sexta-feira, 12 de abril de 2013

Hoje é dia de...


Comer o primeiro gelado do ano! Se o tempo o permitir, porque queria imenso comer um gelado sentindo o sol, o calor, da Primavera! E as crianças nem se fala, como estão desejosas.

Então é assim, A Ben&Jerry’s, a única marca no mundo a produzir gelados 100% sustentáveis, tem o prazer de a convidar a celebrar o Free Cone Day”, no dia 12 de abril, na Praça de Gomes Teixeira (Praça dos Leões) no Porto.
Entre as 12h e as 18h, a marca, pioneira no lançamento de sabores certificados de Comércio Justo, vai oferecer gelados grátis a todos os que passarem por este local, desafiando-os a conhecer um dos seus “maiores segredos”: os grandes pedaços.
Com o objetivo de agradecer aos fãs a preferência, o “Free Cone Day” é uma tradição da marca que se realiza neste dia em todo o mundo desde 1979, ano em que se celebrou o primeiro aniversário da marca.
Em Portugal, o Free Cone Day comemora-se desde 2006 e este ano terá lugar em Lisboa e Porto.
Sexta-feira, dia 12 de abril, na Praça de Gomes Teixeira um verdejante prado e a mítica mascote da marca, a vaquinha Woody.
Um dos ícones de Ben&Jerry’s, a carrinha pão de forma, estará também no local, fazendo lembrar o ano de 1980, ano em que os fundadores da marca, Ben e Jerry, decidiram estender o negócio a restaurantes e supermercados locais, distribuindo os gelados com este veículo.
Será que nos vamos encontrar por lá?

Tenha um óptimo fim-de-semana!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Tenho um filho adolescente!


Disse a flor para o pequeno príncipe: é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.
Antoine de Saint-Exupéry
Agora é oficial, o Duarte faz 12 anos hoje, e assim entra na adolescência até aos 18 anos.      
.....  Pausa para mim mesma; preciso assimilar esta informação que eu própria estou a redigir ....

Recentemente, li uma frase que dizia algo semelhante a isto: " No princípio vemos dedadas pequeninas, depois maiores. E depois desaparecem."

As dedadas marcam paredes, cadeiras, mesas, toalhas, e irritam-nos por vermos tudo sujo.

Brinquedos espalhados pela casa, objectos inesperados como um carrinho na gaveta das toalhas, revistas e capas de c.d. babados.
Porém, apenas vemos desarrumação.

Livros misturados com jogos, peças de Lego soltas e uma chupeta pelo meio.
E somente vemos desorganização.

As marcas de mãos minúscula nas paredes, junto aos degraus, fazendo um corrimão...
E só vemos sujidade.
Mas são esses sinais passageiros que denunciam a alegria de ter uma criança em casa. A evolução e crescimento dessa criança. No entanto, na ocasião, vemos apenas aquilo que é evidente.

Estas coisas vão desaparecendo. Uma a uma. Um dia, acordamos e não há mais nada. Passou. Um tempo que acabou, uma infância que terminou.

Entretanto, vamos descobrindo que novas coisas acontecem, sinais diferentes surgem pela casa, pelas paredes. Que a vida é assim mesmo. E que devemos desfrutar de tudo o que a vida nos traz. Mas...

Não é fácil, acordar um dia sem dedadas minúsculas na parede.

Até breve!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O mais internacional dos portugueses



Não, não é o Tony Carreira, que enche o Olympia em Paris. Nem sequer a Mariza, com muitos fãs no Japão. Ou mesmo Carminho, com a princesa Letízia de Espanha na plateia.

Buraka Som Sistema. Chama-se assim o grupo português mais internacional, que é ele próprio composto por dois portugueses, uma brasileira, um angolano e um moçambicano.
Não os conhecia, mas quando perguntei ao Duarte, ele respondeu-me com uma familiaridade descontraída: - Ah...Os Buraka? Sim, conheço.

Eu não quero ser daquelas mães que desconhecem totalmente a música que os filhos estão a ouvir. Daquelas mães desfasadas, porque "ai-que-horror-isso-não-é-para-mim". Quero conhecer os grupos, os cantores e as músicas, e dizer que gosto ou não gosto, com conhecimento de causa.

Os Buraka ( depois de ouvir algumas músicas e ler alguns artigos, acho que os posso tratar assim!) agradam-me pela representação da metáfora de 500 anos da História Portuguesa dos Descobrimentos.
Porque as letras deles são onomatopeias, entendíveis em todo o mundo, que não significam nada. E estou farta de letras com palavras que não dizem nada. Estas são mais honestas. N-a-d-a, apenas som.

Portanto, se quer acompanhar a playlist do seu filho, veja o vídeo que escolhi. Fui boazinha e optei por um sem graça. Porque os vídeos oficiais...nem queira saber. Afinal este é um blogue familiar. Fique por aqui.

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Receita para o fim-de-semana: Arroz Doce da Avó



O melhor Arroz Doce que comi na minha vida foi num pequeno restaurante em Cascais, há muitos, muitos anos. Foi também o primeiro. E desde então nunca mais consegui repetir um Arroz Doce igual, ou sequer semelhante.
Com o tempo, convenci-me que tinha idealizado aquele sabor, e que nunca o reencontraria. Até descobrir esta receita recentemente; um Arroz Doce como deve ser, cremoso e delicioso.  

Receita, retirada ipsis verbis, do Duxa's Kitchen.
                                                                

                                                 Receita de Arroz Doce da Avó

Ingredientes:

100 g de arroz carolino
1,5 L de leite gordo
200 g de açucar
2,5 dl de água
4 gemas de ovos
casca de 1 limão
pitada de sal
1 pau de canela
canela em pó

Preparar:

Leve ao lume a ferver 2,5 dl de água com uma pitada de sal, o pau de canela e a casca do limão. Em seguida adicione o arroz. Quando a água evaporar, incorpore o leite fervente, o açucar, mexa de vez em quando. Deixe ferver mais um pouco (sempre em lume brando), até que o arroz absorva parte do leite e verifique que está a obter a cremosidade desejada.
Retire do lume. Bata as gemas com um pouco de leite ( +/-  2 colheres de sopa de leite) , junte ao arroz e envolva rápidamente com uma vara de arames. Volta ao lume brando uns minutos apenas para cozer as gemas.
Disponha o arroz nas tacinhas, decore com canela em pó. Deixe arrefecer e sirva morno ou frio.


Tenha um óptimo fim-de-semana!

terça-feira, 2 de abril de 2013

É fácil educar os filhos dos outros...


Via Etsy

Foi esta a conclusão da minha interlocutora, sobre pessoas que dão palpites a respeito da educação de filhos que não são seus.
E eu fiquei a pensar, o que resulta neste post.

Antes de ter filhos eu não sabia nada sobre educação de crianças, e essa ignorância não me pesava. Depois de ter sido mãe aprendi imenso e continuo a pensar que sei muito pouco. Porque simplesmente, ainda há tanto para aprender!
Tudo aquilo que eu aprendi, foi lendo, vendo como outras mães fazem, e ouvindo os seus conselhos. Há, no entanto, imensas coisas que eu sei, e sempre soube, intuitivamente. Há coisas que são muito fáceis para mim, e outras que eu prevejo nunca aprender, porque não vai dar tempo para tudo, nesta vida! Então, eu acho que todas as ajudas nesta aprendizagem são válidas; porque eu sei que não sou uma mãe perfeita, mas sou uma mãe interessada e empenhada em fazer o meu melhor.

Por conseguinte, se outra mãe tem algo para me ensinar, e eu posso beneficiar com isso, aprendo, aplico ou não, e agradeço. E muitas vezes, faço isso com outras mães; deixo uma sugestão, sugiro uma ideia para resolver determinado problema. E frequentemente, nem sequer  me perguntam directamente o meu conselho, mas ainda assim eu dou. Porque as conversas se proporcionam a isso,  as respostas são fluídas e instintivas.
Eu tenho noção que a minha experiência pode ser útil a outra mãe, a outra criança. Mas também sei que a minha sugestão pode não funcionar; porque o que resulta com uma criança, pode não resultar com outra. Tenho dois filhos e constato esta evidência a cada passo. Porém, se a mãe que me ouve achar que a ideia não é propriamente estapafúrdia, pode testar, e ver se resulta. Não perde nada com isso.
Contudo, se ficar fossilizada naquela ideia do "é fácil educar os filhos dos outros", e fazer ouvidos surdos, porque achou que aquela "sabetudo" não merece crédito, lamento... mas penso que pode estar a perder uma oportunidade, apenas por falta de humildade.

Uma mãe que tenta passar um conceito, uma sugestão, está apenas a querer ajudar outra mãe. Pergunte-lhe se ela se acha uma mãe perfeita; pergunte-lhe se ela pensa saber tudo, e nunca tem dúvidas. Vai encontrar uma mãe igual a todas as outras. Uma mãe em construção. Que acabou de dar um conselho a alguém, apenas, com o intuito de auxiliar uma sua igual.

Há situações que eu vejo noutras famílias, que me parecem de evidente resolução. Talvez quem esteja envolvido na situação não veja a solução tão claramente devido a essa mesma envolvencia. Mas se a distância me permite ver claramente, porque não hei-de eu dar o meu conselho? 

Nós, as mulheres, temos tanto esta coisa da competição. Entre nós. Nunca achamos que estamos do mesmo lado. Mas não, nós estamos todas no mesmo barco, e quando começarmos a ter essa consciência, de que podemos ajudar-nos mutuamente, aprender umas com as outras, e  partilhar ensinamentos apenas porque queremos transmitir o que sabemos, a maternidade será muito mais fácil.

E sem dúvida, o relacionamento entre nós muito mais solidário, mais justo e simples. Vamos convir... ninguém está aqui à espera da medalha de Mãe Perfeita!

Até breve!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Livros para Presentes de Páscoa

E se em vez de um ovo gigante de chocolate, oferecer um livro? Os livros são presentes excelentes, sempre!

Eis as minhas sugestões, para várias idades:

Via

"Matilde"
A história de uma menina de 5 anos que é absolutamente genial. Só que... os pais tratam-na como se ela fosse totalmente burra e malcomportada. No entanto, ela arranja forma de se "compensar" desses maus-tratos, e fá-lo das formas mais divertidas.
A história de Matilde muda quando entra para a escola, ao encontrar uma professora que a valoriza e lhe dedica amizade, mas onde no entanto acontecem coisas ho-rrí-veis!
O desfecho é feliz, como convém, e como Matilde merece.

Por vezes gosto de ler os livros dos meus filhos para ver o que andam a ler, e foi o caso deste. Gostei muito mesmo, dei  várias gargalhadas com as peripécias de Matilde.

Autor: Roald Dahl
Editora: Terramar
Pág. 248


via
"Lucas Scarpone, seis fantasmas e meio"
Lucas é um gato escritor de livros de mistério, que se torna agente secreto por força das circunstâncias. No entanto, a área de investigação dele é o transcendental. As suas aventuras pessoais misturam-se com as da profissão, tornando a leitura muito animada e compulsiva. (O Duarte que o diga!)
Tem vários volumes.

Autor: Álvaro Magalhães
Editora: Asa
Pág. 109

Via
" A Floresta"
Isabel é filha única, e vive numa casa com um jardim enorme, por onde se passeia e brinca. O sonho dela é encontrar um anão, mas a empregada já lhe disse que não existem. Porém, a brincar, ela prepara uma casinha na árvore do jardim, para um anão. E um dia, tem uma grande surpresa!
Um clássico que tem encantado gerações de crianças, e continua a angariar admiradores.

Autor: Sophia de Mello Breyner
Editora: Figueinhas
Pág: 72

Via

" A árvore generosa"
Numa escrita concisa a história de um menino e de uma árvore é contada através dos anos, e da vida de ambos. A árvore proporciona ao menino frutos, sombra, tranquilidade e até a própria vida. De uma forma simples, aborda temas como a amizade, egoísmo, envelhecimento e morte.
Uma das histórias mais comoventes e marcantes que já li, sem dúvida uma das minhas favoritas de sempre, ao nível do Principezinho.

Autor: Shel Silverstein
Editora: Bruáa Editora
Pag: 56

Via

"Não berres comigo, pai!"
O pai da Helena fala a berrar; parece que está permanentemente zangado e assusta a Helena. É assim há muitas gerações. A filha não gosta, e não quer ser como ele; para evitar isso ela foge, mas as coisas acabam por se resolverem.
Acho a história mais um alerta para os pais e cuidadores de crianças, pois frequentemente falam num tom desnecessário. Porém, a moral é tranquilizadora: o amor de pai está lá!

Autor: Moni Port, Philip Waechter
Editora: Livros Horizonte
Pág: 32


Via
"O favorito da mamã"
O Ratinho Mari questiona-se sobre quem será o favorito da mãe; o bebé, a quem a mãe dá mais queijo? A irmã que está longe, a quem a mãe envia encomendas ? E vai fazendo algumas tropelias para obrigar a mãe a dar-lhe atenção. No entanto, a resposta à pergunta que tanto o inquieta surge inesperadamente, quando é perseguido por um gato, e sem hesitações a mãe o salva. Afinal a mãe ama todos os filhos!
Este sentimento é um "clássico", sendo frequentemente causa de algum comportamento mais turbulento. É bom encarar o tema de frente.

Autor: Brigitte Sidjanski
Editora: Ambar
Pág:40

Juro que não encetei uma campanha contra os chocolates e amêndoas (só contra os que fazem mal à saúde!), mas certamente as crianças recebem-nos sempre de alguém, enquanto livros já não. E estes ficam, para serem saboreados muitas vezes.

Até breve!