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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Bastante mais do que passear pela natureza

Via MedioTejo.net

Por vezes sinto mesmo uma grande necessidade de passear pela natureza. Vontade de me embrenhar pela floresta, ouvir os pássaros, os ruídos próprios do silêncio e sentir o seu pulsar. O Inverno é a estação menos própria para estes passeios e por isso, neste momento, sinto-lhes a falta. 
Este contacto com a floresta, sobretudo com as árvores, revigora-me e acalma-me. E nem sequer sabia que afinal isto é uma modalidade japonesa, chamada "shinrin-youku", uma combinação de mindfulness e passar tempo na natureza, sendo por conseguinte mais do que apenas passear pela natureza. Há já um facilitador deste conceito em Portugal, que ajuda os participantes nesta caminhada pela floresta, de forma a usar os sentidos e se ligarem a ela.

Os benefícios são diversos e importantes:
- Reforço do sistema imunitário.
- Diminuição da tensão arterial.
- Redução do stress.
- Aumento da capacidade de concentração ( mesmo em crianças com TDAH)
- Recuperação acelerada de uma cirurgia ou doença.
- Maior nível de energia.
- Melhoria do sono.
- Intuição mais profunda e mais clara.
- Aumento da capacidade de comunicar.
- Aumento da força vital.
- Aumento da percepção da pertinência social: sentido de equipa
- Aumento geral do sentido de felicidade. *

Quando a grande parte da nossa vida é passada dentro de quatro paredes, acabamos por nos afastar de coisas essências, como da natureza e de nós mesmos. Adoraria ter uma experiência de "Shinrin-youku", mas entretanto, não sendo possível, contento-me alegremente em fazer passeios pela floresta. 

* Revista Saber Viver Nov. 2017#209

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dia Mundial do Ambiente - e eu não quero ir para Marte!

 
Via

Hoje é Dia Mundial do Ambiente, e para celebrar a data ficamos a saber que se todas as pessoas do mundo usassem os recursos do planeta como os portugueses, eles acabavam hoje. Calha que nem ginjas, para festejar o dia! 
Talvez noutros países, o consumo dos recursos seja ainda mais acentuado. Mas isso realmente não interessa nem poderá servir de desculpa; consumir o que o planeta produz num ano antes deste terminar, é consumo exacerbado e incomportável, para a Terra. E como um ecologista afirmou num documentário que vi há alguns anos, a Natureza é sábia, quando se depara com algum problema, ela trata de o solucionar. É bom de ver, que o problema aqui somos nós, a raça humana.

O Duarte dizia-me ontem que daqui a alguns anos, será possível comprar um bilhete (de 240.000€!) para ir a Marte, em turismo. Fez-me lembrar aquele outro projecto, de enviar um grupo para o mesmo planeta, só com bilhete de ida, havendo desde já há alguns anos cerca de 100.000 candidatos. O objectivo é instalar uma colónia a fim de preparar o planeta para receber mais terráqueos.
São alternativas, dizem uns, são diversões tresloucadas, digo eu. Quando temos aqui o planeta perfeito para nós, idealizamos colonizar planetas hostis à vida humana, sendo-nos esse esquema servido como sonho maior da humanidade! 

Por que não há-de ser o projecto, tratar cuidadosamente do nosso planeta? Com a responsabilidade de quem sabe que outro planeta igual a este não existe, como plano B. Parece-me muito mais simples, mais saudável, menos dispendioso e menos arriscado. 
Mas não, querem-nos impingir a ideia de que a conquista do espaço nos está destinada, e que é por esse caminho que devemos ir. E que entretanto, nos comportemos tão bem como até agora, alegres consumidores, inconscientes das consequências de um estilo de vida predatório, que enriquece escandalosamente lobbies, corporações e multinacionais. 

Hoje é o Dia Mundial do Ambiente, e embora cada vez mais pessoas mudem a forma de estar neste planeta, sintonizando-se com a natureza e respeitando o planeta como lar único e perfeito, ainda não chega. Temos que o fazer massivamente. E agora. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

As Abelhas Solitárias

O meu gosto por abelhas tornou-se fascínio quando há alguns anos comecei a notar uma grande afluência deste insecto maravilhoso, no nosso jardim. O comportamento delas era muito misterioso, dedicavam-se a recortar pequenos pedaços de folha da glicínia ( pequenos mas maiores do que elas!), que transportavam, sabe Deus para onde, repetidamente. E esta actividade durava todo o dia, começando na Primavera e terminando no final do Verão.




De um ano para o outro, comecei a notar que as abelhas já não voavam para longe, mas continuando na intensa azáfama do corte de folhas, as carregavam através de pequenos buracos na terra, para dentro das diversas floreiras que temos no terraço.



Curiosa, tentei informar-me junto de apicultores, contactei inclusivamente uma associação, mas sempre sem sucesso; incrédulos, respondiam-me que eu estaria certamente a confundir abelhas com vespas. Ignoravam que cresci na aldeia e sei perfeitamente distinguir entre umas e outras.

Finalmente, encontrei a resposta através do Pinterest, onde umas casinhas muito simpáticas eram anunciadas. 
Pois então, estas abelhas que não vivem em colmeia, mas sozinhas debaixo da terra, são as Abelhas Solitárias. Não produzem mel, porém são grandes polinizadoras; elas despendem mais tempo de flor em flor, acumulando mais pólen nos seus corpos. Elas também contactam duas vezes mais do que as abelhas melífluas, com o estigma.
Como é conhecido, o número de abelhas tem vindo a decrescer nos últimos anos, de forma dramática, então o papel das abelhas solitárias adquire ainda maior importância. 

Recebe-las nos nossos jardins, proporcionando-lhes guarida segura é o mínimo que podemos fazer. De forma que este ano, resolvi incrementar a oferta de alojamento, e adquiri o chamado "Bee hotel". Ignoro se já estará a ser frequentado, talvez seja organizado demais... aguardemos.


E quem mais compartilha desta minha paixão? 


O Nico, outro grande observador das abelhas solitárias, que ao contrário da KitKat, ainda não percebeu que mais vale deixá-las sossegadas! 
Para mim, o zumbido das abelhas é um som magnífico, de forma que tê-las como habitantes regulares do nosso jardim é uma alegria que aguardo ansiosa, todas as Primaveras. E novamente elas chegaram!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Aviso Amarelo

Quando o homem não consegue resolver os problemas que cria para o Planeta, este mesmo trata de os resolver. E quando o homem se tornar um problema para a Terra, o planeta também disso se encarregará. 
Foi algo assim que um ecologista disse, num Documentário que vi há muito tempo. Pareceu-me lógico e perfeito, como só a Natureza o pode ser.  
Perante os fogos diários que consomem o nosso país, desde o principio do Verão, e apesar do esforço sobre-humano dos Bombeiros, um Aviso amarelo parece-me mais do que adequado. Parece-me generoso. A Natureza diz basta. 

Global map

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Apicultora, eu? Apicultora ilegal?

Recordam-se quando falei de abelhas aqui? Em resposta a um comentário eu cheguei mesmo a dizer que se tivesse um grande quintal ainda me aventuraria no mundo da apicultura (daquelas coisas que se dizem, porque se sabe que não é possível).

Mas eu já deveria saber que devemos ter muito cuidado com o que pensamos, desejamos e dizemos, porque o Universo nos pode conceder o desejo! Aquela história: pede e receberás, sabe?
E eu fui criando as condições, comprei um vaso de brincos de princesa, só para que as abelhas visitassem o nosso jardim.

E quando me apercebo, aí estão elas. Duas ou três. E quando vejo melhor, elas estão atarefadíssimas a recortar bocadinhos (superior ao tamanho delas próprias) das folhas da glicínia e a transportá-las com uma eficiência militar para…a floreira suspensa da varanda!

Ajoelho-me e espero, e o que vejo deixa-me absolutamente intrigada; elas entram e saem pelos orifícios onde o excesso de água da rega, deveria sair. Olho para o chão e vejo alguma terra caída. Durante dias, semanas a mesma rotina. Todos os dias apanho a terra, que elas vão expulsando para ganhar espaço. Sem dúvida instalaram-se na floreira, e estão a construir no seu interior uma casa adequada às suas necessidades e gostos. A tal colmeia!
Por cima estão as petúnias, que eu já pouco rego, com receio de desequilibrar aquele frágil eco-sistema. No entanto, mal vejo as abelhas pousadas nas flores. Tudo o que elas fazem é trabalhar! Para além do trabalho de construção, ignoro se produzem mel. Ou se procriam, porque para isso é necessário uma rainha. Sabiam que 3 meses, no verão, é o tempo de vida da abelha?! Uma vida tão curta e atarefada. Da próxima vez que uma abelha desorientada, entrar em sua casa, não a mate, ajude-a antes a encontrar a saída, está bem? É fácil, com uma folha de papel.

Nunca o meu desejo de visão raio-X foi tão grande! Ou então, que a floreira de terracota fosse de acrílico e a terra,  transparente, tipo gel, entende?! Como eu gostaria de saber o que lá se passa!
Nessa impossibilidade, fui informar-me nos sites especializados; descobri que as colmeias não devem ser colocadas debaixo de árvores, por causa das gotas da chuva, porque a humidade é péssima para as abelhas. Então porque foram elas, voluntariamente, para a floreira?!

Adiante…os apicultores também devem colocar as colmeias 300 metros afastadas da vida pública.
- Óh, óh!  Que eu seja uma apicultora involuntária, faz de mim apicultora ilegal?
-Tsssssst! Não digam a ninguém!

Agora… o que vou eu desejar?! Que as abelhas sejam felizes no novo lar? É isso, acho que sim.
E você, tenha cuidado com o que deseja!

Até breve!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para onde vão as abelhas?!


Sempre achei fascinante e misteriosa a história das abelhas; em criança costumava imaginar como seria a vida dentro da colmeia, pois sabia que era uma sociedade inusitadamente organizada. E como eu, suponho que muitas mais pessoas e crianças se apaixonaram por elas, tendo em conta o sucesso que a série animada “Abelha Maia” teve e tem até hoje. De certa forma, através desses desenhos animados ficamos a saber um pouco mais sobre a vida destes insectos maravilhosos.

Em 2009 fui ao cinema, com as crianças, ver “História de uma abelha”; sinceramente, na altura achei o filme muito decepcionante, MAS….ele abordava  algo muito importante, que hoje relembrando acho de facto perturbador: As abelhas desaparecem e o Mundo muda, torna-se cinzento, triste, agonizante.

Porque é preocupante? Porque actualmente está a acontecer o despovoamento total das colmeias domésticas, não se encontrando os cadáveres das abelhas nas proximidades, nem existência de predadores.

Os investigadores e apicultores não sabem exactamente a que se deve esta vaga de extinções; aventuram-se em diversas teorias, como a poluição (uso de pesticidas), radiação transmitida pelas antenas dos telemóveis, que interferem com as antenas das abelhas fazendo-as perder a orientação da colmeia, aos produtos transgénicos através do consumo de pólen de milho, um micróbio novo. Ao certo ignora-se.

Ao certo sabemos somente que é grave, elas são polinizadoras naturais, induzem a formação de frutos e sementes. São produtoras de mel. O próprio Einstein deixou-nos a seguinte frase:
"Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao homem apenas restam quatro anos de vida. Não há abelhas, não há polinização, não há plantas, não há animais, não há homem".
Tão simples quanto isso, o impacto do desaparecimento das abelhas no ecossistema será fatal.

Eu adoro quando encontro abelhas e borboletas no nosso jardim, mas esta Primavera tenho constatado uma ausência preocupante. O que podemos fazer para reverter a situação?
Aventurar-nos na criação de abelhas? Eles fizeram-no, e contam aqui como foi.
Ou então, plantar as flores preferidas das abelhas, como: Hibisco-Hibiscus rosa sinensis, Brinco-de-princesa – Fuchsia, Camarão vermelho – Justicia brandejeana,  Candelabro-de-ouro – Pachystachis lutea, Alegria-de-jardim – Salvia splendens, Tajetes – Tajetes patula.

É pouco, não é? O ideal seria voltarmos a ter uma vida mais simples e natural. Nada de melhor me ocorre. E rezar, para que os cientistas solucionem rapidamente este mistério.

Tenha uma óptima semana!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A união faz a força!

Na realidade este foi um dos videos mais vistos no YouTube no ano passado; uma cria de bisonte é atacada por leões, enquanto os progenitores fogem. Será entretanto disputada também por um crocodilo. Porém, incrivelmente, o final é feliz para a cria. Tudo porque efectivamente os pais não fugiram!
Vale a pena assistir para conferir como a solidariedade existe no Reino Animal.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Vizinhos especiais…




Os vizinhos do lado mudaram-se em Novembro; desde aí, a casa, propriedade de uns amigos, está á venda. Ás vezes falamos sobre o tipo de vizinhos que gostaríamos de ter; simpáticos, com filhos pequenos como os nossos e um estilo de vida tranquilo. Subitamente, eis que reparo que estão aí ao lado! Mudaram-se de um dia para o outro e nem nos apercebemos. Instalaram-se, silenciosamente, com a facilidade de quem o fizera diversas vezes antes. Sei que é uma família, mas ainda só vimos o casal; às vezes, pressinto-os do outro lado do muro e, confesso, espreito timidamente, unicamente para os estudar. Impossível não reparar no gosto pela limpeza; a higiene pessoal tem para eles uma enorme importância. O casal parece inseparável, entram e saem de casa várias vezes ao dia. Correm um atrás do outro, num jogo divertido de crianças, mais apropriado para os filhos do que para os pais. Ás vezes, cantam, fazendo lembrar-nos o nosso antigo vizinho que começava o dia a cantar alegremente. As crianças estão encantadas e nós também. Achamos que os filhotes do casal devem ainda ser muito pequenos, por isso ainda não saem, mas estes dias vimo-los a espreitar! Mal podemos esperar para os conhecer, para os vermos dar os primeiros passos…ou os primeiros voos, porque afinal, estes vizinhos no fim do Verão mudam-se novamente. Fugindo do frio, as andorinhas vão passar o Inverno a África.
Mas entretanto, que alegria tê-los aqui!