quarta-feira, 16 de março de 2011

Quem pergunta quer saber - Trabalhar em quê?

Algumas mães que optam, ou pretendem optar pela maternidade a tempo inteiro, desejam no entanto, ou precisam, de desenvolver alguma actividade que lhes permita auferir um rendimento financeiro.

Compreendendo totalmente este desejo, ou necessidade, pois um segundo vencimento é frequentemente necessário ao agregado familiar, gostaria de relembrar que ser mãe a tempo inteiro, é por si só,  um trabalho em que se ganha dinheiro; como? O dinheiro que se economiza, em Creche, Infantário, transportes, almoços e lanches, etc,  representa uma soma considerável, que não saí da conta bancária da família. Dinheiro que não saí, também é ganho!
Posto isto, passo ao email, da Ana:

"Boa tarde

Desde já peço desculpa por estar a enviar este email, mas achei muito interessante o seu blog que conheci através de um programa de televisão. Sou Mãe de um bebé de 4 meses e neste momento encontro-me desempregada, o que me permite felizmente  estar com o meu filho a tempo inteiro, que é o melhor desta vida. No entanto mais dia menos dia terei que trabalhar, o que me deixa muito assustada, não propriamente trabalhar, mas ter que me afastar dele, daí estar a enviar este email, para obter, se possível, uma ajudinha de como poderei ser mãe a tempo inteiro, ter o meu próprio negocio, seria a solução,mas não é fácil.

Caso tenha alguma dica que me possa dar, uma vez que decidiu ser Mãe a tempo inteiro.

Muito obrigado

Ana..."


Olá Ana,
Obrigada pelo seu email, e pelas gentis palavras.

Compreendo perfeitamente a sua preocupação, e sou totalmente solidária com os seus anseios; qualquer mãe deveria poder escolher ficar com os filhos. Infelizmente essa não é a regra, por variadíssimos motivos, no entanto creio que é possível,  se de facto é algo que desejamos profundamente.
Desconhecendo as suas habilitações literárias e experiência profissional, sugiro que  a Ana se aconselhe no Centro de Segurança Social, da sua área, para a possibilidade de criação do seu próprio emprego. Poderá conseguir um apoio financeiro e orientação, para tal.

Dependendo daquilo que sabe fazer pessoalmente, bolos, tricô, costura, poderá ainda trabalhar em casa; pode promover os seus trabalhos junto de familiares e amigos, que farão a publicidade "boca-a-boca", e poderá criar um suporte de divulgação na net, a custo zero, como um blogue, por exemplo.
Actualmente os trabalhos caseiros, e manuais, estão muito na moda, e esta pode ser uma via interessante.  

Como não a conheço estou a fazer sugestões em várias direcções, e desejo que alguma lhe possa realmente ser útil. Se necessitar de blogues para fonte de inspiração, diga-me que tenho montes deles nos meus favoritos, e poderá ver exemplos de algumas blogueiras que se tornaram empresárias "online".

De qualquer forma, espero que consiga conciliar a maternidade a tempo inteiro, com uma profissão que a satisfaça. Entretanto, aproveite bem o tempo com o seu bebé, desfrute de todos os momentos porque o tempo é terrivelmente fugaz!
Muitas felicidades."

Como já vai sendo hábito, conto consigo, cara leitora, para partilhar mais ideias de forma a ajudarmos a Ana, e outras mães que possam estar na mesma situação. 

Até breve!

Nota: Posteriormente tomei conhecimento de que a Ana já está ligada ao artesanato, e possui inclusivamente um blogue onde  divulga os seus trabalhos: As mãos emanam imaginação.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Isto são desenhos animados, Charlie Brown!


Durante imenso tempo ouvia muitos pais, e adultos em geral, comentarem que os actuais desenhos animados são muito violentos; normalmente eu contrariava, pois cá em casa as crianças tinham apenas a RTP2 como referência, e desde  pequeninos que viam desenhos na minha companhia, portanto eu via e gostava do que víamos.

Claro que chegou uma altura, em que os meus filhos se cansaram do Noddy e do Ruca, por serem muito repetitivos e também porque à medida que cresciam,  iam deixando de ser o público alvo daquelas séries; no entanto, outros  que os interessavam os substituíam, e eu continuava a acompanhar essa evolução e, até a verificar um diferenciamento de gostos entre o Duarte e a Letícia. Tudo absolutamente normal.

No computo geral, sempre achei  a RTP2 um canal de qualidade para os meus filhos, sendo que até para mim foi durante anos a estação televisiva preferida. Até há cerca de 4 meses, quando passamos a usufruir de mais de 40 canais e as crianças tiveram acesso a canais temáticos, sendo obviamente aqueles de desenhos animados, os seus preferidos. E eu passei a ver também alguns, quando por exemplo, lanchamos juntos; e compreendi de onde vem esta actual e comum noção de que os desenhos animados actuais são violentos.

Compreendi e concordo; na grande maioria, de fraca qualidade, tanto em animação ( imagens paradas com vozes off, ou excessivamente movimentadas), como  nas histórias que contam, ou deveria antes dizer na não-história?  Personagens estranhíssimas, que se afastam dos arquétipos humanos, para se tornarem robotizadas, ou resultados de seres fabricados em laboratório. Personagens iradas, que falam aos gritos, violentas, que espancam, e que não dizem nada de valor.

Um dia destes  mudei por casualidade para a RTP2* e estava a passar um episódio do Snoopy, daqueles desenhos animados da minha infância, uma personagem de quem  aliás, gosto até hoje; e disse aos meus filhos isso mesmo. Ficamos todos juntos a assistir, e que diferença!

Um ritmo  absolutamente tranquilo, com personagens a falarem calmamente, e mais: a terem diálogos engraçados e inteligentes! Toda a semana, assistimos ao Snoopy, cada episódio dedicado a um tema diferente, como o cancro ( quando uma menina da escola adoece), aos grandes inventores do séc.XX. e os meus filhos gostaram.

Isto sim, são desenhos animados, cumprem a sua função sendo lúdicos e pedagógicos, para ajudarem as crianças a assimilarem valores e cultura, entre gargalhadas.

É óptimo termos oportunidade de escolha, e mais uma vez, podermos orientar os nossos filhos demonstrando-lhes as diferenças entre uns e outros; mas para isso, temos que ver desenhos animados, não é?!

Tenha uma óptima semana!

* Snoopy e Charlie Brown, passa no  Zig  Zag do Canal 2, durante a semana, pelas 20:30.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Receita de fim de semana: Torta de Cenoura

Levanta o braço quem não consegue enrolar uma torta sem a desfazer! Braços no ar? Pois eu também faria parte desse grupo, se esta torta não tivesse resgatado a minha fé. Portanto, se eu consigo, após tantas e variadas tentativas, você também consegue, vá por mim. 

É deliciosa, muito húmida e fácil de fazer; que mais se poderá pedir? Ah, ingredientes. Nada rebuscado.
 
" Torta de cenoura

Ingredientes: 
600gr de cenoura, 1 pau de canela, 300 gr de açúcar, 4 ovos, 4 colheres de sopa de farinha, 1 colher de chá de fermento em pó, sumo e raspa de 1/2 laranja, canela em pó para polvilhar.

Como fazer:  
Cozer as cenouras com o pau de canela e reduzi-las a puré (retirar o pau de canela antes). Juntar o açúcar, a raspa e o sumo da laranja, os ovos inteiros e bater bem. Envolver a farinha com o fermento e juntar ao preparado. Misturar bem. Deitar o preparado num tabuleiro forrado com papel vegetal e untado com margarina. Cozer em forno pré-aquecido a 170º, durante cerca de 20 minutos.
Desenformar a torta ainda quente sobre um pano polvilhado com bastante açúcar. Retirar o papel vegetal, polvilhar com a canela em pó e enrolar delicadamente com a ajuda do pano.

Receita retirada do Figo Lampo. 
 
Tenha um doce fim de semana!

quarta-feira, 9 de março de 2011

- Desculpas a mãe, Amorzinho?

 ( Imagem )
Sermos falíveis é inerente à nossa condição de seres humanos; falhamos em todos os aspectos da nossa vida, nas nossas relações de trabalho e pessoais. Porque não falharíamos como pais? Não queremos, mas acontece, é mesmo inevitável, porque não sabemos tudo. Não há curso para ser mãe/pai, não há manual incontestado para seguir. Estamos obrigados a  percorrer um caminho desconhecido que nós próprios temos que fazer.

E nessa tentativa de trilhar um caminho só nosso, vamos encontrando inúmeros percalços. Fazemos avaliações erróneas, agimos irreflectidamente, repetimos modelos incorrectos, decidindo frequentemente em cima do acontecimento. E erramos muito.
E como isso nos deixa tristes e zangados! Impotentes, perante nós mesmos, pois erro após erro é a prova de que nos custa aprender, e de que não somos...perfeitos!

Não há pais perfeitos. Assim como não há filhos perfeitos; nós  e eles vamos tentando conciliar as nossas personalidades, emoções e comportamentos, sempre na tentativa de alcançar um compromisso feliz.

Recentemente, perante uma situação  em que o meu filho se poderia ter magoado gravemente, eu gritei com ele, e com a irmã, que por acaso nem estava a brincar daquela forma, num impulso irreflectido. O medo também nos leva ao erro; e soube logo que a minha reacção foi causada por aquele sentimento aterrador.  Respirei fundo, para me acalmar, e soube de imediato o que tinha que fazer. Pedir desculpas aos meus filhos.

Falei com eles, com a mesma sinceridade com que falo para mim mesma, e que falo aqui. Eu amo tanto os meus filhos, que o medo de que algo lhes aconteça me pode levar a ser injusta e a cometer erros. Só me restava explicar isto mesmo, e pedir desculpas, explicando, pela centésima vez que a mãe também erra, também é injusta. Sou humana, como todos!

Acredito que pedir desculpa não me diminuí perante os meus filhos; pelo contrário, ensino-os a respeitar-me pela minha sinceridade e falibilidade. Ensino-os a reconhecer o erro, e a dignidade no acto de  pedir desculpas.Para que eles também o possam fazer, sem sentirem constrangimentos nem orgulho.

E você, caro leitor, é do tipo que pede desculpas, ou só exige desculpas?

Até breve!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Anúncio: "Sementes de Glicínia procuram lar"


O meu sonho era ter uma buganvília; que ela crescesse encostada às paredes brancas do anexo do jardim, exibindo o contraste rosa fucsia das flores, numa reminiscência das casas algarvias.
Durante vários anos tentei reproduzir o meu sonho, sem sucesso.  Invariavelmente a geada do Inverno queimava as buganvílias, mesmo debaixo de protecções plásticas.

Até que um dia, há cerca de 4 anos atrás, comprei no Horto um pé de glicínia roxa, para as crianças oferecerem ao pai, a 19 de Março. Fizemos um caramanchão de madeira no jardim, e a glicínia imediatamente sentiu que tinha encontrado a sua casa, crescendo em direcção ao topo, agarrando-se às vigas de madeira com os seus frageis braços, exibindo  verdes folhas, perfeitamente recortadas.


Colocamos a mesa do café por baixo do caramanchão e esperamos. Na primavera passada (ao 3º ano), a glicínia ofereceu-nos as suas primeiras flores, e o nosso café passou a ser ainda mais aromático.
Não consigo descrever toda a alegria, sombra e beleza que esta  glicínia nos tem proporcionado; há dois anos atrás, ficou coberta de pulgões e eu inquietei-me por não saber como a limpar sem utilizar químicos. Para nosso grande espanto, de um dia para o outro a trepadeira ficou coberta de joaninhas ( eu adoro este insecto da minha infância, que se tem tornado raro), que durante semanas limparam afincadamente a glicinia destes parasitas. Pela primeira vez, vimos três tipos de joaninhas: pretas com bolinhas vermelhas, vermelhas com bolinhas pretas e  amarelas com bolinhas pretas.
No ano passado foram as abelhas; vindas não se sabe de onde, fizeram da nossa trepadeira armazém de material de construção, durante todo o verão. Foi emocionante, vê-las a recortarem pedaços de folha, maiores do que elas próprias e transportá-los via aérea, para as suas colmeias.


À medida que as flores caiam, foram surgindo algumas favas, que permaneceram estoicamente agarradas aos ramos, durante todo o Inverno, enfrentando chuvas torrenciais, ventos agrestes, geada e temperaturas baixas.
Até esta semana. Subitamente, seguindo provavelmente algum calendário natural , sem aviso prévio nem sinal de mudança, as favas começaram a cair, abrindo-se ao meio, e soltando as sementes.


Sinal mais explícito do que este não poderia a glicínia falar; as sementes procuram a terra, para se enterrarem, dormirem durante algum tempo, e um belo dia brotar em direcção à luz do sol, crescer, dar folhas e flores. Enfim, cumprir a sua missão.
Estas sementes procuram um lar. Tudo o que elas pedem:
1º Espaço para crescer,  um vaso numa varanda não será suficiente.
2º Um jardineiro paciente, porque o processo demorará algum tempo.
3º Alguém que adore o jardim, que não se esqueça de regar!

E como só tenho quatro "conjuntos" de sementes, terei muito gosto em enviá-los aos primeiros quatro candidatos a comentar.

Tenha uma óptima semana!
Adenda:  Para além das joaninhas, há outra forma natural de acabar com as colónias de pulgões; veja aqui.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Receita para fim de semana - Bolo de Cenoura com Especiarias

Um magnífico bolo, de sabor intenso mas equilibrado, fácil e rápido de fazer; aconselho muito. Retirei a receita do Tertúlia de Sabores, um blogue a guardar nos favoritos.

" Bolo de Cenoura com Especiarias
Ingredientes:
  • 150 g de manteiga
  • 225 g de açúcar amarelo
  • 3 ovos
  • 225 g cenouras raladas (3 a 4 cenouras consoante o tamanho. - Eu cozia-as e depois ralei)
  • 175 g de farinha
  • 50 g de maisena
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 150 g de frutos secos triturados (usei amêndoas, nozes e avelãs)
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 colher de café de canela
  • 1 pitada de cravinho
  • 1 pitada de noz moscada
Preparação:
Bater o açúcar com a manteiga amolecida até obter um creme macio, juntar os ovos um a um, só juntando o seguinte quando o anterior estiver completamente incorporado na massa.
Adicionar as cenouras raladas, os frutos secos e as farinhas misturadas com as especiarias, o sal e o fermento em pó.
Vai ao forno quente em forma untada e enfarinhada. 
Deixe arrefecer completamente e sirva com molho de quark ou crême fraiche.
Molho de Quark
Misturar 200 g de quark com 100 g de açúcar em pó e servir a acompanhar o bolo."

Eu fiz chantilly, como nem todos gostam, acompanhou à parte.

Bom fim de semana!