quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Adolescência II

Ao procurar, dentre a papelada que guardo da Letícia, por um texto que ela me pediu, encontrei este poema, que ela escreveu no 5º ano. Sem título, ou será o título este "Poema" que o encabeça, faz-me tanto sentido actualmente, como na época fez, associando-o à natureza. Agora, parece-me verdadeiramente visionário.

       Poema
                             Mãe Outono
                             Folha que dorme em pleno Outono
                             Folha que balança nos braços da mãe.
                             Folha pequena que cai
                             agora pois cresceu sem
                             a mãe dar conta.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

No primeiro dia do ano?

Via


Ver o meu filho a montar uma secretária, com ajuda de dois primos que orientou, num projecto que durou 3 horas, no primeiro dia do ano, fez-me sentir orgulhosa.
As aprendizagens escolares são importantes, mas não são as únicas importantes na construção da personalidade. O que se faz fora da Escola, o que se aprende e descobre, não tem nota, não recebe avaliação formal, mas são lições fundamentais. 
Ainda que sobrem alguns parafusos... orgulho👌

domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo!

Fim - o que resta é sempre o principio feliz de alguma coisa.
Agustina Bessa Luís

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Filosofando* com o Duarte

- Se ao fim de 100 anos já ninguém se lembrar de ti, mais vale nem teres vivido. Diz o Duarte, falando numa reflexão.
Tenho a resposta na ponta da língua: Todas as vidas valem a pena se acreditares na alma, na evolução da alma. Mas calo-me por saber que é argumento que não o comove nem convence. Divagamos noutra direcção.
Após vários dias a pensar no assunto, tenho a resposta: - Se depois de viveres houver alguém que se lembre de ti, pelo bem que lhe fizeste, então a tua vida valeu a pena. 

E parece-me bem como reflexão de final de ano. 

( *E diz o meu filho que não gosta de Filosofia!)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal!

Voto de Natal

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho não se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida...
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
O calor destas mãos nos meus dedos tão frios?
Acende-se de novo o Presépio nas almas. 
      Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.                     


David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal'

sábado, 23 de dezembro de 2017

Embrulhos de Natal 2017


No principio de Dezembro a Letícia já me tinha perguntado como é que eu embrulharia os presentes este Natal, mas eu ainda não tinha pensado nisso. As coisas relacionadas com o Natal andavam assim atrasadas. Lembrando-me que ainda tinha papel de embrulho de 2016, respondi-lhe que em bege, ao qual ela de imediato retorquiu, admirada: Mãe! Vais repetir?! Não podes! 
Os embrulhos de Natal tornaram-se também tradicionais na medida em que tento sempre inovar, e fazer algo distinto, de forma que já todos esperam algo diferente, e com isso gerei uma certa expectativa. Agora tenho que me manter à altura! Sem queixas nem lamentos.
 


Portanto, este ano escolhi o verde, branco e um pouco de dourado, em padrões diferentes, afinal misturar padrões está na moda. E resultou lindamente. 
Três rolos de papel, com dupla face, para jogar ainda mais com a diversidade, da loja Casa, com fitas de cetim a condizer, foram o suficiente para dar à nossa árvore de Natal alguma novidade. Mais uma vez, missão cumprida!