quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ainda não chegou o inverno. Aaaaa...tchim!

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 Há dias, estava eu e a Letícia, sentadas no sofá, a ver um filme, quando ela diz: 
- Acho que já estamos no inverno!
Olhei lá para fora e vi a chuva a cair. Há vários dias que chovia copiosamente. 
- Borque dizes isso? Não…ainda esbamos no Outono. Respondi, enquanto apertava o nariz vermelho e dorido, com o trigésimo lenço de papel.
- Então, está frio, e já dormimos com o saco de água-quente. Explicou, enquanto se aconchegava a mim, e puxava a mantinha.

Pus-me a pensar. Afinal, já pus os edredons nas camas (na minha: edredon, saco, cobertor plus humano!), já aqueço água para os sacos; já ligamos o aquecimento e usamos a mantinha no sofá.

E já fui contemplada com a primeira constipação da época!

Confesso, o inverno é uma estação que não me agrada particularmente. ( Nem sequer porque as roupas não me fazem gorda!)

A minha reflexão filosófica sobre a entrada do inverno, continua aqui, Blog do ConsultaClick. ( diálogos com bolinha e tudo! Marotos...não é nada disso!)

Até breve.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Seis dicas para reusar roupa de verão no inverno

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Fiquei triste, quando os meus jeans preferidos se rasgaram no verão passado. Por isso, quando vi esta imagem, achei que tinha encontrado a solução perfeita. Não é certamente adequado a um ambiente formal, mas para o fim-de-semana, ou saída com amigos, é uma excelente solução.

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O branco é uma das cores tendência para o frio, o chamado "branco de inverno"; então é só respescar as peças brancas do verão e encrementá-las com peças mais quentes. Duas peças para as mais ousadas, como na proposta da imagem, ou apenas uma.

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Uma camisola de algodão pode ser costumizada com aplicações em metal, como essas, compradas na retrosaria, e ganhar um aspecto totalmente diferente. Parece outra!

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As camisolas grossas, tricotadas à mão, ou com aspecto de o serem, em tamanho superior ao que habitualmente vestimos são incontornáveis, desde o inverno passado. Encontram-se nos roupeiros do marido, pai e irmãos. Talvez a ganhar traça! Está na hora de arejá-las.

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Outra forma de renovar uma camisola, é aplicando-lhe uma gola; a oferta em estilos, materiais e preços é imensa. Muda de gola, muda de camisola!

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Usar todas as blusas de verão, acrescentando-lhe cachecóis e lenços volumosos. Para aquecer e dar um up ao look.

Propostas low cost para um guarda-roupa de outono/inverno renovado.

Até breve!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Vinculos fortes, filhos felizes" - A conferência


Conforme previsto, assisti na passada sexta-feira à conferência de Gordon Neufeld, subordinada ao tema Vínculos fortes, filhos felizes.
Tive ainda a grata surpresa de ser abordada por uma leitora do blogue, a Sónia, que aceitou o convite que aqui deixei para este evento. É muito gratificante conhecer pessoalmente quem lê o Mãe...e muito mais, e ser a destinatária de palavras tão gentis. ( Muito prazer, Sónia! A conferência valeu a pena duas vezes! )

Resumidamente, sobre a conferência. 
Começou Gordon Neufeld por afirmar, que provavelmente já sabíamos o que  iria dizer, ele estava apenas a dar-lhe nomes. De facto, o tema desenvolvido não foi novidade para mim, havendo claro algumas abordagens mais inéditas, por não pertencerem à minha realidade.

Segundo o autor, ao contrário do que muitos apregoam por aí,  o Estado não pode substituir a família na educação dos filhos; deve, sim, proporcionar condições às famílias, para que eduquem os filhos, sem lhes tirar o lugar.

A ciência defende actualmente que é através da emoção que se aprende, por isso os laços entre pais e filhos devem ser fortes e íntimos. Muitos filhos são verdadeiros enigmas para os pais, porque houve uma transferência da ligação dos pais, para a tecnologia e para os seus pares.

A intimidade tecnológica é mais viciante do que o tabaco e o álcool, mas não satisfaz. Os pares não podem ocupar o lugar dos pais, pela falta de conhecimento, sensatez e maturidade. Aliás, o número de vocábulos utilizado pelos adolescentes está a diminuir, exactamente, por estes comunicarem praticamente apenas entre eles.

"A imaturidade é a epidemia do nosso tempo"; como os pais não têm tempo para construir essas ligações com os filhos, escusam-se a dizer-lhes "não", julgando poupar os filhos, estão no entanto a retirar-lhes a possibilidade de enfrentarem a frustração, e de sentirem determinados sentimentos como tristeza, solidão e rejeição. Os filhos precisam de chorar ( e de ser confortados pelos pais!), de passar por esses processos de cura para amadurecerem.
O número de crianças a sofrer de ansiedade é crescente, porque  lhes falta vinculação. E eles fogem da vulnerabilidade, por não saberem lidar com ela.

Nós não precisamos de saber as respostas, para os nossos filhos, mas ser as respostas.  Os nosso predecessores também não sabiam as respostas, apenas faziam bluff. Porém, as coisas pareciam funcionar porque cumpriam determinadas funções vinculativas, não tão evidentes na actualidade, devido à falta de tempo.

Para educar bem os filhos, devemos, portanto, ler uma forte ligação com eles; Gordon Neufeld, fala em "possuir os seus corações". Demonstrar-lhes que eles contam para nós, cativá-los, dizer-lhes não, e fazermos pontes para o próximo momento, o próximo encontro ( - Até amanhã! Encontramo-nos no teu sonho! etc).
Esta forma de actuar junto das crianças é mais natural no contexto da família, do que no de Estado.

Pessoalmente, sei que a vinculação que tenho com os meus filhos permite chegar até eles com uma grande facilidade. Conheço-os o suficiente para saber que alguma coisa se passa, que algo os preocupa, ou entristece.
Sei como falar com eles, levando-os a fazer o que acho correcto, com a anuência deles, não como imposição. Por isso, sim, só posso concordar que a educação bem sucedida se faz partindo do amor.

O Auditório Montepio estava lotado, e justificadamente. Os meus agradecimentos pelo convite aos Filhos Felizes, e parabéns pela iniciativa. Urge divulgar mensagens deste teor, para bem das famílias, e nossa sociedade.

Tenham uma óptima semana!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Agora é que é: 10 coisas simples para uma casa feliz


Em seguimento do texto anterior, fiquei a pensar nas coisas simples que me fazem feliz em casa. Parece-me que dependendo da estação, as coisas podem mudar ligeiramente. No entanto, como estamos no tempo frio, a minha reflexão vai nesse sentido. 
Há pessoas que não apreciam estar em casa, eu gosto imenso, sou assumidamente muito caseira. 

Claro que sendo a casa um prolongamento, ou reflexo da pessoa que a habita, isto pode ser muito relativo. Portanto, partindo do principio que a casa está arrumada, com as camas feitas, e organizada, as dicas são as seguintes:

1º Decore com flores. 
Um arranjo ou uma jarra de flores, na entrada, na sala, ou naquela divisão da casa mais frequentada faz toda a diferença. Se tem flores no jardim não hesite em as cortar, ou então peça a algum familiar ou amigo, que tenha. Se tiver que comprar, pergunte na florista a durabilidade das flores, e opte por aquelas que ficam frescas durante mais tempo; porque as flores não são propriamente baratas.

2º Destaque objectos emocionais.
Uma das coisas que mais gosto depois das férias é rever as fotografias, dos sítios onde estivemos, dos amigos e familiares que encontramos;  revelar algumas fotos e distribuí-las pela casa, para as vermos quando passamos de divisão em divisão, vai trazer-nos sorrisos aos lábios sem sequer nos aperceber-nos. 
Um presente de alguém querido, também faz o mesmo efeito. A escolha é sua.

3º Faça bolos.
Obviamente os cheiros de cada casa são muito particulares. Fazem parte da identidade da casa. Os aromatizadores sintéticos não são muito do meu agrado, confesso, sou mais adepta dos aromas naturais. Um deles é o cheiro de bolo quente. Quando a minha família chega a casa, e logo na entrada eu os ouço a comentar: " Humm...que cheirinho!", estando eu a tirar algum bolo do forno, já sei que estão felizes por entrarem em casa. Não há melhores boas-vindas!

4º Invista em velas. 
As velas acesas proporcionam um ambiente único, mais relaxado, mais tranquilo. Romântico. Para além disso, quebram a rotina, se as usarmos à mesa, enquanto jantamos. Torna o jantar mais íntimo, e as conversas da família tornam-se quase sussurrantes. Não acredita? Faça o teste.

5º Disponha almofadas e mantas.
Estar sentado na sofá durante o outono e inverno, não é suficiente; para nos sentirmos aconchegados é fundamental ter uma manta macia e quente, e algumas almofadas confortáveis. Que devem estar sempre disponíveis, em cada sofá da casa. 

6º Tenha tempo.
Uma das coisas que se diz a respeito da casa, é que há sempre algo para  fazer; arrumar, aspirar, passar e dobrar roupa, as tarefas domésticas são infindáveis. Por isso mesmo, algumas pessoas não gostam de estar em casa. O segredo é: pare! 
A casa ainda não está perfeitamente limpa e arrumada, mas está razoável. Então, sente-se no sofá, estenda a mantinha nas pernas, ajeite a almofada e faça uma pausa; leia, veja um filme, ou durma uma sesta. Ou não faça nada, fique simplesmente parada, a desfrutar de fazer nada. 

7ºTenha um hobby.
Há passatempos que nos trazem grande satisfação, e além disso tornam-se úteis, como o tricô, o meu preferido, mas também o croché, a costura, etc. Ter um cesto com as lã, junto ao sofá, para tricotar um cachecol ou uma camisola, para oferecer no Natal, proporciona grande satisfação. 
Li recentemente que o tricô é uma terapia contra o stress e a depressão. Leia mais aqui.  

8º Compre bebidas quentes. 
Gosta de chá? Eu gosto imenso, e sendo do conhecimento geral,  é um presente que recebo tão frequentemente que nem tenho que comprar. No inverno sabe-me muito bem beber um chá a qualquer altura. Se prefere chocolate quente, compre daquelas misturas preparadas para juntar o leite, por ser mais prático. Mas tenha sempre na despensa, para que não tenha que dizer: apetecia-me tanto, mas não há!
Uma bebida quente em dias frios é muito reconfortante, aquece o corpo e alma. 

9º Jogos.
Os momentos em família são sempre bons, mas por vezes a monotonia instala-se, e uma forma de animar o espírito são os jogos; passar algumas horas à volta de um tabuleiro, a desenhar, gesticular, etc, é divertido e instrutivo. 

10º Casa com o mais importante.
A casa é o nosso refúgio, onde descansamos, convivemos e despimos a armadura que o exterior frequentemente nos exige. Então, o segredo para que a casa nos faça felizes, só nós o poderemos conhecer, transformando a casa naquilo que queremos.  
Cuidar da casa, investir em objectos que proporcionam conforto e identificação, tornando a casa um espaço convidativo, onde descansamos e nos divertimos, é investir em nós.

Até breve!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"10 coisas simples para o fazer mais feliz em casa"

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O título do artigo motivou-me à leitura, mas logo no item um, fiquei de queixo caído:
Faça a sua cama diariamente. 

Mas pelo amor de Deus...que é isto?! Chegamos ao ponto em que se escrevem livros e artigos a ensinar o mais básico do elementar?

Uma cama demora 2 minutos a fazer.
Pessoas que não fazem camas, farão alguma coisa em casa? Lavarão a louça suja, farão máquinas de roupa? Estenderão a roupa?! Não me parece, e por isso evidentemente este tipo de pessoa não se sente bem em casa, que aliás já perdeu esta designação, mas também não lhe vou dar a outra.

Parece-me que é uma questão de hábito; quem foi educado a arrumar o quarto desde sempre, vai continuar a fazê-lo, mesmo quando sai de casa, para estudar ou trabalhar fora. Mesmo quando não divide a casa com ninguém. E claro que isso se aprende, desde criança; são hábitos que se adquirem desde que os petizes começam a brincar.

Com os meus filhos a regra era simples: no final da brincadeira arrumavam tudo, dentro das caixas, dentro do cesto dos brinquedos. Antes de se deitarem, os quartos tinham que ficar arrumados, por maior bagunça que tivessem.
Quando eram muito pequeninos, nós brincávamos com eles, e ajudávamos a arrumar. Quando cresceram, começaram a fazer essa tarefa sozinhos.

Portanto, sim, estou a contar que um dia façam as camas, aqui e em qualquer outra casa.
Puxar as orelhas aos lençóis muda o aspecto total do quarto, ainda que este esteja desarrumado fica logo com outro ar. Pronto, puxar as orelhas dos lençóis, um minuto!

E quem pensa que fazer a cama não tem muita importância, fique sabendo que é um detalhe que contribui para a felicidade a ponto de se escreverem livros sobre o assunto!

Até breve.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vínculos fortes, filhos felizes

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É o tema da conferência de Gordon Neufeld, psicólogo canadiano, e um dos grandes especialistas mundiais da actualidade que dedica a sua carreira à investigação das relações e vinculação entre pais e filhos. 
Entre as várias mensagens que propõe, Gordon Neufeld defende que os vínculos fortes entre pais e filhos são o caminho para futuros adultos seguros e felizes.

Para mim esta ideia faz todo o sentido, é de resto algo que ponho em prática desde que me tornei mãe, e tento divulgar aqui no blogue. 
Não creio que ser mãe e pai seja intuitivo, embora reconheça que também é, contudo acredito muito mais no conhecimento, seja através dos livros, seja através do diálogo, com pessoas que estudam e põem em prática as suas teorias. 
Aprender a ser mãe e pai demora toda uma vida e ainda assim, erramos, duvidamos, recuamos, e tentamos constantemente fazer as coisas bem. Por conseguinte, quando encontramos pessoas em quem reconhecemos capacidade  de nos auxiliar nesta jornada da maternidade, absorvemos as suas teorias, com a avidez de quem deseja desempenhar o melhor possível, este papel.
Por tudo isto, quando recebi o convite dos Filhos Felizes, para assistir à conferência deste autor, senti-me extremamente motivada. 

Gordon Neufeld tem programada uma digressão para vários países europeus, incluindo uma intervenção no Parlamento Europeu, em Bruxelas, onde se reunirá com o grupo parlamentar "Childhood Quality". Mas antes, vem a Portugal, proporcionando-nos uma oportunidade única, para o ouvirmos expor as suas ideias.

Com milhares de exemplares vendidos em todo o mundo, o seu livro "Hold On to Your Kids" está traduzido em mais de dez línguas e é considerado uma das grandes referências da psicopedagogia actual. 

Por tudo isto, divulgo esta conferência que me parece ser muito interessante, para pais, professores, educadores, e profissionais da saúde infantil. 
Se tudo correr bem, encontramo-nos lá! 

Tenham uma óptima semana! 

Conferência "Vínculos Fortes, Filhos Felizes"
 INSCRIÇÕES
Individual: 10 eur /  Casal: 15 eur
Local: Auditório Montepio, Rua do Ouro, 219 - Lisboa
Contactos:
 217 552 603