

Li algures que o Natal é a única festa de aniversário em que o aniversariante não está presente; em que não se canta os Parabéns, e também a única em que os presentes são comprados para os convidados. 
Talvez seja assim, porque nós, os homens, somos egoístas e Jesus um ser excepcional que veio somente para dar e nada receber em troca.

Efectivamente, penso que é assim que a maior parte das famílias celebra o Natal; esquecemos porque estamos reunidos, olvidamos o motivo maior, e entretanto comemos, bebemos fartamente e trocamos presentes.

Eu acredito que nós poderemos fazer de forma diferente; pensando assumidamente que estamos aqui juntos, nesta noite, porque Jesus nasceu, se fez homem e cumpriu a sua missão, trazendo uma mensagem de amor ao Mundo, que perdura até hoje.

Eu acredito que desse modo o aniversariante se fará presente, pois não foi ele que disse: onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei junto deles? Sim, ele disse e se estamos aqui por Jesus, então ele estará connosco.

Finalmente, gostaria que todos se juntam-se a mim para dizermos a uma só voz:

- Parabéns Jesus!"

O meu Natal foi assim; passado em família, festejado com a alegria e gratidão que o aniversariante merece.

Agora diga-me: - E o seu Natal, como foi? Vá lá...enerve-me, ou não ;)

Uma boa semana!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Votos de Feliz Natal!


A todos os meus leitores,
àqueles que comentam e aos que ficam em silêncio;
aos que vêm propositadamente, e aos que vêm por acaso,
aos que gostam do que lêem, e aos que nem tanto,
aos que discordam de mim, e aos que concordam,
aos que me ensinam, e aos que aprendem comigo,
aos mais veteranos, e aos mais recentes,

desejo um feliz Natal; que nesta data especial celebremos com alegria, e gratidão,  a festa de aniversário de Jesus!


Até breve!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sneak Peek da minha decoração de Natal

Carrinho de chá, com composição de velas
Há uns tempos li uma reportagem sobre pessoas viciadas em decoração de Natal. As suas casas estavam repletas de renas, bonecos de neve, Pais-Natal, bolas e sinos cintilantes, luzinhas e piscar, árvores gigantescas onde não cabia nem mais um alfinete em forma de bengalinha! E no jardim, o mesmo cenário. Na chaminé e janelas, idem.
Se já seria excessivo em Dezembro, eles mantinham tudo durante todo o ano!
Já adivinhou onde acontece esta loucura natalícia? Disse E.U.A. ? Bingo!
E eu pensei: - Só podia ser, este povo é louco!

No entanto, este ano tenho-me lembrado imenso desse artigo; também já me sinto um pouco apanhada pela febre natalícia. Um pouquinho, só. Este post é a manifestação desse estado.Febril.

Nas escadas a rena ganhou um laço e estrela dourados.


Até o menino Jesus de Praga, desceu à sala de jantar, e vestiu-se de festa, com brilhos e bolas coloridas.

E as doces bengalinhas...para as crianças da família. Mas só depois do Natal, um exercício de paciência.


E como filho de peixe sabe nadar, quem sai aos seus não degenera, e a laranja nunca cai longe da laranjeira, a Letícia construiu uma pequena aldeia natalícia com Lego. Linda!

Com direito a nevão! Como os Natais deveriam ser, segundo as crianças:
E pronto, realizei o sonho de fazer o meu próprio sneak peek, que é como quem diz: levantar o véu, ou desvendar um pouco!

Até breve!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Etiquetas para presentes: Faça Você mesmo

Há quem prefira trazer os presentes já embrulhados, dos sítios onde os compram. Eu não; gosto de ser eu a fazer os embrulhos, e francamente não tenho paciência para ficar a ver alguém a embrulhar os meus presentes, enquanto eu me limito a esperar.
Coisas minhas.

Sempre fiz assim, e este Natal inovei um pouco, seguindo esta ideia brilhante da Martha Stewart, Deus a abençoe! Embrulhei os presentes todos da mesma cor, e como marcadores utilizei postais de Natal do ano passado. Estão a ver como são úteis? Portanto, reciclei.
Gostei imenso do resultado. Se ainda não fizeram as etiquetas dos presentes, aqui está mais uma ideia!

Até breve!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jacintos: Presente de Natal FVM - SOS

 ( Imagem de Mia's Country Living)
Sabe o que é um presente de Natal SOS? É aquele que deixamos para os últimos dias, ou mesmo últimas horas. E se para além disso, quiser evitar os centros comerciais a todo o custo, este é o ideal. Sabe porquê? Porque pode comprar os materiais numa drogaria, ou horto! Ninguém anda por estes sítios, nestes dias. Ou então muito pouca gente.

Porque o inverno também pode ser colorido e florido, tenho sempre no lado interior da janela da cozinha,alguns vasos com jacintos. É uma flor de Inverno, linda e perfumada. Se fizer uma visita pelos blogues de decoração escandinavos vai reparar que é uma flor presente em todos os lares, fazendo parte da  decoração natalícia. Segundo o que me disseram as minhas amigas suecas e finlandesas, passou a ser tradição por falta de opção, ou seja, era a única flor que tinham no inverno. As cores podem ser rosa, roxo e branco, e esta última torna-se a opção mais comum, pelo aroma mais ligeiro que liberta.

No entanto, já só depois dos jacintos estarem em flor, na minha cozinha, é que as pessoas que  vêm cá a casa, reparam neles! Mas aí já é tarde demais para plantarem. Por conseguinte, a minha sugestão é esta: ofereça jacintos plantados.

O que precisa:
1º Um  recipiente onde plantar os jacintos; pode ser algo que tenha em casa, uma cestinha até, desde que a revista com plástico, ou uma chávena que já não utilize, ou vasos em terracota, a escolha é sua, vai depender da quantidade de bolbos a plantar.
2. Bolbos de jacintos; evite embalagens e prefira comprar avulso, podendo desse modo examiná-los. Escolha aqueles que estão a "pedir terra" - ou seja, que já têm umas folhinhas verdes a despontar. Comprei na Feira a 15 cêntimos cada.
3. Um saco de terra.
4º Celofane.
5º Um laço de seda.

Como fazer:
Depois do recipiente escolhido, encher meio de terra,  colocar o bolbo e tapar novamente com terra, não cobrindo o bolbo totalmente. Se tiver musgo, pode cobrir, fica lindo! Embrulhar com celofane, e dar o laço.

Será um presente duradouro, e perfumado.
Até breve!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Guerra ao piolho: O bê à bá!

Bem sei que a semana do Natal não combina mesmo nada com um tema destes, mas se o faço é por ser extremamente necessário, e parecendo um contra senso: o tempo mais adequado!

Durante muito tempo os meus filhos escaparam incólumes a estes parasitas; de todas as vezes que vinham do Infantário, e depois da escola, os avisos para examinar as suas cabeças, eles passavam no teste orgulhosamente. Também porque não seria assim? Eles tomam banho todos os dias, pensava eu. Portanto, da primeira vez que encontrei um piolho na cabeça do Duarte, no segundo ano, entrei em choque. Fiquei enojada, e nem sequer sabia como lidar com a situação. Imediatamente comuniquei à professora e ela mesma me deu as orientações de como proceder.

Neste ano lectivo, num só período, já tive que utilizar o champô anti-parasitas quatro vezes, na cabeça da minha filha. De todas as vezes fiz saber a professora que ela tinha piolhos, para que  tomasse as medidas apropriadas. Indigna-me que sendo a Letícia uma criança com tantos cuidados de higiene pessoal, seja contaminada com piolhos, com esta frequência.

Entretanto, um jornal nacional dedicou recentemente um artigo aos piolhos, dando-lhes a importância -crescente- com que devem ser tratados. Dizia o artigo, que actualmente é muito mais difícil de controlar as pragas de piolhos, do que antigamente, por duas razões:
1º - Os pais não têm tempo para examinar as cabeças dos filhos regularmente, e tratar do assunto, se caso fôr.
2º- Os pais têm vergonha de comunicar nas escolas, que os filhos têm piolhos, promovendo deste modo a propagação desenfreada do parasita. 

Eu tenho tempo para examinar as cabeças das crianças, mas eles já lá estão, não há aviso prévio! E não tenho vergonha alguma de comunicar na escola, porque evidentemente não tenho peso na consciência.

Algumas coisas que devemos saber sobre os piolhos:

Como são: Pequenos insecto de aspecto oval, medem entre 2 a 4 mm. As fêmeas põem diariamente 10 ovos - as lêndeas-  de aspecto transparente, que ficam agarrados ao cabelo. Após 8 dias, os ovos eclodem e tornam-se adultos. Passados 10 dias já põem os seus ovos.
Onde se alojam: O piolho necessita de uma superfície com cabelo para sobreviver;  fora do hospedeiro  apenas durante 48 horas, e a lêndea durante 10 dias. Apesar de o cabelo curto ser menos convidativo para estes parasitas, não é  por si só, uma protecção segura. 
O piolho alimenta-se de sangue e por isso começa por morder a pele da cabeça. Esta mordedura não causa dor por si só, mas quando está a sugar o sangue, o piolho expele saliva alergizante. 
O contágio:  É feito  frequentemente por contacto interpessoal próximo (cabeça-a-cabeça), mas também  através da partilha de chapéus, escovas e outros objectos pessoais de pessoas contaminadas. Roupa pendurada  (infectada) junto de outra no bengaleiro da escola é o suficiente para fazer proliferar esta "praga".
Sintomas: Comichão intensa e a irritação da pele da cabeça. É mais evidente na região da nuca e atrás das orelhas. Infelizmente, quando a infestação é detectada, geralmente já dura há várias semanas.
Tratamento Insecticidas na forma de champôs de lavagem que são bastante eficazes na eliminação de piolhos e lêndeas. Dado que o período de incubação dos ovos do piolho varia de 6 a 10 dias, após a primeira aplicação, esses medicamentos devem ser aplicados novamente dentro de uma ou duas semanas para atingir os parasitas que tenham aparecido entretanto.
Como medida adjuvante, é importante usar uma solução de mistura de vinagre e água (deixar actuar durante meia hora) ao pentear os cabelos com um pente de dentes apertados. As lêndeas são muito difíceis de remover e o vinagre é usado para amolecer a substância que fixa firmemente as lêndeas aos fios de cabelos. Este procedimento deve ser repetido diariamente durante vários dias.
Mesmo quando já não parecer existirem mais piolhos, é prudente examinar o cabelo uma vez por semana.
Os pais devem saber que a comichão pode durar semanas após um tratamento bem sucedido.

Porque é este o tempo adequado para falar de piolhos? Porque as crianças estão de férias escolares, portanto mais disponíveis. O meu alerta vai para os pais: examinem a cabeça dos vossos filhos e tratem do assunto. Numa altura destas já nem peço que informem as professoras. 

A informação recolhida, para este artigo de utilidade pública, digo eu, provém do educare.pt , cuja leitura total do artigo recomendo vivamente, e daqui. 

Até breve!  

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dar a consoada


- Alguém sabe o que significa?
Pois eu, ainda sou do tempo em que se dava a consoada, no Natal; quer dizer, quando era criança, lembro-me de darem a consoada aos meus pais. Na mercearia onde fazíamos compras, o senhor oferecia uma garrafa de vinho do Porto.
A padeira ( sim, tínhamos uma senhora que entregava o pão em casa, todos os dias do ano, muito cedo, ainda de noite!), dava um cacete para as Rabanadas, ou a broa de pão para os Mexidos.
A leiteira ( sim, também tínhamos quem viesse todas as manhãs bem cedo, com o leite acabado de mugir, ainda morno), essa, ofertava um litro de leite, muito necessário, para os doces natalícios.
Os clientes do meu pai enviavam-lhe cabazes, com vinhos e frutos secos. Por vezes frutas tropicais da Madeira.

Foi mais um costume que acabou, juntamente com essas profissões...e esse tempo traz-me memórias que me provocam saudades. Dos costumes que se foram, e sobretudo das pessoas. Porém, não é sobre isso que quero escrever. Quero escrever sobre as consoadas.

Embora os presentes, para os adultos, tenham sido abolidos na família, gosto de presentear ou - dar a consoada- a algumas pessoas. Àquelas que nos prestam serviços durante o ano; como por exemplo aos funcionários da escola dos pequenos, ao funcionário que vem cá a casa fazer entregas dos CTT regularmente, àqueles que vêm fazer a contagem dos consumos da electricidade, e água, aos lixeiros.

Nenhum deles está à espera,  porque simplesmente já ninguém dá a consoada, ou muito pouca gente ainda o faz. E sinto que todos experimentam uma alegria genuína, causada talvez pela surpresa, ou pelo prazer de verem os seus trabalhos reconhecidos.

Sinto-me grata pelo trabalho destas pessoas e quero expressar a minha gratidão deste modo, dando a consoada.
E você? Também dá a consoada a alguém?

Tenham um óptimo fim de semana!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A boa educação está fora de moda?

Hercule Poirot: A personificação da boa educação nos tempos áureos
Penso que está, e acredito mesmo que é daquelas coisas que contrariamente à moda, que é cíclica, não voltará a estar na moda. A boa educação morreu e foi cremada. O que resta dela são cinzas, espalhadas ao vento, que nós vamos sentindo um pouquinho, aqui e alí, cada vez mais espaçadamente.

O meu pai usava chapéu e boné, conforme as ocasiões, mas logo que entrava fosse onde fosse, tirava-o da cabeça. Sempre o ouvi dizer que era falta de educação manter a cabeça coberta, quando se entrava nalgum sítio. Hoje, o que vejo eu? Rapazes que parece que já nasceram com bonés, ou então que lhes foram colados à cabeça, com super-cola3, tanto que lhes custa levantar o boné da cabeça, seja em casa, seja na sala de aulas. Acontece que a causa do problema é unicamente uma: falta de educação. Os pais não os ensinaram.

Há dias ouvi uma breve conversa entre uma rapariga, que aparentava uns 20-25 anos, com um senhor idoso; ele dirigiu-lhe a palavra, e como ela não o ouviu, obrigou-o a repetir com um simples e mal-educado - Ahhh?
Até me pareceu uma rapariga simpática. Mas sem maneiras. Porquê? Porque os pais não lhe ensinaram que quando não se ouve alguém, diz-se um simples  " - Desculpe?".

Também já vi adolescentes com head-phones nas orelhas, enquanto são atendidos por caixas, nos locais de pagamento de supermercados e lojas. Pessoas a falar ao telemóvel, em caixas, com conversas que duram mais do que o registo das compras e pagamentos, sem dirigirem uma única palavra ao funcionário? Puff...já se tornou corriqueiro!

Isto é o básico, e até já considero menos escandaloso, quando me lembro de "cabra", o insulto mais popular  nas séries americanas, que se banalizou a ponto de ser  utilizado por pais e filhos, entre marido e mulher, entre irmãos, entre amigos. E deixou de ter género, ninguém está a salvo com ele!
E este preocupa-me, porque se o insulto passou das canções rap, para as séries, vai certamente passar para a linguagem verbal dos jovens portugueses. Sabem aquela coisa: o que é repetido até à exaustão, banaliza-se? Os publicitários dominam bem a técnica, o que não faz dela segredo, e ainda assim funciona perfeitamente

Por onde anda o "Bom-dia", "Se faz favor", "obrigada" ? Banidos da língua portuguesa! Não me admirava nada que nas próximas edições dos dicionários da Língua Portuguesa, tais expressões já lá não viessem. Talvez no próximo acordo ortográfico!
 
Eu gostava muito de poder dizer que a boa educação é intemporal. Todavia a evidência não está do meu lado e a minha vontade, per se, não é suficiente. No entanto, uma coisa é certa, a minha vontade será eficiente, na educação dos meus filhos, que serão bem-educados, num mundo de mal-educados. Vou fazer o quê? Ainda assim acredito que o Mundo será melhor para eles, e com eles!

Até breve.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Silhueta natalícia no espelho

A lista do que se pode fazer em termos de decoração natalícia, de forma simples e económica, é praticamente inesgotável; e sabe, quem sabe minimamente de decoração, ora quem não sabe?! que a pedra de toque são os detalhes.
Um espelho decorado é um desses detalhes. E mais um da série "faça você mesmo"!

Devo dizer que não há quem se encante com estas silhuetas, porém são as crianças quem mais debate a história; porque não está lá o Pai-Natal? Onde estão os presentes? A quem pertence aquela casa? E, evidentemente, encontram respostas para tudo!

Material:
Cartolina dourada, branca e vermelha
Moldes de bolachas, com motivos natalícios
Lápis
Xis-acto
Cola e fita-cola

Como fazer:
Fazer os desenhos, utilizando os moldes para bolachas. Relativamente à casinha, não tinha, portanto desenhei eu mesma, não tem que saber; recortar com auxílio da tesoura, e xis-acto,quando der mais jeito, por exemplo, nas janelas da casa. Colar as partes que são para justa-pôr, como a neve e o vaso da entrada.
Colar no espelho, utilizando fita-cola dupla, ou simples dobrada.
Não tem ciência alguma, pois não?

Tenha uma óptima semana!