terça-feira, 16 de maio de 2017

- Tchau, Shin Chan!




A polémica du jour: a série japonesa, Shin Chan, transmitida pelo canal Panda Biggs vai mudar de horário, para depois das 22.30, em consequência de uma cena considerada pornográfica e pedófila. Detalhes aqui. 
A série tem imensos fãs, que apreciam a personagem principal exactamente por ser disparatada e divertida. Os desenhos animados são transmitidos há muitos anos, e nunca algo de este tipo lhe foi apontado. Cá em casa os meus filhos nunca lhe dedicaram grande atenção (felizmente), e do pouco que eu vi, confesso que para além de a considerar pouco educativa, nunca vi nada comparável às actuais acusações. 

Acompanhar o que os filhos vêem de forma a permitir que assistam ao que consideramos adequado, torna-se tarefa impossível, dado que os pais não podem sentar-se no sofá a ver toda a televisão que os filhos vêem.
Porém, uma amostra analisada pelos pais, torna-se claramente insuficiente,  pois a qualquer altura, uma série que "aprovamos" exibe uma cena totalmente estapafúrdia, que obviamente condenamos.

Não são os imensos programas com conteúdos desadequados, violentos e de cariz sexual, transmitidos em horário nobre, sem a devida sinalização, que servem de justificação para cenas destas incluídas nos anime. Esses também estão a ser erradamente transmitidos, seja devido ao canal, ou horário. 
Não se trata de educar os filhos em redomas, porque isto é exactamente o contrário, atirá-los às feras.  Aceitar estas situações banalizando-as, é expor as crianças de forma inconsequente, ensinando-as a sujeitarem-se ao perigo, como algo normal. E isso é o que de facto me assombra, aqueles que deveriam estar vigilantes e proteger as crianças, já estão de tal forma comprometidos que simplesmente não vêem as implicações, nem consequências. E para eles, tudo isto não passa de um grande exagero!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Ansiedade e Depressão - Doenças em alta?

Esta é uma daquelas histórias verídicas, o que a torna realmente interessante, e que recordo frequentemente. Aconteceu há alguns anos atrás, no início da recessão; depois de um congresso, uma certa delegada médica vangloriava-se da medicação anti-depressiva ter batidos todos os recordes de venda em Portugal e de liderar as mesmas a nível europeu. Passados um par de anos, essa mesma pessoa, que aparentemente tinha tudo para ser feliz, estava a tomar essa mesma medicação. Pois é, o Karma...

O facto é que um estudo realizado em 2016, por José Caldas de Almeida, presidente do Lisbon Institute of Global Mental Health, apresentou a evolução da saúde mental dos portugueses desde 2008 até 2015, concluindo que as doenças mentais ( depressão e ansiedade) atingem um terço da população, tendo passado de 19,8% em 2008 para 31,2% em 2015. Sendo que as mulheres são as mais afectadas por distúrbios de ansiedade, numa proporção de duas para um. 

As causas destas doenças podem ser psico-sociais, mas também biológicas e hormonais, no caso das mulheres.

De acordo com o psiquiatra Ricardo Reis Marques, o tratamento deve passar pela regularização do sono, prática de exercício físico, e meditação. Se for realmente grave, aconselha-se a "psicoterapia cognitiva comportamental", ou mindfulness. Apenas em último caso, falhando todos os outros, se recorre à medicação. 
 in revista Activa, Maio 2017 

Creio que se estas indicações fossem comuns na classe médica e assim aplicadas, a venda de fármacos não seria motivo de orgulho, para quem os vende. A saúde não deveria ser um negócio. E os doentes seriam tratados com responsabilidade, estando também implicados na sua própria cura.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Pense bem nas lutas que quer travar!


Contou que "nesse tempo os jovens tinham simpatia por tudo o que era suprimido pelo regime". Ser próximo da Igreja era uma espécie de protesto?
Sim, era um dos aspectos. O ateísmo era a religião do Estado, forçada pela violência. Por outro lado, havia uma verdadeira sede de profundidade espiritual e um desejo de beleza num socialismo cinzento. 
 Tomas Halík, teólogo católico, ordenado na clandestinidade, in revista Sábado, nr 626


Fez-me lembrar as lutas travadas na educação dos filhos, em questões que se engrandecem apenas porque são interditas. 
Alias, faz-me pensar naqueles adultos, a quem a palavra "obrigatoriedade" ou "interdição" faz despertar uma faceta revolucionária desconhecida. Escamoteiam a lógica, o bem que daí há-de vir, ou qualquer outro aspecto positivo, tudo porque a única resposta à "obrigatoriedade" ou "proibição" só poderá ser a insurreição.
E eu pergunto-me: - Demasiadas proibições na infância? Na adolescência? Arbitrariedade nessas proibições? 

Há lutas que não merecem ser travadas, sendo caprichos de quem se pensa autoridade, como acontece a muitos pais; "Pais impertinentes criam filhos desobedientes".
E outras que não merecem ser empreendidas, sendo apenas ajustes de contas pelo passado. 

 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dia da Mãe de Coração Cheio

O Sr. Buda não se importará de ter o pequeno quadro à sua frente, afinal é 💞
Há alguns anos atrás, estávamos a ver um telejornal ( ou parte) quando passou uma pequena reportagem sobre o Dia da Mãe, que seria celebrado nos dias seguintes. Dentre algumas mães que foram entrevistadas, uma delas respondeu, a propósito do presente prefeito, que esperava receber um ramo de flores e um perfume, ou uma jóia. Os meus filhos espantaram-se; acharam aquela mãe muito materialista, porque só desejava presentes comprados, e nem um sequer feito pelos filhos. 

É verdade que o consumismo em certos dias ganha fôlego, e o Dia da Mãe é mais um evento a juntar-se ao rol. Antecipadamente as montras são decoradas em sua função, a publicidade surge nas revistas e televisões, convencendo as pessoas que os filhos mais gratos, mais queridos e mais generosos são aqueles que mais gastam no presente. 

Francamente, nunca gostei muito dos presentes que os meus filhos me traziam da escola. Não passavam de trabalhos nos quais eles tinham participado; mas não estava ali a essência deles. Não se tinham lembrado do tema, não os tinham executados sozinhos. Agradecia contente, mas cá entre nós, nunca os apreciei de facto. 


Gosto destes feitos em casa, no quarto às escondidas, de inspiração própria e únicos. Surpreendem-me sempre e realmente não poderia desejar outros. 
Como o talento do Duarte para a pintura ou outros trabalhos manuais é reduzido, ficou-se por uma rosa, que me ofereceu dias antes, com receio de se esquecer do dia, disse-me. E ainda se gabou à irmã, que tinha sido o primeiro a oferecer-me o presente do dia da Mãe!

Passamos o dia muito bem, visitando o Green Weekend em Paredes de Coura, e fazendo um piquenique vegano improvisado, do qual toda a família participou. Paredes de Coura é uma pequena localidade tranquila e encantadora e o dia estava lindo. São estes os meus presentes preferidos.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate #semaçúcar


O melhor bolo de Cenoura que já comemos. As tâmaras, em substituição do açúcar, alteram completamente a textura do bolo, tornando-o leve e fofo. Além disso, de confecção muito prática e rápida. 
Muito bom!
 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sucesso na Educação?

via Kindergarten: Holding Hands and Sticking Together

"Por vezes, as mentes mais brilhantes e inteligentes não brilham nos testes estandardizados porque eles não têm mentes estandardizadas. "

Um caminho único na Educação, obrigatório a todos, é injusto e desadequado. E a cada nova leva de gerações, isso se torna mais evidente e aflitivo.
Se os pais educam os filhos de forma diferente, porque reconhecem as suas particularidades e os respeitam como indivíduos únicos, por que não há-de a Escola fazer o mesmo? 
Por que dá trabalho? Por que vai revolucionar o sistema? Parece-me que é a única alternativa, vai ter que ser feito, mais tarde ou mais cedo, sendo que hoje já seria tarde. 
Este desfasamento entre a Escola do Séc.XIX, os professores do Séc.XX e os alunos do Séc.XXI está destinado a convergir. 
Pena é que, neste processo de negação, tantas gerações estejam a ser trucidadas pela obsoleta engrenagem, que deveria ter antes um papel absolutamente inverso.