segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Aliviar" o Pai Natal



Não gosto dos desenhos animados do Family Guy. Parece que estou a publicitar a série, mas não. Nunca vi um episódio completo, porque ao fim de alguns minutos estou agoniada, enjoada. Muito menos gosto que os meus filhos vejam; no entanto, isso não impede que o Duarte goste, e já o tenho apanhado diversas vezes a ver. O que leva  sempre à mesma conversa: é muita violência, gratuita, influencia negativamente, não transmite valores que nós promovemos, etc.

Porém, há dias, numa dessas ocasiões em que o Duarte estava a ver a série, eu entrei exactamente num momento que me fez parar e nada dizer; era sobre o Natal. Stewie estava decidido a matar o Pai Natal, ignoro o porquê, quando foi apanhado de surpresa, por um Pai Natal aliviado pela libertação que Stewie lhe trazia.

Segundo o Pai Natal, estava exausto, tinha chegado ao limite. Inicialmente, o seu trabalho era gratificante, ele e os duendes faziam brinquedos de madeira, durante todo o ano; porém, com o tempo, o aumento demográfico, e a exigência das crianças, que agora só pedem telemóveis e ipods, aumentando a poluição produzida pela fábrica, tornou-se insuportável.

Os duendes propagaram-se geneticamente, e daí resultaram verdadeiras aberrações, que trabalham noite dia, para morrerem de exaustão, e serem subsituidos por outros.
Por isso a Morte parecia-lhe uma excelente solução.

Não vi o episódio todo, sei que Stewie andou a distribuir os presentes, pelo Pai Natal, mas fiquei a pensar.

Até o Pai Natal do Family Guy está farto deste Natal consumista e materialista!
Pelo menos nisto, concordamos.

Tenham uma óptima semana!

sábado, 24 de novembro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Bolo fofinho de limão

O meu marido fez-me prometer que postaria a receita deste bolo como "bolo da Teixeira"; porque lhe fez lembrar imenso o sabor do Biscoito da Teixeira. Feito. De certo modo.

Já lhe aconteceu querer fazer um bolo e não ter manteiga? A mim também. E não ter ovos? Mais complicado, mas a mim também. Este bolo não precisa desses dois ingredientes. E é vegano, embora eu tenho alterado uma coisinha. O aroma encheu a casa, e todos gostaram.

 Bolo Fofinho de Limão

Ingredientes:

3 chávenas de farinha de trigo
2  chávenas de açúcar cristal
3/4 de chávenas de óleo
2 colheres (café) de bicarbonato de sódio
4 colheres (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de essência de baunilha
1 1/2 colher (sopa) de vinagre branco
1 1/4 xícara de leite vegetal ( usei de leite de vaca!)
Sumo e raspas de 1 limão

Como fazer:

Misture os ingredientes secos e adicione o vinagre e a essência de baunilha. 
Amorne um pouquinho o leite vegetal e acrescente aos poucos o leite alternando com o óleo. Misture bem até formar uma massa homogênea.
Acrescente então as raspas e o sumo do limão. Esta massa não necessita do uso de batedeira, pois não é necessário bater muito, apenas o suficiente para misturar bem os ingredientes e homogeneizar a massa, que deve ser mais pastosa do que líquida. 
Unte uma forma com buraco no meio e leve ao forno pré-aquecido para assar por aproximadamente 40 minutos. 
Faça o teste do palito para ver se o bolo está bem assado.
 
A receita veio do Cantinho Vegetariano. 
 
Tenha um doce fim-de-semana!


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Bebé Gourmet – Comida a sério para crianças


Via Bebé Gourmet
Há uns tempos estava a ver um daqueles concursos de culinária na televisão, quando o desafio aos pretendentes a chef, era criar um prato infantil. Perante a proposta de cada um deles, tive que me rir um bocadinho, concluindo que certamente não seriam pais!

Quando cozinhamos para os filhos temos outra noção, outras preocupações, e outros objectivos; queremos que os nossos filhos comam tudo o que está no prato, mas também que o façam de bom grado, integrando uma alimentação saudável e saborosa.

Infelizmente, nem sempre para as mães que trabalham fora de casa, é possível tratar desta questão com o cuidado que gostariam. E foi exactamente por sentirem essa dificuldade que duas amigas, com filhos e vida profissional, tiveram a fantástica ideia de criar o Bebé Gourmet.

Quando recebi o convite para visitar a cozinha, e li a informação relativa a este serviço, rendi-me totalmente ao conceito aqui aplicado.
Os ingredientes são frescos, de origem biológica. A congelação de algumas refeições (as que são para encomendas) é feita num abatedor de temperatura, onde a descida súbita de temperatura, permite preservar os alimentos mantendo-lhes todas as propriedades e isentando-os de bactérias. Aliás, este departamento está entregue a uma engenheira alimentar que me pareceu muito empenhada e competente.
As ementas são caprichadíssimas; uma combinação rigorosa de quantidade e qualidade em termos de nutrientes necessários à alimentação das crianças.
A comida não tem sal, nem açúcar, que é substituído por ervas aromáticas, e o açúcar da própria fruta.
O aspecto é maravilhoso, confesso que eu, como adulta, babei com a ementa e posteriormente com a visualização dos pratos confeccionados. Não tenho dúvida alguma que aquelas propostas serão do agrado das crianças! Aliás, foi-me dito que todos os colaboradores comem da mesma comida e que é óptima.

As ementas semanais podem ser consultadas no site; os clientes têm ainda a possibilidade de adquirir as refeições no local, diariamente, ou então encomendar de segunda a sexta-feira, com entrega ao domicílio, desde que o valor da encomenda seja superior a 20€. Os preços variam de 0,95 a 2.60€. Há dois pratos do dia, e mais quatro à escolha.
A oferta inclui sopa, prato principal, e sobremesa.
O serviço é muito simpático e prestável, fiquei com uma óptima impressão da equipa.

Esta minha visita relâmpago a Lisboa mostrou-se muito produtiva; para além da conferência de Gordon Neufeld, visitei o Bebé Gourmet, e ainda me encontrei com a Patrícia! Encontrar amigos nas minhas viagens faz toda a diferença, é a cereja em cima do bolo.

Para terminar, os filhotes da Patrícia foram os meus avaliadores, relativamente à comida do Bebé Gourmet. O comentário foi o melhor: “ É muito bom. Parece comida caseira!”

Porque as ideias boas merecem ser divulgadas e promovidas (para mais quando criam empregos!) façam circular a novidade: O Bebé Gourmet pode ser A solução que muitos procuram!

Até breve!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ainda não chegou o inverno. Aaaaa...tchim!

Via
 Há dias, estava eu e a Letícia, sentadas no sofá, a ver um filme, quando ela diz: 
- Acho que já estamos no inverno!
Olhei lá para fora e vi a chuva a cair. Há vários dias que chovia copiosamente. 
- Borque dizes isso? Não…ainda esbamos no Outono. Respondi, enquanto apertava o nariz vermelho e dorido, com o trigésimo lenço de papel.
- Então, está frio, e já dormimos com o saco de água-quente. Explicou, enquanto se aconchegava a mim, e puxava a mantinha.

Pus-me a pensar. Afinal, já pus os edredons nas camas (na minha: edredon, saco, cobertor plus humano!), já aqueço água para os sacos; já ligamos o aquecimento e usamos a mantinha no sofá.

E já fui contemplada com a primeira constipação da época!

Confesso, o inverno é uma estação que não me agrada particularmente. ( Nem sequer porque as roupas não me fazem gorda!)

A minha reflexão filosófica sobre a entrada do inverno, continua aqui, Blog do ConsultaClick. ( diálogos com bolinha e tudo! Marotos...não é nada disso!)

Até breve.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Seis dicas para reusar roupa de verão no inverno

Via
Fiquei triste, quando os meus jeans preferidos se rasgaram no verão passado. Por isso, quando vi esta imagem, achei que tinha encontrado a solução perfeita. Não é certamente adequado a um ambiente formal, mas para o fim-de-semana, ou saída com amigos, é uma excelente solução.

Via
O branco é uma das cores tendência para o frio, o chamado "branco de inverno"; então é só respescar as peças brancas do verão e encrementá-las com peças mais quentes. Duas peças para as mais ousadas, como na proposta da imagem, ou apenas uma.

Via
Uma camisola de algodão pode ser costumizada com aplicações em metal, como essas, compradas na retrosaria, e ganhar um aspecto totalmente diferente. Parece outra!

Via
As camisolas grossas, tricotadas à mão, ou com aspecto de o serem, em tamanho superior ao que habitualmente vestimos são incontornáveis, desde o inverno passado. Encontram-se nos roupeiros do marido, pai e irmãos. Talvez a ganhar traça! Está na hora de arejá-las.

Via
Outra forma de renovar uma camisola, é aplicando-lhe uma gola; a oferta em estilos, materiais e preços é imensa. Muda de gola, muda de camisola!

Via
Usar todas as blusas de verão, acrescentando-lhe cachecóis e lenços volumosos. Para aquecer e dar um up ao look.

Propostas low cost para um guarda-roupa de outono/inverno renovado.

Até breve!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Vinculos fortes, filhos felizes" - A conferência


Conforme previsto, assisti na passada sexta-feira à conferência de Gordon Neufeld, subordinada ao tema Vínculos fortes, filhos felizes.
Tive ainda a grata surpresa de ser abordada por uma leitora do blogue, a Sónia, que aceitou o convite que aqui deixei para este evento. É muito gratificante conhecer pessoalmente quem lê o Mãe...e muito mais, e ser a destinatária de palavras tão gentis. ( Muito prazer, Sónia! A conferência valeu a pena duas vezes! )

Resumidamente, sobre a conferência. 
Começou Gordon Neufeld por afirmar, que provavelmente já sabíamos o que  iria dizer, ele estava apenas a dar-lhe nomes. De facto, o tema desenvolvido não foi novidade para mim, havendo claro algumas abordagens mais inéditas, por não pertencerem à minha realidade.

Segundo o autor, ao contrário do que muitos apregoam por aí,  o Estado não pode substituir a família na educação dos filhos; deve, sim, proporcionar condições às famílias, para que eduquem os filhos, sem lhes tirar o lugar.

A ciência defende actualmente que é através da emoção que se aprende, por isso os laços entre pais e filhos devem ser fortes e íntimos. Muitos filhos são verdadeiros enigmas para os pais, porque houve uma transferência da ligação dos pais, para a tecnologia e para os seus pares.

A intimidade tecnológica é mais viciante do que o tabaco e o álcool, mas não satisfaz. Os pares não podem ocupar o lugar dos pais, pela falta de conhecimento, sensatez e maturidade. Aliás, o número de vocábulos utilizado pelos adolescentes está a diminuir, exactamente, por estes comunicarem praticamente apenas entre eles.

"A imaturidade é a epidemia do nosso tempo"; como os pais não têm tempo para construir essas ligações com os filhos, escusam-se a dizer-lhes "não", julgando poupar os filhos, estão no entanto a retirar-lhes a possibilidade de enfrentarem a frustração, e de sentirem determinados sentimentos como tristeza, solidão e rejeição. Os filhos precisam de chorar ( e de ser confortados pelos pais!), de passar por esses processos de cura para amadurecerem.
O número de crianças a sofrer de ansiedade é crescente, porque  lhes falta vinculação. E eles fogem da vulnerabilidade, por não saberem lidar com ela.

Nós não precisamos de saber as respostas, para os nossos filhos, mas ser as respostas.  Os nosso predecessores também não sabiam as respostas, apenas faziam bluff. Porém, as coisas pareciam funcionar porque cumpriam determinadas funções vinculativas, não tão evidentes na actualidade, devido à falta de tempo.

Para educar bem os filhos, devemos, portanto, ler uma forte ligação com eles; Gordon Neufeld, fala em "possuir os seus corações". Demonstrar-lhes que eles contam para nós, cativá-los, dizer-lhes não, e fazermos pontes para o próximo momento, o próximo encontro ( - Até amanhã! Encontramo-nos no teu sonho! etc).
Esta forma de actuar junto das crianças é mais natural no contexto da família, do que no de Estado.

Pessoalmente, sei que a vinculação que tenho com os meus filhos permite chegar até eles com uma grande facilidade. Conheço-os o suficiente para saber que alguma coisa se passa, que algo os preocupa, ou entristece.
Sei como falar com eles, levando-os a fazer o que acho correcto, com a anuência deles, não como imposição. Por isso, sim, só posso concordar que a educação bem sucedida se faz partindo do amor.

O Auditório Montepio estava lotado, e justificadamente. Os meus agradecimentos pelo convite aos Filhos Felizes, e parabéns pela iniciativa. Urge divulgar mensagens deste teor, para bem das famílias, e nossa sociedade.

Tenham uma óptima semana!