quarta-feira, 2 de junho de 2010

Preparar uma festa de aniversário infantil


Perdoem-me a falta de modéstia mas as festas infantis cá em casa são um sucesso! É um facto. E quando o afirmo pauto-me pelas impressões recolhidas aos próprios pequenos. Expressões como: Gosto muito desta casa, é uma casa alegre, vocês são muito divertidos, adoro as vossas festas, as festas aqui são diferentes, etc, saem-lhes espontaneamente.

Já me têm dito que termos terraço e jardim é muito importante nestas ocasiões; as crianças espalham-se pelo espaço, correm, saltam com a liberdade que as quatros paredes não permitem. Eu concordo, no entanto, esse é apenas um detalhe; nós não deixamos as crianças por conta própria, uns a brincarem, outros a aborrecerem-se, outros a disparatarem. A festa é organizada a pensar neles e começa semanas antes do dia em questão.

O tema da festa é decidido pelo aniversariante; nem sempre encontro por aqui as decorações necessárias, porém, graças ao eBay, sou abastecida com aquilo que preciso. Isto é feito com umas 3 semanas de antecedência, para não haver falhas.

Os convites são feitos por mim, com opinião, aval e contributo (recorte e colagem) do aniversariante.

O menu pensado e executado por mim, novamente, aquelas coisas básicas: bolo de aniversário ( chocolate), queques, cocos, natinhas, gelatina, batatas fritas, mini-sandes variadas, fruta e por fim piza e gelado.

As actividades são organizadas e dirigidas, por nós, os pais do aniversariante; uma tarde de jogos tradicionais, que facilmente se põem em prática. Dias antes selecciono os jogos e providencio o material necessário.
- Balões e risos: dê a cada criança um balão, para encher, que será atado por um fio ao tornozelo. Estando todos prontos dá-se partida e os participantes tentam pisar e rebentar os balões dos outros. Ganha o último a ficar com balão. Este jogo é hilariante, até eu jogo!

- Corrida de ovos: cada pequeno leva um ovo cozido (embora no início eu diga que não está, eles ficam mais excitados, depois conto!) numa colher e faz um percurso. Ganha quem chegar primeiro à meta, sem deixar cair o ovo.

- Cabra-cega: uma criança fica de olhos vendados, tentando identificar a criança que conseguir apanhar. Será esse o próximo a ficar de olhos vendados. O pai das crianças é particularmente engraçado neste jogo, uma risota para a pequenada.

- Desembrulha o presente: Uma caixa grande, embrulhada com papel de presente (reciclado!) é passada de mão em mão, pelas crianças que estão sentadas no chão em círculo. Sempre que a música pára de tocar a criança que tiver o presente na mão começa a desembrulhar o mais rápido possível, até que a música volte a tocar, pois aí tem que passar para criança seguinte. Dentro da caixa grande existem várias caixas, que eles vão desembrulhando e abrindo até chegar a uma muito pequenina. Desta vez era uma caixa de fósforos, tinha um brinde, para o pequeno vitorioso.

Enquanto decorriam os jogos, era pintada uma tela, pelas crianças. A criatividade deles é enorme e nenhum se coíbe de participar, ficando a obra final como recordação dos amigos, para o aniversariante.

Finalmente a piñata, que eu não entrego de mão-beijada. Faço uma caça ao tesouro da própria piñata; dou-lhes uma primeira quadra enigmática, que eles vão decifrando e encontrando mais quadras escondidas até chegarem ao esconderijo da supra citada. As crianças fazem uma fila, dos mais pequenos aos maiores, vendam os olhos e tentam acertar na piñata com um pau. Este momento também é muito aguardado, pois é divertido e no final ainda têm muitas guloseimas e brindes, para apanhar.

Os jogos vão mudando de festa para festa, estes citados foram jogados na festa do Duarte. Vou tirando as ideias dos livros “Jogos para crianças” de J.M. Allué, nada de rebuscado e muito divertido.
Assim se passa uma tarde de festa, numa casa alegre!

Tenha um feliz dia :)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

S.O.S. para a Família Santa Clara


(Imagem)
Ensinaram-me que a “Justiça é cega” para provar que ela é imparcial. Que a justiça é feita doa a quem doer. Porém, já há muito que deixei de acreditar nesta historinha mitológica; a justiça é cega porque é insensata.
Para se fazer Justiça é necessário ter os olhos e ouvidos bem abertos; a justiça é feita quando o mal é reparado, através de compensação ou castigo.

Há dias, ouvi o próprio bastonário da Ordem dos Advogados, Dr.Marinho Pinto, numa entrevista a propósito de um caso, declarar que a "Justiça não fazia justiça".  Falou de forma geral, não somente a respeito daquele caso. Que eu o diga, é uma coisa, que seja o bastonário e que não caia o Carmo e a Trindade, é outra. É triste, pois significa que ele sabe, todos sabem e é caso aceite.

Quando li no blogue da Bianca sobre a família Santa Clara, imediatamente me lembrei da declaração do bastonário; acontece no Brasil, onde a Justiça também não é feita.

O Mundo divide-se entre aqueles que querem que o Mundo mude e aqueles que fazem o Mundo mudar; a família Santa Clara pertence ao último grupo. Quer fazer parte dos últimos?
Então leia...

Aos leitores do Eneaotil, nunca pedi nada por aqui. Mas gostaria de fazer um barulho em relação a essa história. Peço que leiam até o final e que divulguem. Que contem a seus amigos jornalistas, que enviem esta história para os jornais, que relatem tudo o que eu contei aqui hoje, na mesa do jantar. Que compartilhem este escândalo no Google Reader, no Twitter, em listas de discussões. Que ajudem. Porque todo mundo aqui teve a oportunidade de ter uma família e sabe o quanto isto foi importante.”

Continue a ler aqui: Eneaotil. 
( A blogueira que divulga, e dá o testemunho, conhece a família Santa Clara)
Testemunhos de quem pertenceu - pertence?- à Família Santa Clara, aqui

Uma boa semana!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Receita de caracóis doces


Por uma questão de organização e disciplina impus a mim mesma, desde há muito, somente uma postagem semanal. Porém, se consigo controlar as postagens, controlar o impulso da escrita é-me completamente impossível, e por isso vou escrevendo os posts e guardando na pen. Acontece que os textos se vão acumulando, e ultimamente parece que comento constantemente em blogues que também escrevi sobre aquele assunto, mas guardei para publicar posteriormente. Entretanto, fico sem vontade de os publicar, afinal o assunto perde a originalidade, não é?
Tudo isto para dizer que vou ligar o piloto-automático e publicar os textos em stand-by, caso contrário corro o risco de chegar ao Natal ainda a falar das férias de verão.

Desta vez, uma receita que testei e aprovei ( aprovamos!) e quero partilhar. Inicialmente pareceu-me muito complicada de executar, mas estava errada. Da segunda vez que fiz, só precisei da receita para ver as quantidades. Tirei a receita do 100% Açúcar.  

Caracóis doces:

Ingredientes:
- 2 ovos;
- 240 ml leite morno;
- 100 gr de açúcar ( na receita dizia 40 gr, mas cá em casa gostamos de mais doce)
- 530 gr de farinha ( T 55 sem fermento);
- 1 c. café de sal;
- Meia saqueta de fermento de padeiro (no original indicava uma saqueta, mas eu coloco sempre metade)
- 80 de manteiga em cubos.
Preparação:
Colocar os ingredientes pela ordem indicada na MFP, o fermento por último; escolher o programa de Massa (na minha é o 8, cerca de 1h30 ).

Entretanto, prepara-se o creme pasteleiro da seguinte forma:
Ingredientes do creme pasteleiro:
- 2 gemas;
- 50  de açúcar;
- 20 gr de Maizena;
- 250 ml de leite;
- 80 gr pepitas de chocolate, sultanas, ou amêndoa ralada ( experimentei com os três);
- 1 ovo para pincelar.

Preparação:
Bata as gemas com o açúcar até esbranquiçar. Junto a Maizena e misture ainda. Aqueça o leite numa caçarola e deite-o pouco a pouco na mistura anterior. Deite tudo para a caçarola anterior e leve ao lume a engrossar. Reserve e deixe arrefecer.

Entretanto, voltando à MFP, retire no fim do programa; amasse-a, para tirar o ar e fazendo uma bola coloque-a numa tigela polvilhada com um pouco de farinha, colocando-a no frigorífico uma hora.
No fim desse tempo, retire, divida a massa em duas metades, estenda a massa com o rolo em forma de rectângulo, polvilhando a banca de trabalho com farinha. Estenda por cima metade do creme pasteleiro e por cima polvilhe com as pepitas ou o que quiser. Faça um rolo e corte fatias com cerca de 3 cm de largura. Coloque-as num tabuleiro com papel vegetal. Cobre-se com um pano e deixa-se descansar 40 minutos à temperatura ambiente.
Fazer o mesmo procedimento com a outra metade da massa.
Pincelar os caracóis com um pincel com ovo batido. Leve a cozer em forno a cerca de 180º 15 minutos.

São deliciosos ainda mornos, continuam muito bons frios e podem ainda congelar-se, para improvisar um lanche.

Bom apetite!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Campeonato dos mini. Que são mega!


Casei com um homem que não gosta de futebol e não é pura coincidência que o nosso filho também não goste. Nunca gostei deste desporto, e muito menos do interesse exacerbado que parece despertar na população; não compreendo as “notícias” de futebol nas Notícias da tv, que frequentemente antecedem informações verdadeiramente importantes. Nem compreendo o fervor com que os adeptos acompanham os jogadores. Também não compreendo os salários, prémios e contractos absurdamente milionários, celebrados entre clubes, jogadores e empresários.

Seria de estranhar, por isso, que eu nunca tivesse assistido a um jogo de futebol?! Não, pois não? Absolutamente coerente.

No entanto, li ou ouvi algures, alguém dizer que todos deveríamos pelo menos uma vez na vida, assistir a um jogo de futebol ao vivo. Que o espectáculo, o ambiente, os nervos, se tornam contagiantes e entusiasmantes.

Pelo menos uma vez na vida, parece-me bem.
E que essa primeira vez seja para ver um sobrinho, parece-me melhor ainda. Ontem foi a minha estreia, no último jogo do campeonato internacional de minis, com a equipa do meu sobrinho, de 6 anos, na semi-final, a disputar o primeiro lugar.

Já sei o que são treinadores de bancada; todos sabem melhor do que o treinador. E já sei como se portam as mães a dar ânimo aos filhos, em campo; energia pura, transmitida pelo fio umbilical imaginário.

Adorei ver os pequeninos, exaustos pela maratona de jogos do fim-de-semana, empenhados até ao final do jogo. E vibrei com a alegria deles, quando desfilaram, sentindo-se as próprias estrelas do céu. Lembrei-me do meu tio-avô  ( tio-bisavô do Gonçalo), jogador do Sporting Clube de Braga, num tempo em que se jogava verdadeiramente por amor à camisola. Quando os próprios jogadores, pagavam as chuteiras e equipamento dos seus bolsos.
Aquele é que deveria ser o verdadeiro espírito do desporto e eu revi isso, hoje, no jogo dos mini. Em tamanho, porque em atitude, eles são dos GRANDES.

Parabéns Gonçalo, brilhaste e quem estava lá viu!
(Este texto é dedicado ao meu sobrinho, que não gosta de perder nem a feijões.)

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A arte é subjectiva

E muito particular. Há autores que dizem: - Eu escrevi / produzi, agora cada um que interprete como entender.O meu trabalho acaba aí.
Há outros que dizem o contrário: - Não, eu quis dizer "isto" e é isso mesmo que significa.

Prefiro a liberdade interpretativa dos  primeiros.

Recordo-me dos professores de Língua Portuguesa que tive, e daqueles que me revoltaram profundamente por não aceitarem a minha interpretação na poesia. Como eu me sentia impotente e injustiçada perante aquela atitude redutora.  Desde logo, eu soube que um dia, sendo professora seria diferente.

Há professores que ensinam a reflectir – os bons professores e os outros, que obrigam a memorizar.

Quando a Letícia me mostrou esta escultura feita com um resto de massa quebrada eu achei-a muito bonita e pensei que já a conhecia de algum lado.
Lembrei-me da escultura pagã da Mãe-terra:


Mas não.
- É o pai. – Diz-me a autora.
-Aaaahhhh.... Digo eu.

Tenha uma óptima semana!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para onde vão as abelhas?!


Sempre achei fascinante e misteriosa a história das abelhas; em criança costumava imaginar como seria a vida dentro da colmeia, pois sabia que era uma sociedade inusitadamente organizada. E como eu, suponho que muitas mais pessoas e crianças se apaixonaram por elas, tendo em conta o sucesso que a série animada “Abelha Maia” teve e tem até hoje. De certa forma, através desses desenhos animados ficamos a saber um pouco mais sobre a vida destes insectos maravilhosos.

Em 2009 fui ao cinema, com as crianças, ver “História de uma abelha”; sinceramente, na altura achei o filme muito decepcionante, MAS….ele abordava  algo muito importante, que hoje relembrando acho de facto perturbador: As abelhas desaparecem e o Mundo muda, torna-se cinzento, triste, agonizante.

Porque é preocupante? Porque actualmente está a acontecer o despovoamento total das colmeias domésticas, não se encontrando os cadáveres das abelhas nas proximidades, nem existência de predadores.

Os investigadores e apicultores não sabem exactamente a que se deve esta vaga de extinções; aventuram-se em diversas teorias, como a poluição (uso de pesticidas), radiação transmitida pelas antenas dos telemóveis, que interferem com as antenas das abelhas fazendo-as perder a orientação da colmeia, aos produtos transgénicos através do consumo de pólen de milho, um micróbio novo. Ao certo ignora-se.

Ao certo sabemos somente que é grave, elas são polinizadoras naturais, induzem a formação de frutos e sementes. São produtoras de mel. O próprio Einstein deixou-nos a seguinte frase:
"Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao homem apenas restam quatro anos de vida. Não há abelhas, não há polinização, não há plantas, não há animais, não há homem".
Tão simples quanto isso, o impacto do desaparecimento das abelhas no ecossistema será fatal.

Eu adoro quando encontro abelhas e borboletas no nosso jardim, mas esta Primavera tenho constatado uma ausência preocupante. O que podemos fazer para reverter a situação?
Aventurar-nos na criação de abelhas? Eles fizeram-no, e contam aqui como foi.
Ou então, plantar as flores preferidas das abelhas, como: Hibisco-Hibiscus rosa sinensis, Brinco-de-princesa – Fuchsia, Camarão vermelho – Justicia brandejeana,  Candelabro-de-ouro – Pachystachis lutea, Alegria-de-jardim – Salvia splendens, Tajetes – Tajetes patula.

É pouco, não é? O ideal seria voltarmos a ter uma vida mais simples e natural. Nada de melhor me ocorre. E rezar, para que os cientistas solucionem rapidamente este mistério.

Tenha uma óptima semana!