segunda-feira, 27 de abril de 2026

6 Séries Que Recomendo

 Nunca fui de fazer maratonas de séries, mas aquele "mês de baixa" mudou um pouco esta situação, comecei por essa altura e confesso que tenho continuado no mesmo registo. Tem as suas vantagens, não tenho que ficar pausada no suspense, e desvantagens, ter os episódios disponíveis leva a querer sempre mais, "só mais um"! 

1. Lark Rise to Candleford - A jovem protagonista chama-se Laura Timmins, a quem é proposto um lugar nos Correios de Candleford, por uma prima da mãe, a proprietária do Posto que tem uma posição substancialmente mais confortável do que os Timmins; todos reconhecem que a oportunidade é imperdível e Laura aceita, ainda que a contragosto, pois terá de se alojar em casa da parente. A partir daqui Laura começa a registar num Diário o que acontece na sua nova localidade, sendo a narradora no início de cada episódio.  A variedade de personagens é grande e muito interessante, cada um com as suas particularidades, e é difícil conseguir escolher um preferido, portanto a minha escolha recaí na Quennie, sobretudo pelas abelhas. É uma série muito cândida, acho que já não se faz disto, e excelente. 

2. Poldark - Trata-se de uma saga familiar, e a personagem principal é Ross Poldark, que chega da colónia americana, para onde tinha ido há anos como soldado, quando toda a família já o tinha como morto, inclusive a sua "noiva",  Elizabeth. O pai, entretanto falecido, a mina familiar fechada, e a propriedade familiar em ruínas, mal mantida por serviçais sem Senhor, é o quadro desolador que recebe Ross. Ninguém dá nada por ele, a reputação que deixara para trás não o recomenda, e até o exemplo paterno o estigmatiza. Porém, Ross vai crescer e superar-se ao longo das 5 temporadas, dando mostras de coragem, engenho e altruísmo, embora, quanto a mim, nunca alcançando o estatuto de cavalheiro perfeito, e admito não ter conseguido nutrir por ele grande simpatia. As personagens são imensas e cada uma trazendo questões importantes, políticas, históricas, sociais e humanas. A minha favorita é Elizabeth, uma senhora equilibrada, mãe-amorosa, lúcida e corajosa. A série é viciante, fica o aviso. 

3. The OA - Uma jovem cega desaparece sem deixar rasto e quando surge, 7 anos mais tarde, tem a visão recuperada, e símbolos estranhos gravados na pele das costas;  recusa colaborar com a Polícia, e esquiva-se a comunicar com a família que a recupera do Hospital. Em casa comporta-se de forma  estranha, procurando obcecadamente acesso à Internet para contactar com alguém do seu recente passado. Por fim, consegue reunir um pequeno grupo heterogéneo de insatisfeitos com a vida que a irão ajudar a voltar a outro tempo e lugar.  Está deslocada neste lote, ando mais interessada em filmes de época, porém foi-me indicada por um amigo a quem dou crédito; é ficção, e aborda as viagens interdimensionais, para quem gosta do género cada episódio compele ao próximo. 

4. Our Zoo -  É baseado numa história verídica. George Mottershead vive com a sua mulher e duas filhas em casa dos país, trabalhando também no negócio famíliar, uma mercearia de bairro, em Londres; vítima de traumas de guerra, George encontra nos animais que resgata uma espécie de terapia que o vai salvar, ao arrastar a família para uma aventura nunca vista,  comprando uma velha casa-palacete nos arredores da capital, onde pretende fundar um Zoo sem grades. A ideia é tão revolucionária, ele tão inexperiente e de parcos recursos que os obstáculos evidentemente surgem e se acumulam de forma a desanimar o mais forte dos homens. Mas não este. A história é contada pela filha mais nova, June, que sente pelos animais um amor tão grande quanto o próprio pai. 

5. The Gilded Age - Passa-se em 1882 em Nova york, para onde Marian Brook vai viver após morte do pai, em casa  das tias, que frequentam a alta-sociedade. Nada acostumada à rígida etiqueta da cidade, Marian tem uma postura mais aberta e reivindicativa relativamente à forma como as coisas se fazem, e por isso não se coíbe de se dar com os novos-ricos e negros, seguindo por regra o seu coração, embora as tias a aconselhem e repreendam repetidamente. Como diz a Tia Agnés, Nova York pode ser uma grande cidade mais é constituída por aldeias, e quem vive em cada uma delas não se mistura com os das outras, isto é,  as velhas famílias não convivem com as do dinheiro-novo. Porém, do outro lado da rua vivem agora os abastadíssimos Russells,  num magnífico palacete de que todos falam mas aonde ninguém entra, por decoro da etiqueta. Enquanto  o ambicioso George Russell se afadiga a aumentar a fortuna, na liga superior dos negócios e Finanças, Bertha Russell dedica-se com igual ambição a desbravar o caminho da hermética sociedade nova-yorquina, para a si e sua família. Os temas são diversos, família, divórcio, racismo, preconceito, educação, independência feminina, homossexualidade, ética de negócios, luta da classe trabalhadora, relacionamentos humanos em todas as suas formas, e bastante pedagógicos; a snobeira dos descendentes do Mayflower se que portam como aristocratas absolutistas, o preconceito entre negros, devido ao tom de pele, e também por terem ou não nascidos escravos; o fenómeno dos casamentos entre aristocratas ingleses com herdeiras americanas, para conseguirem manter o património, a necessidade da mulher casar, pois não lhe restava outra saída. Outra série viciante, com um  belíssimo guarda-roupa, lindos cenários e banda sonora cativante, não lhe atribuo qualquer defeito. 

6. The Other Bennet Sister - É baseado no livro de Janice Hadlow, como uma continuação de Orgulho e Preconceito de Jane Austen, que inicialmente comecei a ver sem grandes expectativas, é só lembrar das adaptações actuais dos livros a filmes para prever que o desastre é certo! Quão errada estava. Ela soube pegar na escrita de Jane Austen e dar-lhe continuidade de forma respeitosa, como se canalizasse a própria autora. Trabalho absolutamente impecável!  

A outra irmã é Mary, ( ela existe, só que passa mesmo inapercebida!) a mais apagada de todas as meninas Bennet, sim, ainda mais do que Lizzie, e ainda menos bonita, sempre com o nariz enfiado nos livros de "factos", muito pragmática, e porém muito desastrada, a ponto da mãe, aquela senhora frívola e tola, a tratar com um desdém superlativo, como se um caso perdido fosse. Porém, Mary, após a morte do pai, e sendo a única filha solteira vai para Londres, a convite dos tios, para exercer como governanta dos filhos, por período determinado e aí descobre todo um mundo de possibilidades. Os momentos de humor são hilariantes, mas as minhas cenas preferidas são quando Mary e Mister Hayward imitam o canto de algumas aves, na floresta, e a cena dos alongamentos no jardim, com a suprema Miss Bingley a tentar imitar os outros três, tão, mas tão magistral! 

Isto é mesmo do melhor que há, e aconselho vivamente; a lista está feita por ordem de visualização, não por qualidade ou preferência, que aliás se assim fosse diria que são a 5 e 6, que irei, muito provavelmente, repetir. 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os Terapeutas Para Ter em Casa

SPA - Adopte!

Recentemente uma amiga começou a sentir-se muito estranha, tinha na boca uma sensação bizarra, como tivesse um arame no interior que a impedia de abrir a boca normalmente, e lhe causava dor;  e em simultâneo a sua gata começou a apresentar sintomas de doença,  dirigia-se ao prato mas não comia, enquanto miava a queixar-se de alguma coisa. A minha amiga, que é enfermeira, que tinha começado a tratar a gata relacionou a doença como se tivesse passado do animal para ela, porém, há uma teoria, partilhada por muitos terapeutas, nomeadamente pelo japonês Rikuto Higa, que afirma precisamente o contrário. 

Segundo eles, os gatos são verdadeiros terapeutas, que captam as energias dos seus donos e as "trabalham" de forma a ajudar na cura destes. Por isso, frequentemente, gostam de se sentar no sítio habitual do dono, como aquela parte do sofá ou a cama, e segundo a tradição japonesa os gatos estão a procurar o epicentro da energia do dono, fundindo a energia deles com a dos donos. E quando a energia dos donos está muito pesada, devido a stress ou ansiedade, estes mestres de cura  absorvem-na sem queixas mas por vezes fica tão difícil para eles que adoecem.  Nesse caso, para além de os tratarmos convenientemente, proporcionar-lhes o que eles nos proporcionam a nós com o ronronar curador, parece-me mais do que justo - 528HZ

Eu sei que tudo isto pode parecer ainda bastante bizarro para a maioria das pessoas, mas a Ciência tem feito estudos sobre o assunto, e as conclusões sobre as propriedades terapêuticas dos gatos comprovam-se. Se este conhecimento fosse generalizado, certamente, que não existiriam gatos de rua, e todas as casas teriam pelo menos um ( eu agora penso que devem estar aos pares, por uma questão de companhia da própria família, e para dividirem tarefas), afinal não é um favor que lhes estamos a fazer a eles, é um privilégio nosso ter a assistência deles. 

Mais, e muito interessante, no artigo de Nicole Mariani, investigadora no King's College London, em Stress, Psiquiatria e Imunologia. 


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Mistérios

Aconteceu-me recentemente ouvir parte de uma conversa alheia entre duas jovens, em que uma contava à outra  como tinha perdido os óculos de sol durante três meses; tinha-os procurado por todo o lado: no carro, em casa, na casa dos outros, no saco da ginástica, perguntado a toda a gente e por fim desistido. Um dia, mete a mão no saco da ginástica e tira-os! E que isto passa a vida a acontecer-lhe. Encostou mais a cabeça ao rosto da amiga, inclinando-a para a esquerda, para fixar os olhos muito abertos nos dela, para dizer, pronunciando as palavras muito distintas silabicamente ( e  aqui foi quando me deu uma vontade de rir tão grande, que quase não consegui controlar)  :  Juro. Parece que alguém me tira as coisas do sítio, espera que eu dê por falta delas e vai lá pô-las outra vez! Juro! 

Eu sei que isto é daquelas coisas que contando  tem pouca graça, ou nenhuma, só mesmo  assistindo, e dá pena não conseguir partilhar o cómico da cena, assim contado até parece uma ninharia, mas lembrei-me muito desta história porque há dias a Letícia perdeu um brinco que a minha mãe lhe deu, e obviamente ficou triste, para além do valor era uma recordação da avó; e fartamo-nos de o procurar pela casa e jardim, sem sucesso até aceitarmos que era uma perda definitiva. E de repente, aonde eu já tinha estado, visto e revisto, encontro o brinco, a cintilar como um semáforo intermitente! Ele não poderia estar ali o tempo todo porque se assim fosse já teria sido pisado, e porém estava intacto. 

Foi como se alguém o tivesse posto ali naquele momento para eu o ver. Fiquei muitíssimo satisfeita e contente por ter encontrado o brinco, e em simultâneo bastante perplexa. Fez-me recordar a história da miúda,  compreendi a intensidade com que ela contou o seu episódio à amiga. Há coisas estranhas...misteriosas.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O Que Contém os Tampões Menstruais?

Na minha ingenuidade pensei que fosse apenas algodão! Pasme-se, um estudo publicado pela revista "Environment International"* analisou os absorventes, de diversas marcas, e encontrou chumbo, arsénico e ainda outros 14 metais tóxicos! Nos produtos ditos orgânicos detectaram variações, níveis médios mais elevados de alguns metais rotulados como orgânicos. 

Desde há algum tempo que têm saído notícias sobre a pílula e quão nefasta é para a saúde da mulher, e agora encontrei esta, outro ataque à saúde feminina, absolutamente desnecessário e indesculpável. 

 Mas já nada me espanta neste mundo comandado pela ganância dos lobbies da saúde, o tempo de confiar sem informação caducou! 

Alternativas naturais: absorvente de pano, cueca menstrual e copo coletor ( de silicone medicinal).  Não dá para ir para a praia e fazer piscina? Não vá, adie, o mês é longo e não faltarão oportunidades, priorize a sua saúde. 

* Notícia Insight Curioso ( Instagram ) e O Globo ( saúde)


segunda-feira, 6 de abril de 2026

O que é a Páscoa sem Ele?


 As nossas festas de matriz cristã tendem a diluir-se com o comércio que a elas se sobrepõem; já nem é preciso acreditar, nem ter fé, e pelo contrário, cada vez mais vozes criticam, desdenham, ridicularizam, e mais despudoradamente, porém, festejam com os ovos e coelhos de chocolate, mesas fartas com as comidas e doces da época, aproveitando bem os dias de folga, com pretexto religioso. 

Felizmente, nas terras pequenas como a minha a demonstração religiosa ainda está bem patente e visível. É bonito de se ver, mantém a chama da fé acesa, e realça a nossa tradição.    



Tivemos o privilégio de assistir à reunião dos dezassete compassos ao fim do dia, na mais antiga casa senhorial da nossa freguesia, e saída dos mesmos, após um pequeno lanche, em direcção à igreja, aonde se celebrou a missa de Páscoa.
 
É uma tradição muito bonita que festeja o renascimento de Jesus, dando sentido à Pascoa, caso contrário seria apenas mais um dia de excessos, dirigido para o corpo e materialidade. Mas nós somos muito mais do que isso, e serve esta comemoração também para nos recordar disso mesmo.  

quarta-feira, 1 de abril de 2026

" A Verdade Sobre a Saúde em Portugal" - Ex-Bastonária

No dia das mentiras dizem-se verdades! 

A entrevista que todos os portugueses deveriam ouvir sobre a situação da saúde em Portugal, pela ex-bastonaria da Ordem dos enfermeiros, Ana Rita Cavaco ( bem-haja pela coragem e integralidade): "em Portugal existe uma dinastia que governa", " os médicos são uma classe intocável a nivel da legislação"....

Canal Trocar uma ideia:
 https://youtu.be/Rqci3DeABsg 

 A não perder!