quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desamor com amor se paga

Quando o meu filho tinha uns sete, oito anos, zangou-se comigo por eu ter ralhado com ele por algum motivo. Como nessa altura já era alfabetizado, foi para o seu quarto e escreveu-me um bilhete, que de seguida enfiou por baixo da porta, de onde eu estava. E fugiu. 

O bilhete, na sua caligrafia tremelicante, dizia :
- A mãe come minhocas.
- A mãe não sabe nada.
- A mãe é feia. 

Inicialmente fiquei a olhar para "carta", pensando se deveria falar com ele diretamente, se me deveria mostrar triste, ou se deveria fazer de conta que aquele recado nunca tinha chegado ao destino. 
Escolhi responder à carta. Peguei numa folha, e escrevi todas as frases, no sentido positivo:
- O Duarte come bifes, batatas fritas e feijão preto. ( A comida preferida na altura)
- O Duarte sabe o ABC e muito mais.
- O Duarte é muito bonito.

Entretanto, ele continuava no quarto, com certeza apreensivo, em relação à reação que eu teria. Fiz-lhe a mesma coisa, introduzi a carta por baixo da porta, e afastei-me. Passados alguns minutos, o Duarte estava junto de mim, com a folha na mão, e sem me dizer qualquer palavra abraçou-me. 
E sem qualquer palavra mais, colocou a carta no seu quadro de cortiça. Onde está até hoje. 

Quando as crianças são pequeninas, é muito comum, ao zangarem-se com os pais, dizerem aquele famoso: "Não gosto de ti!" ; os meus filhos também o disseram, mas muito poucas vezes. Porque não dava resultado. A cada vez que diziam "não gosto de ti!", recebiam como resposta: 
- Pois eu gosto muito de ti. Aliás, gostar é pouco; gosto de batatas fritas. A ti, adoro-te. Amo-te. Mesmo quando me zango contigo, continuo a amar-te. 

Isto desarma-os. Ao contrário da resposta que utiliza a mesma moeda, que só reforça o sentimento negativo que no momento a criança sente. Experimente.

Até breve!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Presente de Natal faça você mesmo € Postal de Boas Festas €


Não gosto mesmo nada de oferecer dinheiro em vez de presente! Parece-me tão impessoal e desleixado, tipo "toma lá e compra o que quiseres". Parece-me preguiçoso, não pensar no presente para aquela determinada pessoa. Por isso reluto muito em escolher esta opção.

Porém...há casos e casos! Como o das adolescentes, a quem a família já não consegue oferecer nada que realmente lhes agrade. Porque elas preferem ir às lojas e escolherem elas mesmas. Porque são estudantes, e o dinheiro da mesada nunca chega para tudo o que desejam. 


Então, porque não proporcionar-lhes o prazer de adquirirem algo que de fato queiram ?
Dinheiro no envelope. Assim simples?! Não me parece. 


Por isso, adorei esta ideia dos Money cards, da Jennifer McGuire. Veja como é simples, e no entanto sofisticado. Transformando um gesto banal, num momento encantador!



Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Receita para o fim-de-semana: Rabanadas

- Já?! Perguntará quem me lê, - Mas que bicho terá mordido à Fernanda, desta vez?!
- O espírito do Natal, responderei eu. Se é que se lhe pode chamar "bicho". 

A receita de rabanadas que faço era da minha avó paterna, e normalmente recebo imensos elogios, modéstia à parte. Cá em casa gostamos tanto, que costumo congelar dois cacetes grandes, que corto ao meio, para fazer rabanadas durante o ano. O meu marido diz que é quando melhor lhe sabem. Eu digo que me sabem sempre muito bem. Tradicionais na véspera de Natal, e indispensáveis ao pequeno-almoço de Natal. Mesmo em agosto. Sim..., em pleno verão. Nunca experimentou? Não sabe o que perde. 

Rabanadas
Ingredientes:
Meio cacete ( rende doze rabanadas. E tem que ser este pão especial)
Dois ovos
1 lt de leite
Casca de limão
Pau da canela
Açúcar e canela em pó

Como fazer:
Preparar tudo, antes de começar a fritar as rabanadas; aquecer o leite, com uma casca de limão e o pau de canela. Bater os ovos muito bem, num prato fundo. Colocar num prato fundo o açúcar e canela, bem misturados. Forrar uma travessa com papel de fritos. Colocar uma sertã ao lume, com óleo.
Cortar o pão em fatias, da grossura de um dedo.
Deitar o leite bem quente num prato, e mergulhar as fatias de pão, dos dois lados, para o pão ficar bem embebido. Deixar escorrer um pouco, e passar para o prato do ovo batido; envolver de ambos os lados, e colocar na sertã a fritar, estando o óleo quente, em lume médio. 
Quanto as fatias obtiverem uma cor dourada, retirar do lume, e deixar escorrer na travessa com o papel de fritos. Envolver de seguida, no açúcar e canela. Colocar na travessa e servir!

É muito fácil e rápido, acho eu, que as faço num instantinho. E num instantinho, comidas são!

Tenha um bom fim-de-semana!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Presente de Natal faça você mesmo - Jardim de suculentas


Aqui está uma sugestão para presente de Natal, muito económica e de fácil execução.Tão fácil que só a foto constitui um autêntico tutorial. Mas enfim, desse modo não haveria post...

Jardim de suculentas
Material:
Um aquário, do tamanho que entender
Terra q.b.
Suculentas variadas
Uma pedrinha da praia, ou outra coisa qualquer

Como fazer:
Encher o aquário com a terra, fazendo um declive; enterrar as suculentas, deixando algum espaço entre elas. Decorar com a pedra, ou concha, ou outra coisa qualquer. 
Pronto! 

Um presente que fica bem numa casa moderna, ou clássica, para quem gosta de jardins, para quem não tem muito tempo para regar plantas ( as suculentas requerem uma rega mínima), para quem não tem espaço para um jardim de verdade. Este também é. 
( Ideia retirada do Design Sponge. )

Até breve!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica de leitura - Na corda bamba

via Asa
Por vários motivos Joanne Harris é uma das minhas autoras preferidas, entre os quais se encontra a sua predileção por França; todos os seus romances se passam nesse país, que é também um dos meus países diletos.

A narrativa de "Na corda bamba" começa em Julho de 1610, fazendo uma retrospectiva de cinco anos pela voz da personagem principal, Juliette. A partir de determinado momento uma segunda voz vem assumir igual papel de narrador, sendo igualmente personagem principal, no drama que se inicia.
No momento em que Juliette faz esse flashback, já não é a celebre bailarina funâmbula de outrora, mas uma pacata irmã, levando uma vida simples, numa  pacata abadia, quase afastada da civilização. Da sua antiga vida, resta-lhe Fleur, a sua filha de 5 anos, cuja presença lhe recorda nos momentos de nostalgia, a conveniência daquela existência, longe de tudo e todos.
Porém, acontecimentos não resolvidos do passado batem à porta de Juliette, pela mão de LeMerle, o vilão da história, que força Juliette a aliar-se a ele, utilizando a filha como ameaça, na execução de um plano maquiavélico de vingança. 
No entanto, a aprendiza acaba por superar o mestre, na arte do ludibrio, frustrando-lhe os planos, desvendando a vida misteriosa do vilão, e proporcionando um final inesperado. 


Não é o meu livro preferido da Joanne Harris. Não foi tão surpreendente como habitualmente é, nem me prendeu à leitura como das outras vezes. Mas suponho que depois de Cinco quartos de laranja, a fasquia da expetativa seja quase sempre defraudada. 

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Decoração de Natal - Casinha de papel

Até parece que este blogue é de artesanato, ou trabalhos manuais. Não é isso que pretendo mas até ao Natal, muito provavelmente, vai ser assim mesmo. Porque eu adoro esta época, porque gosto de tudo o que lhe está associado, e porque quero partilhar aqui, o que vou fazendo e descobrindo na net.

No Natal passado a Letícia quis uma árvore fofa, no quarto dela. Desta vez será uma casinha natalícia, reaproveitando, mais uma vez, uma caixa de bolachas.

Casinha (de papel) de Natal
Material:
- Uma caixa de bolachas, ou cereais ( utilizei uma de bolachas, por ser mais pequena)
- Papel de scrapbook, ou fantasia
- Cola liquida
- Fita cola
- Tesouras 
-  Figuras de inverno, ou natalícias

Como fazer:
Descolar cuidadosamente a caixa;  estende-la do avesso na mesa, e desenhar o feitio da casa pretendida a lápis, medindo com a régua.
Utilizar o desenho da caixa, como molde para o papel que lhe vai ser colado, tirando daí as medidas. 
Recortar o papel craft, ou fantasia, e dobrar, pelas dobras da caixa. Desenhar o rebordo do telhado, as janelas e porta, e colar. Estando a casa pronta, cola-se a caixa, pelas dobras, utilizando a cola liquida, e reforçando com a fita cola. Pincelar o telhado com cola branca, e soltar neve. Colar num suporte de cartão, e decorar com figuras natalícias. 
Agora imagine uma série destas casinhas, fazendo uma alameda, a decorar uma entrada, ou a lareira!

Tenha um ótimo fim-de-semana!

Sugestão: Se pretender algo mais rápido e fácil, The cart before de horse tem o template da casinha. É só fazer download!