terça-feira, 8 de julho de 2014

Férias Imprevistas



Estes dias, a Nigella comentava num dos seus episódios que temos que aproveitar a vida conforme o que ela nos vai proporcionando. Mesmo as coisas mais simples; são essas que nos fazem felizes. Não podia concordar mais com ela.


Uns dias na praia, mesmo com tempo atipico de Verão,  proporcionou-nos repouso, outra paisagem, silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar, banhos ( para as crianças, para quem o mar do Norte está sempre óptimo!), e brincadeiras esquecidas, que por sua vez fizeram esquecer jogos de p.c. , PS, telemóveis, etc. 

Temos mesmo que aproveitar as férias imprevistas, até porque este Verão promete manter-se arredio e indomável.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

9 Erros de Segurança Infantil na Água que até Pais Cuidadosos Cometem

 
Artigo via Babble

Nas férias de Verão, praias e piscinas são incontornáveis, destino de eleição da maioria das crianças. No entanto, há sempre um grande risco de afogamento, o que acontece mais do que desejaríamos, que seria nunca.

Todos sabemos que devemos estar sempre atentos às crianças, quando tomam banho ou brincam na água, mas ainda assim, cometemos erros. 

Segundo, Janet Evans, a atleta olímpica de natação americana, quatro vezes medalhada, estes são os nove erros:

1. "O meu  filho é muito jovem para aprender a nadar."
opiniões divergentes sobre quando ensinar as crianças a nadar, mas eu acredito que  introduzir  uma criança muito pequena na água - e aclimatando-a para a forma como o corpo se sente na água - é inestimável para, eventualmente, ensiná-los a nadar. Minha filha teve a sua primeira aula de natação aos quatro meses, e meu filho teve sua primeira aula às  quatro semanas. As estatísticas compiladas pela Fundação de Natação EUA prova que quando você coloca seu filho em aulas formais de natação, reduz o risco de afogamento em 88%.

 
 2. "O salva-vidas vai vê-los."
O salva-vidas é apenas uma pessoa, e não importa como eles são bons, eles não podem assistir a todas as crianças. Tenho sido provocada em festas de piscina por me sentar - geralmente ao lado do salva-vidas - e observar a piscina juntamente com ele. Afogamentos em festas de piscina são rápidos e silenciosos, e geralmente ocorrem com adultos ao pé, a metros de distância da piscina.

 
3. "O meu filho está seguro na água."
"Nenhuma criança está sempre segura na água. Eu sou uma campeã olímpica, e eu não estou segura  na água! Eu poderia tropeçar no deck da piscina, bater a cabeça e cair lá dentro. Como embaixadora da EUA Swimming Foundation, gostaria de sublinhar a importância de manter as crianças "mais seguras" dentro e ao redor da água, dando-nos uma coisa a menos para nos preocuparmos.

 
4. "Eu posso depender apenas de braçadeiras para ensinar meus filhos a nadar."
"Os pais acham que as braçadeiras ajudam os seus filhos a aprender a nadar, mas a maioria dos defensores de segurança na água não recomenda,  porque elas dão às crianças uma falsa sensação de segurança. Quando uma criança cai acidentalmente numa piscina é geralmente sem braçaceiras. Eles precisam saber como nadar sem elas. "


5. " A minha piscina é segura."
Apesar de não ser a forma mais comum de se afogar, armadilhas de drenagem são comuns. Como tal, os pais devem-se certificar de que drenagem e  sistemas de bombas de suas piscinas estão em conformidade com os regulamentos estaduais e federais atuais (encontrar informações no exterior com segurança). E não se acanhe em pedir orientação à piscina pública local . Você também deve manter a plataforma da piscina livre de brinquedos e outros objetos, de modo que nenhuma criança tropece e caia na piscina.

 
6. "Eu posso sair da piscina por alguns minutos para atender o telefone ou ir buscar alguma coisa a casa."
Mais uma vez, nenhuma criança está sempre segura na piscina. O afogamento é silencioso e demora dois minutos. Nunca tire os olhos do seu filho enquanto eles estão dentro de água, seja qual for, e por qualquer razão.

 
7. "Eu não preciso de um portão ao redor da minha piscina."
As crianças podem escapar para fora de casa e para a piscina sem serem notadas, e até mesmo as crianças com habilidades de natação poderão ter problemas. Piscinas de casa (juntamente com banheiras de hidromassagem e jacuzzis) devem ter uma porta de fecho automático em volta delas, se as crianças estão presentes dentro e ao redor da casa a qualquer momento.

 
8. "Se eu não consigo encontrar o meu filho, eu deveria procurar em casa antes de verificar a piscina."
Se a sua casa tem uma piscina, ela deve ser o primeiro lugar em que você procura. Mais uma vez, o afogamento é rápido e silencioso.

 
9. "Eu vou saber o que fazer se o meu filho precisa de ajuda."
Todos os adultos deveriam saber fazer Reanimação (encontrar um curso acreditado em seu local Cruz Vermelha  e YMCA) e as acções a serem tomadas, se encontrar uma criança inconsciente n uma piscina. Você nunca pode estar demasiado preparado.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Dom da Ubiquidade

Julgava que apenas Deus o tinha, mas parece que não. É o dom de alguns médicos também. Infelizmente, os pacientes, sobretudo os das Urgências, parecem discordar.

Em época de cruzamento de dados é no mínimo estranho que tenha demorado tanto a descoberta deste...milagre.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Enfrentar os Enganos para Evitar os Danos (alguns!)


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Espanta-me a profundidade em que algumas pessoas se refugiam para serem enganadas. Contra todas as evidências, fecham os olhos e recusam-se a ver os sinais maiores. Agarram-se com certezas sólidas aos argumentos frágeis e inconsistentes, que lhes servem de caminho a percorrer.

E se, porventura, alguém tenta alertá-los, encontra a mesma recusa dos olhos, nos ouvidos. De tal forma estão imunizados a outro pensamento que não o seu.

E, nem quando a verdade explode, o que acaba por acontecer mais tarde ou mais cedo, o engano se explica e assume. Não há lugar ao mea culpa, nem arrependimento, nem sequer memória do que lhes foi sugerido, para que vissem o erro.
Como se a verdade, ao explodir, lhes causasse uma espécie de autismo selectivo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Apocalipse Ortográfico

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Se este a.o. , que me deixa de cabelos em pé, foi elaborado por especialistas que aprenderam o Português tal como eu o conheço, e o transformaram nisto, fico antecipadamente apavorada com a perspectiva do novo a.o. , quando for feito por pessoas que escrevem*:

- pinxexa
- adrt
- bgd / bigada
- tas
- cmg
- axo
- qer
-qem
-agr

Estou com muito receio do futuro. Com muito medo de viver num país onde já ninguém comunique na mesma língua que eu. Pela rapidez da "evolução" da mesma, não tarda nada, voltamos aos grunhidos dos homens das cavernas.

* Vi no FB, nos amigos dos meus filhos, que isto de monitorizá-los tem as suas vantagens; vou acompanhando a evolução da língua praticamente in situ.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Insucesso escolar não é igual a insucesso

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Uma avó preocupada comentava comigo sobre a situação da neta na escola. Desconcentrada, desinteressada, em risco de repetir o ano; só lhe interessa a dança, as pulseiras e apresentar-se bonita e arranjada.

Como conheço a menina em questão não me pareceu de todo que fosse "um caso perdido", se é que os há.
Lembrei-me logo do "Elemento", um livro que deveria ser de leitura obrigatória, para pais e educadores. Enquanto isso não acontece vou divulgando eu mesma o seu conteúdo, sempre que vem a propósito.

O nosso sistema educativo é feito para as massas, e há crianças que não conseguem encaixar nesse paradigma; no entanto, a máquina não se compadece desses casos, que não são tão poucos como isso, prefere tratá-los como excepções que podem emperrar a engrenagem. Por isso, limita-se a trucidá-los, na sua marcha cega e prepotente. Em resultado desse tratamento temos crianças desmotivadas, com baixa auto-estima.

Não significa  que estas crianças sejam menos inteligentes, menos criativas, menos interessadas. E os inúmeros casos de crianças com insucesso escolar que se tornaram casos de sucesso na vida atestam-no. Simplesmente, as suas capacidades estavam inutilizadas, por descobrir frequentemente, quando tudo o que a escola lhes pede e exige é que saibam reproduzir conhecimento. Que tenham sobretudo capacidade de memorização.
Porém, a família e quem rodeia a criança, que deveriam suspeitar deste sistema atroz, limitam-se a aceitá-lo sem contestação, lançando olhares de decepção à criança, que marcam a alma, como o ferro quente marca a pele. Para sempre.

Compete-nos a nós, enquanto pais e educadores, ajudar as nossas crianças a descobrirem aquilo em que são bons. Aquilo que fazem sem custo, mas antes com alegria. E dar-lhes condições de porem em prática os seus talentos. Depois de realizados numa área  que verdadeiramente apreciam, o resto melhora, e quem o diz não sou eu (embora acredite,) são os especialistas.

Quem sabe esta menina não se tornará  uma excelente bailarina ou cantora? Ou até estilista? Se for esse o seu elemento, vai ser feliz com certeza.