segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Prisão tecnológica"

A Letícia está no computador a fazer uma pesquisa para E.V. . Eu tenho os auriculares postos, para ouvir música, enquanto dobro um cesto de roupa. O Duarte está a ver televisão, ao meu lado. 

- É uma autêntica prisão tecnológica! Diz-me ele.

Eu aceno com a cabeça, como que apanhada em falta, sem palavras.
Olho novamente para a t.v. , que está a transmitir "Fugas da Prisão", no National Geographic, e compreendo. Vivemos permanentemente numa grande metáfora.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os Meninos a Meia-Calça e o Ballet

Via Brasilianas Org

Acho espantoso como Meninos a fazer xixi sentados, já! publicado em Maio de 2012, continua a gerar reacções, seja na forma de comentários, seja por email. Constato que o tema não é consensual, nem pacífico. O que o torna muito interessante. 

Não pretendo mudar a opinião de ninguém (é sabido que só muda quem realmente quer), apenas partilhar o que penso, e se com isso levar os leitores a reflectir, inclusivamente, partilhando essa reflexão comigo, alcanço o objectivo. E portanto, sinto-me grata por tal  acontecer. Foi também numa dessas trocas de ideias com as leitoras que uma outra questão foi levantada - o uso de meia-calça pelos meninos. 

A Carla questionava por que preferiam as mães deixar os meninos passar frio, a permitir-lhes que usassem meia-calça, apenas por considerarem uma peça de vestuário feminino. E ela mesma concluía que é unicamente uma questão de preconceito. 

Em Portugal, os meninos pequenos usam meia-calça, por debaixo das calças, ou com calções, no entanto, depressa lhes é retirado esse conforto. Recordo-me, em particular, que a um determinada altura, um primo fez ao meu filho um reparo algo preconceituoso. E ele começou a pedir para não voltar a usar meia-calça. Segundo ele, já mais ninguém da sua idade as usava.

Recentemente, recebi um email da Carla, no qual ela me contava que tinha comprado uma meia-calça, para oferecer de presente a um priminho, que mostrara por diversas vezes interesse em as usar. E que ele adorara! 

Não há muito tempo, vi na televisão uma reportagem sobre uma escola de ballet que oferecia as aulas, aos meninos, numa tentativa, algo desesperada penso eu, de os cativar. Porque eles também são necessários para certos papéis, e escasseiam. E porquê? Porque ballet é para meninas. E o futebol para meninos.

Horror dos horrores, meninos no ballet. E a vestirem meia-calça!
É realmente impressionante como a preconceito está por todo o lado, promovendo ideias desnecessárias, que no mínimo dificultam a vida das pessoas, e no máximo, deixam marcas traumatizantes, talvez para toda a vida. 

Não é fácil educar, estamos todos de acordo. Mas também não creio que seja necessário um curso. Basta ter amor, porque essa é a base de tudo: da paciência, da perseverança, do respeito, da aceitação. E ter também uma dose q.b. de sentido crítico, para avaliar se na hora de consentir vestir uma meia-calça ao filho, ou inscrevê-lo no ballet, a opinião geral tem realmente fundamento. 
Vamos lá... afinal o que pesa mais? 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Bagagens do Ano

Terminar o ano fazendo um balanço positivo é podermos pousar as bagagens e seguir caminho.
Mudar de aeroporto, de cidade, de destino sem olhar para trás.
Quando tal não acontece, as malas tornam-se pesadas e volumosas demais, para seguir em frente sem as esquecer.
Incongruentemente, pois seria razão justa para mais depressa as abandonar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Uma Árvore Nativa no Gandarela


Via Ikebana Flores
 Em Dezembro recebi um presente especial: uma muda nativa foi plantada, em nome do Mãe... e muito mais, na Serra do Gandarela, no Brasil. Apenas porque aceitei o convite do Ikebana Flores, divulgando uma campanha em que acredito. E acredito também que todos os contributos são  importantes, até os mais pequeninos.  
Senti-me imensamente grata por pertencer a este movimento. Quem sabe para a próxima campanha, não se junta a nós?!
"A campanha Plante Uma Árvore” teve mais uma etapa concluída, no dia 29 de novembro de 2014, realizada em Rio Acima – MG no “Pé da Serra do Gandarela”. Ipê branco, ipê Crioulo, ipê amarelo, mogno, jacarandá, sucupira, aroeira, peroba, jequitiba, entre outras mudinhas nativas foram semeadas no bioma do cerrado do Gandarela, em nome de um blogueiro ou site apoiador, contabilizaram 307 mudas nativas plantadas durante todos os plantios.
A Comunidade Mãe e Muito mais publicou um post sobre a campanha Plante Uma Árvore e deixou sua árvore nativa no Gandarela.
A floricultura SP Ikebana Flores irá plantar em nome de todos os blogs e sites que noticiarem essa causa, para informar a população a respeito do monopólio da mineração, que devasta a serra do Gandarela.
Estamos fazendo a nossa parte, e você?
Entramos para a 4ª. fase do plantio e também estamos doando mudas do cerrado durante a campanha, basta vir a Ikebana Flores Av. Getúlio Vargas, 1697, Savassi, Belo Horizonte-MG.
Até o próximo plantio.  AJUDE ESSA CAUSA!  "

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Educar para um Natal mais Espiritual

É queixa corrente, o consumismo e materialismo do Natal. Funciona como pretexto que desencanta a época, lhe tira o brilho e a torna um evento comercial.
E quem são os responsáveis? Todos aqueles que compactuam com a situação, mantendo um tipo de Natal que criticam. Dizem-se enredados, impotentes. E por isso, continuam a comprar, a encher as lojas e centros comerciais. Continuando a perpetuar um ciclo que se estende às próximas gerações. Porque é isso que estamos a fazer, a educar os nossos filhos nessa forma de celebrar o Natal.

Bem sei que é difícil mudar as formas de viver esta época. Porém, podemos chegar a um compromisso; equilibrar um pouco mais as coisas. E como o faremos, então? Dando a conhecer outras formas de celebrar o Natal. Sendo solidários, por exemplo, e envolvendo os nossos filhos nessas acções.
Há áreas que lhes são naturalmente queridas, e podemos explorar esse filão, tal como:


- Fazer uma doação a uma instituição de animais de companhia. Lista para todo o país, aqui.
- Apadrinhar um animal no Zoo de Lisboa e Zoo da Maia
- Ajudar a realizar um sonho a crianças com doenças graves, em Make a Wish
- Contribuir para que outras crianças usufruam de direitos básicos, na UNICEF
- Fazer doação de roupas e brinquedos usados, lista de instituições, aqui.

Acredito que envolver os filhos nestas actividades os tornará mais conscientes dos seus privilégios, gratos pelo que possuem, frequentemente sem lhes darem o devido valor, e os forma como melhores cidadãos.