A lista do que se pode fazer em termos de decoração natalícia, de forma simples e económica, é praticamente inesgotável; e sabe, quem sabe minimamente de decoração, ora quem não sabe?! que a pedra de toque são os detalhes.
Um espelho decorado é um desses detalhes. E mais um da série "faça você mesmo"!
Devo dizer que não há quem se encante com estas silhuetas, porém são as crianças quem mais debate a história; porque não está lá o Pai-Natal? Onde estão os presentes? A quem pertence aquela casa? E, evidentemente, encontram respostas para tudo!
Material:
Cartolina dourada, branca e vermelha
Moldes de bolachas, com motivos natalícios
Lápis
Xis-acto
Cola e fita-cola
Como fazer:
Fazer os desenhos, utilizando os moldes para bolachas. Relativamente à casinha, não tinha, portanto desenhei eu mesma, não tem que saber; recortar com auxílio da tesoura, e xis-acto,quando der mais jeito, por exemplo, nas janelas da casa. Colar as partes que são para justa-pôr, como a neve e o vaso da entrada.
Colar no espelho, utilizando fita-cola dupla, ou simples dobrada.
Não tem ciência alguma, pois não?
Tenha uma óptima semana!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Árvore de Natal fofa!
A Letícia queria uma árvore de Natal no quarto; pareceu-me um desejo tão simples e fácil de realizar, depois de ter visto esta ideia algures, num blogue de crafts. Quem me dera lembrar-me onde, para partilhar convosco...Entretanto, aqui fica a nossa. A outra era toda branquinha, linda! Esta é mais adequada à decoração do quarto.
Material:
- Uma caixa de cereais vazia, pois
- Uma embalagem de algodão em bolas
- Cola
- Botões coloridos
- Purpurina
- Tesoura
Como fazer:
Enrolar o cartão da caixa, fazendo um cone; aparar as pontas, de forma a fazer um circulo, que sirva de base e assente perfeitamente. Colar o cone longitudinalmente. Colar as bolas de algodão, usei a pistola de cola quente, agora não quero outra, e distribuir as cores aleatóriamente. Colar os botões e salpicar com purpurina.
E saí uma árvore de Natal, fofa, para um quarto cor de rosa!
Bom fim de semana!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A escrava de Córdova
Este é o meu livro de reconciliação com os autores contemporâneos;
o título agradou-me desde a 1ª vez que me deparei com ele, mas não me atrevia a lê-lo, por
achar que a decepção seria inevitável. Eu explico, e é assim simples: não gosto
dos autores contemporâneos portugueses. Não vou nomeá-los mas posso afirmar que
foram muitos os que tentei ler e não consegui. Até que definitivamente desisti.
Porém, "A escrava de Córdova" era um daqueles livros que me estava na retina da memória e quando uma amiga, que o tinha lido e me disse que
gostou muito, se ofereceu para mo emprestar, aceitei. Tinha chegado o
momento!
Bem sei que os gostos literários são pessoais, mas afinal
eu não tinha nada a perder.
E não tinha mesmo, porque no fim de contas gostei imenso do livro; é
um romance-histórico, o meu género preferido, passa-se no séc.X, na península Ibérica,
quando esta se dividia em reinos cristãos e muçulmanos e estes últimos eram
preponderantes. A parte da história que eu achava ser a menos interessante – a muçulmana
- acabou por se revelar fascinante.
É tão emocionalmente turbulento verificar que muitas das nossas ideias são preconceitos, que nada têm
de real ou verídico.
É tão surpreendente, quando nos encontramos na parte da
cultura mais pobre, mais simples, mais rude, mais ignorante!
Eu tinha estudado sobre todo o conhecimento árabe que nos
ficou devido à permanência deste povo na Península, mas entretanto esqueci-me. E
foi muito oportuno, e justo, relembrar essa lição!
É um bom presente de Natal; compre-o para oferecer, ou
compre-o como presente para si mesmo, mas leia-o.
Até breve!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Centro de mesa de Natal e expositor de postais - Faça você mesmo
Hoje mostro outro centro de mesa, que coloquei na mesa do hall, porque pretendo que se respire Natal desde o 1º passo, que se dê nesta casa!
Material:
Uma taça de porcelana (saladeira da Vista Alegre, que guardei por estar estalada)
Terra (trouxe do monte, no passeio de sábado)
Musgo (trouxe do monte….)
Ciclamen branco (comprei na Feira 2,50€)
Bolinhas decorativas azuis e vermelhas (comprei no Aki, 1,75€ a caixa)
Como fazer:
Encher o vaso pelo meio com terra, transplantar o ciclamen, e cobrir as raízes com terra. Forrar com o musgo (para não permitir que a terra seque demasiado, e não sujar as bolas). Cobrir toda a superfície com as bolas de Natal.
Feito. Simples, não é?
Porque o bastidor será insuficiente para todos os postais de Natal, fiz outro, desta vez utilizando um galho, algo que tenho visto em blogues de decoração, igualmente simples de fazer.
Material:
Um galho seco e bonito
Cola branca e pincel
Passarinhos e bagas vermelhas
Neve
Molas em miniatura
Pistola de cola quente
Pasta de modelar
Recipiente: jarra, cesto…
Limpar o galho com o pincel. Apoiar o galho numa base da pasta de modelar e colocar na jarra. Colar os passarinhos e as bagas com a cola quente (- foi um grande passo para mim, estava com tanto receio da pistola, sei lá... só o nome!), pincelar os galhos com a cola branca e cobrir com a neve. Distribuir as molas pelos galhos, prender os postais e expor!
Agora é só esperar que mais postais de Natal cheguem.
Tenha uma óptima semana!
Material:
Uma taça de porcelana (saladeira da Vista Alegre, que guardei por estar estalada)
Terra (trouxe do monte, no passeio de sábado)
Musgo (trouxe do monte….)
Ciclamen branco (comprei na Feira 2,50€)
Bolinhas decorativas azuis e vermelhas (comprei no Aki, 1,75€ a caixa)
Como fazer:
Encher o vaso pelo meio com terra, transplantar o ciclamen, e cobrir as raízes com terra. Forrar com o musgo (para não permitir que a terra seque demasiado, e não sujar as bolas). Cobrir toda a superfície com as bolas de Natal.
Feito. Simples, não é?
Porque o bastidor será insuficiente para todos os postais de Natal, fiz outro, desta vez utilizando um galho, algo que tenho visto em blogues de decoração, igualmente simples de fazer.
Material:
Um galho seco e bonito
Cola branca e pincel
Passarinhos e bagas vermelhas
Neve
Molas em miniatura
Pistola de cola quente
Pasta de modelar
Recipiente: jarra, cesto…
Limpar o galho com o pincel. Apoiar o galho numa base da pasta de modelar e colocar na jarra. Colar os passarinhos e as bagas com a cola quente (- foi um grande passo para mim, estava com tanto receio da pistola, sei lá... só o nome!), pincelar os galhos com a cola branca e cobrir com a neve. Distribuir as molas pelos galhos, prender os postais e expor!
Agora é só esperar que mais postais de Natal cheguem.
Tenha uma óptima semana!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Decoração de Natal - Faça você mesmo
Vamos passar este Natal em nossa casa, que é o melhor presente que eu poderia receber. Enquanto muitas pessoas se preocupam com o trabalho que isto implica, eu alegro-me com esse trabalho, porque implica planear um Natal ao nosso gosto.
Assim sendo, queria fazer algumas alterações à decoração natalícia, porque é muito mais simpático receber os convidados com novidades, e coisas diferentes dos anos anteriores. E claro, para nossa própria satisfação, pois ficaremos com a casa enfeitada até aos Reis!
Porém, o desafio que me impus foi o de reciclar e reutilizar na decoração deste Natal. Confesso que comprei uma ou duas coisinhas, para incrementar alguns projectos, que vou partilhar convosco.
Comprei esta decoração da árvore de Natal quando as crianças tinham 2-3 anos; queria um pinheiro de Natal mais infantil, por isso escolhi ursinhos e bonecos de neve como personagens principais, e estrelas e bolas vermelhas como figurantes. As crianças gostaram, e gostam, por isso temos mantido a temática.
Esta grinalda que colocamos no hall da entrada, tinha somente umas bagas vermelhas, então resolvi potenciar a cor e coloquei-lhe pequenas bolas azuis e vermelhas, brilhantes, baças e com purpurina, que desde logo lhe deu outro brilho.
Os postais de Natal decoram sempre a casa e gosto de ir variando a forma de os expor; este ano optei pelo uso do bastidor, uma processo simplicíssimo de executar. Enrolei a fita (recordam-se do cesto dos figos? Reutilizei!), e prendi molas de madeira a toda a volta. Coloquei o primeiro postal de Natal, que chegou da Itália. Mas vêem aí mais. Muitos mais...
O centro da mesa foi a Letícia que fez! Vou dar o PAP, porque, convenhamos… é tão difícil! Pega-se numa terrina, enche-se de bolas coloridas, coloca-se na mesa. Tadaaammm!
Para já fica este, quando se aproximar o dia 24 faço outro de verdes e frutos naturais, daqui até lá, ele não aguentaria.
Transformei a lanterna que está nas escadas, utilizando uma fita de seda vermelha com dourados, duas poinsétias artificiais e substituindo a vela, por uma vermelha. Totalmente natalícia. O mesmo também se pode fazer a castiçais.
O mau tempo esperado para o fim-de-semana proporciona-se a mais artes natalícias, portanto, para a semana, partilho convosco mais algumas ideias, e também trabalhos de leitoras convidadas. Se quiser participar é só enviar as fotos para o mail da coluna, ok? A partilha inspira!
Bom fim-de-semana e boas produções!
Assim sendo, queria fazer algumas alterações à decoração natalícia, porque é muito mais simpático receber os convidados com novidades, e coisas diferentes dos anos anteriores. E claro, para nossa própria satisfação, pois ficaremos com a casa enfeitada até aos Reis!
Porém, o desafio que me impus foi o de reciclar e reutilizar na decoração deste Natal. Confesso que comprei uma ou duas coisinhas, para incrementar alguns projectos, que vou partilhar convosco.
Comprei esta decoração da árvore de Natal quando as crianças tinham 2-3 anos; queria um pinheiro de Natal mais infantil, por isso escolhi ursinhos e bonecos de neve como personagens principais, e estrelas e bolas vermelhas como figurantes. As crianças gostaram, e gostam, por isso temos mantido a temática.
Os postais de Natal decoram sempre a casa e gosto de ir variando a forma de os expor; este ano optei pelo uso do bastidor, uma processo simplicíssimo de executar. Enrolei a fita (recordam-se do cesto dos figos? Reutilizei!), e prendi molas de madeira a toda a volta. Coloquei o primeiro postal de Natal, que chegou da Itália. Mas vêem aí mais. Muitos mais...
O centro da mesa foi a Letícia que fez! Vou dar o PAP, porque, convenhamos… é tão difícil! Pega-se numa terrina, enche-se de bolas coloridas, coloca-se na mesa. Tadaaammm!
Para já fica este, quando se aproximar o dia 24 faço outro de verdes e frutos naturais, daqui até lá, ele não aguentaria.
Transformei a lanterna que está nas escadas, utilizando uma fita de seda vermelha com dourados, duas poinsétias artificiais e substituindo a vela, por uma vermelha. Totalmente natalícia. O mesmo também se pode fazer a castiçais.
O mau tempo esperado para o fim-de-semana proporciona-se a mais artes natalícias, portanto, para a semana, partilho convosco mais algumas ideias, e também trabalhos de leitoras convidadas. Se quiser participar é só enviar as fotos para o mail da coluna, ok? A partilha inspira!
Bom fim-de-semana e boas produções!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Onde está o paraíso?
Passei a minha infância numa pequena Vila, que tinha apenas um Centro de Saúde, duas escolas, uma primária e o Ciclo, um posto da GNR e uma Bomba de Gasolina. Também tínhamos um parque para passear e fazer piqueniques, um rio com praia fluvial, uma piscina, um monumento romano e Termas.
Na infância e juventude do meu pai, a Vila tinha ainda um hotel (das Termas) onde se faziam festas memoráveis, e no rio do parque havia gaivotas (barcos). Só havia escola até à 4ªclasse; quem quisesse continuar a estudar tinha que viajar 7 kms de camioneta, como o meu pai fez, e como eu fiz.
Era uma vila pitoresca, com casas antigas, um coreto pintado a vermelho, quintas, e uma população reduzida, que se reconhecia.
No entanto durante anos, ouvi dizer que esta terra não evoluía, que estava parada no tempo, que não acontecia nada por aqui!
Então, algum Génio do Mal ouviu estas queixas dos homens e enviou-nos os empreiteiros; eles começaram a construir prédios, nos outrora campos verdejantes, e até um centro comercial. Pessoas oriundas das cidades e aldeias vizinhas começaram a instalar-se na Vila. Apesar de só dormirem aqui, trabalhavam fora e compravam fora, o número de recenseados aumentava.
E começaram a ouvir-se outro tipo de comentários: - A Vila está muito desenvolvida! Está a crescer muito!
As crianças passaram a estudar na Vila até ao 12º ano, e os feirantes ganharam um mercado, em substituição da pequena praça antiga, e berma das ruas.
E o Génio Mal vendo que homens se contentavam com estes planos, mandou mais; em vez de uma estação de serviço, passaram a existir três, bem juntinhas umas às outras, localizadas todas dentro da Vila. E cereja em cima do bolo: lojas de chineses a proliferarem como cogumelos!
A Vila da minha infância, aquela vila pitoresca com casas antigas, com rio despoluído, paisagem verde desapareceu. E há ainda quem pense que isto é evolução?!
Se é, só quero uma coisa da “evolução”, uma máquina do tempo, para nos levar de volta ao séc.XIX!
Até breve!
Na infância e juventude do meu pai, a Vila tinha ainda um hotel (das Termas) onde se faziam festas memoráveis, e no rio do parque havia gaivotas (barcos). Só havia escola até à 4ªclasse; quem quisesse continuar a estudar tinha que viajar 7 kms de camioneta, como o meu pai fez, e como eu fiz.
Era uma vila pitoresca, com casas antigas, um coreto pintado a vermelho, quintas, e uma população reduzida, que se reconhecia.
No entanto durante anos, ouvi dizer que esta terra não evoluía, que estava parada no tempo, que não acontecia nada por aqui!
Então, algum Génio do Mal ouviu estas queixas dos homens e enviou-nos os empreiteiros; eles começaram a construir prédios, nos outrora campos verdejantes, e até um centro comercial. Pessoas oriundas das cidades e aldeias vizinhas começaram a instalar-se na Vila. Apesar de só dormirem aqui, trabalhavam fora e compravam fora, o número de recenseados aumentava.
E começaram a ouvir-se outro tipo de comentários: - A Vila está muito desenvolvida! Está a crescer muito!
As crianças passaram a estudar na Vila até ao 12º ano, e os feirantes ganharam um mercado, em substituição da pequena praça antiga, e berma das ruas.
E o Génio Mal vendo que homens se contentavam com estes planos, mandou mais; em vez de uma estação de serviço, passaram a existir três, bem juntinhas umas às outras, localizadas todas dentro da Vila. E cereja em cima do bolo: lojas de chineses a proliferarem como cogumelos!
A Vila da minha infância, aquela vila pitoresca com casas antigas, com rio despoluído, paisagem verde desapareceu. E há ainda quem pense que isto é evolução?!
Se é, só quero uma coisa da “evolução”, uma máquina do tempo, para nos levar de volta ao séc.XIX!
Até breve!
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