terça-feira, 5 de julho de 2011

"Popsicles", para o calor!

Há palavras em algumas línguas que adoro; por exemplo, Justin em inglês é uma delas. Se vivesse nalgum pais anglo-saxónico sem dúvida o teria escolhido como nome para o meu rapazinho. Outra palavra que gosto imenso é popsiclesQual a graça de "gelado de pauzinho"?! Até "picolé" é mais giro! 
Mas popsicles... bate tudo aos pontos! E em dias de calor, um fudge popsicle  alegra os nossos dias duplamente.

E tão fácil de fazer! Easy, so easy...A receita vem do Smitten Kitchen.


Fudge popsicles
Ingredientes:
- Duas colheres de sopa, ou 21 gr, de chocolate meio amargo, picado
- 1/3 de chávena, ou 67 gr, de açúcar
- Uma colher, ou 7 gr, de amido de milho
- Uma colher e meia, ou 8 gr, de cacau em pó sem açúcar
- 300 ml de leite
- Pitada de sal
- 1/2 colher de essência de baunilha
- 1/2 colher, ou 7 gr, de manteiga sem sal
Como fazer:
Colocar numa panela o chocolate, e deixar derreter lentamente, em lume muito baixo, mexendo sempre até ficar cremoso. Acrescentar o açúcar, o amido de milho, o leite, o cacau em pó e o sal; aumentar o lume, para médio. Misturar tudo muito bem, mexendo sempre até engrossar, cerca de cinco a dez minutos. 
Retirar do lume. Adicionar a essência de baunilha e a manteiga, mexendo sempre.
Deixar arrefecer um pouco, e em seguida despejar nas formas dos gelados. Colocar no congelador por trinta minutos, antes de inserir os pauzinhos. Deixar a congelar totalmente. 

Foram um sucesso! E soltaram a imaginação dos pequenos, que juntamente com os primos já fizeram gelados de laranja, limitaram-se a espremer laranjas,fazendo gelados 100% naturais:
E outros menos saudáveis, com o resto da Cxo%ca-Co&;$=la, de um piquenique. Eles adoraram o resultado, obviamente! Mas não é para repetir! Digo eu.
Entretanto, já encontrei novas fontes de receitas para gelados, e temos o verão todo para os irmos testando. Porque as férias começaram há uma semana, e porque temos de nos ocupar.

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Filme para o fim-de-semana: "O Castor"

A história de um homem que sofre de depressão, e não consegue curar-se, apesar das diversas tentativas e métodos. Não fala, não come, não trabalha, apenas dorme. Até que a família não consegue suportar mais. Então encontra num caixote do lixe um fantoche- O Castor, e começa a exprimir-se através dele. E recomeça a viver, mas...Mais não digo. Apenas que pode parecer-lhe hilariante, que um adulto se exprima através de um boneco, e com certeza esses momentos cómicos arrancam muitas gargalhadas, porém este filme, não é uma comédia.

Mas é um filme, que vale a pena ver; realizado e interpretado por Jodie Foster, com Mel Gibson no protagonista, a história de uma depressão deixa de ser banal. Banal como os milhões de doentes depressivos que existem no Mundo. E ganha uma dimensão humana muito próxima de nós.

Há muitos anos atrás, alguém próximo de mim entrou em depressão, e embora no inicio tenha ficado preocupada, confesso que a partir de determinada altura, achei aquilo tudo uma grande fita. Comecei a duvidar da inércia, achando que era preguiça. Suspeitei da indiferença, pensando ser fingida. Não acreditei nas palavras que diziam desejar a morte, afirmando mesmo ser para chamar a atenção. 
Porém, quando mulheres que conheço bem, e sei quão boas mães são, se tornam indiferentes aos filhos, quando antes os punham à frente de tudo, os querem deixar para trás, então comecei a acreditar nessa doença. Em como pode ser perigosa.

Este filme leva-nos a estas reflexões; e se servem para nos sensibilizar sobre esta doença, a que nunca antes dedicáramos dois minutos de atenção, é positivo, não é? Porque...quem não conhece alguém que teve, tem ou terá uma depressão?!

Tenha um ótimo fim-de-semana!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Memórias

Desde que li este post da Christine Chitnis, no qual ela lamenta a sua má memória, e que a entristece imenso ir perdendo as suas memórias de infância, tenho pensado nas minhas próprias memórias. Não me parece que as tenha perdido, só gostaria que fossem mais numerosas.  Mas enfim, se isto é o que tenho, mais vale listá-las, de forma a não as perder.

Até aos sete anos:
- Eu a entrar no quarto do meu avô paterno, estando ele de cama, após a trombose. É a minha memória mais antiga, deveria ter uns 4-5 anos, e única lembrança desse meu avô.
- Eu a andar pendurada na cadeira de rodas da minha avó paterna, enquanto o meu pai a empurra. Teria uns 6 anos.
- Eu sentada numa cadeira na sala da praia, enquanto passava férias com os meus tios e primos; tinha engolido uma chiclete e acreditava morrer. Fiquei ali quieta e silenciosa, à espera da "morte".
- Eu a "cozinhar" folhinhas de um arbusto, em casa dos avós paternos, fingindo serem peixes.
- Eu a ir espreitar a avó ao quarto, a mando da minha mãe, que preparava o jantar, e a voltar, dizendo que estava a dormir. Afinal tinha acabado de falecer.
- O quarto da avó, onde ela estava depositada, decorado a roxo com bordados dourados e imagens de santos. Não me impressionou, nem fiquei traumatizada. Lembro-me de um grande entrar e sair de pessoas, e de uma criança mais pequena do que eu, ter voltado para trás, com os irmãos(?) à procura de um sapato que terá perdido. Não sei se encontrou.
- Eu a andar na lambreta do meu pai, sentada  no suporte dos pés. Porque não iria eu sentada no segundo banco, se ele existia?! Eu adorava ir ali, e a viagem do escritório para casa era pequeníssima. 
- O cheiro doce e suave de maçãs, na casa dos meus bisavós paternos, logo que se entrava na grande sala que era o hall; ao lado existia uma pequena divisão com prateleiras, onde as maçãs estavam acamadas, prontas a serem consumidas, nos meses seguintes. 
- Eu a jantar na casa de uns vizinhos, que não tinham filhos, numa mesa minúscula, com uma luz soturna, arroz seco- melado! Adorava que me convidassem.
- Eu a cair ao lago, na quinta dos meus bisavós, acidentalmente empurrada por um primo, enquanto tentávamos apanhar os patos; a imagem da água esverdeada, que vi e engoli, continua vivíssima! 
- Eu, ao lado de um grande caixote em madeira, onde seria colocada a encomenda de cutelarias, para ser enviada para as "colónias", e um cutileiro a dizer-me que me iria pôr lá dentro, e enviar-me para Angola. Era a brincar, mas tive pesadelos durante meses. 

Tenho ainda um par de lembranças que guardarei só para mim. O mais triste destas lembranças é serem de pessoas queridas que já não se encontram entre nós. O mais alegre destas memórias, foi te-las vivido! E sinto-me tão grata por isso.

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Passeio pelo Mosteiro de S.Martinho de Tibães

Fica somente a 6 kms de Braga, mas aconselho uso de GPS. A sinalização a partir de Braga é péssima, coisa que não se compreende, dada a importância deste monumento. Porque apesar da aventura que é encontrar o Mosteiro, vale muito a pena!

Um pouco de história: Antiga casa-mãe da congregação portuguesa beneditina, foi fundado no século X, tornando-se graças ao apoio real no mais próspero e poderoso mosteiro do norte de Portugal.
“Com o Movimento da Reforma e o fim da crise religiosa dos séculos XIV a XVI, o Mosteiro de S. Martinho de Tibães assiste à fundação da Congregação de S. Bento de Portugal e do Brasil, torna-se Casa Mãe de todos os mosteiros beneditinos e centro difusor de culturas e estéticas. A importância do Mosteiro de Tibães mede-se, também, pelo papel que desempenhou como autêntico "estaleiro-escola"…”
“Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1833-1834, é encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, começados a vender em hasta pública…”
Foi adquirido pelo Estado Português em 1986, e tem estado desde então em renovação.

Esta é a sua história sumária; na minha versão, nota-se que foi um Mosteiro muito rico, de enormes dimensões, que teve uma importância vital para as populações circundantes, que aliás pertenciam ao couto do Mosteiro, e lhe pagavam os impostos.
Gostei sobretudo do coro alto, pela visibilidade que fornece sobre a igreja, pelo enorme  suporte onde estão grandes livros de cânticos manuscritos. Também gostei imenso dos claustros, não sei porquê, mas tenho um fraquinho por claustros.
A galeria de quadros, dos ilustres que contaram na história do mosteiro é impressionante; também lá consta D.Sebastião.
As crianças gostaram sobretudo das celas dos monges, algumas ficavam numa espécie de forrinhos, com portas minúsculas,  indiciando passagens secretas. A algumas tínhamos acesso por escadas em caracol com degraus mínimos, ao que subi-los era por si só uma aventura perigosa. Também gostaram das latrinas colectivas em madeira, adornadas com pintura e talha, que acharam... “excêntricas”.

Dado que o restauro ainda está em andamento, a minha preocupação com a firmeza da madeira dos soalhos nos quartos impediu as crianças de percorrerem o espaço livremente, mas ainda assim gostaram imenso.
Como tinha chovido e estava a anoitecer não podemos aproveitar o passeio pelos jardins, o que nos dá um motivo para lá voltarmos.

Actualmente o Mosteiro tem restaurante, bem conceituado pelo que ouvi, embora não possa confirmar. Ainda. No entanto, aconselho vivamente o passeio por este Mosteiro antiquíssimo e misterioso, para dias de sol, ou chuva, fins-de-semana e férias. Não nos faltam opções!

Tenha um ótimo fim-de-semana!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Antes e depois das escadas

É uma coisa que adoro, ver o antes e depois de um objeto, casa ou pessoa! E estes fascínio que sinto é comum a muitas outras pessoas, considerando a quantidade de programas exibidos por praticamente todos os canais.

Abre parêntesis: gosto de tudo, excepto operações plásticas, seja de pacientes obesos, seja para rejuvenescer, não entendo como podem as pessoas escolher a opção mais agressiva e dolorosa, em detrimento da dieta correcta e exercício. Mas isto sou eu, para quem as cirurgias são apenas opção em caso de saúde. Fecha parênteses.

Eu creio que este fascínio pelo exercício do antes de depois se poderia explicar com a prova de que podemos transformar tudo, só necessitamos de bom gosto e imaginação. E numa época de reciclagem e reutilização esta fórmula torna-se ainda mais atraente. Para já nem falar de época de crise, em que a perspectiva de economizar se torna frequentemente necessária. Quem falou de crise?!  Fiuuu, fiuuu…( eu a assobiar para o lado, perante um assunto tabu)

Adiante. Tenho inúmeros exemplos de antes e depois cá em casa; aqueles que foram executados por mim têm ainda um valor acrescido. 
Não é o caso da remodelação das escadas do terraço, o projeto é meu e a jardinagem também, porém a transformação que uns simples degraus de cimento com tijoleira e tinta branca é a prova que um antes e depois é exequível para o mais simples cidadão!

Até breve!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Receita para a semana: Marinada de pimentos assados com mozzarella

Quando vocês pensam que vou deixar uma receita doce  para o fim-de-semana, eu troco as voltas e não deixo;  em vez disso, inicio a semana com uma proposta salgada. Porque eu gosto de quebrar rotinas, e fazer algo inesperado. A vida torna-se muito monótona quando já sabemos de antemão o que vai acontecer, não é?!
Desde que vi esta receita no Smitten Kitchen não parei de pensar em faze-la; porque a outra receita que já experimentei deste blogue é o melhor bolo de maçã que já comi. Porque adoro pimentos. E porque me pareceu irresistível! Fiz para um lanche-ajantarado, e adorei. Só omiti as alcaparras.

Marinada de pimentos assados com mozzarella

Ingredientes:
6 pimentos coloridos
1/4 copo de vinagre de vinho tinto
1 dente de alho picado
sal q.b.
pimenta moída na hora a gosto
2 c.s. de azeite
2 c.s. de alcaparras (omiti )
2 c.s. de salsa picada ( omiti )
500 gr de mozzarella
Como fazer:
Pré-aqueça o forno a 200º. Lave os pimentos e coloque-os num recipiente forrado com folha de alumínio. Leve ao forno a assar, e vá rodando de 15 em 15 minutos, para assar de todos os lados, cerca de 45 minutos -1 hora.
Quando estiverem assados coloque outra folha por cima dos pimentos, e deixe arrefecer; remova a pele dos pimentos e as sementes. Corte em tiras. Regue com vinagre de vinho tinto, alho e sal. Deixe marinar uma hora, ou de um dia ( pode ir até quatro dias) para o outro no frigorífico.

Para servir coloque numa travessa, e reajuste o tempero, acrescentando sal, pimenta moída na hora, ou mais vinagre. Regue com azeite, salpique com a salsa e alcaparras e decore com a mozzarella cortadas às fatias.

Coma com pão estaladiço, e um copo de vinho tinto; nós escolhemos uma reserva de  Côte du Rhone. Porque esta vida são dois dias.

Tenha uma ótima semana!