quarta-feira, 2 de março de 2016

Sete coisas que todas as crianças deveriam ouvir




Isto é tão importante que todos os pais, e futuros pais, deveriam imprimir, emoldurar e pendurar num local à vista. Para ser lido e relido, até ficar interiorizado e se tornar prática corrente.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A Barbie do séc.XXI

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Nos últimos anos a contestação à boneca Barbie tornou-se muito comum, e até polémica. A influencia da imagem feminina publicitada tem grande peso na projecção das mulheres, e nas mentes mais jovens, ainda mais susceptíveis, torna-se deveras preocupante. No caso, meninas muito pequenas, sendo "educadas" a considerar a imagem da Barbie como beleza perfeita. Conceito de beleza ideal.

Porém, o número crescente de jovens com distúrbios alimentares, nomeadamente a anorexia, tem levado a sociedade a reflectir no que estará errado com a nossa cultura.   
  
Relativamente à Barbie, está errado este estereotipo irreal de beleza, condicionadora de desejos igualmente irreais; este desfasamento incomodou sobretudo feministas e mães, que viram na boneca uma influencia perniciosa. 

As marcas sabem que o que elas dizem a respeito dos seus artigos já não é o mais importante; o que conta agora é o que os compradores dizem uns aos outros ( quem nunca consultou um fórum para se informar de um produto, antes de o comprar?). Portanto, as críticas à Barbie expandiram-se, alertando sobretudo as compradoras da boneca - as mães e educadoras. 

Porém, se as empresas são renitentes à mudança das suas filosofias, mesmo surdas às críticas dos consumidores, o argumento derradeiro é cartada deste - boicote às vendas. Portanto, desde 2012 que as vendas da Barbie estão em queda. E como contra factos não há argumentos, a Matttel teve finalmente de render-se.

Não deve ter sido fácil para a empresa, conceder, renegando o conceito original da boneca, para representar outros tipos de corpos. É, todavia, a decisão mais acertada e justa. A oferta de diversos tipos de boneca é mais representativa e realista; as crianças poderão olhar para as Barbies, vendo-as como projecções possíveis.  
Há ainda quem critique, dizendo que a Mattel poderia ter ido mais além, de encontro a modelos mais realistas; de certa forma, há uma característica subjacente à Barbie que deve permanecer, para que a Barbie continue sendo ela mesma

A mim, parece-me que esta mudança foi revolucionária. Uma vitória do consumidor, mais consciente do que implica o acto de comprar; mais atento e exigente àquilo a que expõe os filhos. E é bom que as marcas tomem disso conhecimento, e nos levem a sério. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O poder da palavra

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É tão grande que consegue mudar mentalidades, fazer modas e alterar rumos. Senão, veja-se o caso de "cozinheiro"; profissão de segunda, pobremente remunerada e mal-amada. Bastou uma geração reclamar-se como "chef", para se tornar glamorosa, apetecível e muito bem paga.

Tanto que, há quem deixe profissões, classicamente bem conceituadas, para pegar nos tachos, e quem sonhe em fazê-lo desde tenra idade. Os sucessivos concursos televisivos, os programas de "chefs", os artigos nas revistas, são propaganda inflamada que alimenta o gosto. 
De repente, descobrimos que não há quem não goste de cozinhar neste pais; apresentadores, actrizes, comentadores e políticos, todos eles com acentuado gosto culinário. 

A imagem é fundamental, e não sendo obrigatória a beleza ( embora aconselhável!), é absolutamente necessário ser sexy.

E não admirará que resulte de todo este pacote, promovido com tanta  eficiência, em termos hoje, mais chefs do que cozinhas!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

De todos os sítios do Mundo...

A Letícia olhava, muito séria, e fixamente, para a minha barriga.
- O que foi, filha? Pergunto eu, curiosa.
- De todos os sítios do Mundo onde já estive, esse é o mais incrível! 

Poderá alguém refutar semelhante conclusão?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A mãe Francesa

Portugal tem uma coisa muito boa: as mães são muito carinhosas com os filhos. Outras coisas acho que podiam aprender mais com os franceses: responsabilizar-se pelos seus actos e sentir-se parte activa da sociedade, são aspectos que os franceses levam mais a sério. Em Portugal, toda a gente culpa os outros dos problemas mas escolhe-se poucas vezes responsabilizar-se. Em França as pessoas queixam-se, mas agem. Parece-me que uma educação geral mais atenta e firme das crianças permitiria melhorar a eficiência da sociedade portuguesa. Assisto diariamente nos adultos a hábitos anti-produtivos: chegar atrasado, não respeitar os prazos, fazer as coisas sem grandes cuidados, envolver-se o menos possível no trabalho para evitar "chatices". Seria útil ensinar limites aos filhos: ser pontual, ter responsabilidades em casa, esperar a sua vez para falar, saber ficar calmo quando é preciso, falar mais baixo, não dizer palavrões, etc. Ensiná-los a encarar os desafios de forma optimista também me parece valioso nestes tempos difíceis, e é preciso determinação para isso.

Promover a cultura, sem dar demasiada importância à cultura de massa ( Disney, etc.), e sensibilizá-los par ao respeito ás diferenças: inclusive a das próprias crianças. Acho que é uma forma de respeito deixar o seu filho desenvolver a sua penalidade, independentemente dos nossos desejos de mãe. Por exemplo, deixar-lhe a opção de escolher as suas opções espirituais: não o baptizar nem inscrevê-lo na catequese

Uma ideia bem francesa: promover a leitura de bandas desenhadas. São divertidas, espertas e há para todos os gostos e idades. Os pais franceses costumam deixar algumas na casa de banho, que é um óptimo sítio de leitura! Outra ideia divertida é assistir a espectáculos de comédia ou "one man show". Costumo ouvir na Internet a estação de rádio "Rires et Chansons", e a minha filha fica logo bem disposta!
E, finalmente, informo que em França comem-se croissants sem fiambre nem queijo! Seria comparável a comer um pastel de nata com fiambre e queijo! 
Régine Campagnac, uma filha de 8 anos, in revista Activa, Maio 2015 

A mãe francesa aponta aspectos muito interessantes, com os quais concordo totalmente; a responsabilização e o respeito, por exemplo. No entanto, para as ensinarmos, temos antes que ter os ensinamentos como nossas práticas, não é?
Dá também dicas importantes, que por coincidência foram implantadas cá em casa, desde sempre, como as B.D's. Portanto, obviamente, estamos também em sintonia.
Há, todavia, algo de que discordamos totalmente: croissants! É que nem para comparar com as natas, dá! O croissant é seco e muito pouco doce; portanto, o queijo e o fiambre ficam-lhe bem. 


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A quem serve a Escola?

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Esta última notícia, sobre o alargamento do horário escolar, tem causado grande celeuma. Como sempre, há quem concorde, e quem discorde. Quem veja aspectos positivos, e quem veja aspectos negativos. Mas quais terão mais peso?

Para os primeiros, é um problema resolvido; por exemplo, para pais que trabalham depois do actual horário lectivo. Deixam de necessitar de recorrer ao A.T.L., e com isso, menos um encargo no orçamento familiar. Ou então, as crianças passam a ficar resguardadas, em vez de deambularem pelas ruas entregues a elas mesmas
Além disso, quem não quer, não fica! O horário não é obrigatório.

Para outros, como os professores e profissionais educativos, é um problema que surge, com a possibilidade de horários incompatíveis com as suas próprias famílias. Receosos de verem os seus horários mais fragmentados, entre escolas, e localidades diferentes. 
Preocupados por anteverem alunos cada vez mais irrequietos e saturados da escola. 

Muito se supõe, porém, o facto é que Portugal ocupa já o 2º lugar de mais horas na escola.

O famoso psiquiatra Augusto Cury afirmou: " Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva.", atribuindo a responsabilidade aos pais, Escola e excesso de estímulos. Haverá quem lhe rebata o discurso, e se negue a ver nele uma realidade preocupante?

Podemos filosofar, todavia é certo que tudo se conjuga a favor do mercado de trabalho. Mercê da crise, as relações laborais tornam-se  cada vez mais insanas; reféns do medo ao desemprego e precariedade, os trabalhadores aceitam a disponibilidade absoluta, enquanto a remuneração vai em caminho inverso. Cada vez mais frequentemente, acumulam trabalhos. Indisponíveis para eles mesmos, e suas famílias. Para os seus filhos.
A nossa realidade promove a alienação de pais e filhos. Uns dependentes do trabalho, outros enclausurados em escolas e dependentes de consolas. O Estado, como um "bom patriarca", assim o institui.   

Para fechar o ciclo, atam-se as pontas soltas; a escola fica aberta até às 19:30. Mas... alguém perguntou às crianças o que elas querem? O que elas precisam? O que elas sentem?