segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dia do amor...


Nunca celebrei o dia de S.Valentim. Não sei exatamente porquê, mas é uma daquelas comemorações que nunca me disse nada. Mais do que ser um dia que promove o comércio, e o materialismo, acho que embirrava com o fato de ser um festejo imposto.
- Hoje vamos jantar fora! ( Porque tem que ser...)
- Tenho que comprar um presente! ( Tenho?! )
Embirro! 
E porque tem o amor que ter dia para celebrar? Podia ser todos os dias...

Mas. 
Por vezes vezes ( leia-se "acontece", não frequentemente!) mudo de ideias, e vejo as coisas com outra perspectiva. Aconteceu este ano, com o dia de S.Valentim. E não, não vou jantar fora, nem comprar presente, só não vou deixar passar o dia em branco. E vou adaptá-lo à minha maneira, celebrando o dia no sentido mais lato da palavra "amor". 
Vou escreve-lo em pedrinhas do mar.  

Provérbio sueco: "Ama-me quando eu menos mereço, porque é quando mais preciso"
E imprimir um poster! Que dure para todo o ano, e seja para toda a família, porque o Amor é altruísta e inclusivo.


O dia do Amor pode ser celebrado de muitas formas, em qualquer dia, e eu já comecei os festejos.

Tenha uma ótima semana, com muito Amor!

Nota: Ideia do poster retirado do Creative girl. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Sopa do Rogério

Desta vez é uma sopa! O tempo frio pede confort food. Se pede...
Estava eu a fazer zaping distraidamente, enquanto pensava que tinha que fazer uma sopa, quando entre canais ouvi qualquer coisa como " a receita da sopa". Voltei para trás, era o programa da Conceição Lino, e o convidado o Rogério Samora; ela dizia que o actor não sabia cozinhar mais nada, e portanto vinha ali ensinar a fazer a sua sopa. 
Pensei com os meus botões : " Deve ser boa, deve", mas deixei-me ficar, por curiosidade, a ouvir a receita. Comecei a ficar motivada, e como tinha todos os ingredientes, resolvi experimenta-la.

E pronto! Tive que rejeitar o meu pensamento precipitado sobre a Sopa do Rogério, porque a achei simplesmente a melhor sopa dos últimos tempos! Deliciosa! Comi dois pratos, e só não repeti a terceira vez porque a minha família já me lançava olhares estranhos. Mas que com aquela sopa eu fazia um festim, fazia! Entrada, sopa e primeiro prato. 
E tão simples. Para principiantes!

Sopa do Rogério
Ingredientes:
1,5 lt de água
azeite q.b.
uma cebola picada
três dentes de alhos picadinhos
uma courgete cortada em cubos, com pele
dois pés de alho francês, cortado às rodelas
duas cenouras grandes, cortadas às rodelas
duas batatas médias aos cubos

Como fazer:
Cobrir o fundo de uma panela com azeite, juntar a cebola picada e os dentes de alho; deixar alourar e acrescentar todos os restantes vegetais, envolver um pouco com a colher, e cobrir com a água quente. Esperar para levantar fervura, e temperar com sal a gosto. Baixar a temperatura e deixar cozer cerca de 40 m. 
Passar com a varinha grosseiramente, de modo a que fiquem alguns pedaços dos legumes.
E servir!

Tenha um ótimo fim-de-semana!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Como combater a queda de cabelo?

Victoria Beckham utiliza o cabelo como ninguém na composição da sua imagem.
Há quem diga que no processo natural da evolução do homem está prevista a calvice. Entretanto, toda a pilosidade corporal  vai sendo eliminada artificialmente, com a exceção da cabeleira. Essa é estimada, e valorizada, com champôs, cremes, máscaras e cores. O cabelo sempre foi uma imagem de marca da nossa identidade, e atualmente mais do que nunca!
Porém, dois terços dos homens ficam carecas por volta dos 40 anos, enquanto apenas uma em cada quatro as mulheres experiencia uma perda de cabelo acentuado durante a sua vida. 

Perder de 50 a 100 cabelos por dia é normal. A queda de cabelo pode ser motivada por variados factores, tais como genética, stress, medicação, nutrição deficitária, parto, causas hormonais ( tiróide), etc. 
Diz-se que no outono e primavera a queda de cabelo acentua-se, mas parece-me que depende das pessoas, por exemplo a mim as estações parecem não afetar-me.
Ao contrário do stress, em ocasiões de maior tensão, noto que perco mais cabelos.

Podemos fazer alguma coisa para impedir essa queda acentuada, que tanto nos aflige e preocupa? Sim.

No caso de tomar medicação, informe-se junto do farmacêutico, ou médico se algum dos efeitos colaterais será a queda de cabelo. Se for possível, peça para alterar a medicação para outra menos nociva. 

Se está a seguir alguma dieta para perder peso, converse com o seu nutricionista sobre a possibilidade de alteração da dieta. Que em nenhum caso deveria implicar a perda de cabelo.

Em caso de stress, pense em adoptar alguma técnica que o reduza, ou elimine, tal como fazer ioga, meditação, ouvir música clássica, frequentar ambientes tranquilos, ou simplesmente fazer aquilo que sabe o ajuda a acalmar.

Em caso de herança genética, pode reduzir o consumo de gorduras hidrogenadas e saturadas, assim como  o açúcar refinado,  a farinha, e alimentos processados. 

Pode sempre tentar outras alternativas, como por exemplo, fazer uma pasta de azeite ( que deve ser aquecido até uma temperatura suportável à pele) com mel e canela em pó  e com ela massajar o couro cabeludo, de 5 a 15 minutos. 

Tome vitaminas; a vitamina A é um antioxidante que promove o crescimento saudável do sebo no couro cabeludo.

Massaje  diariamente, por alguns minutos, o couro cabeludo para estimular a circulação. Uma boa circulação no couro cabeludo mantém os folículos pilosos ativos. A circulação pode ser melhorada através da massagem, usando algumas gotas de lavanda ou óleo essencial de amêndoas, ou gergelim.

Lave o cabelo com chá verde quente (duas saquetas de chá  num copo de água), que contém antioxidantes e pode evitar a queda, e ajudar o crescimento do cabelo. Deixe por uma hora e enxagúe.

Todas estas opções me parecem boas, muito melhores do que medicação ou cirurgia! 
Pois é, sou adepta de mezinhas caseiras, primeira opção possível: o que é natural.

Até breve!

Fontes: Wikihow 
Care2
Steady health

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

De esquisita a super star


Vale a pena sonhar e não desistir dos sonhos. 
Parece que há 3 anos atrás foi recusada pelas editoras, por ser considerada "esquisita".
Agora espera-se que seja a próxima Adele. Que faça aumentar milagrosamente a venda de c.d's e seja uma super star
Não sei se irá ser, mas eu gosto!

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Sonhos

- Ups! A taça já vai a menos de meio. Sucesso!
Confesso que era dos poucos doces que não conseguia fazer. Tentei duas ou três vezes, mas sem sucesso; chamaram-lhes "pesadelos". "Pedras". "Pedrinhas"!
E desisti. E fingi que não me importava, mas na verdade nunca tinha engolido essa minha incapacidade. Por conseguinte, quando vi no Tertúlia de Sabores esta receita dos Sonhos, não resisti!
Por dois motivos; esta receita e a forma de a fazer é algo diferente do que já tinha tentado, e era uma receita de família. Só não quis testar no Natal, porque achei mais seguro ficar-me por aquilo que faço bem. E a pressão seria muita! 

Não fui defraudada, não senhora! Posso agora dizer que sei fazer Sonhos.
Preste atenção: Receita ipsis verbis do Tertúlia de Sabores. 
" Sonhos

Ingredientes:

  • 400 ml de água
  • Casca de meio limão
  • 250 g de farinha de trigo
  • 30 g de açúcar
  • 50 g de manteiga
  • 1 pitada de sal (+/- meia colher de café)
  • 5 ovos médios (se foram pequenos poderão ser 6 ou 7)
  • óleo para fritar q.b.
  • açúcar e canela para polvilhar q.b.
Preparação:
Leva-se a água ao lume junto com a casca de limão, 30 g de açúcar, uma pitada de sal e a manteiga. Assim que ferver retira-se a casca de limão e deita-se a farinha toda de uma vez só mexendo de imediato com uma colher de pau, até a massa se soltar das paredes do tacho e formar uma bola.
Deixa-se arrefecer um pouco a massa, coloca-se numa taça e mistura-se um ovo de cada vez até obter a consistência certa.
(E agora é que a coisa se complica, como é que se descreve a consistência certa? A consistência e o aspecto desta massa é o de uma papa maisena espessa ou do creme das bolas de berlim, isto pode parecer um disparate, mas é a descrição que me ocorre fazer.)
Coloca-se o óleo na frigideira e deixa-se aquecer.
Para saber se o óleo já está quente deita-se-lhe uma colher de massa, quando a massa vier ao de cima o óleo está quente e pode começar a fritar os sonhos.
Depois de fritos, escorra em papel absorvente e passe por açúcar e canela.
Notas importantes:
Quem me ensinou a fazer sonhos foi a minha sogra, que durante muitos anos fez quilos deles para vender e os conselhos dela são de que devemos ter muita paciência. Para fazer sonhos de tamanho médio colocam-se colheradas de massa do tamanho pouco maior que uma noz na frigideira ela vai ficar 4 vezes maior. A massa vai ao fundo e depois sobe à superfície, quando a massa volta à superfície deve-se furar com um palito dos longos ou uma agulha de croché bem fina e desinfectada, isto vai fazer com que os sonhos cresçam lentamente, pois a massa vai abrindo e os sonhos começarão a virar-se quase sozinhos.
A quantidade de ovos a usar depende sempre do seu tamanho, por isso não é uma quantidade certa.
Em vez de usar 250 g de farinha de trigo também pode usar 50 g de maisena e 200 g de farinha de trigo."

Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Responsabilidade parental vai até que idade?

Eu sempre pensei que fosse até os filhos entrarem na maioridade; não que a partir dos 18 anos os pais se escusem dos seus deveres, tal como proporcionar condições para que os filhos estudem até se formarem, mas que a partir daí os filhos assumam, legal e moralmente, os seus deveres e responsabilidades. 

Porém, desde que li esta notícia no Mail online, tenho estado a debater-me com a possibilidade da responsabilidade parental ser eterna. Ou seja, até ao fim dos dias dos pais. Assustador, não?

Tudo porque segundo Charlie Taylor, o czar comportamental do governo inglês ( seja lá que diabos isso for!), criticou os lares com diálogo quase inexistente, onde os pais falham nos seus deveres mais básicos como proporcionar refeições, impor hora de dormir  e exigir cumprimento de regras, ensinando entre o certo e o errado. Essas crianças terminam deambulando pelas ruas, por volta dos dez anos e terão sido elas, já jovens adultos, os personagens dos motins que Londres viveu no verão passado. 

De queixo caído? Também eu.
Com certeza que as crianças oriundas de famílias desestruturadas, onde não existem regras, nem amor, e a indiferença é a emoção mais presente, não poderão ser bons alunos; não há motivação, não há interesse, nem supervisão. Por conseguinte, acabam por abandonar a escola, ou pior, acabam por ser expulsos da escola! 
E o que resta a estas crianças? A rua. E os gangues que as governam, onde eles serão aceites. E Deus sabe como estas crianças, estes jovens, necessitam de pertencer a algum sítio. Encontrar alguém com quem se identificar. 
Pena é que seja no lado oposto ao devido, ao correcto. Mas nunca ninguém lhes ensinou a diferença, pois não?!

Será então de espantar que estes jovens enveredem por caminhos ilícitos, tornando-se criminosos? Não, ninguém se espanta, creio eu.

Enquanto o senhor Taylor responsabiliza os pais, o antigo ministro da educação, o senhor Lammy, pede o regresso das lei disciplinadoras vitorianas, que permitem aos pais usar castigos corporais. Segundo ele, os pais já não são soberanos nos seus próprios lares. E eu pergunto, a culpa é de quem ? No meu lar, ainda sou soberana.

Tenho a impressão que muitos destes jovens, provenientes de famílias desestruturadas, desconhecem todas- ou quase todas-  formas de afecto, mas não os castigos físicos. Estou convencida que muita desta ira foi gerada exatamente por esses castigos corporais; frequentemente castigos aleatórios, injustos e desproporcionados. 

Que pena que entre um e outro, não haja  alguém mais compreensivo, que consiga abarcar a situação no seu todo, sem chegar a extremos na sua solução.

Certo. Há muitos pais que nunca deveriam ter tido filhos. Ou porque eles próprios já não tiveram modelos exemplares com quem aprender, ou porque simplesmente não têm capacidade para exercer a parentalidade responsável. O que vai a sociedade exigir a estes pais?  levá-los a tribunal e sentenciá-los com penas de prisão? A indemnizações? Ou esterilizá-los compulsivamente?

Parece-me que cada individuo é responsável por si. E sendo adulto e maior de idade a responsabilidade é unicamente sua. E ainda que os pais tenham falhado a ensinar-lhes as regras mais básicas para que sejam cidadãos decentes, eles sabem distinguir entre o certo e o errado. Porque no fundo, a opção é sempre de cada um.

Até breve!