terça-feira, 1 de dezembro de 2015

E se dessemos Graças?




Absorvemos tantas influências exteriores, tantas modas e tradições de outros países impregnam a nossa cultura, que começamos a tratá-las como se nossas fossem! E ninguém parece questionar a legitimidade destas aculturações; pelo contrário, justificam-nas como sendo resultado inevitável da globalização.

Inevitável é a exposição a outras formas de viver, e estar, o acesso à informação, quase de forma constante e sistemática. O Comércio faz o que tem de fazer, e para o qual existe, promove aquilo com que pode lucrar, e o marketing acaba por se impor na nossa vida. Porém, já não será inevitável que as adoptemos, depende isso do nosso desejo e sentido crítico.

E se há costumes e festas que nos são alheios e destituídos de  significado, outros há que nos tocam na alma, como se fossem nossos, por serem universais. Foi exactamente por isso que a minha querida amiga virtual, Filipa, decidiu adoptar o Dia de Acção de Graças, e celebrá-lo em família no dia 26 deste mês. Achei a ideia fantástica. Porque, por menos bem que a vida nos corra, há sempre motivos para nos sentirmos gratos, e as ocasiões que nos fazem parar para os compreender, e agradecer, são necessárias. E muito compensadoras. Para além disso, torna-se um excelente prelúdio para o Advento, uma preparação para vivermos o Natal tal como merece e deve ser celebrado

 Tarte de abóbora tradicional*

1 base de massa quebrada 
Recheio: ½ colher de chá de cravinho em pó 
Uma chávena de açúcar mascavado 
Uma colher de chá de canela em pó 
Uma colher de chá de gengibre em pó 
1 colher de sopa de amioa de milho 
1 kg de abóbora (descascada e em pedaços) 
Uma pitada de noz moscada 
Uma pitada de sal 
3 ovos 
350 ml de leite evaporado 

Como fazer:
Ligar o forno em 200º. Cozer a abóbora em pouca água temperada com uma pitada de sal. Escorrer a abóbora e deixar esfriar um pouco. Entretanto, forrar uma forma de tarte com a massa quebrada. Colocar a abóbora num recipiente, juntar o açúcar e bater muito bem. Acrescentar todos os outros ingredientes, bater muito bem, verter na forma e levar ao forno a 200º, durante 10 minutos; baixar para 170º e deixar cozer por mais 30 minutos.
Servir simples ou com uma porção de chantilly.

* Fotos e receita, cortesia da Filipa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coroa de Natal - Faça você mesma


Todos os Natais a Letícia espera que eu faça alguma decoração para o quarto dela; algo feito por mim, normalmente muito simples, mas sempre uma surpresa que ela descobre maravilhada. A generosidade das crianças é assim, contentam-se com pouco mais do que o gesto em si.



Este ano, motivada pela abundância de lãs que me ofereceram, resolvi fazer - fazer? até o verbo me parece excessivo, pela simplicidade do projecto - uma coroa, nos tons de cor que a minha filha gosta. Usei uma coroa em esferovite, uns bonecos PlayMobil, e um pequeno trenó; tudo prata da casa. 


Voilá! Prático, simples e económico. 
E a Letícia adorou!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Jogos para Fazer em Família e para o Natal


Uma das entradas mais populares neste blogue, desde Outubro, é "Jogos de Natal". Há muitos pais que pretendem celebrar um Natal sem televisões, computadores, consolas e telemóveis, mas não conseguem, pois os filhos queixam-se, da seca, do aborrecimento que é.
Estas ideias de jogos são simples e muito divertidas. Para fazer ao fim-de-semana, e também no Natal, quando ainda mais elementos da família se juntam. Como dizem os ingleses: " the more de merrier"!

Mais ideias no blogue Playtivities

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Mãe Japonesa

As crianças japonesas respeitam muito o espaço dos outros, são educadas para não incomodar. Se uma criança portuguesa sai do baloiço ainda continua lá à frente, e as outras crianças não podem brincar. São pouco educadas a ter limites, e a respeitar os outros. Também me parece que as mães portuguesas gostam muito de exibir os filhos, e de falar muito bem deles, quando a realidade não é bem assim. 
Uma coisa boa que existe em Portugal: há muito convívio entre gerações. No Japão as crianças são educadas para usar todas aquelas fórmulas tradicionais de respeito para com os mais velhos, mas depois na prática é raro ver um adolescente a acompanhar um idoso. Em Portugal, isso vê-se muito, e é muito bonito de ver. 
Hiroko Gamito, um filho de 22 anos, in Revista Activa, nr 254, Maio 2015

O que dizer para contestar os pontos negativos apontados neste testemunho? Nada, não é? As crianças portuguesas, por exemplo, interrompem os adultos constantemente, e de facto não se importam de ter meninos a olhar para eles no baloiço, durante montes de tempo. Dir-se-ia que é quando mais gostam de lá ficar, e ter plateia que lhes inveje o lugar. E frequentemente, os pais nada dizem. 
Quanto à vaidade dos pais portugueses, relativamente aos filhos... bem. 

Portanto, não poderemos refutar, mas fazer sim, são aspectos que realmente temos que melhorar, na educação dos nossos filhos. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O luto explicado às crianças

Andava com esta passagem do artigo "Os caminhos do luto*"  a tentar-me ocasionalmente, desde que o li, há cerca de duas semanas, para que aqui a partilhasse. Pela delicadeza do assunto, ia adiando, sem nunca o esquecer.  Mas agora, a propósito deste outro artigo, na sequência dos atentados em Paris, pareceu-me que a sua pertinência se tornou maior ainda.

"... Há que habituarmo-nos, como pais, a ouvi-las. Temos de educar a criança o mais realisticamente possível. A ouvi-la quando se magoa. Não lhe dizer: Deixa lá, não ligues. Ou seja, vamos pondo pedras na mochila e não tiramos as que lá estão. Como lutamos contra a morte? Com educação e amor. Educar é ajudar os outros a descobrir o que de melhor existe no seu íntimo: e começar por nós próprios. Quanto mais a pessoa está preparada para a vida, mais está preparada para fazer o luto." 

* Revista Activa, nr 300 Novembro 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Saco do Pão




Apesar de actualmente os sacos de plástico serem cobrados ao cliente, os de papel ainda não. Pelo menos agora as pessoas contentam-se em levar o pão no saco de papel, pois antes a maioria insistia em levar os dois. 

Mas convenhamos que não é nada ecológico, e continua a ser um encargo financeiro, para as padarias. Urge, por todos os motivos, que voltemos ao uso do saco de pão de pano. Para dar um empurrãozinho, a padaria onde compramos o pão, oferece um saco de pano. Personalizado! Não é uma bela ideia? É assim que se educam as pessoas, recuperando velhos costumes.

Acho que é um óptimo presente de Natal. Aqui.