quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Silêncios

Não nos faltam  palavras para dividir com os outros. Há-as em abundância no Dicionário, para todas as ocasiões e estados de espírito.
Já os silêncios, tornam-se raras as pessoas com quem podemos partilhá-los. Por isso, o valor que lhes dou tem aumentado gradativamente, conforme os meus anos de vida. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bavaroise de Coco Com Molho de Framboesas


Este doce está associada às memórias do meu casamento, foi a sobremesa que escolhemos. Tenho-a feito ao longo dos anos, sobretudo no Verão, por ser fresca e provocar sensações ao palato tão opostas: macia e áspera, doce e ácida.
Deliciosa!


Bavaroise de Coco com Molho de Framboesas

Ingredientes:
0,5 lt de leite
6 gemas
350 gr de açúcar
150 gr de coco ralado
1 c.sobremesa de farinha Maizena
3,5 dl de natas
10 folhas de gelatina

Como fazer:
Aquecer o leite. Bater as gemas com o açúcar e a Maizena. Acrescentar o leite quente em fio. Levar ao lume a engrossar, mexendo devagar. Retirar do lume, juntar a gelatina  previamente demolhada. Mexer bem até que esta fique dissolvida completamente. Juntar o coco ao creme quente, e misturar bem. 
Deixar arrefecer.
Depois de frio, acrescentar as natas batidas e envolver. Colocar na forma de pudim, passada por água.
Levar ao frigorífico durante 4 horas.

Para o molho:
300 gr de framboesas
4 c. sopa de açúcar
1 d. sopa de doce de framboesa
Reduzir metade das fromboesas a puré. Juntar o açúcar e o doce e levar ao lume, até obter um ponto fraco. Fora do lume, juntar as restantes framboesas.

Desenformar a bavaroise e decorar com o molho.

Como cá em casa todos gostam imenso do Molho, prefiro reduzir a quantidade total da fruta. Também faço com morangos e resulta igualmente delicioso.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dica de filme: Lucy



O assunto fascina-me; já tinha inclusivamente escrito este texto, a propósito de um sonho meu. Dizem, no entanto, que esta história de só utilizarmos 10% do cérebro não passa de um mito, criado nos séculos XIX e XX por alguns cientistas, dentre os quais Einstein. Actualmente, não é considerado correcto. Porém eu, como muitas outras pessoas, continuamos a acreditar que o cérebro tem imensos mistérios por desvendar.

Esta é uma versão comercial, como obviamente tem que ser para vender o filme. Para mim, a questão do cérebro é semântica, ou metafórica, como entenderem; trata-se de uma questão de consciência, e nisso todos haveremos de concordar que cada um de nós utiliza uma percentagem diferenciada.

Já sei que as opiniões se dividem muito a este propósito, mas lembro-me sempre de como adorei o Matrix no Cinema, e todas as pessoas com quem falava o tinham detestado. Posteriormente, fizeram a triologia, que aí chegou devido ao sucesso imprevisto.Em suma, gostos!

O tema parece ser também do interesse de realizador francês Luc Besson e do actor americano Morgan Freeman, e ainda bem, porque resultou num filme de que gostei imenso.
Scarlet Johanssen está muito bem no papel de Lucy, uma jovem envolvida, contra a sua vontade, numa rede de transporte de uma droga nova e pesadíssima. Essa é a alavanca para o enredo do filme; Lucy vai sofrer aumentos graduais do uso do cérebro e assim alcançar superpoderes.
No fundo, é a evolução do ser humano, desde a pré-história até ao desenvolvimento total, ao fundir-se com a divindade. Quando atinge o uso dos 100% do cérebro.

Segundo o o realizador, tudo o que Morgan Freeman ( personagem do professor universitário) diz,  é real e cientifico, e tudo o que Lucy diz, é  entretenimento. E segundo o professor universitário,  os golfinhos são os únicos animais que usam mais percentagem do cérebro do que nós,  20% contra 10. A ser correcto, é bastante impressionante, não é?


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pequenos Percursos de Passeio no Minho



Uma  amiga, que me contava sobre uma tarde maravilhosa que tivera a poucos kms de casa, dizia em jeito de conclusão: - Não vale a pena viajar para  longe, quando temos praias fabulosas, monumentos lindíssimos e antigos, em Portugal!

De facto temos tudo isso, tanto para visitar e conhecer, seja de férias, fim-de-semana ou apenas um dia. A oferta é tão extensa e diversificada que o difícil é escolher; mas também não podemos deixar ao acaso como se assim obtivéssemos a combinação perfeita em slots online!
Este foi o trajecto vencedor:  Ponte da Barca - Arcos de Valdevez- Monção - Caminha.
Em meados de Agosto apanhamos festas e romarias em todo o Minho, e foi o que aconteceu, o que tornou o passeio ainda mais colorido e inesperado.

Ponte da Barca é uma vila muito antiga, cuja toponímia deve à barca que aqui existia para transportar as pessoas de uma margem do Rio Lima, à outra. A ponte  foi construída no Séc.XIV por D.Pedro. Era aqui que os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela atravessavam.
A vila tem o encanto das povoações medievais minhotas, belas casas com brasões e uma igreja paroquial barroca, do séc.XVII, que por sorte abriu para um baptizado, e conseguimos visitar.

Andores primorosamente decorados com flores verdadeiras

Arcos de Valdevez  Esta vila minhota recebeu foral em 1515; é atravessada pelo rio Vez, com vários monumentos de interesse como a igreja da Lapa, a igreja do Espírito Santo, considerada uma das jóias do Barroco nacional, o Pelourinho, e algumas casas brasonadas, distribuídas pelas suas ruas estreitas de granito, que calcorreamos alegremente. 
Nos arredores ( aproximadamente 20 kms) temos os espigueiros do Soajo, um conjunto de 24, datando o mais antigo de 1784, ainda hoje utilizados pelos habitantes.



Monção - Antiga vila muralhada, como convém a localidade raiana, possui muralhas e castelo muito bem preservados, datando do séc. XI ou XII, conforme alguns estudiosos. Das muralhas temos amplo panorama  para o Rio Minho e Espanha.
O nome Deu-lá-Deu Martins surgia-nos com regularidade pela vila, até que finalmente entendemos ter sido esposa do alcaide, que no séc.XIV, durante as guerras fernandinas teve a ideia de atirar das muralhas, aos soldados espanhóis, todo o pão da cidade, levando-os a levantar cerco. A sua astúcia valeu-lhe a homenagem que ainda hoje lhe rendem os monçanenses.

À  primeira vista tive a sensação de estar perante a Downton Abbey
Próximo da vila, podemos visitar o belíssimo Palácio da Brejoeira, fundação privada, onde a actual proprietária ainda reside.
Construção do inicio do séc. XIX, em estilo neoclássico, é monumento nacional desde 1910. Foi oferecido à sua actual proprietária, pelo seu pai Francisco Oliveira Paes, pelo seu 18º aniversário. A partir de 1970 foi fundada uma adega que naturalmente produz vinho Alvarinho, o famoso "Palácio da Brejoeira".
A visita inclui palácio, capela (- com o característico triângulo maçónico, um doce para quem descobrir onde! ), teatro e jardins. 


Caminha - O rio Minho desagua nesta vila, proporcionando praias de água salobra e menos frias. Como o dia estava cinzento, passeamos apenas. Daqui pode atravessar-se para a Galiza ( pessoas e automóveis), através dos barcos.
A vila tem muralhas seiscentistas ( de onde podemos contemplar o panorama diversificado ( vila, mar, rio e Espanha), um centro com vários monumentos de valor, como a Torre do Relógio, casas solarengas, igreja da Misericórdia, etc. E ao redor muito mais ainda para descobrir e admirar.

Este périplo foi todo feito pela estrada nacional, o que nos proporcionou paisagens verdes e frescas, com vistas para rios, riachos e fontes que surgiam a cada passo. É o Minho, em todo o seu esplendor! 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Cheira a Mãe!



Via

A Letícia a abraçar a mãe.

- Ó, mãe, cheiras tão bem! É o melhor cheiro do mundo!... É tão bom o teu cheiro que devia ser vendido em frascos!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Avós em Redenção

Quando tiveram filhos pequenos, pouca importância lhes deram. Não tinham paciência, nem disposição para os ouvir, brincar com eles, ou mesmo ajudá-los nos trabalhos da Escola.
Tolerância zero para as tolices, mais frequentemente ingenuidades de crianças, a que chamavam asneiras e castigavam fisicamente.
Não lhes ouviam os medos, antes os instigavam com a distância e falta de compreensão. Não lhes davam colo, beijos e abraços, porque não sabiam como fazê-lo, não os tendo recebido dos seus pais.

Todavia, não lhes faltaram com um tecto que os abrigassem e comida na mesa.
Hoje, olhando para trás, dizem em modos de explicação que foi tudo por falta de tempo. Que andavam muito ocupados a ganhar a vida. E agora, como têm o tempo que a merecida reforma lhes proporciona, dedicam-se a fazer aos netos, tudo o que recusaram aos filhos. E mais porventura.

O que me preocupa, são os pais dos netos, prisioneiros ainda da educação da infância, a perpetuar formas de estar, ser e ensinar, sem conseguirem quebrar os ciclos.