quinta-feira, 9 de junho de 2016

Piquenique com vista para o Carvalho mais antigo da Europa

Carvalho de Calvos

Das minhas mais queridas memórias de infância fazem parte os piqueniques. Durante todo o Verão fazíamos piqueniques pelas sombras do Minho. Passávamos tardes inteiras deitados na manta, a ler, a jogar às cartas, e a petiscar. Se houvesse algum fio de água, ou fonte, acabávamos invariavelmente por lá pôr os pés, a refrescar-nos. Água cristalina e gelada. Tenho saudades, da pasmaceira dos domingos desses tempos.
Será sem dúvida por isso que ainda faço questão de preservar esta tradição. Assim, logo que o tempo se proporciona, no início da Primavera, abre-se a época dos piqueniques. Porém, este ano, devido ao mau tempo não foi possível senão no domingo passado.

Começamos tarde mas não poderia ter sido melhor. Na notícia, cuja dica guardava há semanas, lia-se: " o carvalho mais antigo da Europa", um senhor Carvalho com 700 anos! Situa-se na freguesia de Calvos, na Póvoa de Lanhoso, num pequeno parque projectado em função do Carvalho. Ao redor, campos e floresta. No parque, uma relva bem tratada e um parque infantil em bom estado, convidam as famílias ao lazer. A tranquilidade do local, onde apenas os pássaros e a folhagem se ouvem, e o cenário verde e azul, proporcionou-nos algum tempo de excelência. 
O Carvalho é rei e senhor do local, por isso ficamos em frente dele enquanto almoçávamos. Especulamos sobre o que teria ele visto ao longo dos tempos, o que acontecia em Portugal e no Mundo na sua meninice, juventude e idade madura. Há locais que parecem mágicos, e este é um deles.

Voltamos revigorados, como acontece sempre que estamos na Natureza. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Exames e provas - O esforço também tem valor!

Hoje, cerca de 175 mil alunos vão estrear o novo modelo de avaliação do ensino básico. 
As  provas e exames imprimem um nervosismo e receio extra, inclusive para aquelas provas que não contam para a nota final, como Português do 8º ano, nesta segunda-feira. Estão a ser avaliados, e mesmo sendo a feijões, os alunos querem bons resultados. Porém, às vezes, apesar do estudo e do empenho, os resultados não são tão bons como eles esperam. Por vezes, os alunos não são capazes de melhor. Outras vezes, os resultados dos bons alunos descem. A imprevisibilidade, a ideia de que tudo pode acontecer, aumenta a ansiedade.
E não bastasse o nervosismo que estas avaliações causam, os estudantes têm ainda que lidar com o nervosismo e exigência dos pais. Que serve apenas para lhes acrescentar mais tensão e insegurança. 
Talvez os pais não se lembrem como se sentiam ao fazer exames, ou simplesmente não os fizeram, pois compreenderiam melhor os filhos. 
Quem faz os exames e provas são eles, e na realidade nós podemos fazer muito pouco, mas ainda assim de grande valia:
- Certificarmo-nos que estudam.
- Acalmá-los, dizendo que tendo feito uma boa preparação, vai correr bem.
- Antes da prova, oferecer um chá de cidreira, ou outro calmante natural ( nem que seja efeito placebo!). 
- Dar um abraço de boa sorte, e reafirmar que acreditamos serem capazes. 

E entretanto, fazer figas e esperar que corra bem. Temos que nos lembrar que os resultados são importantes, mas o esforço e preparação não contam menos. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

"A maternidade fez-me interessante"

A radialista Ana Galvão afirmou que a maternidade fizera dela uma mulher interessante, discorrendo, comicamente, sobre as vantagens que em consequência adquirira. 
O que muda no nosso corpo com a maternidade será mais evidente, mas nem por isso mais importante. Mudanças no corpo estão garantidas pelo tempo. Os "super-poderes", como ouvir o que mais ninguém ouve ( o bebé a choramingar, por exemplo), são os nossos sentidos em estado de alerta e, por vezes, o despertar da intuição, frequentemente até aí ignorada.

Teve graça, brincar com coisas sérias, descobrir-lhes facetas divertidas, é uma perspectiva ligeira mas tão verdadeira como a outra, a séria.  
Sobre esta, já tenho falado e escrito diversas vezes. As obrigações da maternidade, que vão para além dela, a dimensão cívica não apenas da mulher, mas da mãe. Porque depois de sermos mães a nossa responsabilidade cresce; queremos um mundo melhor para os nossos filhos, e isso implica acompanharmos as notícias, interessarmo-nos por assuntos diversos, e empenharmo-nos em causas que valem a pena. Por isso, não podemos ficar indiferentes à política, ao que decidem e fazem. Ao Ambiente, à alimentação, às energias, à Saúde, à Educação, às causas sociais, etc. Quem se interessa por estes temas, torna-se inevitavelmente interessante.

De facto, esta é a mudança estrutural, que se realiza graças aos filhos, mas que é reflexo da nossa vontade consciente. É a mudança  regeneradora, força que impulsiona para cima e para a frente. Que potencia a nossa motivação, que nos instiga ao melhor. Que, em suma, nos torna melhores seres humanos. Portanto, sim, a maternidade também me fez interessante, assim como a muitas outras mulheres, creio eu  

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Testes, provas de aferição e exames?

Via Celeiro
Apesar de boa aluna, a minha filha sente-se muito ansiosa com a aproximação dos testes. Exames então, pior ainda.  Embora eu tente acalmá-la, através de conversas e mantras que entoávamos antes da Letícia adormecer, geralmente ela sentia-se insegura. Imagino que esta descrição seja comum a muitas outras crianças, e portanto nada que cause admiração.
Já só me faltava experimentar os florais de Bach, mas não sabia onde os encontrar. No Celeiro, disseram-me. E realmente, são quatro gotas mágicas, diluídas num copo de água, ou directamente na boca. 
Fica a dica. 

"comfort & reasure" para o caso. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Susan Sarandon, a mãe

 
Via

Nem tudo o que é óbvio é mais importante; não raro, o que realmente importa, define, e rege está como que relegado para segundo plano. E não serão muitos o que disso se dão conta. Felizmente, não é o caso de Susan Sarandon.

Quando se sente mais bonita?
Quando estou com os meus filhos e minha neta. Tenho tanto orgulho neles que quando me pedem para me definir, nunca digo activista ou actriz... digo mãe. Mãe é o trabalho mais difícil do mundo. Os meus filhos e neta fazem-me rir e penso que o riso mantém-nos bonitas e com aspecto jovem.
...
Quem é que admira?
Todas as mulheres. Acho as mulheres espantosas. Multi-tarefas, a trabalhar, a criar filhos... Não sei como é que o mundo funcionaria se não fossem as mulheres. A maioria das mulheres que conheci e são admiráveis são desconhecidas e são aquelas que todos os dias, sem que ninguém as aplauda ou encoraje, fazem as coisas mais extraordinárias.
...

Se pudesse dar um conselho às mulheres do mundo, o que diria?
Diga "sim" à vida e não tenha medo de correr riscos. Faça um esforço para estar receptiva a novas oportunidades, isso vai ajudá-la a crescer e é muito atraente. Comprometa-se com algo grande, seja a sua carreira, família, ou ajudar uma comunidade. Envolva-se numa coisa em que acredita, algo que a apaixone. Viva em gratidão. 
            In Revista Activa Março, 2016