quarta-feira, 7 de maio de 2014

Aproveitar o que temos quando não dá para mudar!

via
A falta de espaço é um problema comum a muitas famílias, sobretudo quando a família cresce. Parece até que as divisões se tornam mais pequenas! O que acontece de facto, pois cada membro da família traz a sua bagagem. Mesmo em bebés já se vai notando um acréscimo de tralhas pela casa, ainda que o berço esteja no quarto dos pais. Mas o bebé vai crescendo e precisa do seu espaço, e posteriormente este mesmo quarto se transforma num espaço partilhado.

A família cresce, a casa não, mas ainda assim, os quartos partilhados podem ser giros, bem aproveitados e definidos.

Quarto partilhado,  mas com  privacidade garantida!

via

Cama individual, lado a lado;  a situação mais comum, encostadas à parede para melhor aproveitamento do espaço. 

via

Quando o espaço parece tão pequeno que nem um beliche comporta, a solução é um beliche feito à medida.

via
Quando o mano está planeado e há-de vir a caminho, aproveita-se, entretanto, o espaço inferior para brincar!

via
E quando há a sorte de termos um sotão...

via
E finalmente, para um mega aproveitamento:

via
Está certo, é necessário algum orçamento mas sempre muito mais acessível do que mudança de casa, não é? Com imaginação - e pesquisa - conseguem-se autênticos milagres.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mimo versus Má-Educação

Via
Por que é que as pessoas confundem mimo com má-educação?! Parece-me tão obvio que são coisas diferentes, e no entanto, frequentemente ouço pessoas reclamarem de alguma criança, atribuindo ao excesso de mimo, a má-educação.

Incomoda-me, talvez principalmente, porque tenho consciência de que dei muito mimo aos meus filhos.Aliás, ainda dou, embora cada vez menos, porque eles crescem.
Mas dei muita atenção, muito colo, muitos beijos e abraços, muitas festinhas no cabelo e no rosto. Muitas coceguinhas. Muitos desejos realizados, como ter panquecas para o pequeno-almoço, ou um determinado bolo a pedido.
E fiz isso muitas vezes mesmo estando cansada, com sono, com fome ou com pressa. Não é nada de extraordinário, muitas mães o fazem. Fiz tudo isto sabendo que um dia o meu colo seria desnecessário, os meus abraços talvez dispensáveis ( pelo menos em público!), as minhas comidinhas preteridas. Ou talvez não, quem sabe?!

Porém, dei educação. Ensinei a pedir por favor e a dizer obrigada, a cumprimentar as pessoas, mesmo quando não lhes apetecia, porque isso não é de apetites mas obrigatório. A controlar a telha, porque ninguém tem culpa se as coisas não lhes correm tal qual como querem. A manterem-se ao nosso lado, não nos obrigando a correr atrás deles pelas ruas. A acatarem um não quando pediam um brinquedo na loja, sem se atirarem para o chão a chorar baba e ranho.

Criei os filhos perfeitos, então? Não. E digo-o até com uma certa satisfação. Acho muito mais saudável que sejam assim, com as suas imperfeições e incoerências. De qualquer forma, o nosso trabalho enquanto pais não está terminado. Eles próprios farão uma parte nesse processo da educação, e o mundo ensinar-lhes-á o restante.
Mas entretanto, tiveram muito mimo, todo a que tiveram direito, e que lhes servirá de almofada para enfrentarem o que por aí vem.

Não, o mimo não é impeditivo de boa-educação, mas antes a base da mesma.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Receita para o fim-de-semana: Tarte de Leite Condensado e Chocolate



Estava no meu quadro do Pinterest para ser testada no topo da lista, desde que vi a foto no Barriguinhas*.

Confirmo, é mesmo deliciosa. Os meus filhos subscrevem. E todos os demais, que a provaram.


Tarte de Leite Condensado e Chocolate*

Para a massa:
120g de açúcar em pó
120g de manteiga em pedaços (não pode estar muito mole)
Interior de 1/2 vagem de baunilha
250g de Farinha de trigo
1 Ovo pequeno batido

Mistura o açúcar, a manteiga e a farinha com os dedos para obter uma mistura areada. Juntar o ovo batido e misturar. Não é necessário amassar, basta misturar até ter uma massa homogénea. Para a estender, coloque a massa na base da tarteira e use as mãos. Vá colocando farinha nas mãos para ajudar a forrar a forma.

Forno a 180º
Coloque uma folha de papel vegetal por cima da massa e use feijões secos para colocar por cima de forma a fazer peso na massa e assim evitar que cresca. Leve ao forno 15 minutos. Retire o papel vegetal e os feijões e leve mais 10 minutos ao forno para tostar.

1 Lata de leite condensado cozido

Verta o leite condensado por cima da tarte e leve ao forno mais 10 minutos.

100g de chocolate em barra
80g de natas
60ml de leite
1 Gema

Leve as natas a ferver. Retire do lume e junte o chocolate. Misture até que o chocolate derreta completamente. Junte o leite e a gema batidos.

Verta o chcololate por cima do leite condensado, co a ajuda de uma colher para que não se misture.
Apague o forno e coloque a tarte lá dentro só com o calor.
No dia seguinte guarde no frio.
É boa morna ou fria, sendo que morna fica com o doce mais acentuado.

* Receita retirada Ipsis verbis do Barriguinhas

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Programa a Dois é Necessário e Justo!


Via
Durante muito tempo fiz programas com os meus filhos, pensando que assim seria o ideal. Passar tempo com os dois em simultâneo, como se essa igualdade lhes desse de alguma forma a sensação de partilha e justiça de tratamento. Pelo menos, eu assim julgava.

No entanto, numa determinada ocasião, a Letícia teve uma festa de aniversário, e como o Duarte ficou um pouco triste, eu decidi sair com ele, para darmos um passeio e comer um gelado. Nesse par de horas que estivemos sozinhos, a passear e conversar, eu senti que aquele tempo apenas entre nós os dois foi diferente; mais directo, mais cúmplice, mais sincero. E a validação desse sentimento chegou com uma frase inesperada do Duarte, ao dizer-me com todas as letras: - Mãe, gosto tanto do tempo que passamos só nós dois!

Foi um momento de revelação. Em que constatei que o tempo para os filhos não tem necessariamente que ser partilhado, nem medido, nem dividido em partes exactamente iguais.

Curiosamente, mais tarde, aconteceu o mesmo com a Letìcia, e ela repetiu-me as mesmas palavras. Era então oficial: - o tempo passado a dois era diferente, apreciado e necessário.

Cada criança tem os seus gostos, preferências, vontades, e diariamente têm que gerir tudo isso, para conciliar a vida em família, harmonizar a rotina com os irmãos. Portanto, se houver oportunidade de dedicar um tempo para cada criança, para que ela possa exprimir-se individualmente, seja de que forma for, é realmente justo.

É o reconhecimento da criança como indivíduo. É a demonstração de respeito e aceitação por aquilo que ela é. E não menos importante, é um tempo partilhado a dois que contribui para uma relação de intimidade, e momentos inesquecíveis.
Por diversas vezes o Duarte me repetiu: - Mãe, gostei tanto daquela tarde que passamos só nós os dois!

Os programas a dois são especiais, e com toda a certeza ficarão na nossa memória.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

E Venha mais Um!


Em véspera de festejar mais um 25 de Abril recordo sobretudo, e como todos os anos, o meu avô paterno, por se ter oposto à ditadura e ter sido perseguido pela PIDE. Por ter dado a cara e nome, no apoio ao general Humberto Delgado, pela comissão de Guimarães.
Recordo o meu pai, e o seu amor religioso à liberdade. E todos aqueles que lutaram, foram perseguidos e prejudicados de alguma forma, por acreditarem que tinham o direito de serem livres.

É bastante triste pensar que essa conquista é tão relativa. Perdemos liberdade em tantas outras coisas. Como diz o Sérgio Godinho, só há liberdade a sério, quando houver paz, pão, saúde, habitação.
E justiça. E uma sociedade que privilegie a meritocracia.

Portanto, não me parece que a utilidade da celebração do 25 de Abril seja por uma conquista efectiva, mas antes uma lembrança das conquistas que ainda nos faltam.
Não deve servir para nos embalar, como muitos pretendem, mas sobretudo para nos despertar!