sexta-feira, 11 de junho de 2021

Curgete estufada com Tofu sedoso



 Esta comidinha é muito simples, rápida de fazer e deliciosa. 

 

Estufado de Curgete com tofu sedoso

Ingredientes:

Uma curgete

Meia cebola

Um dente de alho

Uma tira de pimento vermelho

Meia embalagem de tofu sedoso

Uma colher de café de cúrcuma

Sal marinho, pimenta caiena, e azeite q.b.

Rodela de limão


Como fazer:

Cortar a curgete aos cubos pequenos e reservar. Picar a cebola e o dente de alho, saltear numa sertã em azeite até ficarem translúcidos; acrescentar a curgete, temperar com cúrcuma, sal e pimenta, envolver e deixar cozinhar, em lume médio 5 minutos. Juntar o tofu desfeito, envolver tudo, deixar cozinhar mais 2 ou 3 minutos, e está feito! 

Reguei com sumo de limão, e acompanhei com arroz agulha branco.

 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Casa própria para todos é possível?

Durante muitos, muitos, anos pensei que este modelo de mundo em que vivemos era o único possível; que o dinheiro seria absolutamente fundamental, que as coisas que ele nos proporciona são obrigatoriamente caras, e por isso inacessíveis a uma grande franja da população mundial. E que a existência de pobres e ricos seria inevitável. Agora percebo que o pensava partindo de premissas não verdadeiras ou não necessariamente verdadeiras, mas que eram aquelas que nos davam como imutáveis. Mas só é assim porque interessa ao sistema, o topo da pirâmide alimenta-se com a sujeição, e exploração da base.
 
Felizmente, estão a surgir pessoas visionárias e maravilhosas que com conhecimentos não convencionais, trazem propostas para uma forma de estar no mundo mais fácil, mais amiga do ambiente, mais democrática; é o caso do arquitecto Michael Reynolds que nesta apresentação prova como possuir casa própria pode ser acessível a todos, e que a sua manutenção, em termos de facturas, pode ser tão irrisória como 100$ anuais.
 
Ter habitação digna deveria ser direito inalienável de todos os seres humanos, e é possível. O mundo já deveria ser um lugar assim há muito! Está provado que não podemos esperar mais pelos governos, instituições e ONG's, teremos que ser nós a fazer a nossa parte.
 
  
TEDxTamaya - Michael Reynolds - 11/22/09
   

terça-feira, 1 de junho de 2021

Dia Mundial da Criança - atormentada?

Não sei como se pode comemorar este dia depois de termos feito passar as crianças por uma série de horrores neste último ano. Há tantas crianças traumatizadas devido às restrições que lhes foram impostas.  Mesmo sem ser necessário, pois por lei estão isentas de usarem máscara na rua, ou por uma série de outras coisas, como terem celebrado os aniversários sozinhas, terem ficado em casa, sem saírem nem brincarem no exterior durante meses, não terem ido à escola, terem ido finalmente, mas ficarem interditadas de se aproximarem dos amigos, de se tocarem, praticamente de se falarem; e depois de serem forçadas a serem testadas sem sintomas, de terem sido confinadas sem sintomas porque estiverem em contacto com quem deu positivo, e arrastado a família ao confinamento, e por aí vai.

E a maioria dos pais pediu tudo isto, pediu que as escolas fechassem, encerrou os filhos em casa, interditou a família, berrou slogans protectores que os faziam saltar e tremer, impingiu-lhes a máscara mesmo quando choravam e pediam para não a usarem. E ficou em casa, a ver os noticiários catastróficos, a acreditar, apesar dos números irrisórios de óbitos que incluíam os da gripe e outras doenças, porque a palavra "pandemia" é ameaçadora; não a sua definição, entretanto mudada pela OMS, já não se pauta pelo número de mortes mas de contaminados, e esses são feitos "á la carte", com testes pcr que o próprio inventor definiu não serem apropriados para aplicar em pessoas. Mas o bloqueio é profundo. 

Cristina Martins, psicóloga no DICAD, afirma que nunca os psicólogos foram tão procurados como agora; mas que há pais que até deixam de ir às consultas, quando lhes é sugerido que afrouxem as regras, apesar da gravidade dos sintomas dos filhos. ( In Activa Abril 2020)

Não me parece que as crianças tenham algo que comemorar, novamente, este ano. Ninguém as defendeu, ou poucos o fizeram; conheço uma mãe que hoje deu feriado de escola aos filhos, e levou-os à praia. E conheço outra que retirou da creche a menina de 2 anos, para não a sujeitar a educadoras mascaradas e essas coisas todas. Benditas mães. E benditas todas as crianças! 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

O ninho vazio

 

Via
 

Estes dias encontrei uma amiga de infância que se admirou, profundamente, por eu ter "já" os meus dois filhos a estudar fora de casa; na verdade, os filhos da minha geração já foram há mais tempo, já os há licenciados, mestres, a trabalhar e até pais, e por ter sido mãe tardiamente (aos 34 e 35 anos)é que ainda os tenho a iniciar os estudos universitários, mas creio que o que a chocou mais a ela foi a projecção que fez em mim; eu estou sem os meus dois, ela estará sem o dela, filho único, no próximo Setembro. Como me sinto eu, indagava-se, custa muito sentir o ninho vazio?! 

Nem por isso. Choque total, não é? Não se espera de todo, sobretudo quando se trata de uma mãe a tempo inteiro, mas aí é que paradoxalmente reside a explicação - eu passei todo o tempo do mundo com os meus filhos; eu fiz-lhes todas as vontades e satisfiz-lhes todos os apetites quando me pediam e solicitavam. Não há arrependimentos, estive lá para eles, como continuo agora, sempre que necessário. 

Portanto que os filhos saiam de casa para estudar, é uma etapa esperada, comum a tantos outros, sinal de maturidade e que a vida decorre normalmente, rumo à independência. O que há para choramingar? A saudade? Sim, há alguma, mas quando se fala com os filhos diariamente, e eles vêm a casa todos os fins-de-semana,é colmatada.

Mas eu entendo esta coisa do ninho vazio e até me lembro muito de uma história que me contaram há 20 e tal anos atrás; a cliente de uma tia partilhou com ela o arrependimento que lhe sobreviera quando a filha saiu de casa, para a Faculdade noutra cidade, e ela se sentira posta de lado, depois de ter deixado de trabalhar para ser mãe a tempo inteiro. E como moral da história ela afirmava: não aconselho nenhuma mulher a fazê-lo, os filhos são ingratos! Tudo isto me foi contado como alerta, mas evidentemente que não me impressionou porque fiz a minha escolha convicta do que fazia, achando que cada caso é um caso e que aquele não me representaria. Felizmente, assim foi.  

Devo também acrescentar que apesar de viver a maternidade intensa e integralmente, não foi por abdicar de trabalho que me anulei enquanto pessoa, pelo contrário, a minha situação deu-me oportunidade de crescer, amadurecer e evoluir para aquilo que enquanto ser humano pretendia ser. E estou deveras agradecida por isso. Por conseguinte, a casa pode estar mais vazia mas a minha cabeça não está, gosto da minha companhia, do tempo a sós, e nunca me aborreço. E depois, os meus filhos não são absolutamente nada ingratos, gostam de voar para o ninho, sentem-se bem aqui, e concluo que fizemos algo de valor, como diz aquele sábio ditado: demos-lhes asas para voar mas também raízes.  

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Despertar

(Este post foi escrito a 7 de Janeiro de 2019, e esquecido nos rascunhos, mas mais do que nunca faz todo o sentido agora)
 
Por vezes, a realidade parece-me um sonho; vejo-me numa espécie de zoo, com grades e ambiente artificial recriando o natural.
Sinto que as fronteiras que me rodeiam não estão assim tão distantes como julgamos, e que os objectos por aqui colocados não passam de adereços a imitar os reais, para nos defraudarem realisticamente. E o cenário, de tão bem arquitectado e montado, distrai-nos tão completamente, que acreditamos viver em liberdade, em amplas extensões sem fim, enquanto afinal vivemos uma vida confinados, numa jaula mal arejada. 
Tenho porém a impressão, de que nesses momentos, olhando a vida que me parece um sonho, é quando mais acordada estou.  

terça-feira, 18 de maio de 2021

"Tenho 398 dias e estou a ver pela primeira vez rostos sorridentes em público"

 

Via FB
Eu sei de casos em que isto está a acorrer, mas em versão piorada; de uma neta de 2 anos que há mais de um ano não vê nunca os rostos dos avós, nem em público nem em casa. De outro menino, três anos, que vive no 1º andar da casa onde os avós residem no rés-do-chão; aqui a avó sai ao jardim e fala com ele sem máscara, mas o neto chora porque quer estar com ela; quer o toque; entre lágrimas vai dizendo: eu quero a minha avozinha, quero colinho, quero beijinhos da minha avozinha. Esta, não fica indiferente à dor do neto, ela também a sente, e chora também, é a reacção a que se permite.

Isto é de fazer chorar as pedras da calçada, mas os adultos não desbloqueiam. Resistem! Pela vida, julgam eles, resistem ao amor, porque o medo é mais forte, o que não deveria ser. Sem amor não somos nada! 

Estamos a contribuir para a destruição e trauma de gerações que deveríamos proteger e amar. Isto terá um preço muito alto.