segunda-feira, 18 de maio de 2026
Como Gerar Uma Renda
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Arte Para Todos!
Este fim-de-semana , no Porto, há 40 museus grátis para visitar, em celebração do dia do museu; apesar da maioria das pessoas conhecer os principais há, certamente, nesse lote alguns que desconhecemos. Tenciono aproveitar a oferta.
Para mim, a cultura é uma das coisas mais preciosas que a Humanidade é capaz de produzir ( excepto a contemporânea, se eu sou capaz de reproduzir não presta!), mas só quando nos enleva e eleva cumpre o seu papel.
Poderá não ser um gosto inato porém é um gosto que se ensina e cultiva, e por isso mesmo é importante que os mais velhos encaminhem os mais novos para o desfrute da Arte, expondo -os à mesma, conversando com eles sobre o representado, explicando -lhes o que eles ainda não sabem, sobre História, mitologia, religião, natureza e tudo mais; não é obrigatório possuir uma grande cultura, actualmente munidos de um telemóvel a pesquisa sobre os temas pode ser feita na presença das obras de arte, passa a ser uma descoberta conjunta. O importante é ir, com disponibilidade e vontade!
terça-feira, 12 de maio de 2026
Um Momento de Ternura
Enquanto observava um grupo de clientes, à hora de almoço, que durou das 13 até às 16h, a maioria deles de idade avançada, tive um momento de lucidez e senti uma enorme ternura por todos eles.
Cultos e poliglotas, com vidas de sucesso e provas dadas, bem vestidos e bem arranjados, agora aguardando a fase final, e ainda assim fazendo acontecer, não com as mãos mas com a carteira, impactando a vida dos mais necessitados. Enquanto isso, desfrutavam de um opiparo almoço, e com todo o direito. E do convívio que isso lhes proporciona.
É uma fase da vida que, frequentemente, me emociona, não é fácil vivê-la e contudo é também um privilégio.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Um Só - Reino Humano, Vegetal e Animal
Há pessoas que adoram a natureza mas não gostam de animais; há pessoas que adoram animais mas não gostam de pessoas; há pessoas que gostam de pessoas mas não gostam da natureza, nem de animais. São pessoas que ainda não compreenderam que vivemos num todo, que somos parte do todo, e que por isso somos todos responsáveis uns pelos outros, responsáveis pelos humanos, pela Natureza e pelos Animais.
Percepcionar este conceito e interiorizá-lo faz parte da expansão da consciência.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Última Leitura - Marking Time
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| Via Blackwells |
Este é o segundo volume do "Cazalet chronicles", e como o anterior, The Light Years, adorei!
Decorre a II Guerra Mundial e três gerações de Cazalet saíram de Londres, alvo constante dos bombardeios alemães, refugiando-se na sua casa de campo, e fazendo dela seu domicílio permanente. Os homens da família ficam em Londres durante a semana, para trabalhar na empresa de madeiras, fundada pelo pai, que pela idade e perda de visão se vê, contrariadamente, obrigado a desistir de a gerir.
Duchy continua a gerir a casa eficientemente, mesmo perante desafios inéditos, como arranjar espaço para as pessoas que continuam a chegar, amigos e familiares, mas também contribuindo para o esforço de guerra, ao abdicar de uma das casas para alojar soldados feridos. Debate-se com a falta de pessoal doméstico e de alimentos, o racionamento exige criatividade, e com os dramas familiares resultantes da guerra, mantendo-se estoicamente o esteio da família.
Clary e Polly fortalecem a amizade, assumindo-se como melhores amigas, pese embora os segredos que cada uma guarda, por medo de os concretizarem ao vocalizá-los. Os mais novos continuam a aprender com Miss Milliment, a preceptora ideal, altamente competente mas também com uma faceta humana extraordinária, delicada e sensível, pragmática quanto baste, sempre com a palavra certa no momento oportuno, uma referência sólida na educação das gerações que passam por ela.
As meninas mais velhas saíram do ninho, e apesar da guerra tentam concretizar as suas ambições pessoais, amorosas e profissionais, de forma audaz e perseverante.
Villy e Sybil vivem dias desafiante de ordem amorosa e de saúde, respectivamente, e o mais dramático é sentirem a dúvida e medo na total solitude, entre tantas pessoas.
De salientar, os desafios da parentalidade em diversos formatos, também actuais, como por exemplo, quando Peter Rose acusa a filha de não ter aproveitado aprender italiano com ele, e Stella retorquir-lhe que cada lição terminava com as lágrimas dela. Adiante Louise, diz a Stella que todos os pais são difíceis a partir do momento em que os filhos demonstram vontade própria.
Christopher é uma personagem com a qual simpatizo particularmente, pela sensibilidade, e por ser assumidamente pacifista, sobretudo numa altura em que era visto como cobardia; a propósito, Polly e Clary debatem a utilidade de ser um objetor de consciência, com Polly a rematar, brilhantemente, que todas as reformas são feitas por uma pequena minoria de quem toda a gente se ri, ou por mártires.
Ainda sobre a Guerra, numa casa que adora música clássica, a certa altura alguém lembra que os compositores alemães tinham sido boicotados na guerra anterior, e como isso era ridículo, o que me recordou o início da guerra Ucrânia-Rússia, em que os artistas russos foram despedidos e boicotados na Europa e América; continua tudo igual.
Através dos Cazalet, Elizabeth Jane Howard continua a dissecar as dores de crescimento de cada personagem, relacionamentos, descoberta de si mesmo, busca do seu lugar no mundo, enfim, todos os problemas que contemplam viver são aflorados e debatidos, sendo agravadas agora por uma guerra que limita e restringe, ao ponto de algumas das personagens sentirem que estão num frustrante compasso de espera.
Não consigo escolher uma personagem favorita, cada um possui preciosas características próprias, fragilidades e forças intrinsecamente humanas que me tocam, todas têm um fundo bondoso, e com todas empatizo, excepção para Edward, o incógnito vilão desta narrativa.
Infelizmente, Making Time não está traduzido, o que é profundamente lamentável, por ser um livro brilhante e de leitura viciante.
Título: Making Time
Autora: Elizabeth Jane Howard
Editora: Pan Books
Nr de Págs: 591
quarta-feira, 29 de abril de 2026
O Monte de S.Michel - Normandia e Bretanha
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| Uma visão mágica |
O Monte de S.Michel estava na minha lista de sítios a visitar há algum tempo, e a propósito do aniversário do meu cunhado, que também sonhava conhecer, surgiu o momento. Três dias e meio que lamentamos, no final, não termos optado por quatro, para visitar Dinard e Dinand.
Como chegamos a Nantes muito cedo, eram 8.30, fomos de imediato tomar o pequeno almoço ao Arno, cujos croissants premiados são conhecidos como os melhores da cidade, e não nos defraudou. Apenas uma nota negativa para o facto de não terem "bebida vegetal" , não oferecer pão à fatia (o pão é excelente, compramos para levar), e possuir somente duas mesas, gostaríamos de ter tido um pequeno-almoço verdadeiro, porém deu para me saciar a vontade do croissant francês, que adoro, e cá não encontro de igual qualidade, já nem para mencionar o preço, em Nantes 1,60€ por um croissant premiado, aqui 2.60€ por um que fica demasiado tempo no forno! Também experimentamos a especialidade de Nantes o "Nantais", com sabor a amêndoa, delicioso, e outros, a pastelaria francesa é divinal.
Ficamos alojados em Nantes, para conhecermos a cidade, de que gostamos, a catedral, as igrejas, o palácio ducal, e o Museu de Belas Artes de que desfrutei bastante.
De Nantes alugamos um carro e passamos o dia em S.Michel. O estacionamento é pago e daí temos direito a um pequeno autocarro para a "ilha", porém a fila era tão longa que nem hesitamos em continuar a caminhar, cerca de 25 minutos, mas que se revelou a melhor escolha pela visão que surgia no horizonte, o monte se S.Michel ia ganhando forma, como se tivesse surgido por magia, entre o mar e a terra. A cada passo parávamos para fotografar, só nos frustravam as fotos em que nos incluíamos, o vento era forte e os nossos cabelos voavam descontrolados. Excepto o meu cunhado, o único que ficava bem, agora adivinhem porquê.
Não esperávamos que nesta época do ano o local fosse tão concorrido, nem quero imaginar como será na época alta, creio que as autoridades devem fazer o controle de entrada e saída de turistas, caso contrário seria o caos total. Mas explica-se por ser o terceiro local mais visitado na França. Os restaurantes estavam apinhados, e os poucos onde poderíamos entrar para comer algo que transportássemos não me inspiravam confiança. Valeram-nos as bolachas típicas amanteigadas, que enganaram a barriga até ao lanche. Ter levado umas sandes e fruta teria sido uma óptima escolha.
Tranquilamente passeamos pela basílica, dado que aí se paga entrada, o que já reduz a quantidade de pessoas, mas que eu penso ser de visita obrigatória. Ir ao Monte de S.Michel e não entrar na basílica, quer dizer...
A história de S.Michel remonta ao ano 708 quando o bispo de Avranches constrói aí um santuário em honra do arcanjo, após ter sonhado com ele. Rapidamente, torna-se um local de peregrinação e no séc. X os monges beneditinos aí se instalam. Por baixo vai surgindo uma aldeia, e a ilha torna-se habitada.
Actualmente tem um passadiço que permite a passagem independentemente das marés, prático mas por outro lado deixou de possuir aquele carisma da inacessibilidade de ilha. Porém, há datas em que até essa passagem é coberta pelo mar, esses dias estão na net e querendo ter essa visão de outrora é só pesquisar.




