terça-feira, 7 de agosto de 2018

Férias em Cracóvia



Todas as opiniões sobre a Polónia eram unânimes, é um belíssimo pais, e Cracóvia em particular, portanto as expectativas eram altas e ao contrário do que aconteceu antes, não nos sentimos defraudados. Uma semana na segunda maior cidade polaca passou a voar, como passa quando nos sentimos bem. Além de que um dos "problemas" habituais, que é a minha alimentação e da Letícia, desta vez nem sequer surgiu, pois a cada rua ou esquina, surgia um restaurante vegetariano! Hurra!


A cidade tem uma atmosfera muito relaxante, talvez pelos jardins circundantes que a cada passo vislumbrávamos, ou talvez devido ao Vístula, o rio que a contorna, com a visão das águas refrescantes e mansas. Ou talvez, pela impressão de segurança que se vive, ali sentimo-nos de facto na Europa. Muito provavelmente, por tudo isto.

Ficamos alojados num apartamento a dois passos do jardim e do Vístula, e a meia dúzia do castelo Wawel, o ex-libris de Cracóvia que para mim se revelou o monumento de eleição. Esta construção do séc.XI, castelo e santuário cristão, é imponente, grandioso, quase uma fortaleza no topo da colina, proporcionando uma paisagem magnífica sobre o rio e cidade. Os jardins do castelo Wawel são belíssimos e a abrangente paisagem desde o topo, tornam o local muito popular para tirar fotografias. Visitamos apenas as salas de Estado e a ala do Tesouro da Coroa e Armaria. Apesar de lá chegarmos ainda de manhã os bilhetes para os Aposentos Privados já estavam esgotados. Fiquei muito satisfeita com as salas de Estado/Deputados, onde encontramos uma cadeira portuguesa do séc.XII e um tecto extraordinário (que nos fez lembrar muito a Guerra dos Tronos), com as 31 cabeças esculpidas (inicialmente seriam 194) do séc.XVI. E visitamos também a catedral, gótica do séc. XIV, dedicada a santo Estanislau, patrono da cidade, e aonde os Reis eram coroados, até ao séc. XVIII, quando Cracóvia deixou de ser capital, passando a ser Varsóvia. 
No sopé encontra-se a estátua do dragão, local obrigatório de fotografias, e ao lado, a caverna do mesmo, que pode ser visitada desde o castelo.
Segundo o lenda, o dragão teria ameaçado a tranquilidade do reino, quando pessoas começaram a desaparecer, e o bom rei Krak ofereceu a mão da sua filha a quem libertasse a cidade deste perigo. Príncipes e cavaleiros   tentaram sem sucesso, então um jovem sapateiro surgiu com ideia de oferecer um carneiro, a quem tinha enchido a barriga com enxofre e alcatrão, ao dragão, depositando-lho à porta da caverna; depois de o comer, o dragão ficou com sede e bebeu tanta água que acabou por explodir. E o rei cumpriu a sua promessa.  Assim nasceu Krakaw!

Para além disto, descobri na Internet (o Guia Michelin é absolutamente necessário, mas as dicas dos blogues podem fazer a diferença!) que é precisamente no pátio interior do castelo Wawel que se encontra um dos chakras do mundo. Chakras, são pontos energéticos que nós temos segundo o Reiki, mas que também existem na Terra.
Reza a lenda que o Deus hindu Shiva lançou pelo planeta sete pedras, calhando elas em Roma, Meca, Jerusalém, Nova Deli, Delfos, Velehrad e ... Cracóvia! Durante o dia o pátio está repleto de visitantes, mas pelas 19h de um dia cinzento, que terminou com alguns pingos de chuva, estava quase deserto, de forma que nos foi possível sentar e fazer uma pequena meditação, e que se tornou um dos pontos altos destas férias. 

A Grande praça do mercado (Rynek Glówny), data de 1257 e é o centro da cidade, congregando no passado religião, economia e política. A cidade tem cerca de 130 igrejas, de forma que em todos os locais as encontramos, por vezes uma ao lado da outra; aqui visitamos a de Nossa Senhora, a principal igreja paroquial, do séc.XIV, estilo gótico, reflectindo o poder da burguesia de Cracóvia que a financiou. Deixou-me boquiaberta pela sua beleza, detalhe e riqueza esplendorosa. Ao lado, a pequena Igreja de Santa Bárbara, séc.XIV, redecorada como barroca também é digna de visita. As igrejas que visitamos foram tantas e tão extraordinárias, que sem dúvida mereceriam menção, portanto a sua extensão tornaria este post bastante maçador, pelo que escolho apenas duas.

O Mercado, do séc.XIV foi inicialmente dedicado ao comércio têxtil,após um incêndio foi recuperado em estilo Renascentista.


As muralhas e a Barbacã, séc.XIII e XIV, protegeram a cidade dos inimigos, nomeadamente do exercito otomano, sendo a última um dos raros exemplares de barbacã perfeitamente conservada, na Europa.

A Porta de S.Florian, de acesso à cidade, é a única existente das oito que a muralha medieval possuía; a rua do seu nome, é comercial, apresentando contudo  belíssimas fachadas renascentistas e góticas. Aqui situa-se o mais belo café da cidade, o "Antro de Michalik", do sec. XIX, ponto de encontro dos boémios locais. Permanece com a mesma decoração, dando-lhe um ar de museu que nos deslumbra. 

O Collegium Maius é o edifício mais antigo da universidade Jagelon, fundada em 1364, uma das mais antigas da Europa central. Através do tempo foi sendo transformada, até ao seu actual estilo neo-gótico. Aqui estudaram Nicolau Copérnico e João Paulo II. O pátio interior é de entrada livre, porém para visitar apenas de manhã e com número de visitantes limitados. A nossa visita não coincidiu felizmente com estas condicionantes, de forma que apenas admiramos o relógio de sol, da Porta Aurea e o pátio. 
Ao lado, a Igreja de Santa Ana, fundada pelos professores da Universidade no séc.XVIII, considerada justificadamente, um dos mais belos exemplares barrocos da Polónia. 

Kazimierz é o bairro judeu, desde há séculos, caído no esquecimento devido a perseguições e à guerra, foi recuperado graças à Lista de Schindler de Steven Spielberg. Aqui visitamos a Sinagoga Remu'h, construída entre 1556-1558, e o cemitério, o mais antigo do pais e dos mais antigos na Europa. Profanado pelos nazis, foi recuperado em 1959, descobrindo-se túmulos de grande valor artístico. 
Em Podgorze encontramos as cadeiras doadas por Roman Polanski, que simbolizam os judeus expulsos de suas casas, levando apenas uma mala de mão. Ainda ao lado do antigo gueto está a fábrica de Shindler, cujas visitas terminam uma hora antes do encerramento (19H), e por isso já não podemos entrar. Sinceramente, penso que não entraria lá de qualquer forma, este tipo de turismo não me interessa propriamente; tinha apenas curiosidade em ver o edifício pelo exterior, e devo dizer que a recuperação do prédio deixou-o limpo demais. Não gostei. Posto isto, claro que uma visita a Auschvitz estava fora de cogitação; não teria nada de pedagógico nem prazenteiro, portanto, porque faria sentido?

Infelizmente, o Museu dos príncipes Czartoryski estava fechado para obras, mas a sua jóia mais emblemática - A senhora do arminho, de Leonardo Davinci- tinha sido deslocada para o Museu Nacional de Cracóvia, e aí a pudemos admirar a menos de um metro de distância, sem multidões nem vidros de permeio. Sublime.  

Gosto muito de visitar casas de artistas, portanto escolhemos a de Józef Mehoffer, um pintor polaco nascido no séc XIX, e reconhecido como um dos lideres dos pintores jovens. Infelizmente o quarto mais bonito, o japonês, estava fechado para manutenção. Portanto, a visita, que incluía obras do pintor e de outros seus contemporâneos foi muito do nosso agrado.  

A Abadia dos Beneditinos de Tyniec, fica a 12 kms de Cracóvia, distância que fizemos de autocarro; situa-se num promontório rochoso, e proporciona uma bela panorâmica sobre o Vístula. Os Beneditinos foram da França para lá no sec. XI e nessa época a construíram. Apresenta as características um igreja fortificada, de estilo românico. A igreja foi reconstruída várias vezes, sendo hoje barroca, e pelos vistos muito requisitada para casamentos; só nessa manhã vimos três, as noivas esperavam a saída umas das outras da igreja sem qualquer embaraço. Aliás, em Cracóvia deparamo-nos com diversos casamentos, e com os noivos a fazerem sessões de fotos pela rua, sem sinais de timidez. É um país muito católico, e estas situações ainda o comprovam. Fizemos o tour com um monge que falou apenas em Polaco, mas tive a sorte de ter uma jovem interprete polaca, que gentilmente se ofereceu para traduzir. Bom Karma!

Reservamos um dia para visitar as Minas de Sal de Wielizka, por sorte um dia quente, de forma que entrar na terra (o nível mais baixo a que descemos é de 135 metros), foi um grato refrigério. A funcionar desde o séc.XIII, produziu sal até 2007, e mantém ainda cerca de 300 mineiros a trabalhar na sua manutenção. Tem 327 metros de profundidade e 287 quilómetros de túneis. Nós visitamos uma parte ínfima de tudo isso. Visitam-na por ano cerca de 1,2 milhões de pessoas, e é considerada Património da Humanidade pela Unesco. Muitos famosos a têm visitado, como Copérnico e Goethe. Os tours estão de tal forma bem organizados que a fluidez de visitantes nunca dá a impressão de ser massiva.
Descemos cerca de 800 degraus, que apesar de assustar assim de repente, se fazem muito bem, e o regresso faz-se de elevador rapidíssimo. Nas entranhas da mina existem restaurantes, lojas, igrejas, capelas, lagos, parque infantil, e as estátuas esculpidas em sal, desde o séc.XV. Almoçamos por lá e gostamos bastante. Foi uma visita que superou em muito as minhas expectativas, e portanto aconselho vivamente, é de facto imperdível!

Tínhamos comprado os bilhetes antecipadamente, para visita marcada com guia em espanhol, num ponto de Informações, e foi o que fizemos de melhor; quando chegamos a fila para comprar bilhetes (ao sol!) era extensa, e a outra, para levantar os bilhetes adquiridos online, igualmente. Apanhamos um autocarro que demorou cerca de 15-20 minutos, o que não justifica nada Entrada+transfer desde Cracóvia. Viajar entre polacos também faz parte da experiência. 

Pensávamos alugar um carro, apenas para dois dias, para fazer algumas incursões fora da cidade, mas foi totalmente impossível encontrar alguma viatura disponível nos rent-a-cars! Nem online, nem presencialmente; não sei se os polacos estarão preparados para este aumento de turismo. Não o fizemos antecipadamente, e isso serviu-nos de lição!

A Polónia é um pais muito barato, quando convertemos os zlotys em euros ficamos amiúde espantados com os valores obtidos. Para variar, é uma novidade muito agradável. Por exemplo, um táxi para 6 pessoas, do aeroporto para Cracóvia, custou-nos cerca de 20€.
A impecável limpeza das ruas, contrastou com a sujidade e confusão dos supermercados Biedronka (Joaninha), do grupo Jerónimo Martins, aonde fizemos algumas compras.
Os polacos demonstram um inesperado talento para decoração de interiores de restaurantes, bares e lojas que nos encantaram. Tão bom gosto! E então a alimentação, tudo era delicioso. Mesmo quando entravamos em sítios sem menção ao "Trip Advisor" ou "Guia Michelin", tudo era óptimo. 
Duas coisas se apresentaram como pontos negativos; uma é a população descontrolada de pombas pela cidade, que tudo suja e corrói. Para não mencionar o barulho logo que o sol nasce. Outra, são os "grafiteiros" rascas, que vandalizam fachadas novas e velhas, pintadas e a necessitarem pintura, com palavras e símbolos básicos. É lamentável.

Portanto, Cracóvia é uma cidade ainda muito genuína, apresentando
comércios locais em abundância, com uma população muito jovem e social. Apesar de ganharem cerca de 500€ em salário mínimo, tudo é muito mais barato do que em Portugal, de forma que os polacos parecem ter um nível de vida bem superior ao português. Sem serem propriamente simpáticos e hospitaleiros, os polacos são pessoas muito correctas, e isso basta-me. Desejo-lhes que o futuro seja diferente do nosso, e que o turismo não lhes arruíne as vidas; vimos muitos prédios em renovação e receio que os estejam a preparar para os turistas. Por outro lado, talvez isso não aconteça, e sejam suficientemente inteligentes para se protegerem, felizmente eles parecem valorizar muito a sua entidade e cultura.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

As ruas em azulejos



Gosto tanto da toponímia farense!Para além de homenagearem diversas personalidades, com a indicação abaixo do nome da razão dessa homenagem, fazem-no sempre utilizando placas em azulejo. Em Portugal, deveria ser modo obrigatório!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Quem não sabe discutir?

"Discutir" tem uma conotação pejorativa, como se implicasse obrigatoriamente uma altercação de palavras desagradáveis, confronto violento que leva automaticamente a zanga e má-disposição. É verdade que as pessoas ficam alteradas quando discutem, que se deixam levar pelas emoções e descarrilam ao dizer o que não devem, comummente ofensas, que obviamente conduzem a uma discussão acesa de ambas as partes. 
Portanto, a discussão em si, que é apenas uma debate de ideias não tem nada de nocivo, pelo contrário, é um exercício da expressão de opinião que pode levar o outro ( e a nós!) à reflexão... ou não. Temos que estar preparados para isso, que o outro nos ouça e os nossos argumentos continuem a não fazer-lhe sentido. Aceitar esta postura, ainda que nos pareça transparente cristalino como estamos certos. Mas afinal, o que é isso de estar certo? Quem nos garante? A razão, certamente, os factos mais concretamente quando os há, todavia, a interpretação de um e outro pode ser subjectiva, afecta a personalidades diferentes e percursos de vida diversos. E assim, é difícil  chegar a um consenso e concluir o que é certo para todos. 

Discutir per se é muito interessante e muito aconselhável, a forma como se faz é que muda tudo. Começa pelo tom; não é quem fala mais alto que tem mais razão, ou que convence melhor; acontece que isso  resulta em intimidação, e o outro poderá acabar por se calar. O que não significa rendição, embora muitos pensem que com isso conseguiram convencer o outro; pelo contrário, é um falhanço total.
Compreendo que a frustração de não conseguir convencer o outro para aquilo que nos é óbvio poderá resultar em frustração, e que isso se expresse em irritação, mas este é o limite extremo. Que a irritação e nervosismo se expressem com palavras que magoam, diminuem, intimidem é inaceitável. 

Portanto, há pessoas que se colocam a si mesmas em pedestal por serem muito sinceras e frontais, e por agirem em conformidade, dizendo tudo o que lhes passa pela cabeça, o que sentem e pensam, como se isso fosse de facto a prova da sinceridade que apregoam. Não é razão de orgulho, é apenas a expressão descontrolada do que pensam e sentem, que não passou pelo crivo da razoabilidade, sensibilidade e justiça. Nem tudo o que pensamos está certo, porque não conhecemos o assunto, o problema, a questão na sua totalidade; porque temos falhas, muitas vezes induzidas pela emoção. E porque nós próprios temos falhas, devemos cautelosamente utilizar alguns filtros.

A discussão, como troca de ideias é salutar e apanágio de mentes que querem crescer e fazer crescer. Eu gosto dessas discussões, e quando o assunto me é precioso, sou capaz de o discutir apaixonadamente o que por vezes, admito, possa parecer "vigoroso" demais, porém, sou capaz de ouvir o outro com opinião contrária, e aceitar que a tenha e mantenha. A própria questão da "discussão" já me deixa empolgada, mas também um pouco angustiada, por ver como as gerações mais jovens estão a perder a capacidade de lidar com ela.

Preocupa-me que os jovens não sejam capazes de expressar as suas opiniões, sobretudo quando elas são, na maioria das vezes, contrárias àquilo que as gerações mais velhas pensam. Gostaria que tivessem condições de exercer esse direito, e serem ouvidos, mas frequentemente o argumento do " ainda és muito novo, não sabes", cala-os e refreia-os. Se é assim em família, a Escola segue a mesma linha, com a obrigatoriedade da memorização e até retaliação quando a expressão do pensamento crítico se manifesta, contrária ao que os professores pretendem. Como a mera interpretação de um poema, por exemplo. Sim, tão simples quanto isso.
A Dialéctica é um conceito que aprendem em Filosofia, mas apenas para mais uma vez o memorizar. Que fosse exercício transversal a todas as disciplinas seria o ideal. Que interiorizassem a prática para a trazerem ao mundo real, à vida quotidiana, seria um 20 merecido. Para os professores, claro. 

Discutir pode não ser disputar a razão, obter o troféu da verdade absoluta, pode apenas ser uma troca de palavras e ideias entre duas ou mais pessoas, sem que isso ponha em causa a inteligência ou sensibilidade de quem a certo ponto poderá ceder. Ou não. O que se põe aqui em causa é a maturidade emocional das pessoas, que não se sintam agredidas, que não se sintam desrespeitadas, que não se sintam isoladas perante pontos de vista contrários; e que não retaliem com as mesmas armas. 
Todos temos direito a ter opinião e a expressá-la, é um direito protegido por Lei. Falta aprender a estar na discussão com respeito pelo outro, e por aquilo que ele expressa. Sem pressão para convencer, e com consciência para aceitar. É bonito quando se discute assim, e certamente muito mais proveitoso para todos.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Dica de leitura: A História de Quem Vai e de Quem Fica

 
Via Wook

Em apenas um mês consegui ler esta tetralogia, e à medida que ia lendo o último, a pena antecipada em terminá-lo invadia-me. Portanto, a vontade de ler compulsivamente, sentida no primeiro livro, manteve-se até ao fim e não consegui refrear a leitura, nem com a ideia de a poupar, prolongando assim este prazer.

A escrita de Elena Ferrante agarra o leitor desde o primeiro parágrafo ao último, os acontecimentos sucedem de forma caótica e porém, perfeitamente engrenados. E nós só queremos ler mais, mais alguma coisa que nos elucide e possa dar-nos informação para escolher facções. 
O estranho é que Lenú, sendo a narradora, não consegue manipular a história de forma a tornar-se personagem preferida, a sua sinceridade mantém-na cativa, tanto quanto a voz omissa de Lila a protege daquilo que nós apenas adivinhamos.

O terceiro volume passa-se nos anos 70, com uma Itália agitada politicamente que serve de pano de fundo às personagens já conhecidas. Encontramos Elena a viver uma vida de sonho, colheu os frutos do seu lavor e conseguiu escapar ao bairro napolitano; parece que tudo lhe sorri, marido intelectual de boas famílias, livro publicado com sucesso, retrato de família completo, com as duas filhinhas (um tanto inesperadas), perfeitamente estabelecida na sua rotina burguesa. Por seu lado, Lila leva agora uma vida de dificuldades e sobressaltos, que Lenú propositadamente ignora, e que vem apenas a conhecer a pedido de Enzo. A vida das duas volta a entrelaçar-se e novamente Lila como que renasce das cinzas, provocando em Lenú as habituais comparações e espoletando os velhos ressentimentos; a competição recomeça, como sempre que estão juntas.  E constantemente, o destino desata nós e faz laços como que brincando com os pobres humanos, entregues a uma sorte da qual não conseguem escapar. Querendo ou não. E os acontecimentos surpreendem-nos e fazem-nos recear sempre o pior, até porque o que é bom, nunca dura. 

Título – História de quem vai e de quem fica
Autora – Elena Ferrante
Editora – Relógio D’Água Editores  
Páginas – 325

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Bolo de cenoura para o fim-de-semana




Bolo de cenoura há muitos, e são bons, mas normalmente não variam muito no sabor. Ao contrário de este que realmente é delicioso. E a cobertura dá-lhe uma frescura e leveza que contrasta com a massa mais compacta. Como não tinha Mascarpone disponível substitui por requeijão, o que lhe deu aquela aparência granulada, ao contrário do cremoso pretendido que ficaria muito mais bonito, porém a nível de sabor funcionou. Uma delicia!

Bolo de cenoura*

Ingredientes:
240 ml de óleo de girassol
4 ovos médios
280 gr de farinha
200 gr de açúcar mascavado
1colher de chá de fermento em pó
2 colheres de café de bicarbonato
1 pitada de sal
2 colheres de café de canela
1 colher de sopa de gengibre ralado
100 gr de nozes picadas grosseiramente
50 gr de uvas passas

Como fazer: 
Bater os ovos com o açúcar até obter uma massa esponjosa, juntando o óleo sem deixar de bater. Acrescentar a cenoura ralada. Numa taça à parte juntar a farinha com o fermento, sal canela e gengibre e bicarbonato. Misturar tudo bem e juntar à massa anterior. 
Colocar em forma de 22 cm untada e enfarinhada, levar a cozer a 180º com calor só por baixo, cerca de uma hora. Não abrir o forno até que o bolo tenha crescido e pareça cozido ( cerca de 50 m.). 

Para a cobertura:
Misturar bem 250 gr de Mascarpone com 60 gr de manteiga, juntar 1 c.de café de essência de baunilha e 60 gr de açúcar, envolvendo bem para que fique liso e homogéneo. Quando o bolo arrefecer rechear e cobrir.

* Receita retirada da revista !Hola!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Duh?!




Uma pessoa faz "like" na página do FB do "Duh Vegan donuts" e automaticamente aparece, como página relacionada (sugerida para gostar), a do Michael J. Fox. 
- Duh?!