sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Bolachas de manteiga de amendoim


- As melhores bolachas que já fizeste! Disseram-me. 

Na minha procura incessante de receitas diferentes, encontrei estas bolachas, no Real MOM Kitchen, que me pareceu rápida e fácil. Sobretudo depois de a adaptar e saltar uma etapa. A culpa foi dos Mini Reese, mas também provaram não fazer falta. Nem mais! 

Bolachas de manteiga de amendoim

Ingredientes:
- 3/4  de chávena de manteiga amolecida
- 1chávena de açúcar
- 1 chávena de açúcar mascavado
- 1chávena de manteiga de amendoim
- 2 ovos grandes
- 2 colheres de chá de extrato de baunilha
- 1      "              "       bicarbonato de sódio
- 1/2   "              "    "  sal refinado
- 2 1/2  de chávena de farinha com fermento
- 1 1/2   "         "        " pepitas de chocolate

Como fazer:
Misturar os ingredientes todos até à baunilha. Adicionar o bicarbonato de sódio, sal e farinha. Acrescente as pepitas de chocolate. Misturar bem.
Usando uma colher de gelado, encha com esta massa. Eu achei que seria um molde excessivamente grande, e moldei bolinhas à mão. 
Forrar um tabuleiro, com papel vegetal, e colocar as bolinhas, que se achatam com a palma de mão, deixando espaço, para crescerem. 
Vai ao forno pré-aquecido, a 170º, cerca de 12 minutos. 

Palavra que é tão fácil quanto parece!

Tenha um doce fim-de-semana.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quem pergunta quer saber - Como comprar roupa para crianças?

Recebi o email da M. há já alguns meses, e respondi pela mesma via na altura, porém, a questão continua pertinente e o momento não poderia ser mais oportuno!

" Fernanda, tenho uma questão para lhe fazer e embora sendo pessoal, espero que não leve a mal que lha faça. (....) O orçamento cá em casa ficou bastante reduzido com o meu desemprego, mas as despesas mantém-se e a minha grande preocupação no inicio do ano letivo são os gastos com os livros e roupas! Comprar roupas para duas crianças que estão em crescimento de uma estação para outra saí muito caro. Como é que a Fernanda faz? "

Cara M.
Com certeza que a combinação livros + roupa de nova estação pode resultar numa equação de resultado negativo. Literalmente!  E por isso compreendo-a bem. Não tenho problema  algum em responder e partilhar consigo, e com as minhas leitoras, algumas dicas, para minimizar esta questão.
A crise veio agudizar esta situação, porém, já antes eu adoptava estes truques. 

Lista: Faça uma lista da roupa que necessita comprar; calças, camisolas, camisas, blusas, etc e cores preferenciais. Dê prioridade às cores básicas, mais fáceis de coordenar.
Made in Portugal: Para mim é importante comprar roupa feita em Portugal, por isso privilegio as lojas que a têm. Não se iluda, pensando que pagará mais, o que frequentemente não acontece. Em época de saldos a existir uma diferença de preços, será muito pequena, e a diferença de qualidade muito superior! Por exemplo, gosto imenso da roupa da Girandola, e da Gente Miúda, cuja qualidade de materiais e confeção, e bom-gosto das coleções é incomparável a qualquer outra marca de cadeias, muito mais populares. Preços? Comprei tudo com 50%!  

Saldos: Esta é a sugestão de maior relevo; aproveitar a época de saldos, preferindo os descontos de 50% para cima. Abaixo dessa percentagem, somente quando quer mesmo um artigo que sabe não chegar a grandes descontos, e é mesmo necessário, como por exemplo um bom casaco.
Para ser bem sucedida nos saldos precisa de tempo e paciência; percorrer lojas e mais lojas de roupa de criança, onde estão amontoadas peças que não interessam nada, mas onde repentinamente surge uma peça que é um tesouro, requer disponibilidade. Analise bem a peça, porque frequentemente muitas se encontram danificadas.

Promoções ocasionais: Faça cartões das lojas de roupa infantil e aproveite as promoções que fazem ao longo do ano, muitas delas exclusivas a "clientes fidelizados".

Antecedência: Compre de uma estação para outra. Neste inverno, compre roupa para o próximo outono-inverno; as mães sabem habitualmente como os filhos crescem, tanto em número de roupa, como no calçado. Desde sempre que compro antecipadamente, e nunca aconteceu que alguma peça não servisse aos meus filhos. É realmente uma questão de sabermos quanto crescem.
Quando chegar ao próximo outono-inverno e abrir os armários onde guardou a roupa, vai sentir uma enorme alegria! E alívio, ao olhar para as etiquetas.

Mealheiro: Sim, para poder "investir" nos saldos para a próxima estação é necessário ter disponibilidade financeira. Mesmo com 50%, gastar 300€ ou 500€  é altamente provável. Por isso, vá ao longo da estação anterior, economizando uma pequena quantia estabelecida para obter um valor considerável.

Promoções dos catálogos: Inscreva-se para receber os catálogos da Vertbaudet e La Redoute, habilitando-se desse modo a receber promoções que chegam a 40% antes da época de saldos. No final da estação poderá ainda adquirir roupas com descontos que vão por vezes aos 70%.

Lojas de fábrica: Atualmente, imensas fábricas possuem loja própria, onde vendem os seus produtos, com e sem defeitos, restos de coleção, etc, a preços muito reduzidos. Faça pesquisa na net, mas sobretudo pergunte a familiares, amigos e colegas de trabalho, pois a divulgação destes locais faz-se praticamente boca-a-boca.

Presentes: Por último, usufrua dos presentes de familiares e amigos sugerindo-lhes diretamente peças de roupa que as crianças estejam a precisar, evitando dessa forma despender mais dinheiro em roupa. Claro que muitas crianças não acham graça  receber roupa, mas o truque está em sugerir a uns que ofereçam roupa, a outros jogos, a outros livros e a outros brinquedos, como eu faço. Dessa forma há uma variedade equilibrada. Para pais e filhos. 

Espero ter sido útil.

Mais alguma sugestão? Serão bem-vindas!

Até breve, e boas compras!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Guimarães, capital europeia da cultura 2012

Foi no sábado à noite, e juro que gostaria muito de dizer bem de tudo o que vi e ouvi, mas não vai ser exatamente assim.

Se pelo menos eu não tivesse ido a Lyon, à Festa das Luzes, não teria ponto de comparação, mas uma vez que tenho conhecimento de como as coisas por lá se fazem, e organizam, a minha opinião é outra. Bem sei que comparativamente, Guimarães é uma cidade muito pequena, mas é tudo proporcional; enquanto em Lyon os visitantes, de 5ªfeira a domingo, foram estimados em milhão e meio, o mesmo número se aplica a Guimarães, para todo o ano.

O espetáculo de abertura, apresentado no Toural, centro da cidade, foi da autoria do grupo teatral catalão La Fura dels Baus; as gigantescas personagens eram um Cavalo e um Homem articulados, representando o primeiro a força e fidelidade, e o segundo a Europa.

Infelizmente, apesar de estar no exato local, para vermos o espetáculo ao vivo, não fomos bem sucedidos, devido ao grande número de espetadores, e ao fato de grande parte do espetáculo se passar no chão. Havia projeção de luzes e imagens nas paredes dos prédios circundantes, usadas como telas de projeção,  visíveis para quem estivesse a meio da praça,  mas da "ação do cavalo e homem gigantes" nada se via, ou muito pouco.
Exceto, para quem quisesse assistir através dos ecrãs gigantes, colocados nas proximidades do Toural, mas convenhamos, era bastante estranho estar a ver o espetáculo num ecrã, quando estava a ser exibido a 100 mt do local!

Já que estavam lá as duas gruas gigantes para deslocar e levantar os bonecos, o suposto palco do espetaculo poderia ser suspenso, no ar mesmo, de forma a que todos os espetadores presentes o conseguissem ver. E não apenas meia dúzia de privilegiados que tiveram acesso a varandas, em frente a esta "tela". 
Se viu o espetáculo em casa, viu com certeza muito mais e melhor do que eu. Ignoro o que o comentador explicou sobre a simbologia do mesmo, que para mim não é a versão oficial; detesto quando me dizem como interpretar arte! Vi o homem como D.Afonso Henriques, e representante de todos os guerreiros lusitanos que sonharam a nação, e o cavalo como símbolo da conquista do território portucalense.Foi a partir daqui que tudo começou!

A minha segunda "reclamação" prende-se com a organização de acesso ao Toural. Para quem não conhece, é uma praça pequena, com sete ruas adjacentes penso que se elas estivessem divididas em ruas de único sentido - e para tal seria necessário que agentes policiais lá estivessem para encaminhar as pessoas- os peões teriam transitado mais eficientemente. Haveria uma rotação sem colisão de pessoas.
O Toural ficou apinhado, e foi muito difícil circular, entrar e sair de lá. 

Talvez as autoridades da cidade, e organizadores, não estivessem à espera de tanta afluência. Contudo, em termos de visitantes foi indubitável que  a CEC começou de forma muito promissora.

De resto, a cidade é maravilhosa, e merece sem dúvida ser visitada, creio até que todos os portugueses a deveriam visitar; espero que esta oportunidade seja um pretexto para o fazer. 
A seu tempo publicarei mais sobre a cidade, programas (cerca de 600), e tudo o que me parecer pertinente. 
Se não viu o espetáculo, veja aqui: 

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Bolo de Claras com crosta de canela

E no seguimento do post anterior, tirei as claras do congelador e fiz um bolo de Claras; se está a pensar num bolo típico de claras - leia-se desensabido e banal- desengane-se, este é realmente bom! 
Fofo e saboroso, com uma camada crocante a contrastar com a leveza da massa, e deliciosamente aromático. Sem dúvida, para repetir!

Bolo de claras com crosta de canela

Ingredientes:
250gr açúcar amarelo
190gr farinha
125gr manteiga
8 claras
1 colh chá fermento
1 laranja (sumo)
canela e açúcar em pó q.b.
 
Como fazer:
Aquecer o forno a 180º C.
Bater bem a manteiga com o açúcar. Adicionar a farinha, o fermento e o sumo da laranja e mexer bem. 
Bater as claras em castelo firme e envolver sem bater. Polvilhar com canela e açúcar em pó a superfície do bolo.
Levar a forno numa forma untada e polvilhada cerca de 30 min.
 
Receita retirada do Ratatui dos pobres.

Tenha um ótimo fim-de-semana!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Para nunca mais desperdiçar comida

Imagem daqui
"A quantidade de alimentos desperdiçados per capita na Europa e na América do Norte é de 95 a 115 quilos por ano..." Deco 
Isto significa um desperdício económico de centenas de euros por família. Um abuso dos nossos recursos naturais, e convenhamos, uma imoralidade num Mundo onde milhares de pessoas continuam a sofrer e morrer devido à fome. 

Para além daquelas dicas, que a Deco sugere para melhor gerir as compras, podemos aplicar outras, para quando as compras já estão feitas.

 Vegetais:
1.  Batatas cozidas a mais? Utilize-as na refeição seguinte para a sopa, fazer um puré, ou rostie.

2. Extremidades de cebola, cenoura, aipo ou outros vegetais?  Não deite ao lixo, junte numa panela com água e coza, fazendo assim um caldo caseiro. Qual Knorr...!

3.Caules dos brócolos?  Descasque-os e corte-os às fatias finas, cozendo-os com as flores dos brócolos. Aqui. 

4. Restos de cebola e pimentos? Se tiver que usar apenas uma parte da cebola ou pimento, pique tudo, e guarde no congelador, para a próxima vez. 

5. Restos de legumes grelhados? Coloque no liquidificador, junte um pouco de água, ou melhor, caldo de legumes ou carne, e obtenha uma sopa deliciosamente nutritiva. 

6.Sementes de abóbora? Lave-as e asse no forno, para usar no pão, ou servir de aperitivo.

7. Tomates muito maduros? Faça molho de tomate e guarde em frascos. Ou, transforme-os em tomates secos, assando-os no forno, e guardando-os em azeite, no frigorífico ou congelador. Receita aqui. 

8.  Legumes em excesso? Congele-os antes que fiquem passados, isto serve para ervilhas, feijões, milho, cenoura, brócolos, couve de bruxelas, couve-flor e folhas verdes como espinafre e couve. 

9. Pepinos a mais? Fazer pickles é a primeira opção, porém  quase todos os vegetais podem  ser preservados como pickles.  

10. Ervas aromáticas? Pique-as e coloque em cuvetes com um pouco de água, no congelador. Quando necessitar, é só tirar um cubo e acrescentar ao cozinhado. 
Também pode congelar, colocando-as num saco, ou caixa de plástico. Ou secar as ervas, pendurando-as num sítio seco e quente.   

11. Salsa e mangericão? Faça pesto. Receita aqui.

Fruta:
1. Fruta em excesso? Sirva em salada de frutas, ou espetadas, opções muito populares entre as crianças. Faça sumos ( os smothies estão muito na moda!), tartes, bolos ou crumbles, que pode congelar, antes de assar, para uma sobremesa rápida.  

3. Outra opção? Asse a fruta, transformando a fruta seca num snack nutritivo e apetitoso. Receita aqui.  Esprema os citrinos e congele, para temperar ou fazer refrescos.   

 2. Fruta muito madura? Faça compotas e geleias. 

Cereais:
1. Pão em excesso? Congele ainda fresco, quando precisar é só tirar e deixar descongelar em cima da bancada da cozinha (bancada de mármore ajuda a descongelar mais depressa), e terá novamente pão fresco.

2. Pão recesso? Faça croutons, receita aqui, para acompanhar uma sopa cremosa de legumes.
   
3. Mais pão recesso? Parta aos bocadinhos e coloque numa sopa fina, para a tornar mais espessa.  

4. Panquecas a mais? Congele e aqueça quando desejar, utilizando a torradeira, para um pequeno-almoço rápido e gostoso. 

Carne:
1. Ossos de frango, porco ou vaca ?  Não ponha no lixo, coza-os em água e faça um caldo para usar posteriormente, em arroz, sopa, estufados, etc. 

2. Gordura de carne? Derreta e faça comedouros para os pássaros no inverno. Veja aqui. 

3. Restos de frango assado, ou estufado? Faça sandes. Ou pique e faça lasanha.  

4. Restos de vaca assada? Faça uma sopa, usando a carne desfiada e o molho.  

5. Restos de queijos variados ? Faça macarrão com queijo, receita aqui, ou um fondue, receita aquiPara o queijo-creme, utilize-o no puré e molhos brancos, para os tornar mais espessos e lhes dar sabor. 

6. Ovos a mais? Congele-os; misture as gemas com as claras e congele nas cuvetes de gelo. Claras podem ser congeladas, e posteriormente utilizadas para fazer um Molotof, ou Farófias, ou num simples Bolo de Claras. Receita aqui. 

Líquidos:
1. Café ou chá? Congele em cuvetes, e utilize para fazer refrescos ou chá gelado.

2. Restos de vinho? Guarde e utilize para temperar a comida.

3. Restos de sumos? Congele em cuvetes e use em molhos ou refrescos.

4.Leite? Também pode ser congelado; deixe espaço suficiente para expandir, e descongele no frigorífico.  

5. Resto de mel? Junte-lhe algum sumo de limão para ajudar a dissolver e adoce com ele  o chá, café ou leite.

Por último, quando nada disto lhe convier, coloque no compustor; pelo menos servirá para fazer crescer mais comida.

Até breve, e bons aproveitamentos!

Fontes: Care2, Planet Green,TLC, Deco

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os Novos Rurais - E os de outrora

- A fé é outra fonte da minha força. Em casa, a Bíblia nunca está longe do fusil.
Há pessoas no mundo que conseguem viver a vida que desejam; Mason* e a sua mulher, Orpha-Lee, são um desses casos raros. Escolheram viver em plena floresta, sem vizinhos nas proximidades, vivendo do que caçam e cultivam. 
Sem carro, nem aparelhos eléctricos - a única concessão à modernidade é o frigorífico a gás- a vida que levam não é fácil, mas é simples. E nessa simplicidade de ver as horas passar sem stress, sem horários rígidos para cumprir, sem contas para pagar, eles encontraram um equilíbrio perfeito que lhes permite observar as plantas crescerem, escutar o som dos animais, assistir ao ritmo natureza, e viver em harmonia.  

Mason e Orpha-Lee alfabetizaram os filhos em casa, tal como o pai tinha feito com ele, mas estes não resistiram aos apelos da vida moderna, e mudaram-se para a cidade mais próxima. As noticiais que trazem, nas suas visitas constantes, fundamentam ainda mais a convicção dos pais, de que a vida moderna aprisiona as pessoas, torna-as infelizes e dependentes de fármacos, drogas e psiquiatras. 

Mason e Orpha-Lee são o "rosto" de um grupo crescente nos estados Unidos, os chamados  "ghost"; eles não tem número da Segurança Social, nem  conta no banco. Estão à parte do sistema. E isso torna-os imunes às oscilações do dólar, das ações, e sobretudo livres dos créditos, já que praticamente não necessitam de dinheiro.

Sem dúvida que deve ser extremamente gratificante conseguir semear e plantar legumes, frutas e cereais, e criar animais para nos alimentarmos. Construir uma casa com as nossas mãos, e costurar as nossas roupas. Essa capacidade de ser bem sucedido no seu próprio provimento e da família recua a tempos longínquos, quando o homem era obrigado a faze-lo.
Atualmente, muitos estão a regressar a esse modelo, seja por obrigação ( a vida nas cidades está a tornar-se mais violenta e mais cara ), seja pelo apelo interior que sentem, ao retorno a uma existência simples.

Estes dias, li algures, um artigo sobre o movimento de mudança de pessoas da cidade para o campo - os Novos Rurais**; dizia que cada dia que passa esse número aumenta, e que muitos citadinos ainda não deram o passo, mas estão desejosos de o concretizarem. E lembrei-me de Mason - the last mountain man, como a mulher lhe chama. Um homem de fé e coragem. E um exemplo que se torna cada vez mais inspirador.

Tenha uma ótima semana!

* Paris MatcH, setembro de 2011 - Il était une fois dans les apalaches.

**Novos Rurais é o nome criado para designar uma nova classe de pessoas que, tendo nascido na cidade, optam por viver no campo. Geralmente são amantes do campo. Tendem a aproveitar o melhor de ambos os mundos e "levam" algum do conforto que têm na cidade para o campo.