sexta-feira, 3 de junho de 2016

"A maternidade fez-me interessante"

A radialista Ana Galvão afirmou que a maternidade fizera dela uma mulher interessante, discorrendo, comicamente, sobre as vantagens que em consequência adquirira. 
O que muda no nosso corpo com a maternidade será mais evidente, mas nem por isso mais importante. Mudanças no corpo estão garantidas pelo tempo. Os "super-poderes", como ouvir o que mais ninguém ouve ( o bebé a choramingar, por exemplo), são os nossos sentidos em estado de alerta e, por vezes, o despertar da intuição, frequentemente até aí ignorada.

Teve graça, brincar com coisas sérias, descobrir-lhes facetas divertidas, é uma perspectiva ligeira mas tão verdadeira como a outra, a séria.  
Sobre esta, já tenho falado e escrito diversas vezes. As obrigações da maternidade, que vão para além dela, a dimensão cívica não apenas da mulher, mas da mãe. Porque depois de sermos mães a nossa responsabilidade cresce; queremos um mundo melhor para os nossos filhos, e isso implica acompanharmos as notícias, interessarmo-nos por assuntos diversos, e empenharmo-nos em causas que valem a pena. Por isso, não podemos ficar indiferentes à política, ao que decidem e fazem. Ao Ambiente, à alimentação, às energias, à Saúde, à Educação, às causas sociais, etc. Quem se interessa por estes temas, torna-se inevitavelmente interessante.

De facto, esta é a mudança estrutural, que se realiza graças aos filhos, mas que é reflexo da nossa vontade consciente. É a mudança  regeneradora, força que impulsiona para cima e para a frente. Que potencia a nossa motivação, que nos instiga ao melhor. Que, em suma, nos torna melhores seres humanos. Portanto, sim, a maternidade também me fez interessante, assim como a muitas outras mulheres, creio eu  

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Testes, provas de aferição e exames?

Via Celeiro
Apesar de boa aluna, a minha filha sente-se muito ansiosa com a aproximação dos testes. Exames então, pior ainda.  Embora eu tente acalmá-la, através de conversas e mantras que entoávamos antes da Letícia adormecer, geralmente ela sentia-se insegura. Imagino que esta descrição seja comum a muitas outras crianças, e portanto nada que cause admiração.
Já só me faltava experimentar os florais de Bach, mas não sabia onde os encontrar. No Celeiro, disseram-me. E realmente, são quatro gotas mágicas, diluídas num copo de água, ou directamente na boca. 
Fica a dica. 

"comfort & reasure" para o caso. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Susan Sarandon, a mãe

 
Via

Nem tudo o que é óbvio é mais importante; não raro, o que realmente importa, define, e rege está como que relegado para segundo plano. E não serão muitos o que disso se dão conta. Felizmente, não é o caso de Susan Sarandon.

Quando se sente mais bonita?
Quando estou com os meus filhos e minha neta. Tenho tanto orgulho neles que quando me pedem para me definir, nunca digo activista ou actriz... digo mãe. Mãe é o trabalho mais difícil do mundo. Os meus filhos e neta fazem-me rir e penso que o riso mantém-nos bonitas e com aspecto jovem.
...
Quem é que admira?
Todas as mulheres. Acho as mulheres espantosas. Multi-tarefas, a trabalhar, a criar filhos... Não sei como é que o mundo funcionaria se não fossem as mulheres. A maioria das mulheres que conheci e são admiráveis são desconhecidas e são aquelas que todos os dias, sem que ninguém as aplauda ou encoraje, fazem as coisas mais extraordinárias.
...

Se pudesse dar um conselho às mulheres do mundo, o que diria?
Diga "sim" à vida e não tenha medo de correr riscos. Faça um esforço para estar receptiva a novas oportunidades, isso vai ajudá-la a crescer e é muito atraente. Comprometa-se com algo grande, seja a sua carreira, família, ou ajudar uma comunidade. Envolva-se numa coisa em que acredita, algo que a apaixone. Viva em gratidão. 
            In Revista Activa Março, 2016
 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

2016 - O ano das leguminosas

Tomei conhecimento, apenas este mês, que a ONU tinha decretado 2016 como o ano das leguminosas. Fiquei um pouco perplexa por não ter ainda ouvido falar nesta campanha, e pergunto-me se estará tão activa como deveria estar.

Desde o séc.VII a.c. que fazem parte da alimentação humana, todavia o consumo de leguminosas tem vindo a decrescer, globalmente, de ano para ano. Em Portugal, o consumo por habitante ano é de 4,1 kg (os mais consumidos são o feijão e grão ), estando em queda de há 20 anos para cá. Explicam-se estas mudanças com o aumento do poder de compra, e alterações dos hábitos alimentares. 
Também a produção nacional de leguminosas está em queda, representando somente 0,04% da produção mundial, apesar dos nossos solos e exposição solar serem muito propícios a este cultivo. 

Os benefícios de um maior consumo de leguminosas são diversos: pelas vantagens ambientais, não são alergénios, são saudáveis, são opção para quem não consome carne, são práticas e duradouras, e são económicas. 

As leguminosas são uma importante fonte de proteínas, vitaminas, minerais e fibras, podendo ter um papel importante na prevenção de doenças como a diabetes, a doença cardovascular e a obesidade, uma vez que promovem a saciedade, reduzem a absorção de colesterol, e ajudam a manter estável a glicemia. in Plataforma contra a obesidade
 
Quando combinadas com cereais, conseguem competir com a qualidade das proteínas de origem animal - carne, pescado, ovos e leite - sendo uma alternativa válida a estes alimentos para o alcance das recomendações proteicas diárias. Têm a vantagem de não contribuir para o consumo de gorduras saturadas.

O aumento do consumo de leguminosas é uma mais-valia para a saúde alimentar da população, mas também para a economia e sustentabilidade do país. Por apresentarem elevada qualidade nutricional e custo reduzido, tendo em conta o poder de compra da maioria dos Portugueses, o seu consumo promove uma alimentação variada e equilibrada. in Movimento 2020 

Considerando a mudança de hábitos alimentares, o número crescente de pessoas, crianças inclusive, com problemas de obesidade, e doenças decorrentes da má alimentação, o Movimento 2020, propõe uma série de medidas para reverter o quadro. A saber:

  • Promover a ingestão de pelo menos 3 porções de leguminosas por semana.
  • Incentivar a introdução das leguminosas na alimentação infantil entre os 9 e os 11 meses de idade.
  • Fomentar os incentivos à produção nacional de leguminosas (80 a 90% das leguminosas consumidas em Portugal são importadas).
  • Envolver o cidadão na definição de estratégias para aumentar o consumo de leguminosas e fornecer ferramentas para alcançar esse objectivo.
  • Mobilizar os profissionais de saúde, as instituições públicas e privadas, o sector da restauração e a indústria para a promoção do consumo recomendado de leguminosas.
Desde que me tornei vegetariana que, cá em casa o consumo de leguminosas tem aumentado, e posso afirmar que é do agrado de todos. Os meus filhos nunca gostaram do feijão na sopa, de forma que esse fica ralado junto com a base, e assim não notam e comem-no sem queixas. De resto, em feijoadas, em hambúrgueres, em estufados, em saladas, as leguminosas são muito apreciadas. 
Já partilhei algumas receitas, como a Salada de feijão frade com abacate e a Feijoada, mas notei agora que um dos nossos grandes favoritos não está ainda aqui. Prometo que a próxima será um maravilhoso Dahl indiano. Entretanto, vão comprando as lentilhas verdes! 

Fontes: 
Revista Visão 11-17/02/2016
Plataforma Contra a Obesidade
Movimento 2020