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terça-feira, 17 de abril de 2018

Por que bolo é bom?


Não era preciso convencer-me, faço bolo praticamente todas as semanas, e com o Inverno a estender-se pela Primavera (as férias de Páscoa pareciam de Natal), os bolos quentinhos têm sido habituais. Portanto, este trabalho foi apenas porque sim. Porém, a obra de arte da Letícia, colagem, desenho e escrita, também traz argumentos convincentes; beleza e informação perfeitamente combinadas. Devia imprimir e pôr à venda! 

A saber, resumidamente, apenas para dar uma ideia:
1. Faz-te popular (comer bolo com alguém constrói laços de amizade)
2. Combate a tristeza (o bolo conforta)
3. Ajuda a combater a depressão ( fazer os bolos ajuda a focar e alcançar)
4. Saudável ( Chocolate tem oxidantes, a cenoura vitaminas, etc.) 

E toda esta informação baseada em estudos científicos! 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Localizar o wc

- Fernanda, onde fica o quarto-de-banho?
É uma pergunta que os pequenos convidados, das festas dos meus filhos, me fazem muitas vezes. E frequentemente fazem-no mesmo ao lado da porta do wc! 
Porque as portas são quase todas iguais, e estão normalmente encostadas.

E porque nessas alturas estou assoberbada a dirigir jogos, a preparar o lanche, ou a fazer outra coisa qualquer,  que não me dá jeito nenhum interromper, resolvi prevenir, utilizando a imagética. Já são crianças alfabetizadas, porém as imagens chamam mais a atenção. E teem mais graça.

 Fiz um rascunho em papel de um casal, recortei e utilizei como molde, no plástico autocolante ( do que me sobrou das bandeirolas). Recortei e colei na porta, ao nível dos olhos de uma criança.

Vamos lá ver, se na festa da Letícia, no próximo sábado, a minha estratégia funciona!

Até breve!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Presentes de Natal faça você mesmo: "Granny square"

(Da série presentes de Natal IV)
É sabido que granny square é tendência, mas tenha calma, as mantinhas são lindas porém demoram demasiado tempo para se crochetar - eu tenho plena consciência disso! – e nós queremos coisas rápidas para o Natal, até porque já nem falta assim tanto tempo. Então que tal uma capa para almofada?

Se tiver restos de lã em casa nem precisa de comprar material, é uma óptima opção para aproveitamento de restos, caso precise adquirir também não será nenhuma exorbitância. A quantidade de novelos vai depender das cores que pretender utilizar.

Tenha em consideração as cores do quarto, ou sala, da pessoa a quem pretende ofertar. Em poucas noites, enquanto vê televisão por exemplo, faz uma capa. Eu fechei com botões de um lado. Reparou que ela está ligeiramente assimétrica?! Artesanato é assim mesmo, um pouco  imperfeito, e além disso dentro da almofada ela adquire a forma.

Precisa de passo a passo? Veja aqui. E aqui.  Isto é básico, hã?! Mais fácil não há.

Até breve!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Atelier: o espaço que o teu corpo ocupa


Férias com chuva, crianças em casa. Missão urgente: mantê-las ocupadas. E felizes. Para mais, havia ainda um sobrinho, e uma amiga dos pequenos; uma turminha.
Eu tive a sorte de ter estes dias em casa uma “pro”, que tomou a iniciativa de fazer este atelier, com as crianças. Como vocês provavelmente não têm, aqui vai o descritivo.

Material: lápis de cor, aguarelas, folhas, galhos, conchas (apanhados previamente em passeios), papel de embrulho, tampas de garrafas, embalagens de cereais (benditas caixas de separação, de lixo!), papel de alumínio, fitas de seda, bocados de tecido, botões, lãs. Massas de todo o tipo e feijão. Tesouras, colas, e papel de cenário, cerca de 1 m. por criança.

Colocar todo este material de forma organizada num local espaçoso, onde a actividade terá lugar. No nosso caso foi a garagem. Ponha as crianças a colectar materiais e a organizá-los. Faz tudo parte.

Parte 1: Aula teórica, com visualização na net de quadros com figuras humanas e paisagens feitas com frutos e vegetais ( Google Arcimbold). Após demonstrar que a figura humana pode ser trabalhada com diversos materiais, dependendo da imaginação de cada um, trabalho prático.

Parte 2: Uma criança fica deitada no papel de cenário, na posição que entender, enquanto outra a contorna, com um lápis de cor, escolhido pela primeira criança. Terminado? Troca de papeis. Marcar bem o contorno, para que seja visível. Cortar o contorno de cada corpo, para que seja mais fácil de trabalhar individualmente.

Parte 3: Cada criança decora o seu corpo com os materiais disponíveis, da forma que entender; deve dar indicações quanto ao tipo de cola, lembrar as partes do corpo que podem ser trabalhadas, auxiliar com a tesoura, enfim, ajudar na medida do necessário, respeitando o gosto artístico de cada um.

Parte 4: Trabalhos terminados? Colá-los na parede, para que possam ser apreciados, numa inédita exposição de artes plásticas.

Objectivos do atelier: Aquisição da noção do próprio corpo e do espaço que ocupa.
(Duarte: - Ó mãe, eu não sabia que era assim tão grande!)
Desenvolvimento da criatividade.
(Cabeleira multicolor no “eu” do Duarte)
Projecção da ideia de si próprio.
(Características que identificam a criança e outras que causam surpresa total)

As crianças adoraram; mostraram-se empenhadas e orgulhosas com o resultado final.
E gratas, à pessoa querida que lhes proporcionou uma tarde tão bem passada.

Até breve!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"A priceless granny square little blanket"


Não tem preço mesmo, não existe dinheiro que pague o tempo que gastei a fazer e desfazer esta mantinha, para a minha filhota. É daquelas coisas que só se faz por amor!

É que eu, há muito, muito tempo, aprendi crochêt, tricot, a bordar e essas cositas más, que nos fazem prendadas, mas depressa enfiei o conhecimento na gaveta, por achar tudo isso muito chato. E piroso.
Mas o tempo faz mudar as modas e agora já não acho nada disso e felizmente que a gaveta é o meu cérebro, porque foi só abrir e tirar de lá de dentro todo aquele conhecimento e pôr-me a crochetar (essa palavra não existe, pois não?! Não interessa, porque devia…) e tadaaaaammm….

Eis que a obra nasce (embora o parto tenha sido longo, houve até quem me comparasse a Penélope, não foi D.Hazel?) e agora enfeita a cama da Letícia. É só puxá-la, quando está deitada na cama a ler um livro, para ficar quentinha, envolvida num arco-íris fofo. 

Óh, que coisa mais linda! Nada me enternece mais do que entrar no quarto da minha filhinha, e descobri-la , a ler um livro de quadradinhos. Enrolada na mantinha “Made by Mãe…e muito mais”.

E a minha pequena também contribuiu, orgulhosamente, para o término na manta; arrematou com a tesoura as pontas de lã. Não pude negar-lhe esse prazer, ainda que isso me tenha custado mais uns tantos quadrados, porque na euforia, ela acabou por, digamos, provocar alguns danos na obra. (Conselho: se aceitar ajuda dos seus pequenos prepare-se para essas eventualidades. Se não for capaz de ver a sua obra  danificada, mais vale não aceitar ajuda!).

Já me disseram que num hipermercado essas mantinhas estavam à venda, em saldo, por 5€.
Feitas à máquina, pois.
Na China, claro.
Em acrílico, óbvio!
Montes delas iguaizinhas.

Pois bem, esta é feita à mão, em Portugal, com lã e é única. Enfim, pequenos prazeres sem preço.

Tenha uma óptima semana!

P.S. Porque está o título do texto em inglês? Ignoro como se traduz (não literalmente!) o nome deste tipo de mantinha…any sugestion?!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Elogio ao trabalho manual


Na semana passada dediquei-me às artes manuais; comprei uma cadeira em faia, para a escrivaninha da Letícia. Lixei-a, limpei-a, pintei-a com uma pátina branca e envernizei-a. Levei o assento ao estofador que a forrou com um resto de tecido do edredão. Enquanto trabalhava na cadeira ia pensando…

Quando há cerca de 14 anos fomos à Alemanha, pela 1ª vez, eu e o meu marido ficamos perplexos com a casa que os nossos amigos tinham construído. Sim, eles próprios, ele engenheiro mecânico, ela secretária. Com ajuda da família e amigos eles tinham construído a própria casa, rés-do-chão, 1º andar e um estúdio no sótão, durante fins-de-semana e férias. E mais surpreendente: lá isso é muito comum, porque a mão-de-obra é extremamente cara.

Quando pela 1ª vez o meu marido decidiu pintar a nossa casa comprou as tintas aqui numa loja perto e em simultâneo pediu algumas dicas à senhora que o atendeu; era óbvio que ele não entendia muito da arte e então ela, espontaneamente, sugeriu, apontando um homem debruçado ao balcão, um pintor. O meu marido agradeceu mas afirmou que ele mesmo pintaria, ao que o dito pintor concluiu, um pouco despeitado:
- Agora até os doutores* pintam!

Em Portugal os engenheiros formam-se a pensar que vão trabalhar em escritórios e que apenas os subalternos vão sujar as mãos. Pessoas com formação superior não pegam em trinchas, não por uma questão económica, apenas por status. Pois, eu penso que é uma pena; todo o tipo de trabalho honesto é dignificante, todo é necessário a todos e ninguém é mais do que o outro, só porque não suja as mãos.
Mas como é raro ver mãos encardidas, calejadas pelo trabalho! Vi recentemente e fiquei parada a apreciar as mãos daquele homem, ainda jovem, e admirei-o. Intimamente desejei-lhe uma vida boa, que nada lhe faltasse, nem aos seus.

No final, admirando a cadeira senti-me satisfeita e orgulhosa pela transformação, bem sucedida, se dever ao meu trabalho.

Tenha uma óptima semana!

Nota: doutores* por extenso somente para melhor expressar a oralidade, o correcto seria Dr. .