segunda-feira, 30 de março de 2026

Última Leitura - Hello Beautiful

 

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Foi uma daquelas dicas do Instagram, sigo-a sobretudo pela moda, mas também devora livros, e apesar de não ter prestado atenção antes às suas dicas este livro chamou-me a atenção. Francamente já não sei porquê, foi há muitos meses. 

Quando o recebi e li na contracapa que tinha sido um best-seller imediato do New-york Times receei o pior. Assim que o comecei a ler pensei que se adequava à pessoa que eu julgava que ela era, um livro ligeiro, leve, fácil. Mas felizmente foi melhor do que isso. 

Ann Napolitano é uma autora norte-americana de origem italiana, que trabalhou na área da publicação, deu aulas de escrita, e escreveu quatro livros, sendo Hello Beautiful o último, de 2023, um sucesso imediato. Recebeu alguns prémios, e foi nomeada para outros, e muito elogiada por diversas publicações, como o washington Post, a Vogue, e outros afins.

Este livro conta a história das quatros irmãs Pavadano, unidas como os dedos de uma mão, e de William, um jovem desenraizado que julga encontrar na família Pavadano o que nunca teve na sua. O pai, Charlie, trabalha como operário numa fábrica, e porém tem a sensibilidade de um poeta, e por isso impacta a existência das filhas de forma amorosa e única, e para além da vida. Rose, a mãe, é o motor da família, extremamente religiosa e exigente com as filhas, vai lançá-las, forçosamente para a descoberta do mundo de cada uma delas, numa espécie de repentino egocentrismo. 

Ao longo das décadas as irmãs crescem, estudam, trabalham, amam, riem, choram, como acontece em todas as famílias, e vão surgindo situações que abordam temas substanciais, como a procura pela entidade própria, a descoberta do que se pretende estudar e ser, o amor, a traição, a saúde mental, a ambição, a incapacidade de ultrapassar e perdoar, o afastamento familiar que provoca feridas na alma, e buracos vazios que não se conseguem preencher nem definir. 

Vários temas importantes são aflorados, tantos como a vida, por exemplo, a propósito da reforma do professor universitário de História, será que durante toda a sua carreira ele contou a mesma versão da História? Nunca esta foi reavaliada perante informação nova? 

Perante a lesão do joelho de William, que continuava a causar-lhe desconforto e dor, mas sem direito a queixa, isso seria pouco másculo.

A importância do amor na infância, "se um recém-nascido ficar ao colo quando choro e lhe sorrirem durante os 3 primeiros meses de vida a sua hipótese de saúde e felicidade sobe para cima de 50%.

O valor da amizade verdadeira, que acolhe, que fala e cala quando necessário, que salva.  

O peso da religião, ainda que esta já tenha sido descartada na idade adulta, que emerge quando se pode justificar como castigo consequências de acções.  

A repetição de padrões familiares, de comportamentos dolorosos parentais que irão ser adiante imitados por quem sofreu com eles, de forma instintiva e inconsciente. 

A constatação de que um pai ineficientemente provedor mas amoroso presta melhor serviço aos filhos do que uma mãe bem sucedida profissionalmente, a cuja filha lhe é indiferente o reconhecimento social e financeiro.

E a conclusão de que nós precisamos da família, apesar de tudo o que não tem de bom, para nos apoiarmos mutuamente, e conseguirmos descobrir quem somos. 

Li a versão original, um inglês bastante simples, e uma narrativa claramente linear, e sem formalismos literários; é um best-seller, não é um Nobel. Não tem a profundidade intelectual de um autor consagrado, porém, agarra eficazmente o leitor pela sua trama genuinamente humana, com a qual todos nos podemos identificar. Por tudo isto, é uma leitura que recomendo.

Título - Olá, Linda

Autora - Ann Napolitano

Editora - Penguin

Nr de pags- 383


segunda-feira, 16 de março de 2026

O Que Significa "Apocalipse"?

Particularmente, nos últimos anos a palavra Apocalipse tem sido evocada frequentemente para indicar que estamos no fim dos Tempos; e a propósito de cada guerra que surge, cada desastre natural, e crimes hediondos noticiados, a explicação é o Apocalipse.

Muitos acreditam que o fim da Humanidade se produzirá com a terceira guerra mundial, e muitos dizem que ela já está a decorrer, com guerras disseminadas, que se multiplicam em mais e mais países, sem que os conflitos terminem nos anteriores. A Ucrânia é um exemplo, mesmo à nossa porta, uma guerra que nos foi prometida desde o início como fugaz, prolonga-se há quatro anos sem fim à vista. 

A propósito do ataque combinado pelos E.U. e Israel ao irão, que perante ameaças do governo israelita se poderá estender à Turquia, as vozes que alertam para a concretização da Terceira Guerra Mundial são cada vez mais fortes. E o que se passa ali não é de desdenhar, tal como na Palestina, parece que o objectivo é terraplenar aquele país, de civilização milenar. E as consequências serão nefastas e graves para o resto do mundo, nomeadamente para a Europa.  

Contudo, estes três parágrafos servem apenas para introduzir a informação da etimologia da palavra "apocalipse" que tem sido incorrectamente usada; apocalipse, no grego clássico:  ἀποκάλυψις - apokálypsis, significa, segundo o Dictionnaire Grec-Français, página 226

Acção de descobririr, revelação, revelação divina. 

E de facto, vivemos tempos em que muita informação sobre os bastidores da política, da saúde, da ciência, da cultura, em suma, de todas as áreas da vida, nos estão a ser revelados. Os famosos ficheiros do Epstein são um exemplo, com a longa lista de nomes proeminentes, que desempenham funções internacionais, de impacto mundial, envolvidos em crimes gravíssimos, em que o trafico humano e infantil é o mais leve de todos. Isto que já foi teoria da conspiração é agora confirmado por órgãos oficiais, e as vítimas sobreviventes dão cara e voz como testemunhas de crimes que muitos de nós não suportam sequer ouvir. Calhou-me de ouvir uma ou duas partilhas dessas pessoas, e o que ouvi tirou-me o sono, e tem-me assombrado desde então. Por isso é que muitos de nós preferem nem saber; porém, apesar da nossa ignorância essa realidade negra existe, e só trazendo luz sobre ela se poderá expor os criminosos, e corrigir a sociedade, responsabilizando os implicados. Continuamos à espera dessa etapa, que demora para lá do explicável. 

Portanto, estamos na fase do "apocalipse", a revelação da verdade, o véu que esconde o nosso mundo oculto está a ser retirado. Precisamos de uma boa dose de coragem para enfrentar este momento planetário, mas só batendo no fundo é que começamos a subir. Que Deus nos ajude neste processo. 

quarta-feira, 11 de março de 2026

A Propósito de Chá em Saquetas

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi chá em saquetas, foi-me oferecida uma ampla escolha de sabores, em casa de uns amigos do meu pai, recém chegados dos E.U., ele português, ela americana, de onde tinham trazido uma série de novidades. Escolhi limão, maravilhada com aquela opção tão inovadora; em casa, quando queríamos chá de limão cortávamos uma casca e fervíamos na água. Achei aquilo o máximo da modernidade. 

Também me recordo de ficar impressionada com uma revista grossa, que a senhora trouxera, onde estava a programação de imensos canais de televisão ( em Portugal só existiam dois) para todo o ano! A América era o máximo!

E a cultura americana impressionou a todos, e por isso foi sendo adoptada e cada negócio que surgiu um sucesso estrondoso, os hamburguers, as asinhas de frango, a coca-cola, a Pepsi, os chocolates, os sundays, os doces embalados como os donuts, que duram meses, e por aí fora. Foi pela novidade? Pela qualidade? Um pouco talvez, mas foi sobretudo pelo markting que a cultura norte-americana se impôs, e praticamente abafou tudo à volta, desde a música, à comida, passando pela moda. 

Mas é tudo tão mau para a saúde! Agora sabemos quão péssimo é o chá em saquetas, começando pelo veneno escondido no papel tóxico opaco, e no conteúdo, onde inclusivamente já foram encontrados resíduos de insectos, e outros brindes de igual calibre. Agora sabemos que não há nada melhor do que um chá de limão feito com limão verdadeiro, fresco, ou ervas colhidas de um vaso. A evolução e a modernidade são argumentos ilusórios, e frequentemente nefastos. 

Ainda me recordo de em certa altura, esse amigo do meu pai, ter pedido o grande favor à minha mãe de ir lá a casa ensinar a sua senhora, a fazer um Arroz de Bacalhau, com o qual se tinha deliciado em nossa casa. Não sei se ela alguma vez o fez, mas sei que apesar de ter vivido várias décadas nos E.U. ele nunca ficou convencido de que a cultura deles era melhor do que a nossa, pelo contrário. 

Frequentemente, as coisas mais simples da vida revelam-se as melhores e mais saudáveis, complicar é uma armadilha que devemos detectar para evitar. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

"Timothee Shallow Man"

A Internet está a reagir, viralmente, ao comentário do actor T.Chalomet sobre a ópera e o ballet, que ninguém quer saber dessas Artes; sei que são Artes admiradas por um certo público minoritário, porém admiradores convictos que as apoiam de coração, e de certeza que irão sobreviver muito mais longamente do que o nome dele. 

O Ballet e a Ópera são Artes que elevam a consciência da humanidade, que produzem frequências necessárias ao bem-estar, saúde e alegria de quem se expõe a elas. São absolutamente imprescindíveis no nosso Mundo.   

Gostava que as pessoas deixassem de idolatrar estes famosos ignorantes, de cabeças ocas. Mas também o que esperar de alguém que namora com uma kardashian?! A futilidade e superficialidade andam normalmente de mãos dadas. 


O meu sonho de consumo: Opera Royal du Chateu de Versailles

quarta-feira, 4 de março de 2026

Hábitos da Medicina Tradicional Chinesa Durante a Menstruação

Muitas mulheres passam bastante mal os dias da menstruação, e recorrem ao paracetamol regularmente, nesse caso não têm nada a perder com esta abordagem natural, não invasiva e sem efeitos secundários. Estou convencida de que pelo menos vale a pena tentar. 

1º Evitar de lavar o cabelo nos primeiros dias, mas se lavar que seja sempre de manhã e secar de seguida, para evitar que o frio entre pelo couro cabeludo.

2º Reforçar a proteção térmica na região da barriga, dos joelhos para baixo, e usar sempre meias.

3º Priorizar alimentos para repor o ferro, gergelim preto, feijão preto, amora, bagas goji, tâmaras vermelhas, são muito bons para nutrir o sangue.

4º Beber chá de gengibre, com açúcar mascavado para aquecer o corpo e auxiliar a circulação. 

5º Usar roupas folgadas e respiráveis e confortáveis, nada muito apertado. 

6º Exercícios leves, caminhada, chi-kong, meditação.

7º Escalda-pés; a medicina chinesa acredita que o calor nos pés ajuda a expulsar o frio interno que causa as cólicas.

8º Sono reparador; tentar dormir antes das 22 horas, para favorecer a recuperação do sangue no fígado. 


Via Via Jessi Chen

segunda-feira, 2 de março de 2026

Não À Normalização da Guerra!

 Então a humanidade está a evoluir? É isso que nos dizem contudo, sinceramente, pelo caminho que nos vejo a trilhar parece-me precisamente o contrário. Fazer guerra, seja por que razão for, não me parece propriamente evoluído. A destruição é contrária à evolução. E acreditar que um país invada outro para o salvar é de uma ingenuidade indesculpável, devido a exemplos contrários que, repetidamente, demonstraram essa falácia. 

O caminho da evolução é a paz, é nesses períodos que a humanidade prospera, que encontra o seu equilíbrio e propósito. Quando a direcção eleita pelos líderes é oposta à vida, à saúde, à união familiar, à estabilidade económica e social, aos direitos mais básicos das pessoas, sabemos que não estamos a ser governados pelo "bem" mas antes por entidades obscuras que visam o lucro ganancioso, e exploração da humanidade. Seja a que preço for, eles não se coíbem, pois quem paga esse preço são os outros, o povo.  

Não podemos aceitar que normalizem a guerra, a instabilidade, a violência, a precaridade e o medo. Temos que exigir paz, e tudo o que ela proporciona. E como podemos fazê-lo, perguntar-me-ão, se não temos poder para tal? Temos poder imediato no momento em que nos declaramos pacifistas e não apoiamos guerras; temos poder quando, à nossa volta, agimos de forma construtiva; quando pautamos a nossa vida pelos valores maiores de respeito para com o outro. O nosso poder não se impõe ao mundo, porém impacta a nossa vida e a daqueles que nos rodeiam. E é por aí que devemos começar.