segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Esmeralda – O caso que apaixona Portugal

Diz-se que a justiça é cega porque deve ser imparcial, no entanto às vezes acho que é mesmo cega e surda na verdadeira acepção das palavras! Senão, como seria possível explicar que um juiz decida entregar uma criança de 5 anos a um relutante pai biológico? Que durante esses 5 anos a criança tenha sido criada por um casal que cuidou dela e a amou como seus verdadeiros pais? E que apenas aguardavam a conclusão do processo de adopção? Os “pais” de Esmeralda não foram ouvidos nem achados para a decisão do juiz e evidentemente o interesse da criança também não teve peso algum na decisão do magistrado. Aparentemente o factor biológico está acima de tudo.
Penso que para os magistrados seja muito mais fácil recorrer à sentença na base do código jurídico, pois assim é mais rápido e seguro porque se protegem invocando as leis; mas, e o bom senso, não entra nas decisões? Se o que interessa for mais um caso resolvido e não a aplicação da justiça, não, não entra!
Portanto, quando ouvi dizer que os pais de Esmeralda a teriam de entregar ao pai biológico, eu senti a dor daqueles pais e desabafei dizendo: - Como é que eles vão conseguir fazer isso? Eu não conseguiria!
E eles não conseguiram! Mãe e filha desapareceram para parte incerta e o pai foi julgado e condenado a 6 anos de prisão. Oxalá a nossa justiça fosse assim tão célere e dura em todos os casos, sobretudo naqueles mediáticos que envolvem figuras públicas.
“Parir é dor, criar é amor”, diz o ditado popular, e o pai biológico não pariu nem criou! Reclama a filha porque sim, porque se a amasse concluiria que retirar Esmeralda aos pais que a criaram a iria, sobretudo, magoar a ela mesma. A minha solidariedade vai para aqueles que amam e defendem as crianças.

8 comentários:

  1. Oi Fernanda, vim retribuir a sua visita e que bonita é a sua casa,viu. Vou te linkar, posso?
    Esse é um assunto que me dói, pois levei 15 anos para ficar grávida do Daniel e 20 anos pela Viviane, sei o qto isso dói e já escrevi min ha experiência em postes passados lá no blog. Nessas horas eu lembro do sábio Salomao numa mesma situacao que esta e que decidiu dividir a crianca para dar aos pais q brigavam por seus direitos e a verdadeira mae, preferiu abrir mao do seu direito para ver o filho vivo e Salomao sabiamente entregou a crianca a esta mulher por seu tao grande amor. Vc conhece a história? A nossa justica com certeza nao.

    Grande abraco e boa semana

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  2. Sugiro a seguinte leitura:

    http://www.verbojuridico.net/inverbis/index.php?option=com_content&task=view&id=139&Itemid=31

    Sugiro também que reflicta sobre duas coisas: Porque só deram andamento ao processo de adopção depois do pai reclamar a custódia da filha? Quem ameaçou a mãe biológica quando esta veio pedir a custódia da filha?

    Será que vivemos no país do vale tudo? Será justo alguém conseguir quebrar a Lei durante 5 anos por ter amigos na polícia?

    Como é possível alguém ir trabalhar todos os dias durante 5 anos, e o tribunal e a polícia nunca o conseguirem localizar?

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  3. Caro Carlos,
    certamente que não estarei a par do processo na sua totalidade e complexidade, contudo o que interessa não são os pormenores burocráticos. Mais importante que tudo é a defesa da criança. Ninguém me convence que o pai biológico, que rejeitou a gravidez da mãe e só fez o teste de adn porque foi obrigado pelo tribunal, quer a filha porque a ama!
    E já agora, sim, vivemos num pais que vale tudo, se é assim para o mal que seja também para o bem!

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  4. Também concordo que se ele amasse a filha, deixaria ela com o casal que a criou. Que situação heim?
    Muito difícil.
    Fica em paz, beijos

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  5. Oi, querida ! Obrigada pelas palavras de carinho. Espero voltar em breve com boas noticias pra te dar! Sabe, eu trabalho com crianças e creio que elas são as pessoinhas mais doces do mundo. Vamos rezar e pedir que Deus faça o melhor para essa criança e que a proteja !!Beijos e cuide-se bem !

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  6. Fernanda, você está certíssima em se preocupar com os sentimentos da crianca, ninguém tá pensando nisso. Todo mundo tá querendo ter razao.
    Te enviei um email ontem, vc o recebeu? É que eu gostaria de ter maiores informacoes sobre Trás dos Montes.

    Grande beijo amiga, acho que posso assinar assim, nao é?
    Meu email: georgia@aegerter.de

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  7. Fernanda, como não conheço todo o processo foi no achismo. Acho que em primeiro lugar deveria ver como a criança está, em que situação aconteceu a adoção,se foi de forma errada, tem que ser corrigida, mesmo que isso represente algum problema. mas agora se os pais biológicos foram negligentes, deveria ter deixado a menina com quem já estava criando.

    Bjos.

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  8. Vera,
    a mãe biológica abdicou da criança por ter consciência de que ñ tinha condições p/ criá-la. O pai biológico só reconheceu a criança como sua, porque foi obrigado pelo tribunal. Daí, veja o genuíno interesse deste "pai".Os pais "adoptantes" cuidaram muito bem de Esmeralda desde os 3 meses, inclusivé tendo ela graves problemas de saúde. Imagine a violência p/ a criança da ruptura c/ os pais que ela conhece e ama p/ passar a viver c/ um mero desconhecido!

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