quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os Terapeutas Para Ter em Casa

SPA - Adopte!

Recentemente uma amiga começou a sentir-se muito estranha, tinha na boca uma sensação bizarra, como tivesse um arame no interior que a impedia de abrir a boca normalmente, e lhe causava dor;  e em simultâneo a sua gata começou a apresentar sintomas de doença,  dirigia-se ao prato mas não comia, enquanto miava a queixar-se de alguma coisa. A minha amiga, que é enfermeira, que tinha começado a tratar a gata relacionou a doença como se tivesse passado do animal para ela, porém, há uma teoria, partilhada por muitos terapeutas, nomeadamente pelo japonês Rikuto Higa, que afirma precisamente o contrário. 

Segundo eles, os gatos são verdadeiros terapeutas, que captam as energias dos seus donos e as "trabalham" de forma a ajudar na cura destes. Por isso, frequentemente, gostam de se sentar no sítio habitual do dono, como aquela parte do sofá ou a cama, e segundo a tradição japonesa os gatos estão a procurar o epicentro da energia do dono, fundindo a energia deles com a dos donos. E quando a energia dos donos está muito pesada, devido a stress ou ansiedade, estes mestres de cura  absorvem-na sem queixas mas por vezes fica tão difícil para eles que adoecem.  Nesse caso, para além de os tratarmos convenientemente, proporcionar-lhes o que eles nos proporcionam a nós com o ronronar curador, parece-me mais do que justo - 528HZ

Eu sei que tudo isto pode parecer ainda bastante bizarro para a maioria das pessoas, mas a Ciência tem feito estudos sobre o assunto, e as conclusões sobre as propriedades terapêuticas dos gatos comprovam-se. Se este conhecimento fosse generalizado, certamente, que não existiriam gatos de rua, e todas as casas teriam pelo menos um ( eu agora penso que devem estar aos pares, por uma questão de companhia da própria família, e para dividirem tarefas), afinal não é um favor que lhes estamos a fazer a eles, é um privilégio nosso ter a assistência deles. 

Mais, e muito interessante, no artigo de Nicole Mariani, investigadora no King's College London, em Stress, Psiquiatria e Imunologia. 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Mistérios

Aconteceu-me recentemente ouvir parte de uma conversa alheia entre duas jovens, em que uma contava à outra  como tinha perdido os óculos de sol durante três meses; tinha-os procurado por todo o lado: no carro, em casa, na casa dos outros, no saco da ginástica, perguntado a toda a gente e por fim desistido. Um dia, mete a mão no saco da ginástica e tira-os! E que isto passa a vida a acontecer-lhe. Encostou mais a cabeça ao rosto da amiga, inclinando-a para a esquerda, para fixar os olhos muito abertos nos dela, para dizer, pronunciando as palavras muito distintas silabicamente ( e  aqui foi quando me deu uma vontade de rir tão grande, que quase não consegui controlar)  :  Juro. Parece que alguém me tira as coisas do sítio, espera que eu dê por falta delas e vai lá pô-las outra vez! Juro! 

Eu sei que isto é daquelas coisas que contando  tem pouca graça, ou nenhuma, só mesmo  assistindo, e dá pena não conseguir partilhar o cómico da cena, assim contado até parece uma ninharia, mas lembrei-me muito desta história porque há dias a Letícia perdeu um brinco que a minha mãe lhe deu, e obviamente ficou triste, para além do valor era uma recordação da avó; e fartamo-nos de o procurar pela casa e jardim, sem sucesso até aceitarmos que era uma perda definitiva. E de repente, aonde eu já tinha estado, visto e revisto, encontro o brinco, a cintilar como um semáforo intermitente! Ele não poderia estar ali o tempo todo porque se assim fosse já teria sido pisado, e porém estava intacto. 

Foi como se alguém o tivesse posto ali naquele momento para eu o ver. Fiquei muitíssimo satisfeita e contente por ter encontrado o brinco, e em simultâneo bastante perplexa. Fez-me recordar a história da miúda,  compreendi a intensidade com que ela contou o seu episódio à amiga. Há coisas estranhas...misteriosas.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O Que Contém os Tampões Menstruais?

Na minha ingenuidade pensei que fosse apenas algodão! Pasme-se, um estudo publicado pela revista "Environment International"* analisou os absorventes, de diversas marcas, e encontrou chumbo, arsénico e ainda outros 14 metais tóxicos! Nos produtos ditos orgânicos detectaram variações, níveis médios mais elevados de alguns metais rotulados como orgânicos. 

Desde há algum tempo que têm saído notícias sobre a pílula e quão nefasta é para a saúde da mulher, e agora encontrei esta, outro ataque à saúde feminina, absolutamente desnecessário e indesculpável. 

 Mas já nada me espanta neste mundo comandado pela ganância dos lobbies da saúde, o tempo de confiar sem informação caducou! 

Alternativas naturais: absorvente de pano, cueca menstrual e copo coletor ( de silicone medicinal).  Não dá para ir para a praia e fazer piscina? Não vá, adie, o mês é longo e não faltarão oportunidades, priorize a sua saúde. 

* Notícia Insight Curioso ( Instagram ) e O Globo ( saúde)


segunda-feira, 6 de abril de 2026

O que é a Páscoa sem Ele?


 As nossas festas de matriz cristã tendem a diluir-se com o comércio que a elas se sobrepõem; já nem é preciso acreditar, nem ter fé, e pelo contrário, cada vez mais vozes criticam, desdenham, ridicularizam, e mais despudoradamente, porém, festejam com os ovos e coelhos de chocolate, mesas fartas com as comidas e doces da época, aproveitando bem os dias de folga, com pretexto religioso. 

Felizmente, nas terras pequenas como a minha a demonstração religiosa ainda está bem patente e visível. É bonito de se ver, mantém a chama da fé acesa, e realça a nossa tradição.    



Tivemos o privilégio de assistir à reunião dos dezassete compassos ao fim do dia, na mais antiga casa senhorial da nossa freguesia, e saída dos mesmos, após um pequeno lanche, em direcção à igreja, aonde se celebrou a missa de Páscoa.
 
É uma tradição muito bonita que festeja o renascimento de Jesus, dando sentido à Pascoa, caso contrário seria apenas mais um dia de excessos, dirigido para o corpo e materialidade. Mas nós somos muito mais do que isso, e serve esta comemoração também para nos recordar disso mesmo.  

quarta-feira, 1 de abril de 2026

" A Verdade Sobre a Saúde em Portugal" - Ex-Bastonária

No dia das mentiras dizem-se verdades! 

A entrevista que todos os portugueses deveriam ouvir sobre a situação da saúde em Portugal, pela ex-bastonaria da Ordem dos enfermeiros, Ana Rita Cavaco ( bem-haja pela coragem e integralidade): "em Portugal existe uma dinastia que governa", " os médicos são uma classe intocável a nivel da legislação"....

Canal Trocar uma ideia:
 https://youtu.be/Rqci3DeABsg 

 A não perder!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Última Leitura - Hello Beautiful

 

Via

Foi uma daquelas dicas do Instagram, sigo-a sobretudo pela moda, mas também devora livros, e apesar de não ter prestado atenção antes às suas dicas este livro chamou-me a atenção. Francamente já não sei porquê, foi há muitos meses. 

Quando o recebi e li na contracapa que tinha sido um best-seller imediato do New-york Times receei o pior. Assim que o comecei a ler pensei que se adequava à pessoa que eu julgava que ela era, um livro ligeiro, leve, fácil. Mas felizmente foi melhor do que isso. 

Ann Napolitano é uma autora norte-americana de origem italiana, que trabalhou na área da publicação, deu aulas de escrita, e escreveu quatro livros, sendo Hello Beautiful o último, de 2023, um sucesso imediato. Recebeu alguns prémios, e foi nomeada para outros, e muito elogiada por diversas publicações, como o washington Post, a Vogue, e outros afins.

Este livro conta a história das quatros irmãs Pavadano, unidas como os dedos de uma mão, e de William, um jovem desenraizado que julga encontrar na família Pavadano o que nunca teve na sua. O pai, Charlie, trabalha como operário numa fábrica, e porém tem a sensibilidade de um poeta, e por isso impacta a existência das filhas de forma amorosa e única, e para além da vida. Rose, a mãe, é o motor da família, extremamente religiosa e exigente com as filhas, vai lançá-las, forçosamente para a descoberta do mundo de cada uma delas, numa espécie de repentino egocentrismo. 

Ao longo das décadas as irmãs crescem, estudam, trabalham, amam, riem, choram, como acontece em todas as famílias, e vão surgindo situações que abordam temas substanciais, como a procura pela entidade própria, a descoberta do que se pretende estudar e ser, o amor, a traição, a saúde mental, a ambição, a incapacidade de ultrapassar e perdoar, o afastamento familiar que provoca feridas na alma, e buracos vazios que não se conseguem preencher nem definir. 

Vários temas importantes são aflorados, tantos como a vida, por exemplo, a propósito da reforma do professor universitário de História, será que durante toda a sua carreira ele contou a mesma versão da História? Nunca esta foi reavaliada perante informação nova? 

Perante a lesão do joelho de William, que continuava a causar-lhe desconforto e dor, mas sem direito a queixa, isso seria pouco másculo.

A importância do amor na infância, "se um recém-nascido ficar ao colo quando choro e lhe sorrirem durante os 3 primeiros meses de vida a sua hipótese de saúde e felicidade sobe para cima de 50%.

O valor da amizade verdadeira, que acolhe, que fala e cala quando necessário, que salva.  

O peso da religião, ainda que esta já tenha sido descartada na idade adulta, que emerge quando se pode justificar como castigo consequências de acções.  

A repetição de padrões familiares, de comportamentos dolorosos parentais que irão ser adiante imitados por quem sofreu com eles, de forma instintiva e inconsciente. 

A constatação de que um pai ineficientemente provedor mas amoroso presta melhor serviço aos filhos do que uma mãe bem sucedida profissionalmente, a cuja filha lhe é indiferente o reconhecimento social e financeiro.

E a conclusão de que nós precisamos da família, apesar de tudo o que não tem de bom, para nos apoiarmos mutuamente, e conseguirmos descobrir quem somos. 

Li a versão original, um inglês bastante simples, e uma narrativa claramente linear, e sem formalismos literários; é um best-seller, não é um Nobel. Não tem a profundidade intelectual de um autor consagrado, porém, agarra eficazmente o leitor pela sua trama genuinamente humana, com a qual todos nos podemos identificar. Por tudo isto, é uma leitura que recomendo.

Título - Olá, Linda

Autora - Ann Napolitano

Editora - Penguin

Nr de pags- 383