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terça-feira, 28 de março de 2017

Inveja

Via

Contou-me uma senhora, que após uma sucessão estranha de eventos desagradeis e problemáticos ( já se deram conta que costumam vir por ondas?), decidiu consultar uma vidente. Não podia ser, tanto azar! Não era normal. 
Portanto, na falta de lógica, e ausência do racional, onde se procurarão razões que nos esclareçam? Onde a razão não precisa de existir per se, outros argumentos de ordem superior, sobrenatural digamos, preenchem as lacunas. 
O problema aqui era o habitual: mal de inveja. Muita energia negativa para cima da família, dos carros, da casa. Não que a família se ostente acima das outras, mas segundo as experts, não é preciso, há pessoas que possuem mau-olhado e nem sequer sabem. E por vezes, basta-lhes olhar para uma planta admirando-a, que a murcham. Uma simples planta!

Histórias destas ouvem-se de longe a longe. O que me espanta sempre, é não ter ainda ouvido contar que a vidente acuse de inveja quem a procura.   
E certamente, também não serei eu a fazer a acusação.  

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dar a consoada


- Alguém sabe o que significa?
Pois eu, ainda sou do tempo em que se dava a consoada, no Natal; quer dizer, quando era criança, lembro-me de darem a consoada aos meus pais. Na mercearia onde fazíamos compras, o senhor oferecia uma garrafa de vinho do Porto.
A padeira ( sim, tínhamos uma senhora que entregava o pão em casa, todos os dias do ano, muito cedo, ainda de noite!), dava um cacete para as Rabanadas, ou a broa de pão para os Mexidos.
A leiteira ( sim, também tínhamos quem viesse todas as manhãs bem cedo, com o leite acabado de mugir, ainda morno), essa, ofertava um litro de leite, muito necessário, para os doces natalícios.
Os clientes do meu pai enviavam-lhe cabazes, com vinhos e frutos secos. Por vezes frutas tropicais da Madeira.

Foi mais um costume que acabou, juntamente com essas profissões...e esse tempo traz-me memórias que me provocam saudades. Dos costumes que se foram, e sobretudo das pessoas. Porém, não é sobre isso que quero escrever. Quero escrever sobre as consoadas.

Embora os presentes, para os adultos, tenham sido abolidos na família, gosto de presentear ou - dar a consoada- a algumas pessoas. Àquelas que nos prestam serviços durante o ano; como por exemplo aos funcionários da escola dos pequenos, ao funcionário que vem cá a casa fazer entregas dos CTT regularmente, àqueles que vêm fazer a contagem dos consumos da electricidade, e água, aos lixeiros.

Nenhum deles está à espera,  porque simplesmente já ninguém dá a consoada, ou muito pouca gente ainda o faz. E sinto que todos experimentam uma alegria genuína, causada talvez pela surpresa, ou pelo prazer de verem os seus trabalhos reconhecidos.

Sinto-me grata pelo trabalho destas pessoas e quero expressar a minha gratidão deste modo, dando a consoada.
E você? Também dá a consoada a alguém?

Tenham um óptimo fim de semana!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Casamento à força de punhos!

Legenda: Miss Piggy, a eterna namorada de Cocas. Agora entendi porquê!

Normalmente não vejo novelas; excepto as do Manoel Carlos, essas sigo, não perco um episódio. No entanto, acabo por frequentemente ver um bocadinho da novela da noite, enquanto espero o programa que quero realmente ver. Por isso, e porque aqui perto de casa havia um evento, extremamente barulhento, fiquei acordada a ver um episódio de “Caminho da Índia”, até ao final. Então, algo de verdadeiramente revelador aconteceu!

Uma personagem, chamada Melissa, deu uma enorme tareia à amante do marido. E ainda lhe confiscou a jóia que o seu marido lhe tinha oferecido. Até aqui nada de novo, não é?

Acontece que eu sempre achei uma imensa tristeza mulheres que espancam amantes; não compreendia. Afinal quem tem um compromisso com elas? Quem jurou fidelidade? Quem jurou amar e cuidar? O marido, o marido, o marido! Então, porquê ir à outra pedir satisfações?! Achava eu que era pura fraqueza; já que não podem espancar os maridos, espancam as amantes! Errado! Incorrecto! Falso!

Nessa cena da Melissa eu compreendi ( – finalmente, aleluia, aleluia!) que as legítimas espancam as amantes para as assustarem. Para as afastarem! Porque elas querem manter os maridos.

Fiquei CHO-CA-DA!
Como é que eu não sabia uma coisa dessas?! Serei assim tão ignorante das artes(manhas) femininas?!
É, acho que sou.

Tenha uma boa semana! Com muita paz!