terça-feira, 18 de março de 2014

O Presente do Dia do Pai



Assim como se diz que Dia da Criança deveria ser todos os dias, o Dia do Pai também. Evidentemente não me refiro à compra de presentes, para celebrar a ocasião, mas sim àquela coisa tão fugaz, e que não se pode comprar, por nenhum dinheiro do mundo - Tempo!

Os filhos crescem tão rapidamente, e as diversas fases sucedem-se a um rítmo tão alucinante, que nos levam a queixar-nos, a par e passo, sobre a passagem inexorável do Tempo.
Quando o meu primogénito nasceu preveniram-me diversas vezes que isto aconteceria, e aconselharam-me a desfrutar o mais possível do meu bebé; achei bastante exagerado, mas ainda assim aproveitei muito o meu tempo com ele. Porém, não posso deixar de sentir que, de facto, o tempo é apenas nosso aliado, na vinculação, se for bem aproveitado.

Por conseguinte, os Pais não deveriam esperar presentes dos filhos neste dia. Deveriam antes ter noção de que o Presente é todos os dias, todo o tempo que passamos com os filhos, as actividades que desenvolvemos em conjunto, a intimidade que construímos resultante disso. E que ao contrário do presente que guardamos na prateleira, o Presente bem aproveitado não tem data de expiração, ficando amorosamente guardado durante toda a vida, num registo de memórias único, que será aberto e revisitado sempre que necessário.

Acredito que todos os Pais podem alcançar um sonho de criança, transformando-se eles próprios em Super Heróis. Com tempo e dedicação, os filhos haverão de os ver deste modo.

Felizes dias!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Como fazer os filhos falar ao jantar


Normalmente, o jantar é o momento que reune todos os membros da família, e portanto a altura perfeita para conversarem e para os pais se inteirarem de como os filhos passaram o dia.

-Então, como te correu o dia?
-Bem.

- Aconteceu alguma coisa hoje?
-Não, foi o costume.

Este diálogo parece-lhe familiar? Pois é, parece que os filhos estudaram todos pela mesma cartilha. Boicotam-nos a tentativa de conversa com a mestria de quem tem a sabedoria nos genes. Sem esforço algum. Enquanto nós, pais, nos sentimos encostados a um canto sem escapatória possível. A maioria rende-se e desiste, sentindo-se frustrada e culpada. Porque o diálogo pretendido resultou praticamente num monólogo.

Há dias, uma mãe comentava comigo que não entendia porque o filho não lhe tinha contado algo que acontecia na escola; dizia-me que todos os dias lhe perguntava como tinham corrido as aulas. Que o filho tinha abertura com ela para lhe falar do que quer que fosse.

Pela minha experiência, não vamos lá com perguntas gerais. Temos que ser mais específicos, e se as respostas forem do mais sintético que há, como "sim/não", insistir no desenvolvimento.

Comecemos pela criação da situação ideal: Televisão desligada e mesa posta para todos. Tenho horror a filhos comendo em tabuleiros, dentro dos seus quartos, em frente à t.v. . Este cenário causa-me pesadelos.

Orientar a conversação colocando perguntas como:

- Estão satisfeitos com o dia de hoje?

- Porque sim? Porque não?

- O que fizeram nas aulas? / O que aprenderam de novo nas disciplinas do dia?

- Aconteceu alguma coisa em particular com algum dos vossos colegas?

- O professor /professores enviaram algum recado? Marcaram T.P.C.'s ?

- O que comeram ao almoço? Estava bom? Com quem se sentaram na cantina?

- Comeram o lanche? Ou ficou na mochila esquecido?

- Com quem brincaram no recreio?

As crianças não poderão evitar perguntas tão directas, e a cada resposta acabamos por desenvolver uma conversa que nos permite conhecer a rotina dos nossos filhos, saber como interagem, como se alimentaram, e ficar a par do que se passa na escola. Para além disso, desenvolvemos um vínculo com eles que se baseia na comunicação, e que nos permite orientá-los. Há muitas situações que os filhos nos relatam, sem ter noção de que tenham alguma gravidade, e que de facto tem; proporcionando uma janela para que falemos, esclarecendo e orientando comportamentos e opiniões.

Falar com os filhos, e saber como passaram o dia é muito mais importante do que poderá parecer. Muito mais do que curiosidade, é obrigação dos pais.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Um amor com seiscentos anos


Via
Esta de amor carta foi encontrada em Andong, Coreia do Sul, junto ao coração de um homem mumificado, que viveu no século XVI. Uma impactante declaração de amor, um sofrimento tão avassalador, resultam nesta carta que mesmo atravessando séculos mantém um sentimento extremamente comovente.
Quem terão sido eles?

                                                                                                           "   1 de junho de 1586

Sempre disseste "Amor, vivamos juntos até que o nosso cabelo fique branco e possamos morrer no mesmo dia". Como pudeste morrer sem mim? Quem vamos ouvir, o meu pequeno e eu e como devemos viver? Como pudeste afastar-te de mim?

Lembras como o teu coração morava em mim e como eu habitava o teu? E eu Dizia-te sempre "Amor, haverá alguém que se ame como nós? Realmente como nós?" Como pudeste deixar-me assim, depois de tudo?
É que não posso viver sem ti. Quero ir contigo. Por favor, leva-me para onde quer que estejas. Meu Coração, os meus sentimentos por ti são a última coisa que poderei esquecer deste mundo. Em meu coração dilacerado só há uma dor sem limites. Só consigo perguntar-me: Como poderei viver com a criança se nos faltas, pensando em ti, sem forças para acalmar-me?

Por favor, responde-me a todas estas perguntas. Lê esta carta e responde-me com todos os detalhes nos meus sonhos quando puderes. Esta foi a razão para ter escrito esta carta e enterrá-la contigo. Oxalá possa escutar a tua voz suavemente nos meus sonhos. Olhá-a atentamente e fala comigo. Um dia disseste-me que querias dizer algo ao menino quando viesse ao mundo, mas partiste tão repentinamente que quando der à luz o menino a quem chamará pai?

Poderá alguém imaginar como me sinto? Não há tragédia igual  debaixo do céu. 
Tu está apenas noutro sítio, e não em tão profunda tristeza como eu. Não há limite nem fim ao meu sofrimento e eu mal consigo escrever. Não há limite ao que quero dizer e páro por aqui. "

segunda-feira, 10 de março de 2014

O Filme Lego




Há cerca de um ano que o Duarte não se mostrava interessado em qualquer filme de animação. Pensei com alguma tristeza que para ele tinha acabado essa fase. Pareceu-me, porém, algo estranho porque  sendo ele um miúdo que não aprecia filmes e que foi habituado a ver animação, pensei sinceramente que ele se juntasse àquele grupo de adultos que gostam de filmes de animação.
Confesso, no entanto, que também acho que os últimos  filmes de animação  não foram lá grande coisa. E talvez no fundo fosse essa a razão para o desinteresse. 

Portanto, fiquei bastante surpreendida quando o meu filho me falou do" Filme Lego", dizendo que gostaria muito de vê-lo. Mas quando se trata de recuperar alguma coisa que me parece  valer a pena, entro imediatamente em modo vamos lá.
Já tinha assumido que não esperava muito deste filme.  A Letícia gostou imenso e o Duarte disse que de 0 a 10, dava-lhe 10. Não é pouco, para o meu filho! Gostou das construções constantes e da acção.

Já eu, tive que recuar na minha opinião precipitada; parece-me até que este filme deveria ser visto por todos os adultos. Para se lembrarem de como é brincar. Para se recordarem que brincar não tem nada a ver com ordem, limpeza e nexo. Que na brincadeira tudo é permitido, e um dragão T-Rex pode muito bem estar no topo de um arranha-céu. Na brincadeira reina a imperfeição.
Que ser o "homem de lá de cima" também pode ser divertido se ele se esquecer das regras da organização por alguns momentos. Porque os adultos também precisam de brincar, e para tal devem recordar como se faz, através dos mestres da brincadeira - as crianças.

O Duarte ainda tem uma caixa enorme de Lego no quarto. Já raramente brinca com  as peças mas não permite que saiam de lá. Eu ainda me recordo, e menciono de longe a longe a casinha de Lego que tive na minha infância. Uma vez apreciador de Lego, Lego para sempre? Talvez.

sábado, 8 de março de 2014

Receita para o fim-de-semana: Tarte de Amêndoa



Era uma vez uma receita de Tarte de Amêndoa diferente. Levava limão. E rendia tanto, que a tarteira foi insuficiente e teve que ser distribuída por mais cinco formas de tarteletes. Ficou assim uma espécie de família Tarte de Amêndoa. Que foi rapidamente devorada, não dando sequer tempo a ser fotografada. Mas garanto, não foi nada dramático. Pois não!


Tarte de Amêndoa

Ingredientes para a massa:
250 gr de farinha
125 gr de manteiga amolecida
100 gr de açúcar
1 ovo
1 colher de chá de fermento

Recheio:
400 gr de açúcar
180 gr de miolo de amêndoa ralada sem pele
100 gr de amêndoa em lasca
6 ovos
120 gr de manteiga
Sumo e raspa de um limão

Como fazer:
Amassar a farinha com a manteiga, juntar os restantes ingredientes. Deixar repousar 10 m. . Aquecer o forno a 180º. Forrar a tarteira com a massa. 
Para o recheio: Derreter a manteiga com o açúcar, e juntar  os ovos batidos, a amêndoa , o sumo e raspa de limão. Deitar este recheio na tarteira e levar a cozer 5 minutos, retirando do forno para polvilhar a superficie com amêndoa em lasca. Volta ao forno cerca de 30 minutos.

Deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.

segunda-feira, 3 de março de 2014

O Carnaval está bem vivo em Portugal!

Via
Nada como inibir, de alguma forma, o que quer que seja, para que o desejo ou vontade de transgredir cresça com uma pujança nunca antes vista. Nada como proibir para assanhar os espíritos! Foi o que aconteceu com o Carnaval em Portugal.

Terras que nunca tinham festejado o Carnaval descobriram que precisavam de o fazer para preservar a tradição. As que o celebravam há muito investiram mais ainda.
O que vale realmente a decisão do Governo se depois há ainda outros orgãos estatais que também podem decidir e anular a primeira?!

Portanto, talvez o Carnaval deva ser festejado em Portugal como a festa que melhor lhe assenta; como uma grande metáfora do estado do nosso país. E para este cortejo virtual que eu observo daqui, a figura convidada é a jornalista Judite de Sousa, como seu "réto", lançado a Marcelo Rebelo de Sousa.

E viva os Foliões!