sexta-feira, 26 de julho de 2013

Receita para o fim-de-semana: Gelado de Leite Condensado



 Como fazer*:

Colocar as bolachas ( também fica muito bem com bolacha Maria!) dentro de um saco plástico e esmagar com o rolo da massa. Reservar.
Bater as natas como para chantilly, juntar o leite condensado e parte das bolachas. Colocar tudo na máquina dos Gelados, deixar bater uns 10-15 minutos, e mesmo no final acrescentar as restantes bolachas esmigalhadas.
Levar a congelar.

Uma receita super fácil e muito saborosa. Tornou-se o gelado  preferido do momento, e com este calor, acaba-se um a faz-se outro num instantinho!

Tenha um óptimo fim-de-semana!

* Receita retirada daqui.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A intimidade constrói-se desde o berço

"Não há forma de ser uma mãe perfeita... mas um milhão para ser uma boa mãe", via
Tive uma conversa com uma senhora minha conhecida que não me sai da cabeça. Por alto, ela contava-me os problemas ( vicissitudes da vida derivadas desta crise) do filho, dos quais só tem conhecimento através do marido. O filho está com ela quase diariamente, mas conversa apenas trivialidades; não lhe conta nada de verdadeiramente pessoal.  Não confidência, nem pede conselhos.

Intimamente senti-me chocada,  e até triste, com tudo isto. 

Esta senhora trabalhou sempre fora de casa, e dedicou-se muito ao trabalho, era realmente uma parte extremamente importante da sua vida. Não sei se seria mesmo a mais importante. Consequentemente, perdeu uma série de coisas da vida dos filhos. E receio bem, que tenha perdido a oportunidade de criar vínculos de proximidade com eles.

Eu acredito que a intimidade que construímos com os nossos filhos acontece desde que nascem, de forma contínua e intensa. Quanto mais tempo lhes dedicarmos, quanta mais atenção e cuidados, maior  há-de ser a nossa proximidade. Ou seja, o tempo é proporcional à relação que desenvolvemos com eles.

Não sou nada adepta do famoso "tempo de qualidade". Para mim, esse conceito é falso e serve apenas para aplacar consciências pesadas. O tempo que passamos com os nossos filhos é reflexo da realidade; umas vezes estamos mais focados e temos mais disponiblidade para os ouvirmos e interagirmos com eles, outras vezes estamos mais ocupados com outras tarefas. E temos que nos dividir. Nada de dramático!

Porém, não estar nunca...quando começam a andar, a dizer as primeiras palavras, a chorar porque cairam,  a adormecer, a construir o primeiro puzle, a fazer os T.P.C's, etc, o vínculo não poderá desenvolver-se de forma sólida, e de confiança. Esses rituais são fundamentais para solidificar a relação pais/filhos. E o tempo ideal para tal é a infância.

Muitos pais não sabem o que os filhos fazem, com quem andam, o que sentem, o que os faz rir e chorar, e só se apercebem disso tarde demais. Queixam-se da adolescência como se o problema fosse esse, mas não é; o problema está lá atrás. Não foram íntimos antes, porque esperam essa intimidade depois?

Eu acredito que serei uma daquelas mães-amigas. A quem os filhos recorrerão para ouvir um conselho, desabafar algum problema, ou simplesmente pedir colinho.
Sinto o coração apertado só de pensar que poderia ter falhado na construção da intimidade que tenho com os meus filhos, e que isso estaria irremediávelmente perdido. Porque o tempo passou e há oportunidades que não se repetem.



Recordo-me, claramente, de observar o Duarte, bebé de dias, no berço a dormir, e pensar: "Nada desta vida é garantido; tenho que aproveitar ao máximo o tempo que temos juntos". Foi uma espécie de epifania, que me definou, totalmente, enquanto mãe.

Até breve!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jardim miniatura

Dica de reutilização: Paus de gelados para fazer a cerca!

Tenho uma paixão por miniaturas, e não me custa nada admiti-lo. A Letícia deu-me esse à vontade.  Casinhas de bonecas, serviços de louça, e jardins como este, por exemplo.

Os jardins miniatura tornaram-se uns dos  nossos presentes preferidos ( ver aqui ), por diversas razões; as crianças podem fazê-los, os materiais estão sempre disponíveis por aqui, e são do agrado de quem os recebe.

São decorativos, ocupam pouco espaço e exigem pouca atenção. Uma solução fantástica para quem não tem espaço nem tempo para se dedicar a um jardim a sério.

Uma actividade para uma tarde de férias, e pretexto para as crianças mexerem e remexerem na terra, e brincarem aos arquitetos paisagistas.

Tenha uma óptima semana!


sábado, 20 de julho de 2013

Um luxo de Verão - Jantar a dois no jardim


Há algumas refeições que evito fazer, porque as crianças não gostam mesmo n-a-d-a. O que quer que seja de marisco, por exemplo; nem o aroma ( "cheiro", segundo eles!), toleram. Portanto, quando o jantar é a dois, costumo desforrrar-me, cozinhando iguarias como este prato de camarão.

Imprevisivelmente as crianças ficaram a jantar em casa de familiares, e os camarões congelados saltaram apressados da arca. Temos que aproveitar o momento!
Acompanhamos com uma garrafa, das pequenas, ( ideal para dois ) de Mateus rosé, bem geladinho.

Um daqueles luxos que eu tanto aprecio, jantar no jardim, comida gostosa, com música de fundo, num agradável tête à tête.

Camarões Picadillo *

Saltear uma cebola picadinha em azeite, até ficar transparente; juntar 2 dentes de alho e molho de tomate. Uma pitada de canela, 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico, 1/4 de colher de açúcar, meio copo de vinho branco. Temperar com sal e malagueta em pó. Deixe cozer em lume baixo, cerca de 15  minutos, até reduzir.
Juntar os camarões para cozer durante 3-4 minutos.
Servir com arroz branco, e cornichons e beterraba em conserva.

Tenha um óptimo fim-de-semana!


* Receita retirada e adaptada daqui.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Como ensinar as crianças a desenhar?

Via
Algumas crianças têm talento natural para o desenho, enquanto outras não, e por isso mesmo se sentem desmotivadas, levando-as a não querer desenhar. Fazem-no obrigadas, o que obviamente não leva a bons resultados. Já falei sobre o assunto aqui, porque foi algo que experienciamos, cá em casa.

Irrita-me um bocado esta ideia instalada que, ou as crianças desenham bem porque já nasceram com esse dom, ou então, que não há nada a fazer. São um caso perdido.
Quando as crianças começam a aprender uma língua estrangeira, normalmente, partem do zero; os professores começam por lhes ensinar o mais elementar, e os alunos terminam por entender os diálogos, redigir e ler  textos, responder na língua, etc. Há uma evolução, um trabalho que visa esse desenvolvimento. Então, por que não no Desenho?

Recordo-me de, em criança o meu pai me ter ensinado a desenhar um cisne, partindo do número dois. Eu era boa aluna a desenho, no entanto, adorei aquela técnica. E o facto é que existem tecnicas para desenhar tudo o que se possa imaginar.

Basta ter alguém que conheça essas estratégias e as ensine. Na falta de professores de Desenho, os próprios pais podem estimular a aprendizagem do Desenho, de forma a que as crianças perseverem numa arte que não dominam naturalmente. Porque uma coisa eu garanto: a prática é a mãe da perfeição.
E esta prática é tão divertida que pode facilmente tornar-se uma brincadeira aprazível, para momentos de ócio.

Selecionei algumas sugestões, para estas férias: 

Olhos:
Carinhas:

Via
 Animais da quinta:
Via
Flora:
Via

Gato:
Via
E para mais desenhos, aconselho  o Pinterest.

Até breve, e bons desenhos!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Não apresse o tempo! Desfrute, apenas.

Via
É tão giro o bebé da foto, não é? Uma ternura. Fez-me lembrar a primeira camisa de "homem" que o Duarte vestiu, quando bebé. Em cambraia azul claro, um modelo muito clássico. Ficava assim, uma ternura.

No entanto, eu nunca fui aquele tipo de mãe que vestia os bebés com roupa de adultos. Dei sempre primazia ao conforto, em detrimento da elegância e moda. Por vezes, quando vejo crianças muito aperaltadas, como se fossem adultos em miniaturas, não consigo evitar pensar que não me agrada, e não é apenas pela falta de conforto, embora muita dessa roupa seja de facto desconfortável, pelos materiais e modelos utilizados.

É a pressa que me incomoda. Alguns pais parecem sentir uma necessidade enorme de ver os filhos mais crescidos; ouvem como um elogio o comentário: "Parece um homenzinho!" , e por isso não hesitam em dar um empurrão para apressar esse crescimento. Ainda que não adiante de nada.

Tenho pena que não aproveitem  esses momentos da infância que passam realmente depressa, mesmo para aqueles pais que os apreciam. A infância é uma etapa da vida tão bonita, e demasiado importante para ser minimizada e "empurrada" com pressa de passar à etapa seguinte. E é, sobretudo, importante para a própria criança, que necessita de aprender imensas coisas, assimilar uma vastidão de conhecimentos, construir uma personalidade e absorver emoções, que o ajudarão a ser um adulto mais feliz.

Portanto, porquê promover uma imagem que não corresponde à infância? Roupas de adulto, unhas pintadas e calçado com salto, não são apropriados. Apropriado é viver o momento, desfrutar do que temos aqui e agora. É demasiado precioso e único.

Tenha uma óptima semana!