quinta-feira, 4 de junho de 2026

Cristo É Rei!

Hoje não é feriado, é dia Santo, dia do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que desde o Séc.XIII proclama a fé na presença de Cristo no pão e no vinho consagrados, promovendo a devoção ao santíssimo sacramento.  

Hoje tive vontade de falar sobre este assunto por ver, e sentir, que a religião católica tem deixado um vazio perigoso, e não é somente por constatar que o vazio desampara mas por observar que o vazio não permanece nessa condição muito tempo, algo se apodera dele, algo se instala, e essa substituição neste caso particular, também assim o observo, não é benévola, pelo contrário, é extremamente perigosa. 

Eu digo há anos que não preciso da igreja-edifício para me ligar a Deus, porque me ligo a Ele em qualquer sítio, se acredito que Deus está comigo,  mas não vejo com bons olhos que as igrejas sejam destruídas ou usadas como moradias, bares, discotecas, nem sequer livrarias! O edifício sacralizado, onde durante séculos Deus foi venerado como nosso criador não pode ser adaptado ao profanado, muito menos levianamente, isso é uma afronta à Divindade, e a quem  venera Deus. Não entendo como a Igreja-Instituição permite este estado das coisas, porque tem poder para reclamar e proteger, e tinha dever de o fazer. 

Se mencionar o poder político a minha indignação só cresce perante o surreal nível de decadência, na falta de proteção da nossa matriz cristã; é verdade que o Estado é laico, porém o povo e cultura não são! E para afronta maior, os governos estão a apoiar outras religiões, expropriando bens privados, habitações e comércios, para construção de "edifícios" que manifestamente confrontam as nossas crenças, e nos percebem como o inimigo. Se isto não é a própria contradição de um Estado laico não sei o que será. 

E é assim que o vazio se preenche, com a substituição de uma religião por outra. Quem em seu juízo perfeito não prefere o Cristo manifestado entre nós com  Corpo e Sangue, para nos ensinar o amor, a tolerância e a paz? A mensagem benévola que repercutiu por séculos ainda precisa de palco para ser divulgada, precisa dos espaços sagrados para continuar a alcançar os ouvidos mais surdos, as mentes mais alheadas, os espíritos mais inquietos. 

Não podemos abster-nos, deixar passar tudo com indiferença como se nada importasse, como se não víssemos, porque é nosso dever proteger a nossa fé, a nossa história, a nossa cultura. 

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