segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Escola no Japão


Hoje, com o início do ano lectivo penso particularmente na questão. 
Uma escola que responsabiliza os alunos, se preocupa em integra-los e incentiva a cooperação.
Sem dúvida que daqui sairão adultos muito bem estruturados.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pequeno Circuito Por Terras Históricas


Gosto de terras com História, e gosto ainda mais quando são pequenas localidades, como aldeias e vilas. Têm outro encanto, outra energia, mas, infelizmente, na maior parte das vezes também possuem uma certa tristeza. A vida tão vibrante de outrora deu lugar a uma quietude que me parece sempre injusta e inapropriada. No entanto, passear através do tempo é a viagem que nos proporcionam, e suponho que esse tipo de passeio nos causa, inevitavelmente, uma certa nostalgia.

Sortelha - Esta freguesia fica localizada no concelho do Sabugal. Foi vila e sede de concelho entre 1288 e 1855, tendo em 1849,  6022 habitantes. Hoje é considerada uma das aldeias históricas de Portugal e possui apenas 2 habitantes. É uma aldeia granítica, rodeada por uma muralha do Sec. XIII, que conseguiu preservar o seu aspecto até aos nossos dias; possui castelo, sepulturas medievais, pelourinho Manuelino, igreja renascentista, e casas encantadoras que são habitadas apenas aos fins-de-semana pelos seus proprietários, ou estão reservadas ao Turismo, ou ainda, tristemente abandonadas.
Passear pelas ruas empedradas, debaixo da sombra das casas centenárias revelou-se um passeio quase perfeito. E este quase deve-se à falta das pessoas; faltam os habitantes que costumam dar alma às terras. É muito triste, mas é assim o interior de Portugal.


Belmonte - Pertence ao distrito de Castelo Branco e tem cerca de 3 200 habitantes. Recebeu foral de D.Sancho I em 1199. O grande ilustre filho da terra, é o navegador Pedro Alvares Cabral.
A comunidade judaica que aqui permaneceu desde o Sec.XVI, fugindo de Espanha e da Inquisição, fechou-se de tal forma ao Mundo que viveu totalmente isolada em Belmonte até aos anos 70, quando finalmente estabeleceram contacto com os judeus de Israel, e oficializaram o judaismo como sua religião.
Por coincidência, visitamos a Vila durante a Feira Medieval, que estava repleta de turistas por ela traídos, e alguns do nosso grupo tiveram ainda o privilégio de serem filmados, para a reportagem da RTP1. Como a Letícia, que obviamente achou imensa graça. Curiosidades das férias.


Monsanto - Localizada em Idanha-a-Nova, tinha em 2011, 829 habitantes. É considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, epiteto que infelizmente não consegui esclarecer, restando-me especular.
Habitada desde o Paleolítico, apresenta sinais da permanencia de Romanos, Visigodos e Árabes, sendo estes últimos derrotados por D. Afonso Henriques, que doou o lugar de Monsanto à Ordem dos Templários. Ao longo dos séculos foi atacada por diversas vezes, reconstruída e repovoada.
O  escritor e médico Fernando Namora foi o seu habitante mais conhecido, estando a sua casa sinalizada As casas em granito situam-se no alto do monte, abrangendo uma paisagem distante e deslumbrante. Muitas casas estão abandonadas e em ruínas, outras fechadas grande parte do ano, e as restantes habitadas por um número que me parece bastante inferior ao indicado em 2011. Sente-se, porém, que a aldeia é habitada, há ruídos, luzes e vozes de quem lá vive.

Assistir ao por-do-sol no topo de Monsanto, e jantar no terraço de um pequeno restaurante foi algo que apreciamos como se de um luxo raro se tratasse. Uma daquelas noites de Verão maravilhosas, que nos deixam saudades por muito tempo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A meio da Conversa

O Duarte e um amigo conversavam quando passaram por mim:

- Eu? Eu durmo numa cama. Diz o Duarte
- Eu não! Eu durmo num saco-cama! Fogo, eu durmo no chão. Responde o amigo com uma voz muito aborrecida. - Como conseguiste a cama?
- Foi o L. que ma deu.
- Ó....eu também queria dormir numa cama!

Por uma fração de segundos até pensei que estavamos na vida real.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Silêncios

Não nos faltam  palavras para dividir com os outros. Há-as em abundância no Dicionário, para todas as ocasiões e estados de espírito.
Já os silêncios, tornam-se raras as pessoas com quem podemos partilhá-los. Por isso, o valor que lhes dou tem aumentado gradativamente, conforme os meus anos de vida. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bavaroise de Coco Com Molho de Framboesas


Este doce está associada às memórias do meu casamento, foi a sobremesa que escolhemos. Tenho-a feito ao longo dos anos, sobretudo no Verão, por ser fresca e provocar sensações ao palato tão opostas: macia e áspera, doce e ácida.
Deliciosa!


Bavaroise de Coco com Molho de Framboesas

Ingredientes:
0,5 lt de leite
6 gemas
350 gr de açúcar
150 gr de coco ralado
1 c.sobremesa de farinha Maizena
3,5 dl de natas
10 folhas de gelatina

Como fazer:
Aquecer o leite. Bater as gemas com o açúcar e a Maizena. Acrescentar o leite quente em fio. Levar ao lume a engrossar, mexendo devagar. Retirar do lume, juntar a gelatina  previamente demolhada. Mexer bem até que esta fique dissolvida completamente. Juntar o coco ao creme quente, e misturar bem. 
Deixar arrefecer.
Depois de frio, acrescentar as natas batidas e envolver. Colocar na forma de pudim, passada por água.
Levar ao frigorífico durante 4 horas.

Para o molho:
300 gr de framboesas
4 c. sopa de açúcar
1 d. sopa de doce de framboesa
Reduzir metade das fromboesas a puré. Juntar o açúcar e o doce e levar ao lume, até obter um ponto fraco. Fora do lume, juntar as restantes framboesas.

Desenformar a bavaroise e decorar com o molho.

Como cá em casa todos gostam imenso do Molho, prefiro reduzir a quantidade total da fruta. Também faço com morangos e resulta igualmente delicioso.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dica de filme: Lucy



O assunto fascina-me; já tinha inclusivamente escrito este texto, a propósito de um sonho meu. Dizem, no entanto, que esta história de só utilizarmos 10% do cérebro não passa de um mito, criado nos séculos XIX e XX por alguns cientistas, dentre os quais Einstein. Actualmente, não é considerado correcto. Porém eu, como muitas outras pessoas, continuamos a acreditar que o cérebro tem imensos mistérios por desvendar.

Esta é uma versão comercial, como obviamente tem que ser para vender o filme. Para mim, a questão do cérebro é semântica, ou metafórica, como entenderem; trata-se de uma questão de consciência, e nisso todos haveremos de concordar que cada um de nós utiliza uma percentagem diferenciada.

Já sei que as opiniões se dividem muito a este propósito, mas lembro-me sempre de como adorei o Matrix no Cinema, e todas as pessoas com quem falava o tinham detestado. Posteriormente, fizeram a triologia, que aí chegou devido ao sucesso imprevisto.Em suma, gostos!

O tema parece ser também do interesse de realizador francês Luc Besson e do actor americano Morgan Freeman, e ainda bem, porque resultou num filme de que gostei imenso.
Scarlet Johanssen está muito bem no papel de Lucy, uma jovem envolvida, contra a sua vontade, numa rede de transporte de uma droga nova e pesadíssima. Essa é a alavanca para o enredo do filme; Lucy vai sofrer aumentos graduais do uso do cérebro e assim alcançar superpoderes.
No fundo, é a evolução do ser humano, desde a pré-história até ao desenvolvimento total, ao fundir-se com a divindade. Quando atinge o uso dos 100% do cérebro.

Segundo o o realizador, tudo o que Morgan Freeman ( personagem do professor universitário) diz,  é real e cientifico, e tudo o que Lucy diz, é  entretenimento. E segundo o professor universitário,  os golfinhos são os únicos animais que usam mais percentagem do cérebro do que nós,  20% contra 10. A ser correcto, é bastante impressionante, não é?