segunda-feira, 16 de março de 2026

O Que Significa "Apocalipse"?

Particularmente, nos últimos anos a palavra Apocalipse tem sido evocada frequentemente para indicar que estamos no fim dos Tempos; e a propósito de cada guerra que surge, cada desastre natural, e crimes hediondos noticiados, a explicação é o Apocalipse.

Muitos acreditam que o fim da Humanidade se produzirá com a terceira guerra mundial, e muitos dizem que ela já está a decorrer, com guerras disseminadas, que se multiplicam em mais e mais países, sem que os conflitos terminem nos anteriores. A Ucrânia é um exemplo, mesmo à nossa porta, uma guerra que nos foi prometida desde o início como fugaz, prolonga-se há quatro anos sem fim à vista. 

A propósito do ataque combinado pelos E.U. e Israel ao irão, que perante ameaças do governo israelita se poderá estender à Turquia, as vozes que alertam para a concretização da Terceira Guerra Mundial são cada vez mais fortes. E o que se passa ali não é de desdenhar, tal como na Palestina, parece que o objectivo é terraplenar aquele país, de civilização milenar. E as consequências serão nefastas e graves para o resto do mundo, nomeadamente para a Europa.  

Contudo, estes três parágrafos servem apenas para introduzir a informação da etimologia da palavra "apocalipse" que tem sido incorrectamente usada; apocalipse, no grego clássico:  ἀποκάλυψις - apokálypsis, significa, segundo o Dictionnaire Grec-Français, página 226

Acção de descobririr, revelação, revelação divina. 

E de facto, vivemos tempos em que muita informação sobre os bastidores da política, da saúde, da ciência, da cultura, em suma, de todas as áreas da vida, nos estão a ser revelados. Os famosos ficheiros do Epstein são um exemplo, com a longa lista de nomes proeminentes, que desempenham funções internacionais, de impacto mundial, envolvidos em crimes gravíssimos, em que o trafico humano e infantil é o mais leve de todos. Isto que já foi teoria da conspiração é agora confirmado por órgãos oficiais, e as vítimas sobreviventes dão cara e voz como testemunhas de crimes que muitos de nós não suportam sequer ouvir. Calhou-me de ouvir uma ou duas partilhas dessas pessoas, e o que ouvi tirou-me o sono, e tem-me assombrado desde então. Por isso é que muitos de nós preferem nem saber; porém, apesar da nossa ignorância essa realidade negra existe, e só trazendo luz sobre ela se poderá expor os criminosos, e corrigir a sociedade, responsabilizando os implicados. Continuamos à espera dessa etapa, que demora para lá do explicável. 

Portanto, estamos na fase do "apocalipse", a revelação da verdade, o véu que esconde o nosso mundo oculto está a ser retirado. Precisamos de uma boa dose de coragem para enfrentar este momento planetário, mas só batendo no fundo é que começamos a subir. Que Deus nos ajude neste processo. 

quarta-feira, 11 de março de 2026

A Propósito de Chá em Saquetas

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi chá em saquetas, foi-me oferecida uma ampla escolha de sabores, em casa de uns amigos do meu pai, recém chegados dos E.U., ele português, ela americana, de onde tinham trazido uma série de novidades. Escolhi limão, maravilhada com aquela opção tão inovadora; em casa, quando queríamos chá de limão cortávamos uma casca e fervíamos na água. Achei aquilo o máximo da modernidade. 

Também me recordo de ficar impressionada com uma revista grossa, que a senhora trouxera, onde estava a programação de imensos canais de televisão ( em Portugal só existiam dois) para todo o ano! A América era o máximo!

E a cultura americana impressionou a todos, e por isso foi sendo adoptada e cada negócio que surgiu um sucesso estrondoso, os hamburguers, as asinhas de frango, a coca-cola, a Pepsi, os chocolates, os sundays, os doces embalados como os donuts, que duram meses, e por aí fora. Foi pela novidade? Pela qualidade? Um pouco talvez, mas foi sobretudo pelo markting que a cultura norte-americana se impôs, e praticamente abafou tudo à volta, desde a música, à comida, passando pela moda. 

Mas é tudo tão mau para a saúde! Agora sabemos quão péssimo é o chá em saquetas, começando pelo veneno escondido no papel tóxico opaco, e no conteúdo, onde inclusivamente já foram encontrados resíduos de insectos, e outros brindes de igual calibre. Agora sabemos que não há nada melhor do que um chá de limão feito com limão verdadeiro, fresco, ou ervas colhidas de um vaso. A evolução e a modernidade são argumentos ilusórios, e frequentemente nefastos. 

Ainda me recordo de em certa altura, esse amigo do meu pai, ter pedido o grande favor à minha mãe de ir lá a casa ensinar a sua senhora, a fazer um Arroz de Bacalhau, com o qual se tinha deliciado em nossa casa. Não sei se ela alguma vez o fez, mas sei que apesar de ter vivido várias décadas nos E.U. ele nunca ficou convencido de que a cultura deles era melhor do que a nossa, pelo contrário. 

Frequentemente, as coisas mais simples da vida revelam-se as melhores e mais saudáveis, complicar é uma armadilha que devemos detectar para evitar. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

"Timothee Shallow Man"

A Internet está a reagir, viralmente, ao comentário do actor T.Chalomet sobre a ópera e o ballet, que ninguém quer saber dessas Artes; sei que são Artes admiradas por um certo público minoritário, porém admiradores convictos que as apoiam de coração, e de certeza que irão sobreviver muito mais longamente do que o nome dele. 

O Ballet e a Ópera são Artes que elevam a consciência da humanidade, que produzem frequências necessárias ao bem-estar, saúde e alegria de quem se expõe a elas. São absolutamente imprescindíveis no nosso Mundo.   

Gostava que as pessoas deixassem de idolatrar estes famosos ignorantes, de cabeças ocas. Mas também o que esperar de alguém que namora com uma kardashian?! A futilidade e superficialidade andam normalmente de mãos dadas. 


O meu sonho de consumo: Opera Royal du Chateu de Versailles

quarta-feira, 4 de março de 2026

Hábitos da Medicina Tradicional Chinesa Durante a Menstruação

Muitas mulheres passam bastante mal os dias da menstruação, e recorrem ao paracetamol regularmente, nesse caso não têm nada a perder com esta abordagem natural, não invasiva e sem efeitos secundários. Estou convencida de que pelo menos vale a pena tentar. 

1º Evitar de lavar o cabelo nos primeiros dias, mas se lavar que seja sempre de manhã e secar de seguida, para evitar que o frio entre pelo couro cabeludo.

2º Reforçar a proteção térmica na região da barriga, dos joelhos para baixo, e usar sempre meias.

3º Priorizar alimentos para repor o ferro, gergelim preto, feijão preto, amora, bagas goji, tâmaras vermelhas, são muito bons para nutrir o sangue.

4º Beber chá de gengibre, com açúcar mascavado para aquecer o corpo e auxiliar a circulação. 

5º Usar roupas folgadas e respiráveis e confortáveis, nada muito apertado. 

6º Exercícios leves, caminhada, chi-kong, meditação.

7º Escalda-pés; a medicina chinesa acredita que o calor nos pés ajuda a expulsar o frio interno que causa as cólicas.

8º Sono reparador; tentar dormir antes das 22 horas, para favorecer a recuperação do sangue no fígado. 


Via Via Jessi Chen

segunda-feira, 2 de março de 2026

Não À Normalização da Guerra!

 Então a humanidade está a evoluir? É isso que nos dizem contudo, sinceramente, pelo caminho que nos vejo a trilhar parece-me precisamente o contrário. Fazer guerra, seja por que razão for, não me parece propriamente evoluído. A destruição é contrária à evolução. E acreditar que um país invada outro para o salvar é de uma ingenuidade indesculpável, devido a exemplos contrários que, repetidamente, demonstraram essa falácia. 

O caminho da evolução é a paz, é nesses períodos que a humanidade prospera, que encontra o seu equilíbrio e propósito. Quando a direcção eleita pelos líderes é oposta à vida, à saúde, à união familiar, à estabilidade económica e social, aos direitos mais básicos das pessoas, sabemos que não estamos a ser governados pelo "bem" mas antes por entidades obscuras que visam o lucro ganancioso, e exploração da humanidade. Seja a que preço for, eles não se coíbem, pois quem paga esse preço são os outros, o povo.  

Não podemos aceitar que normalizem a guerra, a instabilidade, a violência, a precaridade e o medo. Temos que exigir paz, e tudo o que ela proporciona. E como podemos fazê-lo, perguntar-me-ão, se não temos poder para tal? Temos poder imediato no momento em que nos declaramos pacifistas e não apoiamos guerras; temos poder quando, à nossa volta, agimos de forma construtiva; quando pautamos a nossa vida pelos valores maiores de respeito para com o outro. O nosso poder não se impõe ao mundo, porém impacta a nossa vida e a daqueles que nos rodeiam. E é por aí que devemos começar. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Seis Filmes Que Recomendo

Tenho tido mais tempo e oportunidade de ver filmes, e séries, e a minha escolha tem recaído em comédias ou filmes mais ou menos ligeiros. Para animar do cinzento dos dias. 

Maudie - Retrata a vida da artista folk canadiana Maude Lewis. A vida de Maudie complica-se na juventude devido a um "erro" que a família resolve da pior maneira possível, a partir daí ela fica à mercê dos parentes, até que um dia tem a iniciativa de tomar as rédeas de si mesma, e a reviravolta acontece. Maudie encontra na arte um refúgio, a recompensa e aceitação. 

Northanger Abbey - Baseado no livro de Jane Austen, é uma sátira às novelas góticas, que enchiam a cabeça das meninas da época de fantasias bacocas. A personagem principal, Catherine Morland, é uma jovem de dezassete anos, que é convidada por um casal amigo da família para passar férias em Bath, e aí entra na sociedade, fazendo amigos e encontrando o amor. Muito ao estilo da época, os mal-entendidos servem para complicar o enredo e enervar o espectador actual, pela ingenuidade e modos retraídos do séc.XVIII. 

Finding your feet - A recém Lady Sandra Abbott descobre que o marido tem um caso com uma amiga, precisamente quando pensava que entrariam ambos na idade dourada de recolher os frutos de uma vida de trabalho; fica de tal forma transtornada que troca a bela casa numa área conceituada pela casa da irmã, num prédio social, com intenção de pressionar o marido. Entretanto aí, entra muito cepticamente no ciclo artístico e terra-a-terra da Bif, uma alma livre e alegre, e surpreendentemente volta a encontrar o seu lado descontraído e impetuoso.  

The women of the 6th floor - É uma comédia francesa, que retrata a vida das empregadas domésticas espanholas, confinadas às águas-furtadas do 6º andar, de um prédio burguês parisiense. Através da nova empregada, Maria, monsieur Joubert descobre todo um mundo que vive nos bastidores da sua sociedade, de forma precária mas também com esperança, com sonhos, e alegria; e isso vai inspirá-lo de forma a remodelar a sua própria vida. 

The Last bus - Após a morte da mulher, Tom, um idoso "muito velho" embarca na última aventura da sua vida, regressar à sua Vila de origem, sempre de autocarro público, com um objectivo definido, que apenas conheceremos no final. Pelo caminho irá ficar e comer nos mesmos sítios em que ele e a mulher ficaram e comeram, no passado. Nessa viagem, que é também uma viagem de memórias, as tribulações serão diversas, assim como as boas-venturanças. 

Far from the madding crowd - Bathsheva Everdene é uma jovem herdeira independente que não sente particular inclinação para o casamento. Sabe muito bem o que quer e, num mundo dominado pelos homens, não tem pejo de o fazer saber. Porém, pelos seus diversos predicados atraí três pretendentes persistentes, muito diferentes, e contrariamente ao que se esperaria de uma mulher inteligente e cautelosa decide-se pelo menos seguro. 

Espero que gostem.