sexta-feira, 10 de junho de 2011

Receita para o fim-de-semana: Tiramisu do David Rocco

Vi no National Geographic, e por ser uma receita que se faz e se serve de seguida, o David Rocco, chamou-lhe "Tiramisu para preguiçosos". Desde logo me agradou, sobretudo pelo fato de não necessitar de horas no frio, como o tiramisu tradicional, que adoro, necessita.

Tiramisu al Vin Santo
Ingredientes:
500 gr de biscoitos Cantucini, esmagados grosseiramente ( Comprei no Pingo Doce)
500 gr de queijo Mascarpone
2 colheres de sopa de açúcar
100 gr de chocolate amargo triturado grosseiramente
1 copo ( 250 ml) de vin santo ( substituí por Moscatel)
Como fazer:
Coloque os biscoitos num recipiente, para servir, criando a base para o tiramisu. Regue os biscoitos com metade do Vin Santo (Moscatel), e reserve o restante. O exterior dos biscoitos deve ficar húmido, porém o interior deve permanecer seco. 

Numa taça, junte o mascarpone, o vin santo, açúcar e o chocolate. Bata tudo até ficar bem misturado e cremoso. 
Deite este creme sobre os biscoitos, cobrindo-os totalmente. Se desejar pode polvilhar o topo com chocolate triturado e biscoitos. Eu só decorei com raspas de chocolate, porque me esqueci, gastei os biscoitos todos.
Ao contrário do tiramisu tradicional, este pode ser servido de imediato. No entanto, eu coloquei 10 minutos no congelador, antes de servir.

Dá 8 porções. E vai saber a pouco. Porque aquele creme, com o crocante dos biscoitos e pequeníssimas amostras de amêndoa, é um autêntico manjar dos deuses. Grazie David!

Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Reutilizar camisas de homem


Eu ainda sou do tempo( quando era criança pequena) em que todas as donas-de-casa tinham um ovo de madeira, para coser as meias; ainda sou do tempo em que as golas das camisas eram viradas, porque se considerava que enquanto a roupa pudesse ser arranjada, continuava a ser boa para vestir. Se não servia para sair, servia para trabalhar.

Infelizmente, também sou do tempo, em que as pessoas começaram a pensar que ficava mais caro mandar arranjar o que quer que fosse, e simplesmente deitavam fora, e compravam novo, para substituir.
Eu sei como é; certa ocasião o jarro da máquina do café cá de casa partiu, e no representante da marca disseram-nos que comprar outra máquina ficava quase ao mesmo preço que comprar apenas outro jarro. Além disso, teríamos ainda de esperar dois meses, porque vinha da fábrica, em França. O que escolhemos? Esperar pelo jarro! Porque somos, e fomos, sempre a favor da reutilização, do conserto, e da preservação do meio ambiente.
As camisas do pai
E então para as camisas, perguntam vocês. Se estão a pensar colocar um cinto numa camisa de homem xxl, e transformá-la num vestido-camiseiro, também serve; porém a minha sugestão vai um poquito mais além!
Resolvi transformar duas camisas do meu marido, que estavam somente puídas nos colarinhos, em blusas para minha filha. Levei-as a uma modista muito talentosa; escolhi os feitios numa revista; levei a Letícia para tirar medidas e para aprovar.
E Letícia  ficou que a saber que quando a mãe era pequena era assim que se fazia; comprava-se tecido, tirava-se medidas, aprovava-se, e esperava-se. Um processo demorado até a peça chegar ao corpo!

Agora blusas da filha,versão denim.
Finalmente fui buscá-las (é tão giro ver esta passagem de roupa dentro da família!), e não poderia ficar mais satisfeita com o resultado. Ou podia…se fosse eu a modista, mas infelizmente não tenho esse conhecimento.
Agora imaginem as possibilidades, com os padrões femininos e coloridos da mãe!

Até breve!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Que arvores estão na moda?

Foto de oliveira em Kefalonia, com artigo muito interessante.
Bem sei que não se devem ouvir as conversas alheias, mas que fazer quando numa sala de espera duas pessoas ao lado conversam? Ler um livro, pois claro; no entanto, aqueles primeiros momentos de leitura são como os primeiros segundos de sono, leves o suficiente para sabermos o que ainda se passa à nossa volta. Por isso, impossível não ouvir o que duas senhoras ao meu lado diziam sobre jardins; sobretudo porque a temática me intrigou: árvores que já não estão na moda!

- O jardim ainda não está terminado, quero lá pôr umas oliveiras. Dizia uma. 
- As oliveiras já não se usam - retorquiu a outra - fulana, cuja marido faz jardins, disse-me que ele já não as usa, que é feio. 
- Quero lá saber, eu gosto de oliveiras e vou pôr. Resistia a primeira. 
- Eu também, tenho uma no jardim, e continuo a gostar dela! Anuía a segunda.

E foi assim que que fiquei a saber que as árvores também tinham modas. Não que eu não suspeitasse, afinal de há um par de anos para cá as oliveiras tornaram-se imensamente populares em muitos jardins, inclusivamente em vivendas geminadas, com pequeníssimos jardins, lá tinham a sua oliveira! O horto passou a ter oliveiras! E todos passaram a gostar de oliveiras.

A oliveira é uma árvore muito antiga, que estava praticamente a desaparecer - já ninguém curte azeitonas- por isso, quando lhe descobriram a estética, como utilidade para a reabilitar, eu achei excelente! Já não gostei nada de saber, que de bonita e merecedora de destaque nos jardins portugueses, passara a "feia"! 
Árvores, são árvores, e na minha opinião deveriam estar todas, exceto os eucaliptos, na moda. 

Ou o quê?! Quem as tem vai arrancá-las para substituir por...? A próxima que estiver na moda? Árvores não são sapatos, senhores paisagistas!

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Receita para o fim-de-semana: Pudim de Coco

Todas as vezes que faço este pudim, seja para servir em casa, seja para oferecer, pedem-me a receita. É garantido. Cansada de  escrever a receita , publico aqui. Para que não me acusem de não a querer partilhar. Sim, já aconteceu, a brincar, a brincar, mas disseram-me.
Este pudim é inclusivamente do agrado daqueles que habitualmente não gostam de pudins; da última vez que o ofereci, a um casal amigo, ela não queria sequer experimentar; mais tarde, quando o marido ligou para agradecer, ouvia-se a mulher ao lado: - Pede a receita, à Fernanda! Repetia.
É muito fácil, e muito bom.

Pudim de Coco
Ingredientes:
- 2 pães
- 1/2 lt de leite
- 2 ovos
- 370 gr de açúcar
- 120 gr de coco ralado
- 1 C. sopa de manteiga
- 2 C.sopa de água

Como fazer:
Faça o caramelo, colocando num tacho 120 gr de açúcar com 3 colheres de sopa de água; deixe ferver até ficar caramelizado. Forre a forma de pudim. Reserve.
Aqueça o leite. Junte-lhe os pães, e deixe repousar cerca de 30 minutos. Passe a mistura para o liquidificador e bata. Junte os ovos, a manteiga e 250 gr de açúcar, vá batendo entre cada adição. Por fim o coco, e bata um pouquinho mais. 
Verta a mistura para o forma do pudim, deixe cozer em banho-maria, cerca de 1:30m. 
Deixe arrefecer e desenforme!
(Fonte: Suplemento de Culinária da Máxima, do sec.XX)

Tenha um doce fim-de-semana!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Presente para o dia Mundial da Criança - Faça você mesma


Quando eu e as minhas irmãs éramos crianças, a minha mãe costumava dar-nos neste dia um chocolate; normalmente era da Regina, quase sempre um guarda-chuva, o nosso preferido.
Nesse tempo só recebíamos chocolate em ocasiões especiais, tipo Natal, Páscoa e no dia Mundial da Criança. E pensando bem, mais não era necessário, pois nem sequer notávamos a falta.
Demais é agora, porque há sempre chocolate em casa e na maior parte das vezes é chocolate oferecido às crianças, pelos familiares.
Portanto, oferecer guloseimas aos meus filhos neste dia, está fora de questão. Então, este ano lembrei-me de lhes oferecer algo especial, diferente e único; inspirada pelos sentimentos que eles me provocam, abre parêntesis: estou a falar apenas dos bons porque sou humana e também fraquejo,mas este não é o momento fecha parêntesis, resolvi fazer-lhes quadros personalizados.
Um para o Duarte.
( Amanhã, quando o Duarte acordar verá o quadro, junto à sua planta carnívora!)
 Outro para a Letícia.


Foi só imprimir, e emoldurar (comprei as molduras na Casa). Já sei que vão gostar imenso, porque os meus filhos saem a mim: adoram declarações de amor, por escrito!
Vou ficar lambuzada, não de chocolates, mas por algo bem melhor: beijinhos! 

Se quiser imprimir faça o pedido por email,  envio-lhe  os documentos com todo o gosto.
Até breve!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Em Maio come a velha as cerejas ao borralho"


Um dia  hei-de ir ao Japão. Não sei se será na época das cerejas, para ver as cerejeiras em flor e os inúmeros festivais que aí se celebram, juntando duas coisas que adoro desde sempre: Japão e cerejas, mas um dia, eu vou.

Entretanto, vou-me contentando ( no sentido totalmente literal de contentamento contente), com as cerejas que a nossa terra nos dá. Este passeio a Resende, para o Festival das Cerejas estava calendarizado há muito, porém, com a súbita ameaça de chuva, só na manhã do próprio dia constatamos que o fariamos.

E o que é que o Festival tem? Tem cerejas de várias qualidades tem!
Tem cereja nacional, tem!
Tem cestos feitos à mão, por artesãos, tem!
Tem preços mais baixos, que noutros lados, tem!
Tem cavacas de Resende, tem!
Tem gente verdadeira e simpática, tem!

( Onde é que já ouvi isto?! Refiro-me à melodia, hummm?)

E o que tem que não deveria ter? Tem chuva repentina, tem!
Mas felizmente para nós, só na hora de vir embora, e como estava com esperança que fosse apenas uma nuvem não queria cancelar o piquenique; aliás, recusei-me a tirar os óculos escuros, tal escudo protetor contra as chuvas torrenciais que teimaram em cair! 

O ditado diz que em Maio come a velha as cerejas ao borralho, mas eu acho que as tem comido à sombra, porque tem estado muito calor; porém, para o ditado popular não ficar desactualizado de todo, S.Pedro resolveu pregar-nos esta partida. Borralho não foi preciso, só guarda-chuvas!

Fizemos o piquenique sentados à mesa. Da casa dos nossos amigos. E comemos muitas cerejas. E foi bom!

E você, já foi ao Festival da Cereja em Resende?

Tenha uma ótima semana!