sexta-feira, 27 de maio de 2011

Receita para o fim-de-semana: Torta de cenouras do Joe Carrot

Não conhece, pois não? Realmente não é nenhum chef desses que a blogosfera cultua, mas talvez se perguntar aos seus filhos eles saibam dizer-lhe quem é.

Joe Carrot é a personagem principal da nova coleção de livros que a Letícia está a fazer; acontece que esta tarte é a sua preferida, e logo que ela chegou a esta página veio mostrar-me a receita e dizer-me que a queria fazer.
Ontem ficou agradavelmente fresco, e ganhei coragem para ligar o forno, por isso pude cumprir a promessa. Apesar de ser uma receita coelhesca (como anunciado na página), todos os humanos cá de casa a adoraram! Deliciosa, sem dúvida para repetir!

Clique para ampliar a receita

 Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pratos infantis inesquecíveis!

- Até me dá pena comer! Diz o Duarte
Todas as pessoas que cozinham para crianças, irão  certamente compreender-me, quando eu digo que frequentemente me sinto frustrada!

Quem cozinha diariamente sabe que não nada é fácil organizar uma ementa saudável, variada, e que agrade a toda a família; missão impossível, dirão alguns. Porém, eu não me conformo, e tento conciliar estes três critérios. 
Por isso me sinto tão enciumada injustiçada, quando nas raras vezes em que o meu marido fica encarregue de alguma refeição, as crianças elogiam e falam durante dias, semanas, meses, de um almoço simplicíssimo! E até pouco saudável; quer dizer, salsichas e batatas fritas?! Tudo porque o que o pai faz é um boneco de arroz!

Chegou um dia em que decidi utilizar as mesmas armas ( - ai é assim?!), e fazer um cenário com a comida; uma menina para a Letícia, um rapaz para o Duarte, acompanhados de polvos ( bem sei que deveriam ter oito pernas, mas experimentem cortar uma salsicha em oito!), cuja história eles se encarregaram de inventar enquanto comiam!

- A minha menina, tirou o sapato, diz a Letícia!
- O meu, é perneta! Diz o Duarte, mais radical, amputando uma perna de arroz.

Não gosto de utilizar truques baixos, mas também não sou de ferro, ora!

Até breve!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Adoro uma teoria da conspiração!

Mas do que gosto ainda mais, é de questionar e reflectir sobre as notícias que os media nos transmitem; os exemplos da pouca fiabilidade são tantos, lembram-se certamente da famosa gripe A? Ahahahahaha...( desculpem mas não resisti!), tanto barulho para nada!
E dado que eles gostam tanto de nos manipular enganar, temos mesmo que fazer uma triagem, e decidir por nós.

O caso Strauss-Kahn é o último; enquanto nos transmitem a conta gotas as informações, veiculam a culpabilidade do mesmo. E o que me causa mais impressão, é esta satisfação geral que todos sentem por verem uma pessoa ser presa, e falarem já dele como culpado. 

Com certeza este fenómeno deve-se à lei da compensação, uma vez que em Portugal ricos e importantes não são presos, estão até acima da lei (tal como os próprios magistrados- já sabem a última da procuradora alcoolizada?!), portanto, nos E.U. é que é! 

Porém, mesmo lá, todos os suspeitos de crimes são considerados inocentes enquanto não se provar o contrário. Ainda que  tratem os pretensos "inocentes" como culpados, desde o primeiro minuto; incongruências de um sistema jurídico, repleto delas. 

Não que eu esteja a abonar a favor de Strauss-Kahn. Quer dizer, eu nem conheço o senhor; por isso mesmo não acredito na inocência dele, nem desacredito. O mesmo serve para a empregada de quartos.
No entanto, acho estranho que após 19 minutos da hora da tal tentativa de violação, a notícia já estivesse a circular no Twitter.
Também acho estranho que Strauss-Kahn, já no aeroporto, tenha ligado para a segurança do hotel onde se hospedou, a propósito de um telemóvel que lá  terá esquecido, fornecendo assim a sua localização. Quer dizer, um homem em fuga preocupa-se com o telemóvel?! Nem que fosse cravejado a diamantes, afinal trata-se de um homem muito rico!

Por outro lado, acho muito curioso que o porta-voz do partido socialista francês tenha declarado que este episódio talvez fosse uma armadilha, dado que o próprio Strauss-Kahn, lhe terá dito há uns tempos, que temia uma armadilha sexual. 
A que propósito alguém temeria semelhante coisa? Alguém sabendo que esse é o seu ponto fraco?!
Apesar do seu biógrafo ter afirmado que Strauss-Kahn é um homem com "excessiva vitalidade sexual", também não me parece que isso abone contra ele; há casos de pessoas famosas ( Charlie Sheen e Michael Douglas, por ex.), viciadas em sexo e  que tiveram mesmo que se tratar, sem que nunca ninguém os tivesse acusado de assédio sexual!

Como inimigos não faltam aos ricos e poderosos, é bem possível que disso se tratasse. E que inimigos seriam esses? Sei lá...Strauss-Kahn é (era?) um homem que muitos franceses já viam à frente do destino de França, destituindo,  quase de certeza, o já pouco popular Sarkozy. 
Por outro lado, o desespero económico dos americanos também não deixa de ser motivador, passando o norte-americano número dois para número um do FMI. Money, money, money!

Claro que são todos inocentes, até prova em contrário. A começar por Strauss-Kahn. E que vença a verdade!

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Descontrole nas finanças?! Confira as dicas...

 (Imagem)

Hoje não há bolo. Nem pudim, nem sobremesa para o fim-de-semana. O assunto de hoje não tem nada a ver com sobremesas; aliás, suponho que nestes tempos deve ser assunto que tira o apetite a muitas pessoas. Por isso mesmo, quando a Lidiane, do Bicha Fêmea, me convidou para participar de um texto, contribuindo com as minhas dicas, de controle das finanças, aceitei sem hesitar.

Indiquei orientações simples e eficazes  para manter as finanças controladas. 
Eu e o meu marido temos por base nunca gastar mais do que ganhamos, pelo contrário, do que auferimos uma parte é ainda economizada.
Posto isto, não compramos nada a prestações, nem fazemos empréstimos seja para o que for. Os juros que se pagam são altíssimos, é melhor negócio economizar até possuir a quantia certa para comprar a pronto.  Claro que para isso é necessário ter paciência, coisa que atualmente as pessoas não têm, porque vivemos na era do fast! Mas, vale a pena voltar a esse conceito, se não quisermos cair nesse redemoinho infernal de prestações para cartões de crédito, móveis, eletrodomésticos, férias, etc.

Para economizar, as minhas dicas são:
- Comprar só o que realmente necessitamos; quantas das nossas aquisições são motivadas apenas pelo impulso momentâneo?!
- Comprar em mercados, onde adquirimos diretamente ao produtor, ficando mais económico.
- Fazer listas de compras, para o  supermercado, e não "passear" pelos corredores sob pretexto algum. Olhos que não vêm, coração que não sente.

- Comprar roupa e calçado em saldos e promoções. São artigos muito caros, que sobrecarregam bastante o orçamento familiar; adquiridos nestas circunstâncias atenuam os valores e confinam-nos a determinadas épocas do ano. 

Acredito que as dicas das Bichas Fêmeas serão muito úteis e nos poderão ajudar a todos; vamos lá dar uma vista de olhos?

Tenham um excelente fim-de-semana!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Amigos de aluguer

(Bons amigos são difíceis de encontrar, mais difíceis de deixar, e impossíveis de esquecer)
(Link)
Estes dias, ao folhear uma revista feminina, fiquei a saber que existem sites que oferecem amigos; por uma hora, ou três, ou até uma tarde, quem necessitar de amigos para ir ao teatro, lanchar, ou fazer compras pode alugar um.

Fiquei a pensar que tipo de pessoa necessita de alugar um amigo; talvez alguém com problemas de socialização. Talvez alguém com a ideia de que amigos podem ser comprados. Talvez alguém que tem 500 amigos no Facebook?!

Sem dúvida que o conceito de amizade tem sofrido alterações, graças às novas tecnologias; o conceito de amizade já não inclui presença física, nem toque, nem olhos nos olhos. Mesmo na blogosfera amizades nascem e, ou, morrem entre pessoas que nunca se viram. Os laços estabelecem-se mais rapidamente, todavia desfazem-se muito mais facilmente.

Não pensem que sou cética a ponto de não acreditar em amizades virtuais; eu sou do tempo em que a correspondência era um passatempo que começava na adolescência. Por conseguinte sei que as amizades podem ser construídas à distância. E podem ser verdadeiras, e duradouras. Contudo também penso que são muito raras, porque, tal como no amor, para que a amizade exista duas pessoas têm que querer.

Não acredito em relações unilaterais, seja no amor, seja na amizade; não sou uma alma evoluída tipo Madre Teresa, com todo o respeito e admiração que me merece, para estar numa relação em que dou, dou, dou! 
Também não estou no outro extremo, em que dou cinquenta esperando receber outros cinquenta, ou mesmo cem, não preciso, e não faço, essas matemáticas; mas esse tipo de relacionamento unilateral parece-me parasitário, e acho mais justo o simbiótico. 

Eu avisei…não sou uma alma evoluída, a esse ponto. E acho que precisarei de mais vidas para aceitar ficar nessa posição conscientemente.
Amizade para mim é bilateral. 

Até breve!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Problemas de adultos não são problemas de crianças

 

A crise, a recessão, a Troika, e a promessa de dias ainda mais negros do que os que vivemos atualmente estão na ordem do dia. Na televisão não se fala de outro assunto, nos jornais idem, e nas bocas de todos, igualmente. 

 Somos bombardeados com informações de números arrasadores, seja de défice, seja da dívida pública, seja de juros, seja de prazos. As coisas estão realmente más, e é justificadamente preocupante, sobretudo quando a promessa não é de dias melhores. 

Um desses números que impressiona é o número de compatriotas que estão a deixar Portugal, em busca de emprego, e de vida melhor, noutros países, sobretudo da Europa. O maior êxodo de emigração desde há cerca de cem anos. Outro número impressionante: a cada hora que passa emigra um licenciado português. 

Portanto, ainda que não falemos destes assuntos com as crianças, elas acabam por ouvir as nossas conversas transversais. Além disso, há na escola  coleguinhas que têm o pai a trabalhar na Holanda, ou na Finlândia; ou ainda coleguinhas que vão deixar a escola, no final no ano letivo porque vão emigrar com a família.

Estes dias, o meu filho perguntou-me, de supetão:
-Mãe, também vamos ter que ir viver para outro país?
Conversando com ele, acerca do assunto, constatei que realmente estava preocupado com essa possibilidade. Tranquilizei-o, dizendo que não, e explicando sobre uma série de fatores que levam as pessoas a procurar emprego no estrangeiro. 

No dia seguinte, conversando com um amiguinho do meu filho, também ele expressou preocupação, indo mais longe, ao dizer: - Estou mesmo preocupado com o futuro; tenho medo de não ter emprego, quando for adulto. 
Ele é um aluno brilhante, creio que o futuro dele será promissor; mas voltei a ter a mesma conversa que tivera com o meu filho, e desdramatizei a situação.

Na realidade não podemos prometer nada de bom, nem jurar nada aos nossos filhos, mas acredito que se isso os tranquiliza é o que devemos fazer.
Os problemas estão aí para serem encarados, e solucionados por nós, adultos. E embora eu não seja apologista de criar as crianças numa redoma, há um limite até onde devemos ir. E esse limite é ensinar a apreciar, a sentirem-se gratos pela casa, pela comida, pela roupa, enfim por tudo o que têm. É ensinar a não desperdiçar. É ensinar a ser solidário, lembrando que há quem não tenha e que devemos dividir.  

Assustar, dividindo com as crianças as nossas inquietações, já está para lá do limite. Porque afinal, elas são apenas…crianças, e devemos resguardar a infância delas, a fim de os ajudarmos a construir personalidades fortes, para que um dia enfrentem o futuro com a segurança e confiança que uma infância feliz lhes proporcionou. É mesmo o que eu penso.

Tenha uma ótima semana!