quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

PROCURANDO AS MINHAS SEMELHANTES

Certo dia lembrei-me de procurar na Net algum chat ou blog onde mães falassem das suas experiências e trocassem informações. Mães 24 horas por dia, como eu. Encontrei alguns blogs de mães, que li em diagonal, pois não consegui identificar-me com nenhuma. O tema central é invariavelmente a criança, o que fez, o que disse, o que vestiu, o que calçou, que é fofo, que é um amor, blá, blá, blá! É por isso que casais com filhos não conseguem manter amizades com casais sem filhos: -porque se tornam numa completa SECA!
Uma altura recebemos uns amigos cá em casa e como eles falam sempre imenso dos filhos (com idades aproximadas dos nossos) eu e o Zé decidimos, antecipadamente, boicotá-los e direccionar a conversa para outros temas que não filhos. Falamos de férias: - Foram óptimas, a M. aprendeu a nadar e depois…. Falamos de cinema: - o último que vimos foi “Chicken Litlle”, e foi a primeira vez do F. mas compreendeu tudo, blá, blá, blá! Não dá!
Por isso me lembrei de fazer o meu próprio blog.(Eu, que sempre achei os blogs coisa de exibicionista e voyeur!) Para dar a conhecer o outro lado da mãe, porque ser mãe é muito mais!


P.S. No entanto ainda não desisti! De certeza que haverá por aí alguém que pensa sobre a maternidade o mesmo que eu....


5 comentários:

  1. Fernanda, obrigada pela visita ao Verdes verdades. Voltes sempre que quiser, a porta fica sempre aberta.
    O meu blog é mais jornalístico, mas falo tbm da minha família quando acho oportuno.
    Quanto ao seu comentário, vc tem razão em dizer que tem milionários que ajudam. É claro que tem e quando descubro sempre posto. O problema é que a maioria dos milionários estão mais preocupados com a realização de seus desejos e ambições do que ajudar o outro, infelizmente.
    Não tenho grama, mas mesmo assim me acho uma privilegiada e ajudo dentro das minhas condições. E ajudar os outros me deixa mais feliz do que quem é ajudado, podes ter certeza!

    Bjos.

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  2. Claro, Vera; eu digo sempre que prefiro estar na posição de dar do que na de pedir.Tb contribuo, dentro das minhas possibilidades;há questões que me envolvem mais do que outras mas triste/ já cheguei à conclusão de que a n/ raça não tem salvação, entre indiferentes, vítimas e agressores, os poucos que fazem alguma coisa, não conseguem mudar a história!
    beijos.

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  3. Oi Fernanda,
    Interessante seu enfoque. Não sou mãe, mas no dia que isso acontecer vou pensar como você. Ser mãe não é profissão, né mesmo? mas acho que ajuda muito trocar experiências, desabafar, enfim, falar dos filhos.
    Sou gêmea e minha mãe tinha um blog gemelar :), que ajudou muitas mães.

    Adorei sua visita e o carinho do seu comentário. Volte sempre!

    Um grande beijo

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  4. Realmente quem não tem filhos, como eu, é um tanto chato só ouvir assunto sobre os filhos alheios hehehe.

    bjs

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  5. olá aliciante,
    Humm,Mãe não é profissão…
    Ser freira é profissão? As religiosas quando entram para o convento fazem-no por amor, ser mãe a tempo inteiro também é uma opção por amor. Então, porque não pode ser profissão? Porque não é remunerado? Nalguns países o governo já paga às mães que ficam com os filhos, porque já compreendeu que fica mais económico ao Estado do que manter creches e infantários. Isto é bom para as mães que não gostam de ficar dependentes dos maridos economicamente e também quando esse dinheiro faz falta ao agregado familiar.
    Eu nunca pensei ser mãe a tempo inteiro, mas o nascimento dos meus filhos tão a experiência mais perturbadora da minha vida e eu não quis deixá-los aos cuidados de terceiros. Estou feliz com a minha decisão.
    O que não impede que eu seja muito mais do que mãe!

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