quarta-feira, 30 de março de 2011

A minha vida real - Desarrumação!

Quando eu já pensava ter feito todos os memes e desafios que correm pela blogosfera, a Patrícia, passa-me este, que basicamente é mostrar a minha casa desarrumada. - Obrigadinha, minha amiga!

Regras do Desafio: 
Fotografar 5 locais em sua casa de que não se orgulhe, mas que espelhem a rotina de uma família normal que não tem sempre tudo limpo, organizado ou consertado. Não vale ajeitar as coisas: chegar e fotografar.
Passar o selo a mais 5 blogueiros e transmitir as regras.

A primeira foto é da banqueta que está no hall do rés-do-chão; fica logo ao lado da porta da garagem e da entrada, e tornou-se no "poiso" imediato para casacos, mochilas e pastas. Esta desarrumação momentânea  é de fim de dia, e logo depois do lanche as crianças levam as suas coisas para cima. Pronto, na maior parte das vezes sou eu quem leva!
Quem sobe as escadas repara imediatamente nesta pilha de caixas de sapatos, à entrada do quarto da Letícia. Está lá há dias, digo semanas, e só saem dali para se transformarem em apartamentos dos Little Pets, quando os pequenos decidem brincar às cidades em miniatura. No interior estão colados desenhos de janelas, quadros e outros acessórios que fazem a decoração. Portanto esta desarrumação não é desarrumação, são apartamentos!


Nesta parte do quarto da Letícia os brinquedos estão sempre assim; quer dizer, uma vez por semana, eu arrumo e tiro daqui algumas coisas, que levo para o anexo do jardim, mas ela volta a traze-las. Segundo a minha filha, isto não é desarrumação; são brinquedos! Segundo o pai, aquilo que obstruí o acesso aos armários são brinquedos a mais!

Este é o meu cesto de especiarias; começou por estar organizado e bonitinho, mas actualmente está  a  abarrotar, porque vou comprando cada vez mais condimentos. Estou sempre a pensar em organizá-lo, substituindo-o por uma prateleira suspensa de inox, porém continuo a pensar que fica mais bonito assim!

Isto é o anexo do jardim! Os brinquedos deveriam estar dentro de caixas, e dentro dos armários, mas passam muito mais tempo cá fora, espalhados e a ocupar o chão, de forma que quando lá entramos parecemos bailarinas, em bicos de pé para não pisar nada. Eu arrumo....mas adianta? Parece que é quando se torna mais convidativo para tirar tudo cá para foram novamente, e redescobrir o que as caixas têm!

Enquanto pensava e procurava o que fotografar, apercebi-me que afinal a minha casa até está arrumada, tem é alguma desarrumação momentânea! Que canudo, que casa não tem ?!

Este é o selo, e sinceramente não sei quem nomear porque muitos já responderam ao desafio, portanto quem desejar aderir - be my guest! Depois avisem, que quero ver!

Até breve!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu venero o sol, o vento, o ar, e a água

 (Imagem)
Foi há muitos anos, não  recordo quantos exactamente, mas lembro-me nitidamente da impressão que a visão das centrais nucleares me causaram, ao viajar através de França. E a impressão foi negativa, foi de medo e de desconfiança.

Quando há alguns anos atrás, uma personagem da política nacional se lembrou de construir uma central nuclear em Portugal, eu voltei a sentir o mesmo receio e apreensão. Felizmente a opinião pública não recebeu nada bem o projecto, e este não passou disso mesmo. Deo gratias!

Ao longo dos anos, tenho lido, esporadicamente, sobre a população de Chernobyl; sobre a terra que ficou contaminada, sobre as pessoas que morreram e sobre as crianças que nasceram, doentes e deformadas. A vida continua para muitas dessas vítimas, porém após o desastre, é uma vida de luta pela sobrevivência. E parece-me que o mundo se esqueceu disso; felizmente nem todos os países, como Cuba, por exemplo, que apesar do embargo, apesar da severidade do estilo de vida, ainda possui uma parcela para a solidariedade, recebendo centenas de crianças em hospitais à beira-mar, onde estas fazem curas e tratamentos, durante meses e mesmo anos, longe das suas famílias, sem qualquer custo para estas. 

Obviamente a evolução da raça humana se deve a investigações, estudos e experiências, das quais muitas envolvem enormes riscos; contudo, parece-me que os sucessos nos cegaram impulsionando-nos a maiores riscos, para maiores resultados, dando-nos a pretensão de que podemos dominar aquilo que criamos.

Infelizmente, isso não acontece. Existem imponderáveis, como um sismo por exemplo. E então chegamos à conclusão de que estamos a brincar com o fogo. Que lidamos com forças e conhecimentos mais poderosos do que inicialmente julgamos.  E que não sabemos ao certo como lidar, como resolver, como solucionar os problemas que surgem. E por isso, uma nação inteira treme e ora de medo, e o resto do mundo ajuda como pode, com tecnologia e oração também.

E nessa pausa de expectativa, a China, a França e Alemanha suspendem projectos nucleares. Outros países revêem as suas politicas de gestão e manutenção das centrais nucleares. E nós deixamos a nossa respiração em suspenso.

Se já antes eu achava que deveríamos aproveitar os recursos da natureza para produzirmos energia, aproveitando o sol - através dos painéis solares, aproveitando o calor do solo- geotérmica, aproveitando o vento- turbinas eólicas, e através das ondas do mar, hoje estou ainda mais convicta de que esse é o caminho.

Talvez um dia as casas do futuro sejam totalmente independentes, utilizando a energia que a natureza lhes fornece. E a industria, também. E os países igualmente. Esse é verdadeiramente o tipo de ficção científica que me interessa - que a evolução da raça humana, nos proporcione um planeta seguro, e limpo.

Mais do que venerar a tecnologia, eu venero o sol, o vento, o ar, e a água.

Tenha uma óptima semana!

Este post é dedicado à Rose, uma leitora querida, que vive no Japão.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Receita para fim de semana: Tarte de Maçã

Não tenho bolo preferido porque há imensos bolos e tartes que adoro, e vou repetindo conforme a estação, e o apetite, mas confesso que tenho um fraquinho por bolos e tartes de maçãs. Tenho a impressão  de que poderemos passar uma vida inteira a comer bolo e tarte de maçã, variando a receita. 
Andava há imenso tempo à procura desta tarte, que comi há largos anos, e me ficou na memória do palato; e não me desapontou! 

" Tarte de Maçã
Receita adaptada do livro The Hummingbird Bakery Cookbook

Massa :260g farinha
1 colher de sopa de açúcar
1 pitadinha de sal
105g de manteiga magra
água gelada qb.

Recheio:50g de manteiga
½ colher de chá de canela
1.1 kg de maçãs vermelhas
120g de açúcar

1 ovo
1 colher de sopa de leite
açúcar e canela qb

Preparação:
Massa:

Numa taça juntar a farinha o açúcar e o sal. Juntar a manteiga e amassar bem. Adicionar a água gelada à massa até obter uma massa homogénea e maleável que não se pega aos dedos. Amassar novamente. Envolver a massa em película aderente e deixar repousar durante 1 hora.

Recheio:Descascar as maçãs, retirar o caroço e corta-las aos cubinhos.

Num tachinho colocar a manteiga e a canela e levar ao lume. Quando a manteiga ficar totalmente derretida, adicionar as maçãs e envolver bem. Posteriormente adicionar o açúcar e envolver novamente. Deixar as maçãs cozinhar até ficarem cozidas mas sem ficarem totalmente desfeitas.

Retirar do lume e deixar arrefecer completamente.

Montagem:
Pre-aquecer o forno a 190ºC. Untar uma tarteira de fundo amovível com manteiga.

Retirar a película aderente da massa.

Numa superfície enfarinhada* estender 2/3 da massa, até obter uma massa fininha que dê para forrar o fundo e as paredes da tarteira. Colocar a massa na forma previamente preparada.

Espalhar o recheio de maçã sobre a base e alisar a superfície. Com uma faca cortar o excesso da massa (o bordo da tarte deve ficar com a mesma a altura que o recheio).

Estender a massa restante e cortar tiras com cerca de 2 cm de largura. Dispor as tiras sobre a tarte. Cortar o excesso de massa das tiras e pressionar levemente as suas extremidades.

Bater ligeiramente o ovo com o leite e pincelar as tiras.
Polvilhar a tarte com açúcar e canela.
Levar ao forno até estar cozinhado. (No livro indica 30 a 40 minutos)

Servir morno polvilhado com açúcar em pó ou acompanhado com uma bola de gelado."

Mais uma receita do Baunilha e Caramelo, que recomendo vivamente.

Tenha um doce fim de semana!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Abecedário Engraçado

 (Imagem)
Não sei como funciona com outras professoras, mas as dos meus filhos permitem que os alunos levem livros e cadernos para as aulas, e os utilizem, quando já terminaram as tarefas. Por " livros" refiro livros não-escolares, e cadernos, pessoais.
Acho uma óptima ideia, pois se algumas crianças são mais rápidas nos seus deveres,  em vez de se impacientarem com o atraso dos colegas, ou simplesmente começarem a falar, perturbando quem ainda trabalha, porque não se ocuparem com algo instrutivo como a leitura, ou lúdico, como o desenho?

Estes dias, a Letícia leu-me o Abecedário Engraçado,  que escreveu durante um desses intervalos, dentro da sala de aula. Achei tão...engraçado e bonito,  que lhe prometi publicá-lo aqui.
Isto é literatura infantil, meus senhores...!


Abecedário Engraçado

A- de Alice, que fez uma grande tolice
B- de Bruno, que gosta de jogar ao Uno
C- de Camila, que tem uma chinchila
D- de Diogo que é um grande maroto
E- de Eduarda que não gosta de feijoada
F - de Filipa que é uma metediça
G- de Gonçalo que fez um galo
H - de Hugo que é mudo
I - de Inês que fala chinês
J - de José que tem um dedo a mais no pé
L- de Leonor que cheira bem como uma flor
M - de Maria que tem um gato que não mia
N - de Noémia que tem de fazer uma vénia
O - de Otavio que é um sábio
P- de Paula que gosta da sua sala
Q - de Queirós que foi à loja comprar uma noz
R - de Rafael que põe a cara num pastel
S - de Simone que disse: tenho fome!
T - de Tomás que leva uma estalada na cara - Prás!
U - de Uva que está à chuva
V- de Vasco que vai ao mato
X - de Xavier que come com a colher
Z - de Zé que gosta de comer puré.
                                                                                                                             (Letícia, 8 anos)


E tanto papel gasto, pinturas nas paredes e rabiscos nas pernas e mãos, tem rendido frutos!


Até breve!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Eu penso assim, e você "assado"; depois?

 (Imagem)
Depois nada: Pelo menos, no que me diz respeito.

animais que não vêm as cores todas que nós, humanos, vemos; por exemplo os gatos e os cães, são daltónicos, vendo por isso menos cores do que nós.  Dá pena, não dá? Só podemos lamentar que estes bichinhos não consigam ver o mundo tão bonito como nós o vemos.

No entanto, alguns pesquisadores supõem que uma determinada espécie de peixes do Pacífico consegue ver uma cor, que nós próprios não conhecemos. É uma pena, não é? Que ainda existam cores que não consigamos ver. Só podemos lamentar...Ou vamos ficar zangados com os peixes porque eles conseguem ver uma cor que nós não conseguimos? Vamos ficar aborrecidos com os gatos e virar-lhes a cara ao lado, porque não vêem as cores que nós vemos?! Não, pois não?

E porque estou eu a falar de gatos e peixes? Foi desta metáfora que me recordei quando há dias, pensava na intolerância que algumas pessoas sentem ao ouvir, ou ler, opiniões contrárias às suas. Claro que é agradável que outros concordem connosco, isso dá-nos uma espécie de "certificado de verdade", contudo, nem sempre acontece, e quando alguém discorda de nós e nos apresenta uma opinião fundamentada e feita com educação, o que podemos fazer?
Duas coisas: ou ficamos convencidos, e aquela opinião faz mudar a nossa, ou ouvimos, aceitamos como opinião do outro e continuamos a discordar.

Não será legítimo discordar?  Porque temos todos que pensar da mesma forma? O mundo, e a convivência humana seriam terrivelmente  aborrecidos se a concordância fosse geral. A diversidade dos diferentes pontos de vista oferece-nos uma visão que não é a nossa, e isso faz-nos bem, massaja o cérebro, faz o coração trabalhar mais depressa, a adrenalina correr... faz-nos sentir vivos!

Por várias vezes na blogosfera fui confrontada com situações com as quais não concordo e, educadamente, dou a minha opinião. Não estou à espera que os outros mudem as suas opiniões, apenas expresso a minha; todavia, já houve quem quisesse à viva força fazer-me pensar de outra forma; como mantive a minha opinião, não gostaram.
Vamos supor que eu fosse racista, preconceituosa, ou fascista,  num determinado texto; que direito tem quem me lê, de me vir aqui acusar, e dizer-me para pensar antes de escrever? Opinião simpática, ou positiva ou negativa e antipática, todos temos direito a te-la, e quem vem insultar ou exigir mudança de opinião é tão intolerante como quem emite uma opinião mais extremada.

Porque então, ouvir uma opinião contrária à nossa nos aborrece tanto? Porque isso nos põe em causa; retira-nos o tal "certificado da verdade", colocando o nosso pensamento em xeque.
No entanto, quando estamos francamente convictos do que pensamos, a opinião contrária à nossa não consegue desestabilizar-nos dessa forma. E podemos perfeitamente conviver com gatos e peixes!

Vamos concordar que podemos discordar?!

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Reutilizar caixas de cereais - Saco para presente

Ainda há pouco tempo falamos aqui nas coisas que reutilizamos, lembram-se? Recorde, aqui.  No entanto, das mais de vinte sugestões, esta não fazia parte: reutilizar uma caixa de cereais,  fazendo um saco para presentes!

Material:
Uma caixa de cereais ( ignore a publicidade, s.f.f.)
Cola
Tintas ( aguarelas)
Fita de seda

Como fazer:
Descole a caixa cuidadosamente, pelos sítios colados; vire do avesso e volte a colar pelos mesmos sítios. Pinte o interior da caixa -agora novo exterior- da cor que preferir, neste caso optamos pelo branco. Deixe secar.


Deixar fluir a imaginação e pintar de todos os lados; eu e a Letícia fizemos a meias. Não preciso dizer qual a parte dela, pois não? Pronto, é a mais bonita!

ABRE PARÊNTESIS: Sabe uma ideia gira, para fazer para o dia do Pai? Pintar a caixa toda de branco, e utilizar as mãos dos filhotes, como carimbos coloridos! Com as mãos dos mais pequeninos deve ficar o máximo!FECHA PARÊNTESIS

Fazer dois furinhos em cima, de cada lado, para colocar a fita de seda. No nosso caso, reutilizamos também a fita, que tinha guardado de um arranjo de flores. Lá diz o ditado: Guarda o que não presta, que terás o que é preciso!

Fazer a alças do saco, dando um nó, no interior. Et Voilá!

A Letícia levou com um presente, para a festa de aniversário de uma amiguinha, e a mãe, que é educadora, ficou entusiasmadíssima com esta reutilização, e imediatamente "confiscou" o saco em questão para mostrar à classe dela. 

Contudo, o crédito pertence à Creative Jewish Mom, que tem imensas ideias giras, de reutilização e não só.

Tenha um bom fim de semana, e feliz dia do Pai!